Estado quer novas rotas e aeronaves maiores a partir de Serra Talhada
Por Nill Júnior
Para isso, ampliação do Aeroporto Santa Magalhães foi discutida na Secretaria Nacional de Aviação Civil
Durante passagem por Brasília nesta quarta-feira (20), a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista, participou de reunião na Secretaria Nacional de Aviação Civil com o intuito de tratar de investimentos voltados para o desenvolvimento do setor.
No encontro, a secretária foi recebida pela diretora em exercício do Departamento de Investimento, Juliana Nunes, e pelo coordenador-geral de Projetos Aeroportuários, Márcio Maffili.
Na ocasião, foram discutidos os aportes necessários para o incremento das operações no aeródromo Oscar Laranjeira, em Caruaru, que completa pouco mais de dois meses do início de voos comerciais regulares no terminal.
O projeto de expansão da infraestrutura do aeroporto Santa Magalhães também foi tratado. O objetivo da administração estadual é ampliar a capacidade das aeronaves que operam nos locais, bem como os destinos partindo diretamente de Caruaru e Serra Talhada.
Com o aumento na procura das rotas a partir de Serra Talhada, há análise para a mudança da aeronave que fará a rota, mas a expansão da estrutura do aeroporto é condição imperativa. Da mesma forma, para novas rotas a partirde Serra Talhada.
A fase final das obras de iluminação dos morros do Aeroporto Governador Carlos Wilson, em Fernando de Noronha, também esteve em pauta.
“Há conquistas a comemorar, a exemplo do início das operações em Caruaru e Serra Talhada, mas não vamos parar por aí. Já existem ações previstas para os aeródromos de Arcoverde, Araripina e Garanhuns e é muito importante estreitar esse debate junto à SAC”, comenta Fernandha Batista.
Neste domingo (30), o senador e candidato a governador do Estado, Armando Monteiro (PTB), participou de uma carreata em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. Ao lado do prefeito Luciano Duque (PT), organizador do evento, desfilaram pelas principais ruas do município. Para Luciano, Pernambuco precisa de um líder com a força e o desejo de mudar de Armando. “O Pernambuco que […]
Neste domingo (30), o senador e candidato a governador do Estado, Armando Monteiro (PTB), participou de uma carreata em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. Ao lado do prefeito Luciano Duque (PT), organizador do evento, desfilaram pelas principais ruas do município.
Para Luciano, Pernambuco precisa de um líder com a força e o desejo de mudar de Armando. “O Pernambuco que a gente vive não é esse que está na propaganda. Pernambuco vai mal. A saúde está ruim e a segurança também. Pernambuco vai mudar e a mudança vem com Armando. Eu tenho certeza que ele é o nome certo para vencer no dia 7 de outubro”, disse.
Armando agradeceu o apoio dos serra-talhadenses e lembrou a importância de Luciano Duque na campanha. “Eu senti no dia que Luciano nos apoiou que essa é uma campanha vitoriosa. Vocês me mostram que nós estamos no caminho certo. Eu quero agradecer a cada um pelo empenho e pela garra que vai nos levar à vitória no dia 7″, afirmou o petebista.
A carreata terminou com o discurso de várias lideranças, que apoiam Armando, na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB). Mais de 3 mil pessoas participaram do evento, que contou ainda com a presença do vice-prefeito de Serra Talhada, Márcio Oliveira, dos candidatos a deputado Augusto César (PTB), Dr. Valdir Tenório (Pros), dos vereadores de Serra Talhada Nailson Gomes (PTC), presidente da Câmara Municipal; Zé Raimundo (PTC), Antônio Rodrigues (PTC), André Maio (PRB) e Manoel Enfermeiro (PT), além do vereador de Salgueiro, André Cacau (PT) e da vereadora de Floresta, Bia Numeriano (Rede).
Andréia Sadi O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, disse em entrevista ao programa “Em Foco”, na Globonews, que o ministro Sergio Moro (Justiça) não tem o “sonho” de ser candidato à Presidência da República em 2022. Ramos falou ao programa a respeito de diversos temas, como o Planalto militarizado, a crise entre o […]
O ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, disse em entrevista ao programa “Em Foco”, na Globonews, que o ministro Sergio Moro (Justiça) não tem o “sonho” de ser candidato à Presidência da República em 2022.
Ramos falou ao programa a respeito de diversos temas, como o Planalto militarizado, a crise entre o governo e Congresso e o futuro político do campo do presidente Jair Bolsonaro.
Ramos já declarou que considerava “imbatível” uma chapa Moro e Bolsonaro em 2022. Ao “Em Foco”, ele explicou a declaração e respondeu se considera o ministro um bom candidato à Presidência em 2022.
“Não. Ele não tem esse sonho, ele não tem (…) O que ele quer ele quer, e gostaria, é ser ministro do STF [Supremo Tribunal Federal]. É o óbvio. Por exemplo, eu nunca pensei que eu ia ser um general. Você chegar para um coronel, ele tem o sonho de que ser embaixador ou general? Ele vai responder, ele quer ser general. O Moro? O sonho dele, juiz, o ápice da carreira dele é ser ministro do STF, ele não tem intenção de ser político”.
A Executiva Estadual do PT se reuniu, na noite dessa segunda-feira (23), e, ao final, o sentimento foi de que o apoio à candidatura de João Campos (PSB) será anunciado no próximo sábado, conforme admitiu hoje o presidente do partido, Carlos Veras, ao Blog Dantas Barreto. A reunião está marcada para iniciar às 9h e, […]
A Executiva Estadual do PT se reuniu, na noite dessa segunda-feira (23), e, ao final, o sentimento foi de que o apoio à candidatura de João Campos (PSB) será anunciado no próximo sábado, conforme admitiu hoje o presidente do partido, Carlos Veras, ao Blog Dantas Barreto.
A reunião está marcada para iniciar às 9h e, por volta das 11h, está prevista uma entrevista coletiva. Veras não confirma, contudo nos bastidores petistas há expectativa de que o pré-candidato a governador esteja presente nesse anúncio.
Veras relatou que, no encontro de ontem, houve quem ponderasse em relação ao prazo para definição, pois estavam marcadas 10 plenárias regionais e aconteceram sete. “Avaliamos as plenárias realizadas e chegamos à conclusão de que já estamos maduros para decidir. O caminho natural sempre foi apoiar João Campos”, disse Carlos Veras. Outra ala petista defendia se aliar a Raquel Lyra (PSD) ou, pelo menos, ser liberada para apoiá-la.
O local onde ocorrerá a reunião de sábado ainda será acertado, assim como a participação de Campos. Certa mesmo é a indicação do senador Humberto Costa para compor a chapa majoritária, como vislumbra os demais integrantes da Frente Popular.
Outra discussão que começa a circular é quanto à suplência de Humberto Costa. O PRD quer indicar como primeiro suplente o deputado federal Luciano Bivar, que está prestes a sair do União Brasil.
Questionado sobre essa possibilidade, Carlos Veras assegurou que os dois suplentes serão definidos pelo PT. No partido há defesa de que o primeiro seja um petista, mas o presidente da sigla disse que poderá haver uma composição. “A prioridade é reeleger Humberto e, se for preciso, poderemos trazer de outro partido”, comentou.
Prezado amigo e jornalista Nill Júnior, Reafirmo, mais uma vez, que por motivos pessoais não sou candidato a prefeito de São José do Egito. Tenho um carinho especial pelo povo de São José, onde resido há quase 20 anos, e sei que em outro momento poderemos colaborar, ainda mais, com o crescimento dessa querida terra. […]
Reafirmo, mais uma vez, que por motivos pessoais não sou candidato a prefeito de São José do Egito.
Tenho um carinho especial pelo povo de São José, onde resido há quase 20 anos, e sei que em outro momento poderemos colaborar, ainda mais, com o crescimento dessa querida terra.
Continuarei torcendo pelo sucesso do grupo, mantendo-me firme com Evandro, Dr. Eclériston e toda a Frente Popular.
Ministro era considerado entrave na relação com importantes parceiros estrangeiros Mais de dois anos depois de ter proferido seu discurso inaugural como chanceler, quando prometeu alinhar o Ministério das Relações Exteriores aos anseios dos eleitores de Jair Bolsonaro, Ernesto Henrique Fraga Araújo deixou o cargo nesta segunda-feira (29) —sob pressão do Congresso. A reportagem é […]
Ministro era considerado entrave na relação com importantes parceiros estrangeiros
Mais de dois anos depois de ter proferido seu discurso inaugural como chanceler, quando prometeu alinhar o Ministério das Relações Exteriores aos anseios dos eleitores de Jair Bolsonaro, Ernesto Henrique Fraga Araújo deixou o cargo nesta segunda-feira (29) —sob pressão do Congresso. A reportagem é de Ricardo Della Coletta e Gustavo Uribe/Folha de S. Paulo.
Ernesto, que à época de sua posse era um desconhecido diplomata recém-promovido a embaixador, deixa o posto após ter amealhado a aversão de diferentes setores da sociedade e do governo. Das cúpulas do Congresso Nacional aos generais que aconselham Bolsonaro, de grandes empresários a lideranças do agronegócio, todos se uniram nos últimos dias para tirá-lo da Esplanada.
A demissão de Ernesto, um admirador declarado do escritor Olavo de Carvalho, é também um duro golpe na ala ideológica do bolsonarismo, que nos últimos anos conviveu com portas abertas no Itamaraty.
Embora sempre tenha enfrentado resistências por ter promovido uma guinada ultraconservadora no ministério, o destino de Ernesto foi selado após os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), terem se unido à coalizão para afastá-lo do governo.
Em 22 de março, Lira e Pacheco tiveram um encontro em São Paulo com grandes empresários, que não pouparam Ernesto. O chanceler foi chamado de omisso e acusado de executar na política externa o negacionismo de Bolsonaro na pandemia, o que teria feito o Brasil perder um tempo precioso nas negociações por vacinas e insumos para o combate à Covid-19.
Na reunião, a suposta omissão de Ernesto foi apontada como um dos fatores para a situação de calamidade pela qual o Brasil passa, com recordes diários de mortes pelo vírus, risco de escassez de medicamentos e ritmo de vacinação insuficiente para fazer frente aos meses mais duros da doença.
O principal flanco de desgaste de Ernesto em seus meses finais no cargo foi a relação com a China, maior parceiro comercial do Brasil e país exportador da matéria-prima utilizada tanto pelo Instituto Butantan quanto pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) na produção de imunizantes contra o coronavírus.
No domingo (28), Ernesto postou em uma rede social que não teria cedido a um pedido de Katia Abreu, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, para acenar ao lobby chinês em relação ao tema do 5G no país. A acusação gerou forte reação de deputados e senadores, e Katia Abreu chegou a chamar o agora ex-chanceler de marginal. No dia seguinte, houve movimentações para formular um pedido de impeachment e a ameaça de que indicações para postos diplomáticos seriam bloqueadas.
Desde o início de sua gestão, Ernesto promoveu uma política de antagonismo com a nação asiática. Ainda em março de 2019, numa palestra para jovens diplomatas, afirmou que não queria reduzir a política externa brasileira a uma mera questão comercial.
“Queremos vender soja e minério de ferro, mas não vamos vender nossa alma”, disse na ocasião, numa referência às vendas brasileiras à China. Em linhas gerais, Ernesto abraçou a tese de que era preciso proteger o Brasil da crescente influência dos chineses, um país governado por uma ditadura comunista.
Os objetivos do ex-ministro logo se chocaram com os interesses do agronegócio —grandes vendedores para os asiáticos— e da carência do Brasil por investimentos externos em infraestrutura. A relação com Pequim oscilou em 2019, mas atingiu seu ponto mais baixo com a eclosão da crise do coronavírus.
Com a chegada da pandemia em 2020, Bolsonaro decidiu se alinhar ao discurso do ex-presidente dos EUA Donald Trump, segundo o qual o governo chinês teria disseminado o vírus propositalmente. Num bate-boca nas redes sociais entre o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, Ernesto saiu em defesa do filho do presidente.
O então chanceler chegou a enviar a Pequim um pedido para que o diplomata chinês fosse retirado do Brasil —foi ignorado. Desde então, o ministro interrompeu qualquer interlocução com a missão chinesa em Brasília. O rompimento cobrou seu preço meses depois, quando o fornecimento de insumos para as vacinas Coronavac e AstraZeneca foi ameaçado por atrasos na exportação de lotes vindos da China.
Embora interlocutores tenham ressaltado que não é possível afirmar se houve retaliação dos chineses, a falta de canais de comunicação do Itamaraty com a embaixada num momento de crise ficou evidente. Não por acaso, numa sessão no Senado em 24 de março, diversos senadores pediram publicamente a demissão do chanceler, e as rixas com a China foram uma das principais queixas ouvidas pelo ministro.
A revolução conservadora promovida por Ernesto no Itamaraty, no entanto, foi muito além da pauta anti-China. Ele costurou uma aliança com o governo Trump e deu o aval a uma série de concessões aos americanos que, segundo críticos, não vieram acompanhadas de contrapartidas ao Brasil.
Na ONU, rompeu com votos históricos do Brasil em relação ao conflito no Oriente Médio e passou a apoiar Israel em manifestações sobre disputa com palestinos. Apesar dos apelos de diplomatas, ordenou que o Brasil votasse a favor do embargo americano a Cuba, rompendo outro posicionamento tradicional do país.
Em fóruns multilaterais, posicionou o Brasil contra a defesa de direitos sexuais e reprodutivos, numa agenda abertamente anti-aborto e alinhada a governos de viés nacionalista e autoritário, como Hungria e Polônia, e passou a trabalhar em negociações para que menções ao Foro de São Paulo, grupo de partidos de esquerda na América Latina, fossem incluídas em declarações.
Assim, não foi só a pandemia que fez os ventos virarem contra Ernesto.
A eleição no ano passado de Joe Biden como novo presidente dos EUA levantou dúvidas sobre a capacidade de o ministro estabelecer um bom diálogo com a principal economia do mundo. Ernesto ficou marcado entre diplomatas americanos como um entusiasta de Trump, retratado por ele como um defensor de valores ocidentais. Além do mais, publicou uma sequência de mensagens mostrando simpatia pelos invasores do Capitólio nos EUA, o que provocou reações de altos representantes do Partido Democrata.
Na mais contundente resposta, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, o democrata Robert Menendez, enviou uma carta a Bolsonaro cobrando que ele e Ernesto condenassem de forma veemente os ataques ao Capitólio.
Você precisa fazer login para comentar.