Notícias

Escola de Jabitacá comemora premiação no IDEPE

Por Nill Júnior

A escola estadual Joaquim Alves de Freitas, situada no Distrito de Jabitacá, município de Iguaraci, foi premiada pela conquista do honroso segundo lugar em crescimento em ensino médio entre todas as escolas do Estado de Pernambuco no ano de 2018.

É mais uma escola ligada à GRE do Sertão do Alto Pajeú, em Afogados da Ingazeira, destaca entre as grandes. “Isso é fruto de um excelente trabalho no desenvolvimento e na formação educacional de todos. E mais ainda, este prêmio veio a coroar a comemoração dos 20 anos da escola”, diz ao blog a gestora Ana Cristina de Azevedo Lima.

A gestora da Escola recebeu o prêmio das mãos do governador Paulo Câmara. O prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres e a secretária de Educação Rita de Cássia, acompanharam a professora, mais  Luis Alves, professor de matemática da Escola Municipal Diomedes Gomes e Maurília Cesário, professora de língua portuguesa da Escola Municipal Judite Bezerra da Silva.

A premiação é fruto de um trabalho incansável na busca de melhorias pela educação. Ressalta a gestora que a conquista é um motivo de felicidade e orgulho para todos os que fazem a educação no Distrito.

Outras Notícias

São José do Egito celebra o cantador Louro do Pajeú

Para comemorar o nascimento do poeta Lourival Batista – 6 de janeiro – está sendo realizado no Sítio Santa Helena, em São José do Egito, Sertão do Estado, o festival ‘De Repente Louro’. O evento foi aberto nesta quinta-feira e vai até o domingo (9). Com as conhecidas restrições impostas pela Covid-19, o evento que […]

Para comemorar o nascimento do poeta Lourival Batista – 6 de janeiro – está sendo realizado no Sítio Santa Helena, em São José do Egito, Sertão do Estado, o festival ‘De Repente Louro’. O evento foi aberto nesta quinta-feira e vai até o domingo (9).

Com as conhecidas restrições impostas pela Covid-19, o evento que sempre ocorre em praça pública e atrai uma multidão, teve de ser reestruturado. Por isso, aconteceu numa área privada, ao ar livre e com rígido controle de acesso. 

Só com a apresentação do comprovante de vacina, as pessoas são autorizadas a entrar na festa, que neste ano tem formato semelhante ao Festival Zeto: udistoque pajeuzeira, anualmente realizado em meados de julho.

Outra característica do evento deste ano é a participação solidária. Com um mínimo de patrocínio, que garantiu apenas a infraestrutura básica, a exemplo de som e iluminação, o De Repente Louro, só foi possível porque os artistas se prontificaram a se apresentarem sem recebimento de cachê. Atração à parte é a presença da conhecida Rural, de Roger de Renor e Niltinho.

Organizadora do festival, a cantora Bia Marinho, filha do homenageado, revela o reconhecimento e o carinho do povo pelo poeta. 

“A festa só está acontecendo por conta do apoio dos amigos, que louvam a contribuição de Louro para a poesia e o Pajeú”. E acrescenta: “Aqui não vale a história de que santo de casa não faz milagre. Louro é idolatrado pelas pessoas”.

Também organizador da homenagem, o poeta Antônio Marinho – do grupo Em Canto e Poesia – destaca um dos objetivos do evento, que é ao mesmo tempo revisitar o passado e abrir perspectivas para continuidade da produção poética. 

“Não tem sentido ficar só louvando o passado, como não tem sentido achar que está se fazendo uma coisa sem passado. O festival cumpre o papel de ponte entre a tradição e a contemporaneidade”, arremata Marinho.

Na abertura, nesta quinta-feira (6), aconteceu o lançamento do livro O Aventureiro e o Boêmio – sobre Lourival e Pinto do Monteiro –, de autoria de Marcos Nunes Costa e Raimundo Patriota, que é filho de Louro. 

Ocorreu ainda mesa de glosas, cantoria de duas duplas de violeiros, dos grupos As Severinas e Em Canto e Poesia, do sanfoneiro Douglas Silva, do cantor Val Patriota e da cantora Bia Marinho.

Nessa sexta-feira (08), o poeta Eugenio Jerônimo faz recital e o cantor Zé Linaldo lança o CD Um Pé de Tempo. Durante os outros dias diversos artistas, que vão aderindo ao festival, passarão pelo palco.

Louro do Pajeú – Lourival Batista Patriota (Louro do Pajeú) nasceu em São José do Egito em 1915 e faleceu em 1992. 

Considerado um dos maiores repentistas da história protagonizou célebres pelejas com outro ícone da cantoria de viola, o paraibano Pinto do Monteiro.

Sesc no Festival dos Estudantes de Triunfo

Apresentações de espetáculos, exposições e ações formativas integram a programação montada especialmente para o evento  Tradicional no calendário de eventos de Pernambuco e atraindo milhares de turistas da região e de estados vizinhos para a cidade de Triunfo, o Sesc marca presença na Festa dos Estudantes de 2018, que chega a sua 60ª edição este […]

Histórias Por um Fio – Cia. Fiandeiros de Teatro

Apresentações de espetáculos, exposições e ações formativas integram a programação montada especialmente para o evento 

Tradicional no calendário de eventos de Pernambuco e atraindo milhares de turistas da região e de estados vizinhos para a cidade de Triunfo, o Sesc marca presença na Festa dos Estudantes de 2018, que chega a sua 60ª edição este ano.

Com programação especial que tem início neste sábado (21) e segue até o dia 28 de julho, o público poderá assistir a apresentações de espetáculos, participar de ações de literatura e formação, além de visitar exposições. As atividades são descentralizadas e acontecem em três pontos do município: o pátio da feira, o Teatro Cinema Guarany e no Polo Gastronômico.

O espetáculo “Cordear”, do Coletivo Trippé, que mistura literatura e dança, abre a programação do Sesc neste sábado (21/7), às 9h, no pátio da feira. Nesse sarau são investigados os movimentos a partir das palavras, desenhando no espaço os causos lidos nos cordéis. São memórias de cordelistas do Sertão que ganham a cena.

Às 16h, o Polo Gastronômico recebe a montagem infantil “Meu querido Catavento”, de teatro e dança, que integra o repertório desse mesmo coletivo. A peça foi pensada para propor as crianças uma alternativa nas brincadeiras massificadas pelos eletrônicos. Para cena, são levados jogos que utilizam a imaginação.

Ainda neste dia, às 19h, aporta no Teatro Cinema Guarany o espetáculo “O Peru do Cão Coxo”, do Galpão das Artes. No palco, a montagem descortina a preguiça em um picadeiro de intrigas no sertão de Taperoá. A classificação indicativa é de 5 anos. Já no domingo (22/7), o Polo Gastronômico recebe “Você que não entendeu não perde por esperar”, que mistura música regional e literatura popular.

No dia 26 de julho, é a vez do Quarteto Forrozado levar a música regional do Pajeú para o Polo Gastronômico, às 16h. O dia seguinte (27/7) será de movimentação no Teatro Cinema Guarany. O grupo Teatro de Retalhos apresenta para o público infantojuvenil “Malassombros” – contos além do Sertão. No palco, narrativas do imaginário que ajudam na construção da identidade cultural de um povo com histórias que atravessam gerações através da oralidade. A classificação indicativa é de 5 anos.

O encerramento da programação do Sesc no Festival dos Estudantes será bem agitado. No dia 28 de julho, as atividades vão acontecer nos pontos descentralizados. Às 8h, no pátio da feira, haverá a intervenção artística de dança e teatro “A chegada dos cabras de lampião à feira de triunfo”, representando a cultura do xaxado.

No período da tarde, às 16h, tem “Cantigas do Sertão para Voar”, uma apresentação que mescla música e literatura, destacando o cancioneiro popular e as vivências sertanejas. Fechando a grade, a Cia. Fiandeiros sobe ao palco do Teatro Cinema Guarany com “Histórias por um fio”. A montagem é inspirada em contos da tradição oral ibérica, indígena e africana e pode ser conferida às 19h.

Exposições – Duas mostras podem ser conferidas durante o festival na Fábrica de Criação Popular do Sesc. A primeira é de “Depois que a feira termina” com fotografias das feiras livres das cidades do alto sertão do Pajeú. A visitação pode ser realizada gratuitamente de quarta-feira a domingo, sempre das 9h30 às 12h e das 13h30 às 17h. A outra é “Madeira Viva”, que apresenta obras do artista plástico Luiz Benício, escultor há 20 anos. Os trabalhos foram produzidos em seu ateliê no Vale do Catimbau. O público poderá conhecer o acervo de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 13h às 21h.

Experiência do Semiárido serve de modelo para escolas no Recife‏

Estudantes, professoras e professores de seis escolas municipais recifenses participam de um intercâmbio no Sertão do Pajeú, nesta sexta e sábado (06 e 07). O grupo, que será contemplado com cisternas em suas unidades de ensino através do projeto “Águas das Chuvas”, da Diaconia, irão trocar experiências com outros estudantes da Escola Municipal de Baraúnas […]

Saída dos estudantes do Recife_ Foto Diaconia

Estudantes, professoras e professores de seis escolas municipais recifenses participam de um intercâmbio no Sertão do Pajeú, nesta sexta e sábado (06 e 07). O grupo, que será contemplado com cisternas em suas unidades de ensino através do projeto “Águas das Chuvas”, da Diaconia, irão trocar experiências com outros estudantes da Escola Municipal de Baraúnas (em São José do Egito), que também conta com uma cisterna de placa instalada, além de visitar propriedades que possuem tecnologias de convivência com o Semiárido e conferir de perto experiências agroecológicas.

O projeto, que é desenvolvido em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAS) do Recife, começa a entregar as tecnologias de captação e armazenamento da água da chuva em agosto.

Nesta manhã, o grupo é recebido na Escola de Baraúnas com apresentação de xaxado, e uma caminhada para conhecer o espaço de educação contextualizada, que conta com horta, pracinha, espaço de reciclagem, cultivo de plantas medicinais e outras formas de aprendizado.

Nas residências dos alunos Carolina e Diogo, vão conferir de perto as cisternas de telhado, calçadão e enxurrada, além do biodigestor. Uma oficina prática de xilogravura também mobiliza os estudantes, além de apresentações culturais e dos projetos pedagógicos da escola.

“São momentos para que os alunos analisem e discutam os impactos da escassez de água, entendam como isso interfere em suas vidas e reflitam sobre as estratégias que podem ser adotadas para mitigá-la. Vamos prepará-los e provocá-los a levar essa discussão para as suas escolas de origem, com o suporte dos educadores”, explica o assessor político pedagógico da Diaconia, Joselito Costa.

No sábado, o grupo ainda conhece a feira agroecológica de São José do Egito, onde algumas famílias de estudantes comercializam sua produção.

Algodão Agroecológico: Projeto firma parceria com SENAI Têxtil e confecção 

Foto: Diaconia/Divulgação No Pajeú, o Projeto abrange as cidades de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada e São José do Egito. Parceria firmada entre o Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e Confecção e o Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos irá beneficiar a pluma produzida pela Agricultura Familiar do Semiárido do Brasil.⁣⁣⁣⠀⁣⁣⁣⠀ Inicialmente, o SENAI Paraíba fará […]

Foto: Diaconia/Divulgação

No Pajeú, o Projeto abrange as cidades de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada e São José do Egito.

Parceria firmada entre o Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e Confecção e o Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos irá beneficiar a pluma produzida pela Agricultura Familiar do Semiárido do Brasil.⁣⁣⁣⠀⁣⁣⁣⠀

Inicialmente, o SENAI Paraíba fará a análise das fibras e a fiação de um lote de 20 toneladas da pluma orgânica produzida pelos territórios do projeto.⠀

O processo será realizado através do Parque Têxtil e de Confecção do SENAI, em João Pessoa, que conta com o que há de mais moderno em equipamentos, desde à sala de abertura de fardos de algodão, até a passagem por filatórios, teares circulares, retilíneos e planos.⁣⁣⁣⠀

A parceria faz parte do lançamento da segunda fase do Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos lançado no último dia 2 de setembro. 

No Pajeú, o Projeto abrange as cidades de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, São José do Egito e inclui ainda os municípios de Sertânia e Mirandiba.

O Projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos – É uma iniciativa coordenada por Diaconia, em parceria com Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Fundação Arthur Bernardes (FUNARBE), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável (IPPDS), Projeto AKSAAM (Adaptando Conhecimento para a Agricultura Sustentável e o Acesso a Mercados), Embrapa Algodão, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e Confecções, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Agricultura Y Ganaderia, Gobierno Nacional, Paraguai de la gente e o Programa Mundial de Alimentos, através Centro de Excelência Contra a Fome (WFP). O projeto conta com o apoio da Laudes Foundation.

Zeca Cavalcanti defende vaquejada com segurança

Uma manifestação contra a proibição das vaquejadas reuniu na terça-feira (25), na Esplanada dos Ministérios, vaqueiros vindos de diversos estados do País. Para o deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB-PE), natural de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, em Pernambuco, a vaquejada faz parte da história das famílias de milhares de sertanejos de todo o Nordeste. Cerca de 700 caminhões […]

thumbnail__dsc8873Uma manifestação contra a proibição das vaquejadas reuniu na terça-feira (25), na Esplanada dos Ministérios, vaqueiros vindos de diversos estados do País. Para o deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB-PE), natural de Arcoverde, no Sertão do Moxotó, em Pernambuco, a vaquejada faz parte da história das famílias de milhares de sertanejos de todo o Nordeste.

Cerca de 700 caminhões de transporte de animais e 6 mil pessoas estiveram a Brasília para a manifestação segundo a organização do evento. Foram 2 mil animais, principalmente cavalos.

Além de ser um elemento cultural para muitos nordestinos, a prática a vaquejada é uma forte geradora de riquezas, empregos que beneficiam mais de 700 mil pessoas direta e indiretamente, movimentando mais de R$ 600 milhões por ano, ressaltou Zeca Cavalcanti para quem o esporte não pode ser considerado ilegal diante do alcance cultura e econômico que representa para o povo nordestino.

Zeca ressaltou ainda que a prática mudou muito ao longo dos anos com cuidados sendo tomados para evitar maus-tratos aos animais. Ele também lembrou a ação do Ministério Público em Pernambuco que formaliza Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) definindo claramente todos os cuidados que os promotores e praticantes da vaquejada tem que ter com os animais envolvidos na prática esportiva.

No último dia 6, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada no estado. Com o entendimento do STF, a prática passou a ser considerada ilegal, relacionada a maus-tratos de animais.

Para o deputado federal Zeca Cavalcanti, a preocupação com os cuidados com os animais é justo e necessário, mas também precisamos pensar nas pessoas envolvidas com a prática que além de gerar empregos envolve toda uma cultura, raiz, criação para milhares de nordestinos.