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Em palestra na FVP, criminalista Adeildo Nunes defende revisão da política carcerária no país

Por Nill Júnior

Foi um sucesso o evento promovido pela Faculdade Vale do Pajeú com o jurista Adeildo Nunes.

Ele realizou na noite dessa sexta (25) palestra com o tema “Finalidade da pena e da sua execução”. Ainda lança os livros “Indulto, anistia e colaboração premiada” e “Progressão e regressão de regime” e “Comentário a lei de execução penal e da execução penal”. O evento foi voltado para alunos do curso de Direito da instituição.

Formaram a Mesa a Diretora Acadêmica Professora Rênya Freitas, o Coordenador Curso de Direito Professor Edcarlos Ribeiro, o ex-presidente da ALEPE e ex-deputado José Marcos de Lima, que dá nome ao auditórioonde ocorreu o evento,  o representante do Rotary Club de São José do Egito, Adalberto Teixeira, o advogado Ricardo Siqueira e este jornalista,  como Presidente da ASSERPE. O cerimonial ficou a cargo do jornalista João Carlos Rocha.

Natural de Teixeira, Adeildo Nunes atuou como juiz em Pernambuco,  onde buscou especialização na área de execução penal.

Chama atenção o fato de Nunes ter mais quatro irmãos juízes, fazendo da Família Nunes de Melo a única que se tem conhecimento no Brasil com cinco irmãos formados em Direito e todos Juízes em Pernambuco e Paraíba.

Em sua fala, chamou a atenção para a política rigorosamente carcerária no Brasil.  “A todo momento o Congresso delibera leis que só encarceram”, alertou. Ele diz que o resultado é o aumento da população penal e a total falta de perspectiva de socialização.  “Há um erro quando se aponta a falta de ressocialização quando o indivíduo não foi sequer socializado.  Não teve direitos básicos,  educação,  ambiente familiar,  saúde,  direitos. Há uma inversão do papel do Estado “. Ele alerta que essas decisões deixam o sistema penitenciário superlotado e por isso, de fato, a pessoa muitas vezes sai pior que entrou.

Outra posição é sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio, como a maconha.  Ele defende a medida com tendência a ser tomada pelo Supremo. “Usuário de maconha precisa de tratamento,  não de cadeia. Países da Europa já tratam assim esse tema.  Não se pode tratar o usuário como se trata o traficante”.

Adeildo é formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (1983), Doutor em Direito (2015), pela Universidade Lusíada de Lisboa, com pós-Doutorado na Universidade de Salamanca. Foi juiz de direto no Tribunal de Justiça de Pernambuco por 27 anos.

O autor, um dos mais respeitados na área do país, é juiz de direito aposentado. Doutor e mestre em direito, professor da UNINASSAU e da UNIPE-PB. Adeildo Nunes também recebeu os títulos de Cidadão de Pernambuco, Recife, Olinda, Gravatá, São José do Egito, Saloá e Serra Talhada. Hoje é advogado criminalista.

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Outras Notícias

Serra: últimos dias da FLIST e da Feira do Livro do Vale do Pajeú

Mais um dia e mais uma rodada de atividades nesta quinta (dia 10) na agenda da Festa Literária de Serra Talhada e da Feira do Livro do Vale do Pajeú que entre em contagem regressiva para o seu encerramento nesta sexta (11). Com o tema “Ler no Sertão”, a iniciativa tem trazido na Estação do […]

Mais um dia e mais uma rodada de atividades nesta quinta (dia 10) na agenda da Festa Literária de Serra Talhada e da Feira do Livro do Vale do Pajeú que entre em contagem regressiva para o seu encerramento nesta sexta (11).

Com o tema “Ler no Sertão”, a iniciativa tem trazido na Estação do Forró para o público do Sertão do Pajeú uma programação diversificada, com foco na integração com literatura, cultura e entretenimento.

Promovido pela Ideação e Cia. de Eventos, com incentivos do Funcultura, mantém em destaque, a partir das 9h, shows de malabarismo, palhaços, trapezistas, brincadeiras lúdicas e contação de histórias, e na parte da tarde as ações continuam com esta mesma proposta a partir das 15h, contudo, ainda será complementada com apresentação do Grupo Sertão Frevo e o Hip Hop Resistência nas Ruas e exibição dos curtas “Bicho de Sete Letras” e “Infinito de nós 2”.

Muitas novidades serão apresentadas na Plataforma de Lançamento a partir das 18h30 com o projeto de Adeilson Pinheiro Sedrins: “Conectando saberes da escola: escola, literatura, educação e ensino de línguas: reflexões,relatos e propostas de atividades”. Às 19h será a vez da apresentação do livro “In Vivo” de Sabrinna Alento Mourão; às 19h30, “Canta Dores” de Isabelly Moreira; 20h, “Noite em Clara – Um Romance (e uma mulher) em fragmentos” de Sidney Niceas; e 20h30, “Aspectos descritivos e sócio-históricos da língua falada em Pernambuco” de Adeilson Pinheiro Sedrins e Edmilson José de Sá (org).

Noite em Clara – um Romance (e uma Mulher) em Fragmentos é fruto de alguns experimentos técnicos narrativos, saindo por uma editora grande e que apostou na proposta, a Scortecci. Há um lirismo evidente na prosa e uma linguagem que transcende a escrita na obra, com ritmo e ilustrações que aprofundam o texto, isso sem falar nos temas abordados, que vão da violência sexual aos distúrbios psicológicos e emocionais desse pandemônio que é o mundo moderno”, comenta o escritor, poeta e produtor cultural.

À noite os visitantes podem também conferir a leitura dramática “Delírios de Criação e Loucura”, às 19h, que resgata personagens femininas da obra de Raimundo Carrero numa construção exclusiva das atrizes Ana Nogueira, Fabiana Pirro e Sílvia Góes; e às 20h a atriz Daniela Câmara fará a performance poética “Mulheres de sol e sangue” que, acompanhada do músico Fabio Curio, dá voz ao trabalho de diversas poetas pernambucanas. “Este trabalho se trata das poesias de poetas mulheres pernambucanas.

É um trabalho de performance poética em monólogo, que foi concebida para a Feira de Serra Talhada. Iremos eu e um percussionista, que vai fazer a ambiência sonora da apresentação, e iremos trazer a produção dessas poetisas pernambucanas que tiveram ou têm uma vida de luta e externam seus sentimentos e vivências através de sua escrita”, destaca Câmara. E a noite se encerra com a apresentação do jovem poeta, compositor e cantor serratalhadense Henrique Brandão, às 21h, que tem ecoado a tradição oral do Sertão do Pajeú pelo Nordeste.

A agenda da Flist e da Feira do Livro do Vale do Pajeú se encerra na sexta (11) começa com às 9h com a programação matutina dos outros três dias e, às 14h, o Grupo de Xaxado Zabelê faz uma bela apresentação abrindo as atividades do horário para o público. O período também reserva oportunidade de expansão de aprendizado com o workshop “Criatividade e Escrita” com Sidney Niceas, também às 14h, assim como uma boa discussão do “Mulherio das letras de Pernambuco”, que promoverá uma roda de bate papo com as editoras Patrícia Vasconcellos da Caleidoscópio, Aninha Ferraz da Coqueiro e Deborah Echeverria da Cubzac. O protagonismo das mulheres ainda é foco do recital e bate papo “A mulher no atual cenário poético do Pajeú”, às 20h, com as poetisas Elenilda Amaral, Izabella Ferreira, Sara Cristovão, Thyelle Dias.

E à noite será movimentada com a conferência com o tema “De literatura e a nossa identidade sertaneja”, às 18h30, com o escritor e pesquisador Adriano Marcena, autor do Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana, enfocando um pouco do seu conhecimento sobre o assunto.

E às 19h30 o jornalista Francisco José engrossa as atividades com a apresentação e bate-papo do seu livro “40 anos no Ar” que traça sua jornada como repórter pelos cinco continentes, trazendo os melhores momentos das coberturas jornalísticas pelo Brasil e pelo mundo, assim como aqueles momentos tensos de sua trajetória como a cobertura da Guerra das Malvinas e o conflito militar entre Argentina e Reino Unido, ocorrido entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, quando foi um dos poucos jornalistas estrangeiros infiltrados no campo de batalha. Mas a noite ainda contará com diversos shows e apresentações como o “Humor na Feira” com o poeta Eugênio Gerônimo e “Simplesmente” da cantora e poetisa Leda Dias, que contará com participação especial de encerramento com Truvinca.

 

Precarização e falta de segurança dos trabalhadores da Compesa são relatadas na Alepe

Denúncias de más condições de trabalho na Compesa motivaram o pronunciamento que abriu a Reunião Plenária da última quinta-feira (30), na Assembleia Legislativa. A deputada Rosa Amorim, do PT, repercutiu dossiê com  relatos de falta de segurança e insalubridade nas subestações de tratamento de água e em outras unidades da empresa.  “É importante, inclusive, dizer, […]

Denúncias de más condições de trabalho na Compesa motivaram o pronunciamento que abriu a Reunião Plenária da última quinta-feira (30), na Assembleia Legislativa. A deputada Rosa Amorim, do PT, repercutiu dossiê com  relatos de falta de segurança e insalubridade nas subestações de tratamento de água e em outras unidades da empresa. 

“É importante, inclusive, dizer, que quase toda a população se queixa da Compesa, mas a Compesa é uma empresa pública e, se ela está sendo precarizada, também é um projeto político. São inúmeras denúncias já formalizadas. Casos gravíssimos. Para vocês terem uma ideia, em janeiro, um trabalhador teve o local de trabalho invadido, foi amarrado e jogado no meio do mato”.

A parlamentar lembrou que o roubo de equipamentos e materiais também prejudica o abastecimento de água para a população. Rosa Amorim ainda se posicionou contra a proposta de privatizar a Companhia.

Raquel Lyra confirmada saída de Carla Patricia da Defesa Social

Por André Luis Nesta quarta-feira (30), a governadora Raquel Lyra (PSDB), confirmou em suas redes sociais, a saída da secretária de Defesa Social, Carla Patrícia Cunha, do governo.  Carla Patrícia é delegada da Polícia Federal, com mais de 20 anos de atividade, ocupando diversas funções, como a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco. “Agradeço à […]

Por André Luis

Nesta quarta-feira (30), a governadora Raquel Lyra (PSDB), confirmou em suas redes sociais, a saída da secretária de Defesa Social, Carla Patrícia Cunha, do governo. 

Carla Patrícia é delegada da Polícia Federal, com mais de 20 anos de atividade, ocupando diversas funções, como a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco.

“Agradeço à Carla Patrícia por ter se dedicado à missão de comandar até hoje a Secretaria de Defesa Social. O combate à criminalidade e à violência são prioridade do nosso governo. O trabalho segue adiante. Vamos construir um Pernambuco mais seguro para todos”, postou Raquel.

Carla Patrícia entregou uma carta à Raquel Lyra, onde alega questões pessoais para deixar a pasta. “Exclusivamente por questões pessoais – tomo mais uma decisão difícil que é deixar a Secretaria”. Leia abaixo a íntegra da carta:

Tomar decisões difíceis faz parte da dinâmica de quem busca atuar em prol da coletividade. Há alguns meses, decidi fazer parte da equipe de secretários de Pernambuco para ajudar o Estado a percorrer a importante, porém árdua, tarefa de cuidar da segurança. 

A frente da Secretaria de Defesa, posso dizer que contei, diariamente, com a competência e a dedicação das forças de segurança pública de Pernambuco. É especialmente a esse time que agradeço depois de conviver oito meses buscando o mesmo objetivo: trazer mais segurança para a sociedade como um todo, tendo a preocupação de olhar também para melhores condições de trabalho.

Obrigada aos delegados federais Alves e Mariana, à delegada Simone, ao perito Benevides, ao Cel Ramalho, a Flávio e aos comandantes Luciano e Tiberio.

Foi uma honra conviver com vocês

Hoje – exclusivamente por questões pessoais – tomo mais uma decisão difícil que é deixar a Secretaria. Agradeço à governadora Raquel Lyra por me confiar tão importante missão e sigo torcendo para que a equipe continue se dedicando ao povo pernambucano.

Vitinho tinha infecção pulmonar e ainda assim foi transferido sem suporte, critica irmã

O corpo de João Vitor Evangelista Martins da Silva, o Vitinho, chegou por volta das 9 da noite em Afogados da Ingazeira. Ele morreu quando era transferido do Hospital Regional Emília Câmara para o Hospital Alpha,  em Recife. O óbito ocorreu em Pesqueira e a família reclama da escolha por uma unidade sem UTI apenas […]

O corpo de João Vitor Evangelista Martins da Silva, o Vitinho, chegou por volta das 9 da noite em Afogados da Ingazeira.

Ele morreu quando era transferido do Hospital Regional Emília Câmara para o Hospital Alpha,  em Recife.

O óbito ocorreu em Pesqueira e a família reclama da escolha por uma unidade sem UTI apenas uma enfermeira o acompanhando.

Motociclistas amigos seguiram o carro em que estava o corpo. A familia nega que tenha havido protesto em frente ao Hospital Regional Emília Câmara.

A irmã de João Vitor Evangelista da Silva, o Vitinho, deu detalhes dos últimos momentos do irmão.

Ela revelou que, além da traqueostomia, tinha uma infecção pulmonar, que segundo o IML foi a causa da morte. Ele alega que se o transporte fosse feito numa ambulância UTI, ele teria condições de chegar a Recife, onde seria acompanhado no Hospital Alpha.

O corpo de Vitinho foi velado na Rua Berta Célia, Bairro Sobreira. O sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim da Paz.

MPE cria força tarefa contra paredões, motos barulhentas e bandeiras irregulares em Serra e Santa Cruz da Baixa Verde

Do Causos e Causas O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 71ª Zona Eleitoral, instaurou o Procedimento Administrativo nº 02711.000.010/2026 para fiscalizar e coibir irregularidades na propaganda política em Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde. A portaria, assinada pelo promotor Carlênio Mário Lima Brandão na quarta-feira (26) e publicada no […]

Do Causos e Causas

O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 71ª Zona Eleitoral, instaurou o Procedimento Administrativo nº 02711.000.010/2026 para fiscalizar e coibir irregularidades na propaganda política em Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde.

A portaria, assinada pelo promotor Carlênio Mário Lima Brandão na quarta-feira (26) e publicada no Diário Oficial do MPPE nesta quinta-feira (27) de agosto de 2026, mira o combate à poluição sonora e o desrespeito às vias públicas durante a campanha eleitoral.

A fiscalização constatou práticas abusivas em eventos de rua, como o uso de motocicletas com escapamentos adulterados, queima de fogos de artifício e o emprego de som em alta potência, os paredões.

O MPE reforçou que a legislação permite som em carreatas, caminhadas e comícios até o limite estrito de 80 decibéis. A medida destaca a proteção à saúde da população, em especial às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e neurodivergências afetadas pela hipersensibilidade auditiva.

Bandeiras bloqueando calçadas 

O órgão ministerial também identificou a instalação irregular de bandeiras partidárias bloqueando calçadas e prejudicando a visão dos motoristas nas cidades. Diante dos abusos, a promotoria determinou a notificação de partidos, coligações e federações, além de convocar dirigentes para uma audiência que alinhará as condutas permitidas e coibirá as infrações sob pena de responsabilização legal dos beneficiários da propaganda.