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Elias quer Câmara como coordenador de campanha de Aécio

Por Nill Júnior

Elias-Gomes

da Folha de Pernambuco

Um dos coordenadores da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) em Pernambuco, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), dirá na reunião da Coordenação Nacional, nesta quarta (8), em Brasília, que entregará o comando da campanha ao governador eleito Paulo Câmara (PSB), caso o partido confirme o apoio ao candidato tucano.

“Minha aposta agora é pela unidade e amplitude do palanque”, ressalta Elias Gomes, lembrando que Aécio já tem o apoio declarado de Antonio Campos, irmão de Eduardo Campos, e do governador João Lyra Neto ( PSB). A reunião da Coordenação Nacional está programada para às 15h, no Memorial JK.

Elias também vai informar a Aécio sobre a eleição para a Câmara Federal do seu filho, o atual deputado estadual Betinho Gomes (PSDB). “Betinho dará grande contribuição ao futuro governo de Aécio na Câmara”, prevê Elias.

Outras Notícias

Prefeitura de Itapetim paga outubro nesta quarta

Mais uma vez a Prefeitura Municipal de Itapetim realizará o pagamento do salário dos funcionários municipais em dia. O salário do mês de outubro será pago nesta quarta-feira (31), segundo nota. As Secretarias de Educação, Saúde, Cultura, Infraestrutura, Administração e Finanças, Desenvolvimento Social e Gabinete, Conselho Tutelar, além de inativos e pensionistas estarão com o […]

Mais uma vez a Prefeitura Municipal de Itapetim realizará o pagamento do salário dos funcionários municipais em dia. O salário do mês de outubro será pago nesta quarta-feira (31), segundo nota.

As Secretarias de Educação, Saúde, Cultura, Infraestrutura, Administração e Finanças, Desenvolvimento Social e Gabinete, Conselho Tutelar, além de inativos e pensionistas estarão com o dinheiro na conta amanhã.

“Nosso compromisso mais uma vez será cumprido, que é de valorizar o trabalho dos nossos servidores fazendo o pagamento em dia”, disse o prefeito Adelmo.

Ao lado de Raquel Lyra, Zeinha Torres participa da entrega de vans para a Saúde

Neste sábado (27), o prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, compartilhou em suas redes sociais sua participação na entrega de 24 vans para compor o programa Cuida PE, realizado no Palácio do Campo das Princesas. Zeinha esteve acompanhado de sua esposa e gerente da X Geres, Mary Delanea. Os veículos foram entregues pela governadora Raquel Lyra […]

Neste sábado (27), o prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, compartilhou em suas redes sociais sua participação na entrega de 24 vans para compor o programa Cuida PE, realizado no Palácio do Campo das Princesas. Zeinha esteve acompanhado de sua esposa e gerente da X Geres, Mary Delanea. Os veículos foram entregues pela governadora Raquel Lyra durante cerimônia nesta sexta-feira (26) e serão utilizados no transporte de pacientes contemplados pela iniciativa.

Segundo Zeinha, os automóveis serão destinados ao âmbito da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), visando facilitar o deslocamento dos pacientes para exames, consultas ou procedimentos na rede estadual de saúde. 

“As vans ficarão sob a supervisão das 12 Gerências Regionais de Saúde do Estado (Geres), que serão responsáveis pela condução dos pacientes, especialmente para as Unidades Pernambucanas de Atendimento Especializado (UPAEs)”, explicou o prefeito.

A iniciativa visa melhorar o acesso dos cidadãos pernambucanos aos serviços de saúde, facilitando o transporte para aqueles que necessitam de atendimento especializado em diferentes regiões do estado.

Figueira de olho no Senado‏

Por Edmar Lyra Aos 54 anos o secretário da Casa Civil Antônio Figueira ganhou força dentro do Palácio do Campo das Princesas. Integrante do núcleo duro do ex-governador Eduardo Campos, Figueira foi tomando gosto pela política depois que assumiu a Secretaria de Saúde do estado em 2011. Depois de ter sido presidente do IMIP, Figueira foi […]

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Por Edmar Lyra

Aos 54 anos o secretário da Casa Civil Antônio Figueira ganhou força dentro do Palácio do Campo das Princesas. Integrante do núcleo duro do ex-governador Eduardo Campos, Figueira foi tomando gosto pela política depois que assumiu a Secretaria de Saúde do estado em 2011.

Depois de ter sido presidente do IMIP, Figueira foi responsável pelo atual sistema de saúde do estado, tendo sido uma peça fundamental na engrenagem que construiu três hospitais – promessa de campanha de Eduardo Campos em 2006 – e as UPAs que deram um novo panorama à saúde de Pernambuco.

Durante a campanha eleitoral, Antônio Figueira foi um dos coordenadores do projeto que elegeu Paulo Câmara governador e Fernando Bezerra Coelho senador. Na fase aguda após a morte de Eduardo, foi Figueira um dos mais importantes quadros da campanha vitoriosa da Frente Popular em Pernambuco.

Assumiu a Casa Civil e foi pouco a pouco se ambientando com a articulação política. Hoje é, talvez, o maior conselheiro do governador Paulo Câmara e não há nada que aconteça no governo de Pernambuco que não passe pelo seu crivo.

Diante da ascensão política do secretário da Casa Civil, o meio político já considera como certa a sua postulação ao Senado como um dos candidatos às duas vagas que estarão em disputa nas eleições de 2018. Obviamente ainda é muito cedo para se tratar das eleições de 2018, sobretudo quanto ainda teremos pela frente as eleições municipais de 2016, mas se tem alguém no jogo para o Senado, este alguém é o secretário Antônio Figueira.

Greve dos professores de Pernambuco é considerada ilegal pelo TJPE

Greve está marcada para a próxima terça-feira (25), mas o Tribunal aceitou um pedido de antecipação de tutela feito pela governadora Raquel Lyra Por André Luis A greve dos professores da rede estadual de ensino de Pernambuco enfrenta um revés após ser julgada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE). Antes mesmo de sua […]

Greve está marcada para a próxima terça-feira (25), mas o Tribunal aceitou um pedido de antecipação de tutela feito pela governadora Raquel Lyra

Por André Luis

A greve dos professores da rede estadual de ensino de Pernambuco enfrenta um revés após ser julgada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE). Antes mesmo de sua deflagração, a paralisação já foi proibida por decisão do desembargador Mauro Alencar de Barros, expedida na última quinta-feira (20), em resposta a um pedido de antecipação de tutela feito pela governadora Raquel Lyra (PSDB).

A paralisação dos docentes está prevista para iniciar no dia 25 de julho, com a realização de uma nova assembleia promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) e a categoria. No entanto, a decisão judicial estipulou que qualquer ato que perturbe o funcionamento regular dos serviços públicos de educação será proibido, bem como atrasos ou embaraços aos usuários da rede estadual de ensino.

Caso o Sintepe descumpra a decisão, a entidade enfrentará uma multa diária de R$ 100 mil, além do desconto dos dias não trabalhados. 

Em suas redes sociais o Sintepe comunicou que não foi intimado acerca da Decisão Judicial relacionada à Greve da Educação. “A direção do Sindicato vai se reunir com a Assessoria Jurídica para deliberar assim que for notificada”, diz o comunicado.

O Sintepe reivindica reajuste de 14,95% para todos os servidores da Secretaria de Educação de Pernambuco: professores, analistas educacionais e assistentes administrativos.

No dia 27 de junho, o plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou o Projeto de Lei Complementar 712/2023, encaminhado pela governadora Raquel Lyra (PSDB). A medida tem gerado controvérsias, uma vez que exclui mais de 50 mil profissionais da educação do recebimento da atualização de 14,95% referente ao Piso Nacional do Magistério.

Após rejeição de Messias, Congresso analisa veto ao PL da Dosimetria

Do Congresso em Foco O governo Lula chega à sessão do Congresso desta quinta-feira (30) sob risco de sofrer a segunda derrota política em menos de 24 horas. Um dia depois de o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores se reúnem para […]

Do Congresso em Foco

O governo Lula chega à sessão do Congresso desta quinta-feira (30) sob risco de sofrer a segunda derrota política em menos de 24 horas. Um dia depois de o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores se reúnem para decidir se mantêm ou derrubam o veto integral do presidente ao chamado PL da Dosimetria.

O projeto altera regras de cálculo e cumprimento de penas e pode beneficiar condenados por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Entre os possíveis beneficiários está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

O impacto, porém, pode ir além dos processos relacionados à trama golpista. Como o texto também mexe em regras gerais da Lei de Execução Penal, especialistas alertam para a possibilidade de efeitos sobre condenados por outros crimes.

Placar preocupa o Planalto

A preocupação do governo é matemática. O projeto foi aprovado com folga nas duas Casas no fim do ano passado. Na Câmara, passou na madrugada de 10 de dezembro de 2025 por 291 votos a 148. No Senado, foi aprovado em 17 de dezembro por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.

Esses dois placares superam o quórum necessário para derrubar um veto presidencial. Para que o veto de Lula caia, são necessários, separadamente, os votos de pelo menos 257 deputados e 41 senadores. A sessão é conjunta, mas a contagem é feita por Casa. Se uma delas não atingir o mínimo exigido, o veto é mantido.

Na prática, ausências e abstenções favorecem o governo, porque a exigência é de maioria absoluta, não apenas da maioria dos presentes.

O projeto foi encampado pela oposição e por parte da base governista após a conclusão de que não havia margem para aprovação de uma anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O que muda com o projeto

Lula vetou integralmente o PL da Dosimetria em 8 de janeiro, durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes. Na justificativa, o governo argumentou que a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito poderia estimular novas violações à ordem democrática e representar retrocesso no processo de redemocratização.

O texto aprovado pelo Congresso muda a forma de cálculo das penas quando crimes contra a democracia são praticados no mesmo contexto. Hoje, punições por tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito podem ser somadas. Pelo projeto, passaria a valer a pena do crime mais grave, em vez da soma das condenações.

A proposta também prevê redutor de um terço a dois terços para crimes praticados em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança, organização ou comando. Esse ponto mira especialmente participantes dos ataques de 8 de janeiro sem função de direção. Líderes, financiadores e organizadores não seriam alcançados por essa redução específica.

Progressão de regime

Outro trecho sensível altera regras de progressão de regime. O projeto estabelece o cumprimento de um sexto da pena como marco básico em determinadas hipóteses, o que pode antecipar a passagem para regimes menos rigorosos.

Esse é um dos pontos que mais preocupam críticos da proposta. Por mexer na Lei de Execução Penal, a mudança pode produzir efeitos além dos condenados pelos atos golpistas, alcançando outros tipos de condenação.

Disputa pode ir ao Supremo

Se o veto for derrubado por deputados e senadores, o texto seguirá para promulgação. Não haverá nova sanção presidencial nem possibilidade de novo veto sobre o mesmo conteúdo. Depois da publicação da lei, caberá às defesas pedir a aplicação das novas regras.

Isso não significa soltura automática. Cada caso terá de ser analisado pela Justiça, seja no próprio processo, para réus ainda em fase de recurso, seja na execução penal, para condenados com decisão definitiva.

Para a oposição, a derrubada do veto seria uma vitória política e uma forma de rever penas consideradas excessivas contra condenados pelo 8 de janeiro. Para o governo, representaria novo revés após a rejeição de Messias e um enfraquecimento da responsabilização pelos ataques à democracia.