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Eduardo Cunha anuncia rompimento com o governo e diz que é ‘oposição’

Por Nill Júnior

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Presidente da Câmara acusou o Planalto de orquestrar denúncias contra ele.
Nesta quinta (16), delator acusou Cunha de ter pedido propina de US$ 5 mi.

Do G1

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou nesta sexta-feira (17) seu rompimento político com o governo Dilma Rousseff. Segundo Cunha, a partir de agora ele passará a integrar as fileiras de oposição à gestão petista. “Eu, formalmente, estou rompido com o governo. Politicamente estou rompido”, enfatizou Cunha em coletiva de imprensa no salão verde da Câmara.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República disse esperar que a decisão de Cunha não se reflita em suas decisões como presidente da Câmara. O Planalto destaca na nota que a decisão de Cunha é de cunho “estritamente pessoal” e que as ações da Presidência da Casa devem ser pautadas pela “imparcialidade e pela impessoalidade.”

O peemedebista acusa o Palácio Planalto de ter se articulado com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para incriminá-lo na Operação Lava Jato. Nesta quinta (16), o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo relatou à Justiça Federal do Paraná que Cunha lhe pediu propina de US$ 5 milhões.

Um dos delatores do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Camargo afirmou em seu depoimento, em Curitiba, que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da estatal fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o ex-consultor, Cunha disse que era “merecedor” de US$ 5 milhões.

Camargo, que é ex-consultor da empresa Toyo Setal, afirmou à Justiça que, sem ter recurso para pagar a propina exigida, Cunha o ameaçou com um requerimento na Câmara, solicitando que os contratos dos navios-sonda fossem enviados ao Ministério de Minas e Energias para avaliação e eventual remessa para oTribunal de Contas da União (TCU).

Apesar das duras críticas desferidas contra o governo durante a entrevista, o presidente da Câmara disse que o rompimento não significa que haverá o “fim da governabilidade”. “O fato de eu estar rompido com o governo não vai afetar a relação institucional”, complementou o peemedebista.

Ele assegurou que continuará a pautar os projetos, inclusive, de interesse do Planalto, mas fez um alerta: “Saiba que o presidente da Câmara agora é oposição ao governo”.

Após o teor do depoimento de Júlio Camargo vir à tona, o presidente da Câmara rebateu as acusações e disse que o procurador-geral da República, a mando do governo, obrigou o delator a mentir em seu depoimento para constranger o Legislativo. Na visão dele, o Planalto está por trás de uma tentativa de “constranger” o parlamento, em articulação com o procurador-geral da República.

Nesta sexta, Eduardo Cunha acusou o governo de ter orquestrado uma ação “faraônica” para constranger o CongressoNacional, com os mandados de busca e apreensão da Polícia Federal executados na última terça (14) nas casas dos senadores Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Impeachment
Indagados sobre se o fato de passar para a “oposição” poderia influenciá-lo a autorizar a abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha ressaltou que o seu novo posicionamento político não terá influência. “Eu não vou fazer ato ilegal pelo meu posicionamento político”, declarou.

“O presidente sempre defendeu que deve ser tratado, na forma constitucional e legal, e não como recurso eleitoral. Eu não vou mudar uma vírgula. Não tenho irresponsabilidade com as contas públicas. Não acho que tem que tacar fogo no país”, acrescentou Cunha.

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‘Aloprados’
Sem citar nomes, o presidente da Câmara afirmou que existe um “bando de aloprados” no Palácio do Planalto que age contra ele. A relação de Cunha com o Executivo ficou extremamente tensa desde que ele assumiu o comando da casa legislativa, em fevereiro.

Em meio à eleição interna da Câmara, ele criticou o fato de o governo ter apoiado a candidatura de seu adversário, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Diante da derrota do deputado petista, Cunha se negou a manter interlocução política com o então ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, que era responsável pela articulação política do Planalto com o Legislativo. Enfraquecido no cargo, Pepe foi transferido posteriormente para a Secretaria de Direitos Humanos.

Segundo Cunha, o governo tem “ódio” dele e age para constranger o Legislativo. “O governo nunca me quis e não me quer como presidente da Câmara. O governo não me engole, tem um ódio contra mim. Tem um bando de aloprados no Planalto que vive desse tipo de circunstância, de criar constrangimento.”

Inquérito contra Dilma
Eduardo Cunha questionou durante a entrevista desta sexta a ausência de inquéritos para investigar a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, ambos foram citados nos depoimentos do doleiroAlberto Youssef e, portanto, também deveriam ser alvos de investigação.

“Youssef falou da presidente Dilma, falou do presidente Lula, e ninguém abriu inquérito contra eles. Estão pegando as coisas do Youssef e estão selecionando [quem investigar].”

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Para o presidente, o Ministério Público está “protegendo” o PT, ao não fazer busca e apreensão nas residências de senadores petistas investigados na Lava Jato e não abrir inquérito contra a presidente Dilma.

“Se for dar valor às declarações do Youssef tinha que ter aberto inquérito contra a presidente da República. Se o procedimento de investigar é igual para todos, deveria ter aberto para todos.”

Críticas a Sérgio Moro
Cunha também desferiu críticas ao juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância, ao dizer que o magistrado “pensa que é o dono do país”. O peemedebista criticou o fato de ter sido acusado em um depoimento conduzido no primeiro grau, sendo que possui foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal(STF).

“Um juiz que acha que é o dono do país. Acha que é o dono do Supremo Tribunal Federal, do Superior de Tribunal de Justiça. Vamos entrar com uma reclamação no Supremo. Já que estou sendo acusado, quero que o processo vá para o Supremo”, disse.

Retaliações
Em retaliação ao governo, Eduardo Cunha ameaça nos bastidores instalar uma série de CPIs incômodas ao governo, como a do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e a dos fundos de pensão.

Ele também já prepara terreno para votar as contas do governo de 2014 da presidente Dilma, que devem ser julgadas em agosto pelo TCU. Auditores da corte apontaram diversos indícios de irregularidades, incluindo as chamadas “pedaladas fiscais”, que são os atrasos de repasses do governo a bancos públicos para pagamento de programas sociais, como o Bolsa Família. Para o TCU, essa prática configura empréstimo e viola a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Cunha anunciou que irá começar a votar as contas pendentes de governos anteriores em agosto, o que abrirá terreno para analisar a de Dilma em seguida. O peemedebista já avisou também que essa análise será “política” e não técnica, como quer o Planalto.

Cunha disse ainda que deverá decidir, em até 30 dias, se aceita ou não o pedido de abertura de processo de impeachment da presidente da República apresentado, em maio, por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).

Outras Notícias

Coluna do Domingão: amanhã vai ser outro dia

O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos. Neste domingo,  escolheremos o modelo de governo,  de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade. Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. […]

O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos.

Neste domingo,  escolheremos o modelo de governo,  de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade.

Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. E não há como dizer que representa a mudança em que parte da sociedade acredita estar apostando. Em parte por responsabilidade da direita mais moderada,  que se deixou envolver e engolir pelo bolsonarismo.

Não há nada que o senador tenha feito em sua trajetória que abone essa percepção. Numa democracia,  é legítimo pensar na mudança,  na necessidade de guinada de modelo político,  econômico. Mas nada disso deveria se aplicar a Flávio,  porque ele não tem uma história que justifique a representação do novo. Suas inúmeras acusações expostas na imprensa e blindadas por seu foro privilegiado provam isso.

Por Flávio,  além da ligação com as milícias,  pesam graves acusações. A cada dia a impressão que passa é de uma nova denúncia. Rachadinha, ocultação de patrimônio,  lavagem de dinheiro com compra de imóveis em espécie,  ligações íntimas com Daniel Vorcaro e o Banco Master,  super enriquecimento,  envolvimento com o advogado e sócio Willer Tomaz, do escândalo do INSS, de envolvimento com BETS e outros crimes, dentre outros ilícitos blindados também pela percepção coletiva de parte da sociedade. Flávio simplesmente não tem estatura moral e ética para ser o “presidente da mudança”. Num país minimamente sério,  nem seria candidato.

O problema não é a decisão de tirar o atual mandatário do poder. É dar aos sintomas identificados como sociedade um remédio que ao invés de curar, agravará muito o estado do paciente, o deixando em colapso político,  administrativo,  social e moral. E quando o profissional avisa dos efeitos colaterais,  ainda assim a maioria de nós está dizendo: “pode aplicar, doutor. Eu me responsabilizo”.

Além do currículo que denuncia sua trajetória e ligações com o submundo, seus propósitos são de desmonte das conquistas sociais e políticas que avançaram na nossa jovem democracia. São flagrantes as ameaças às política sociais,  de cotas, à universidade pública, ao meio ambiente,  de gênero, à ciência,  à nossa soberania.

Daniella Marques, guru econômica de Flávio,  já avisou que defende a criação de um “cardápio de cortes” de despesas públicas, mencionando possibilidades de PECs para redução de gastos e propondo uma “reforma administrativa digital” avaliando a substituição de cargos por inteligência artificial. Em um podcast, afirmou que “só vai ter eleição daqui a oito anos”, ao comentar a força política de extrema-direita e a composição do Senado para aprovar reformas e desmonte.

Tudo está documentado,  registrado,  taquigrafado. Ninguém terá o direito de dizer “eu não sabia”. Prova disso é que, das prisões domiciliares ou das cadeias,  nomes como Jair Bolsonaro,  Augusto Heleno, Silvinei Vasques,  Paulo Sérgio Nogueira, Braga Neto,  dentre outros,  começam a ressurgir no noticiário.

Se as pesquisas se confirmarem,  vamos ter que como sociedade antecipar o pedido de desculpas aos mais vulneráveis, que sofrerão mais: indígenas,  negros, pobres,  moradores das periferias,  jovens à porta do sonho da universidade,  trabalhadores. Ainda às florestas,  matas, animais, rios e nascentes. Como gostaríamos de estar errados. Mas o passado diz que não,  e até a ele parte de nós relutou em revisitar.

Uma nota de esperança é, primeiro,  a possibilidade de uma surpresa,  contrariando a tendência. Há quem diga ser muito possível. Depois, a certeza de que a sociedade permanecerá nas ruas lutando por democracia, defendendo a constituição, os direitos adquiridos, para dar voz a quem eles tentarão calar.

Uma das missões do jornalismo é documentar a história e vamos fazê-lo com o mesmo compromisso de sempre. Mas é importante posicionar o desenho do que, caso seja essa a realidade apresentada nesta noite, vai acontecer. Não precisa vir do futuro para saber disso. Se serve para acalentar alma e coração, como diz Chico, “amanhã vai ser outro dia”, aconteça o que acontecer.

Flávio favorito

Disse Adriano Oliveira, cientista político pernambucano: “considerando meu agregador e todas as pesquisas divulgadas neste sábado, meu prognóstico é que Flávio Bolsonaro será eleito amanhã presidente da República. Por quê? Flávio se manteve na casa dos 50% dos votos válidos, e Lula não conseguiu a virada. Mas destaco o que venho afirmando: esta é a eleição do medo. Flávio conseguiu manter elevada a rejeição a Lula, que permaneceu estável ou cresceu nas pesquisas”.

Três possibilidades 

Na análise para o comentário das rádios Itapuama FM, Pajeú, Cultura FM e Monteiro FM, falei das projeções para as eleições deste domingo por ordem: 1) vitória de Flávio com até 2% de frente; 2) vitória de Lula com vantagem mínima,  dificilmente chegando a 2% de frente; e 3) ou vitória de Flávio com mais de 2% de frente.

No que se agarram aliados de Lula

Com base na Quaest,  aliados de Lula destacam que Lula “está oscilando para cima”. Votos totais saíram de 44% para 45%; aprovação saiu de 46% para 48%; avaliação positiva do governo subiu de 34% para 36%. Consequentemente, desaprovação também está em queda: caiu de 47% para 45%. Rejeição, que já foi 53%, agora é 47%.

Likely

Outro ponto, é que a última Quaest, sem likely voter, já tinha dado 51% x 49% para Flávio. Expectativa era que, com o likely voter, vantagem bolsonarista aumentasse. Não aumentou. Como o eleitor de Lula é mais tendente à abstenção, infiro que, sem o likely voter, vantagem de Flávio, no mínimo, caiu. Nos votos totais, a vantagem de Flávio é de apenas 1 ponto (46% a 45%) e o medo da família Bolsonaro voltar ao poder (49%) é maior do que o medo da reeleição de Lula (46%).

São Pedro fazendo lulista sonhar

Oito estados do país têm risco de temporal neste domingo (25) de eleição, todos com predominância do voto em Flávio Bolsonaro segundo as pesquisas. O risco de temporal é alto na área que passa por Santa Catarina, Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul e Centro-Sul de São Paulo. E é maior ainda na área que vai do litoral norte de Santa Catarina até o Espírito Santo, incluindo o litoral paulista, Rio de Janeiro, Centro-Sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Além das fortes chuvas, ventanias são esperadas na área que vai do litoral norte de São Paulo até o Distrito Federal. Norte e Nordeste terão tempo seco.

Super cobertura 

Neste domingo, uma super cobertura da Rádio Pajeú, desde o Rádio Vivo até a Central da Apuração. A coordenação da cobertura é de Alyson Nascimento . Promete ser uma apuração muito mais rápida que no primeiro turno.  A partir dos números do Sertão, já será possível projetar abstenção e a comparação com o primeiro turno, dando informações para o que pode acontecer no Nordeste, região essencial na apuração. Em paralelo a apuração nacional e o anúncio do presidente eleito, entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segunda o primeiro programa Manhã Total avalia o resultado no Debate das Dez Especial.

Frases da semana:

“Dá com uma mão e tira com os nove dedos”.

De Flávio Bolsonaro a Lula no debate da Globo.

“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos.” De Lula, respondendo a Flávio.

Quaest: rejeição a Flávio cai de 52% para 49%, enquanto Lula permanece com 47% na véspera do segundo turno

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu três pontos percentuais na última pesquisa Quaest antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24). O índice passou de 52% para 49%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 47% registrados no levantamento anterior. A diferença entre os candidatos caiu de cinco […]

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu três pontos percentuais na última pesquisa Quaest antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24). O índice passou de 52% para 49%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 47% registrados no levantamento anterior. A diferença entre os candidatos caiu de cinco para dois pontos percentuais, dentro da margem de erro da pesquisa.

O indicador considera os entrevistados que afirmam não votar de jeito nenhum em determinado candidato. Na rodada anterior, divulgada na quarta-feira (21), a rejeição a Flávio era de 52%, enquanto Lula registrava 47%.

A nova pesquisa mostra que a resistência ao nome do senador apresentou uma oscilação de três pontos percentuais para baixo. Já a rejeição ao presidente permaneceu numericamente estável, depois de ter registrado uma queda de seis pontos na pesquisa anterior.

A comparação com o levantamento de 14 de outubro mostra mudanças nos dois indicadores. Naquela ocasião, Flávio tinha 54% de rejeição e Lula, 53%. Em dez dias, os índices passaram para 49% e 47%, respectivamente, representando reduções numéricas de cinco e seis pontos percentuais.

As variações precisam ser interpretadas considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados mostram aproximação entre os índices de rejeição, mas não permitem concluir, apenas pela diferença apresentada, que um dos candidatos tenha rejeição estatisticamente superior à do adversário.

O levantamento também mediu as intenções de voto para o segundo turno. No cenário de votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 46%, contra 45% de Lula. Outros 8% declararam voto branco, nulo ou que não pretendem votar, enquanto 1% não soube responder.

Considerando os votos válidos, Flávio registra 51% e Lula, 49%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico na véspera da votação deste domingo (25).

A pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 23 e 24 de outubro, com 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entrevistados presencialmente em diferentes regiões do país.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Quaest: Flávio tem 46% e Lula 45% dos votos totais na última pesquisa antes do segundo turno; empate técnico

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro […]

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também mostra que 8% dos entrevistados pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Outros 1% disseram não saber em quem votar ou não responderam à pesquisa.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada na quarta-feira (21), os dois candidatos oscilaram um ponto percentual para cima. Naquele levantamento, Flávio aparecia com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 44%.

A diferença numérica entre os candidatos permaneceu em um ponto percentual. As variações estão dentro da margem de erro e não indicam mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

Entre os eleitores que declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer, o percentual caiu de 9% para 8%. Já os indecisos passaram de 2% para 1%.

Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e respostas sem preferência por um dos candidatos, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais também configura empate técnico.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, Flávio registra 44% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 42%. Nesse cenário, 7% declararam voto branco ou nulo e outros 7% permanecem indecisos.

A última rodada foi realizada após o debate presidencial promovido pela TV Globo nessa sexta-feira (23). A votação do segundo turno acontece neste domingo (25).

A Quaest entrevistou presencialmente 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro, em todas as regiões do país.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Quaest: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula 49% dos votos válidos na última pesquisa antes do segundo turno; empate técnico

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em situação de empate técnico na véspera da votação deste […]

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em situação de empate técnico na véspera da votação deste domingo (25).

O resultado indica um cenário numericamente próximo ao registrado na pesquisa anterior, divulgada na quarta-feira (21). Naquela rodada, Flávio aparecia com aproximadamente 50,6% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 49,4%. Arredondados para números inteiros, os percentuais também correspondiam a 51% e 49%.

A diferença entre os candidatos permanece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os resultados não permitem afirmar que exista uma vantagem estatisticamente consolidada para qualquer uma das candidaturas.

Na pesquisa anterior, considerando os votos totais, Flávio tinha 45% das intenções de voto e Lula, 44%. Outros 9% declaravam voto branco, nulo ou que não compareceriam à votação, enquanto 2% permaneciam indecisos.

A rejeição aos candidatos também havia sido medida naquela rodada. Flávio registrava 52%, contra 47% de Lula. Os percentuais representavam uma redução em relação ao levantamento de 14 de outubro, quando a rejeição era de 54% ao senador e 53% ao presidente.

A nova pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e ouviu 3.702 eleitores, com entrevistas previstas para os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Os percentuais da última pesquisa representam as intenções de voto dos entrevistados e não constituem uma previsão do resultado da votação.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Gerp: Flávio tem 52% e Lula 48% dos votos válidos; diferença cai e candidatos voltam ao empate técnico

Pesquisa Gerp divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno presidencial, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de quatro pontos percentuais é classificada pelo instituto como empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou […]

Pesquisa Gerp divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno presidencial, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de quatro pontos percentuais é classificada pelo instituto como empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O resultado representa uma redução da diferença numérica entre os candidatos em relação à pesquisa anterior, divulgada na quarta-feira (21). Naquela rodada, Flávio registrava 53% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 47%.

Na comparação, o senador oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o presidente oscilou um ponto para cima. A distância entre os dois passou de seis para quatro pontos percentuais. As variações estão dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

Nos votos totais, que incluem os entrevistados que não escolheram nenhum candidato ou não souberam responder, Flávio Bolsonaro aparece com 49%, contra 46% de Lula. Outros 3% não souberam ou não responderam, enquanto 1% declarou que não votaria em nenhum dos candidatos.

Na pesquisa anterior, Flávio tinha 50% dos votos totais e Lula, 45%. Assim, o candidato do PL oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o presidente apresentou oscilação positiva de um ponto.

No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 47% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Outros 8% não souberam responder e 1% mencionou outros nomes.

O levantamento também apresenta diferenças regionais no comportamento do eleitorado. No Nordeste, Lula aparece com 60% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro. Segundo o instituto, a diferença é estatisticamente significativa.

O cenário se inverte no Centro-Oeste, onde Flávio registra 71% e Lula, 29%, e no Sul, com 65% para o senador e 35% para o presidente. Nessas duas regiões, as diferenças também são consideradas estatisticamente significativas pela Gerp.

No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Flávio tem 51% e Lula, 49%. No Norte, os percentuais são de 56% para o candidato do PL e 44% para o petista. O instituto aponta empate técnico nas duas regiões, consideradas as respectivas margens de erro.

Entre os homens, Flávio registra 56% dos votos totais, contra 40% de Lula. Já entre as mulheres, o presidente aparece com 50%, enquanto o senador tem 43%.

No recorte por renda familiar, Lula registra 61% das intenções de voto entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo, contra 32% de Flávio. Entre aqueles com renda de dois a cinco salários mínimos, Flávio aparece com 53% e Lula, com 44%.

A pesquisa também investigou a rejeição aos candidatos. Lula é rejeitado por 48% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico nesse indicador.

Outros 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos, enquanto 2% disseram que poderiam votar em qualquer um deles. Os que não souberam responder representam 3%.

O Instituto Gerp Mercadologia entrevistou 2.400 eleitores por telefone, entre os dias 22 e 24 de outubro, em todas as unidades da Federação. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09327/2026.

A rodada anterior, divulgada em 21 de outubro, também ouviu 2.400 eleitores, entre os dias 19 e 21, e foi registrada sob o número BR-03835/2026.

Foto: Reprodução

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