Dezesseis dias após decreto de Raquel, órgãos regionais seguem sem comando
Por André Luis
Por André Luis
No dia 3 de janeiro, logo no segundo dia útil de seu governo, Raquel Lyra assinou um decreto exonerando comissionados e suspendendo cessões de servidores, o que atingiu os comandos de órgãos regionais como a coordenação da Ciretran em Afogados da Ingazeira.
Nesta quinta-feira (19), completam dezesseis dias após a assinatura do decreto e até o momento a governadora não designou novos coordenadores para ocupar os lugares vagos.
Aliados de Raquel amenizam, dizem que ela estava focada na reforma administrativa aprovada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). É importante lembrar que a governadora demorou a anunciar o time do primeiro escalão, o que rendeu críticas. O que também é justificado por aliados, que destacam a formação técnica do secretariado.
Para alguns, a demora em anunciar nomes para ocupar a vacância criada pelo decreto de 3 janeiro poderia ter sido evitada se a transição tivesse sido feita com mais “profissionalismo” e de forma menos “intempestiva”. Como perguntar não ofende: quando o governo Raquel Lyra anunciará os nomes dos comandos regionais?
As redes sociais do comediante Murilo Couto foram invadidas por sertanejos revoltados com uma brincadeira cheia de mal gosto e preconceito contra o forrozeiro Assisão. O ponto de partida foi a tentativa de “fazer humor ” com expressões preconceituosas contra o artista que fez uma live semana passada, arrecadando alimentos para famílias carentes. Assisão, conhecido […]
As redes sociais do comediante Murilo Couto foram invadidas por sertanejos revoltados com uma brincadeira cheia de mal gosto e preconceito contra o forrozeiro Assisão.
O ponto de partida foi a tentativa de “fazer humor ” com expressões preconceituosas contra o artista que fez uma live semana passada, arrecadando alimentos para famílias carentes.
Assisão, conhecido como o Rei do Forró, tem mais de 50 anos de carreira e mais de 700 composições, muitas gravadas por grandes nomes da MPB.
O vídeo gerou inúmeras mensagens de repúdio de sertanejos contra o perfil do pseudo humorista.
Políticos também manifestaram repúdio. O prefeito Luciano Duque afirmou que Assisão realizou uma live recentemente, e graças ao seu prestígio, pode ajudar várias pessoas. “Não vimos qualquer crítica que não fosse o reconhecimento pela sua iniciativa e pelo compromisso que Assisão tem e sempre teve com a boa música”.
“Mas, fomos surpreendidos, mais uma vez, pelo preconceito de quem desconhece a imensidão cultural do nosso país e usa a popularidade virtual para atacar pessoas e ferir a honra de artistas como Assisão.
Me refiro ao humorista Murilo Couto, que acha que fazer humor é ser leviano e preconceituoso, assim como agiu ao se referir a Assisão. Queria esse rapaz ter as virtudes do nosso mestre e ser capaz de exercer com plenitude a cidadania tal qual faz o mestre do forró, o artista que criou um estilo musical e que é reverenciado por tantos colegas.
A Murilo Couto o nosso mais veemente repúdio contra o seu preconceito e leviandade. Ao nosso mestre Assisão, a nossa solidariedade, respeito e admiração. Obrigado por alegrar há mais de 50 anos as nossas noites de São João”, colocou.
A vereadora Vera Gama afirmou que “a forma desrespeitosa com que o comediante faz suas piadas não só ofende o Rei do Forró, mas também toda a comunidade que o tem como símbolo da cultura nordestina”.
“O tom de escárnio dos comentários, além de demonstrar a qualidade duvidosa do seu trabalho, revela uma profunda ignorância e um desrespeito ao Nordeste”.
A agência de publicidade Saminina Comunicação & Promo também se manifestou em mota assinada pela CEO Carla Carvalho.
“A Saminina Comunicação, por meio dessa nota, expressa seu repúdio aos comentários feitos pelo humorista Murilo Couto dirigidos a Francisco Assis Nogueira, Assisão, em vídeo publicado no dia 23, em seu canal no YouTube.
Nós nos posicionamos contra o humor feito pelo comediante, que visa diminuir a imagem alheia, e por considerar essa forma de comédia rude e grosseira.
Pela falta de informação apresentada pelo humorista, consideramos relevante destacar que nós apoiamos a live, fornecendo, em parceria com outras empresas, a estrutura para que a transmissão ocorresse, além disso, doamos 100 kg de alimentos. Portanto, não patrocinamos o evento como ele erroneamente diz no seu vídeo.
Os comentários do humorista em questão demonstram um profundo desrespeito a uma figura pública que representa a nossa cultura, sendo assim, sua ignorância ofende não só o artista e compositor Assisão, mas também a todos os nordestinos e, por isso, registramos nosso desprezo as palavras grosseiras proferidas.
Destacamos também nossa satisfação em apoiar o artista Assisão na sua ação social e, com imensa alegria, anunciamos que já estamos trabalhando para viabilizar outra live do Rei do Forró. Contamos com a participação de todos”.
Veja a postagem no Insta do blog, com trecho da postagem preconceituosa, que tem gerado críticas ao comediante:
Ao se despedir da Prefeitura do Recife, o agora ex-prefeito e pré-candidato ao governo do Estado, João Campos, fez um discurso destacando sua passagem à frente da capital e o desafio de disputar as próximas eleições. Após receber a bandeira de Pernambuco das mãos do irmão Pedro Campos, João disse que passará a percorrer o […]
Ao se despedir da Prefeitura do Recife, o agora ex-prefeito e pré-candidato ao governo do Estado, João Campos, fez um discurso destacando sua passagem à frente da capital e o desafio de disputar as próximas eleições.
Após receber a bandeira de Pernambuco das mãos do irmão Pedro Campos, João disse que passará a percorrer o Estado.
“Tenho uma gratidão imensa ao Recife, por tudo que vocês fizeram por mim, e graças a vocês vão ver um jovem percorrer Pernambuco inteiro, de cabeça erguida, respeitando as pessoas. Mas o que nós fizemos aqui, nós vamos fazer por Pernambuco. Essa bandeira vai ser honrada em Pernambuco, que vai voltar o leão do norte e do Nordeste brasileiro”, disse.
A fala é uma referência ao uso da bandeira pela governadora e futura adversária Raquel Lyra.
Por Anchieta Santos Com 39 casas populares em fase de conclusão no povoado de Santa Rosa e na cidade, a Prefeitura de Ingazeira prometeu em 12 de junho que a entrega estava próxima. Pouco mais de um mês depois, famílias que serão beneficiadas cobraram ontem durante o Programa Cidade Alerta da Cidade FM uma resposta […]
Com 39 casas populares em fase de conclusão no povoado de Santa Rosa e na cidade, a Prefeitura de Ingazeira prometeu em 12 de junho que a entrega estava próxima. Pouco mais de um mês depois, famílias que serão beneficiadas cobraram ontem durante o Programa Cidade Alerta da Cidade FM uma resposta do executivo ingazeirense sobre a entrega que até agora não aconteceu.
O Prefeito Lino Moraes foi ouvido e confirmou que com participação da Cehab e da Secretaria de Assistência Social a promessa de 30 dias foi feita, mas a empresa construtora atrasou para retomar os trabalhos.
“Falta pouco. O momento é de acabamento com colocação de pias, caixa d’água e parte elétrica”, disse o Prefeito.
Lino declarou que algumas casas até já estão prontas. E que as casas populares da cidade em sua totalidade estarão concluídas em 15 dias, já as de Santa Rosa, serão necessários mais 30 dias.
Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Petição 15.556/DF, traz referência direta a suposto plano de agressão contra um jornalista, no contexto das investigações da “Operação Compliance Zero”. O despacho, assinado em 3 de março de 2026, analisa representação da Polícia Federal que apura a existência de organização criminosa […]
Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Petição 15.556/DF, traz referência direta a suposto plano de agressão contra um jornalista, no contexto das investigações da “Operação Compliance Zero”.
O despacho, assinado em 3 de março de 2026, analisa representação da Polícia Federal que apura a existência de organização criminosa com atuação em crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de Justiça.
Trecho da decisão
Ao tratar do núcleo de intimidação identificado pela investigação, o ministro registra diálogos atribuídos a Daniel Bueno Vorcaro, apontado como líder do grupo, e a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão.
No item 41, a decisão afirma:
“E a dinâmica violenta revelada pelas conversas entre VORCARO, responsável por emitir as ordens, e MOURÃO, como longa manus da prática violenta, atinge até mesmo jornalistas que publiquem notícias contra DANIEL VORCARO.”
Em seguida, o documento reproduz mensagens extraídas de aplicativo de conversa. Segundo a decisão, em diálogo sobre um jornalista que teria publicado notícia contrária aos interesses de Vorcaro, consta:
“DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.” “MOURÃO: Vou fazer isto.”
Em outro trecho, o teor registrado é:
“DANIEL VORCARO (DV): ‘Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto’.”
A decisão aponta que, após a mensagem, Mourão sinaliza concordância e responde que estaria acompanhando “todos os links negativos” para derrubá-los.
No item 46, o ministro afirma:
“A partir de todos esses diálogos verifica-se a presença de fortes indícios de que VORCARO determinou a MOURÃO que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados.”
Medidas adotadas
Com base nos elementos apresentados pela Polícia Federal, o ministro decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Mourão e Marilson Roseno da Silva. Para outros investigados, incluindo servidores do Banco Central, foram impostas medidas cautelares como monitoração eletrônica, afastamento de função pública e proibição de contato.
A decisão também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas apontadas como instrumentos de lavagem de dinheiro.
A Petição 15.556/DF integra o conjunto de desdobramentos da Operação Compliance Zero, que segue em curso.
O juiz federal Sérgio Moro, que está à frente da Operação Lava Jato, participou de um evento com empresários em Curitiba, no Paraná, na noite de quarta-feira (9). Durante o evento, ele se defendeu das acusações que tem sofrido sobre motivações partidárias. “As motivações minhas nunca foram partidárias. Eu não tenho ligação nenhuma, zero, zero, […]
O juiz federal Sérgio Moro, que está à frente da Operação Lava Jato, participou de um evento com empresários em Curitiba, no Paraná, na noite de quarta-feira (9). Durante o evento, ele se defendeu das acusações que tem sofrido sobre motivações partidárias.
“As motivações minhas nunca foram partidárias. Eu não tenho ligação nenhuma, zero, zero, com partido ou pessoa ligada ao partido”, disse. No encontro, realizado no Castelo do Batel, o juiz federal falou por mais de uma hora.
Moro declarou ainda que acredita que a crise econômica do país não é culpa da Operação Lava Jato. “Meu assunto é jurídico, mas eu fico consternado com esse quadro econômico, de recessão e desemprego. Acredito que a culpa não é da Lava Jato”, revelou.
Ele também citou a responsabilidade das empresas no combate à corrupção. “Muito pode ser feito contra a corrupção. As empresas têm uma responsabilidade tremenda, enorme. Não adianta apenas ficar reclamando de político e de agentes públicos desonestos. Tem que ter a coragem de dizer ‘não’ ao pagamento de corrupção, de extorsão em qualquer hipótese”, disse.
Nesta quinta-feira (10), o juiz federal participa de outro evento, o 2º Fórum Transparência e Competitividade, também em Curitiba. A intenção é debater, mais uma vez, medidas para combater a corrupção nas empresas.
O evento é promovido pelo Sistema Fiep e CIFAL Curitiba e tem início às 19h. Além de Moro, também participa do fórum o jornalista William Waack, da Rede Globo. As inscrições estão encerradas. (G1)
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