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Dêva comemora implantação do Mãe Coruja em Tuparetama

Por Nill Júnior

Nas redes sociais, o ex-prefeito Dêva Pessoa comemorou a implantação do Programa Mãe Coruja Pernambucana na cidade de Tuparetama, no Alto Pajeú. A implantação do programa foi atendida pelo governo do estado após a Indicação nº 7584/2021, do deputado estadual Fabrízio Ferraz, aprovada no plenário da Alepe.

“É com muita alegria e com o sentimento de que fizemos a nossa parte que informamos a todos, a Implantação do Programa Mãe Coruja Pernambucana em Tuparetama. Trata-se de uma Política Pública criada por Lei em 2009, que visa atender às gestantes e mães de crianças de até 5 anos de idade, na área de saúde, educação, capacitação e Assistência Social”, escreveu Dêva.

Ele falou da importância de deixar as divergências partidárias de lado em prol do povo. “A política quando feita com “P” grande, sem priorizar as divergências partidárias em detrimento de ações para o povo, priorizando o bem comum, nesse caso, as gestantes e mães de nosso município, trazem como resultados a Implantação de ações como esta”, disse.

E concluiu agradecendo a Paulo Câmara e Fabrízio Ferras pela iniciativa. “Agradeço aos vereadores da oposição, que contribuíram com requerimento conjunto pedindo a viabilização dessa ação, ao Governador Paulo Câmara e ao Deputado Fabrizio Ferraz que efetivamente fizeram com que esta ação se concretizasse. Agora é implantar e entregar este equipamento a quem de fato necessita, as gestantes e crianças de Tuparetama”, completou.

Outras Notícias

Governo de Pernambuco antecipa recesso escolar da rede estadual

Medida foi causada pela pandemia do novo coronavírus. O governo de Pernambuco anunciou nesta quinta-feira (14), a antecipação do recesso escolar da rede estadual de ensino devido à pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O período do recesso começa na sexta-feira (15) e segue até o dia 29 de maio. Os alunos das […]

Medida foi causada pela pandemia do novo coronavírus.

O governo de Pernambuco anunciou nesta quinta-feira (14), a antecipação do recesso escolar da rede estadual de ensino devido à pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O período do recesso começa na sexta-feira (15) e segue até o dia 29 de maio. Os alunos das escolas públicas do estado já estavam sem aulas presenciais desde o dia 18 de março.

Desde o dia 6 de abril, aulas passaram a ser transmitidas pela televisão (no canal TV Pernambuco), para estudantes do ensino médio, e na internet, através da plataforma Educa-PE, para os alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

TCE divulga relatório de ICCPE dos municípios de Pernambuco

No Pajeú, nove municípios atingiram nível aceitável e oito o nível moderado O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) divulgou o relatório 2023 do Índice de Convergência e Consistência Contábil (ICCPE) dos 184 municípios pernambucanos. O levantamento é bianual e avaliou a adequação da estrutura e o grau de confiança das informações nos demonstrativos contábeis […]

No Pajeú, nove municípios atingiram nível aceitável e oito o nível moderado

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) divulgou o relatório 2023 do Índice de Convergência e Consistência Contábil (ICCPE) dos 184 municípios pernambucanos. O levantamento é bianual e avaliou a adequação da estrutura e o grau de confiança das informações nos demonstrativos contábeis de 2022 enviados pelas prefeituras. A ferramenta contribui para melhorar a qualidade dos dados fornecidos e a transparência da gestão pública.

O estudo mostrou que 91% dos municípios pernambucanos estão nos níveis aceitável ou moderado do ICCPE. Em relação à edição anterior (2021), o TCE-PE registrou um aumento de 40% das cidades classificadas no nível aceitável. Além disso, caiu a zero o número de municípios em estágio crítico. Da mesma forma, nenhum atingiu o grau desejável na pesquisa.

O cálculo do ICCPE considera como critérios a estrutura e a forma de apresentação dos balanços orçamentário, financeiro e patrimonial, demonstrações das variações patrimoniais, fluxo de caixa, consistência dos saldos de balanços, entre outros.

Para cada prestação de contas, calcula-se um índice, que varia entre 0 e 385 pontos. De acordo com o valor obtido, os municípios foram enquadrados em cinco níveis, conforme a seguir que compara os resultados de 2021: Desejado; Aceitável; Moderado; Insuficiente; Crítico.

Dos dezessete municípios do Sertão do Pajeú, nove atingiram o nível aceitável: Calumbi, Carnaíba, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Egito, Serra Talhada, Solidão, Tabira e Triunfo. E oito cidades atingiram o nível moderado: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha e Tuparetama.

Fundação Terra realiza campanha para distribuição de pães e peixes para 1.500 famílias na Páscoa

Inspirada no milagre da multiplicação dos pães e peixes narrado no Evangelho de João (Jo 6, 10–13), a Fundação Terra lança mais uma edição da Campanha Pães e Peixes. Com o slogan “Quando a gente partilha, o pouco se multiplica”, a iniciativa convida a sociedade a transformar a partilha em ação e esperança. Realizada tradicionalmente […]

Inspirada no milagre da multiplicação dos pães e peixes narrado no Evangelho de João (Jo 6, 10–13), a Fundação Terra lança mais uma edição da Campanha Pães e Peixes. Com o slogan “Quando a gente partilha, o pouco se multiplica”, a iniciativa convida a sociedade a transformar a partilha em ação e esperança.

Realizada tradicionalmente na Quarta-feira Santa, neste ano no dia 1º de abril, a campanha procura mobilizar doações para promover a distribuição de 5 mil pães e 3 toneladas de peixes a fim de garantir segurança alimentar durante a Semana Santa de 1.500 famílias em situação de vulnerabilidade social atendidas pela instituição.

“A Campanha Pães e Peixes faz diferença na vida de muitas famílias da nossa comunidade. Sabemos que a realidade de muitos é difícil, e essa ação leva alimento e esperança para quem mais precisa. Mais do que pão e peixe, entregamos cuidado e dignidade. E essa corrente do bem só acontece porque muitas pessoas acreditam no nosso trabalho e se unem a nós na missão de transformar vidas”, enfatiza o coordenador de Mobilização de Recursos da Fundação Terra, Matheus Alves.

A Fundação Terra convida pessoas, empresas e organizações a participarem dessa corrente do bem, contribuindo para que mais famílias possam vivenciar a Semana Santa com alimento na mesa e esperança renovada.

Como doar:

Para contribuir, os interessados podem fazer doações de peixes e pães diretamente na unidade da Fundação Terra em Arcoverde ou apoiar financeiramente a iniciativa, permitindo que a instituição adquira os itens necessários para a distribuição. O posto de coleta fica na Rua Alfredo de Souza Padilha, S/N, Bairro São Cristovão, n.º 530, em Arcoverde–PE. Doações financeiras podem ser feitas via Chave Pix (12.658.530/0001-00) ou transferência bancária para:

Fundação Terra
Banco do Brasil
Agência: 0068-X
Conta Corrente: 22.607-6
CNPJ: 12.658.530/0001-00
PIX (CNPJ): 12658530000100

Mais informações sobre a Campanha Pães e Peixes e formas de doação pelo telefone e WhatsApp (87) 99991-1914.

Assembleia Legislativa debaterá formação de professores com críticas ao MEC

Hoje (13), às 10h, a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa promoverá uma audiência pública sobre um decreto do MEC (Ministério da Educação) que cria uma nova política de formação de professores e a chamada “residência pedagógica” ainda durante a graduação e sem regras claras de funcionamento. A autoria da reunião é da […]

Foto: Rinaldo Marques/Alepe

Hoje (13), às 10h, a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa promoverá uma audiência pública sobre um decreto do MEC (Ministério da Educação) que cria uma nova política de formação de professores e a chamada “residência pedagógica” ainda durante a graduação e sem regras claras de funcionamento. A autoria da reunião é da deputada estadual e presidenta do colegiado Teresa Leitão (PT).

Estudantes de pedagogia e outros cursos relacionados com a educação prometem lotar o auditório da Assembleia Legislativa para tecer duras críticas ao decreto do MEC, assim como fazer propostas de modificações no texto legislativo.

Respeitadas organizações acadêmicas e sindicais já se posicionaram contrárias ao decreto. A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores que atuam nas escolas públicas do país, afirmou que o MEC “se aproveita em parte de políticas implementadas na última década e, em outros aspectos, impõe retrocessos a direitos conquistados” pelos professores e pela sociedade.

Audiência Pública sobre a Política Nacional de Formação de Professores e PIBID (Programa de Bolsa de Iniciação à Docência)

Hoje, segunda-feira, 13/11

Horário: 10h

Auditório da Assembleia Legislativa

O sertanejo é mesmo um forte

Por André Luis Euclides da Cunha foi cirúrgico na obra “Os Sertões”, publicada em 1902, quando escreve uma das frases mais celebres da literatura brasileira: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Assim definiu Cunha e assim o sertanejo é – principalmente os naturais de Afogados da Ingazeira, Sertão de Pernambuco. Explico em duas […]

Por André Luis

Euclides da Cunha foi cirúrgico na obra “Os Sertões”, publicada em 1902, quando escreve uma das frases mais celebres da literatura brasileira: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Assim definiu Cunha e assim o sertanejo é – principalmente os naturais de Afogados da Ingazeira, Sertão de Pernambuco. Explico em duas histórias.

No sábado, 5 de março de 2022, o ultraciclista Cláudio Kennedy, chegou em Afogados da Ingazeira após completar o desafio do circuito SertAmérica, pedalando por nove países da América Latina.

Cláudio saiu de Afogados da Ingazeira em 26 de setembro de 2021 e enfrentou uma jornada cheia de desafios. 

Na jornada de cinco meses ele passou por diversos estados brasileiros e vários países, como Bolívia, Argentina e Peru. Foram quase 15 mil quilômetros em pouco mais de cinco meses.

Em 2018, Cláudio já havia encarado o trecho de Afogados da Ingazeira a Aparecida, São Paulo, para pagar uma promessa. Foram 2.310 quilômetros até a cidade turístico-religiosa.

Agora, apresento outro sertanejo, que assim como Kennedy, merece todo o respeito e admiração. Handson Matheus, um jovem de 23 anos resolveu embarcar em uma aventura cheia de desafios, histórias e perigos.

Em fevereiro de 2021, Handson resolveu vender todas as suas coisas e saiu de Afogados para uma viagem sem data de volta, sem a menor intenção sobre qual direção seguir.

“Não havia também um destino definido, mas o objetivo de cruzar alguma das fronteiras sempre esteve em mente”, revelou Handson quando pedi para ele me explicar a sua história.

Ele explica que durante a viagem nunca pagou hospedagem. “Estive sempre em contato com donos de pousadas e hostels – também conhecido como albergue, é uma acomodação com um custo mais baixo que as opções tradicionais -, em busca de trocar a minha força de trabalho por um quarto. Sempre deu certo, mas já dormi várias vezes na rua”, contou.

Ele também conta que não havia guardado dinheiro para a viagem, tendo saído de casa com pouco mais de R$100,00. “Sobrevivi todo esse tempo com o mínimo possível, buscando sempre soluções que custeassem tudo”.

“Foram meses vendendo balas nas ruas, brigadeiros e, principalmente, fazendo malabarismo no sinal — habilidade que adquiri com dois argentinos malabaristas que conheci em Fortaleza”, revela.

Ele conta ainda que depois de ter viajado mais de 5.000 quilômetros, por todo o litoral do nordeste e sudeste, durante o período de 10 meses, ter sofrido um acidente, passado por perrengues na estrada e até recebido a visita de uma onça, decidiu deixar a moto na casa da mãe em São Paulo, quando esteve cruzando o estado. 

“Coloquei o que julguei essencial dentro de uma mochila, coloquei ela nas costas e parti para a próxima capital, Curitiba. Daí em diante, desci todo o Brasil até o Chuy, divisa com o Uruguai, tendo então cumprido o objetivo final que minha expedição teve desde o início”.

Mas Handson não estava satisfeito. Seu espirito jovem e inquieto, sedento por experiências insólitas o fez tomar uma decisão mais desafiadora.

“Restavam apenas três semanas para completar um ano desde que eu havia saído de casa, até que decidi subir tudo de novo até Afogados da Ingazeira, mas com uma regra: apenas de carona e dormindo na barraca”, contou Handson.

Próximo de terminar a jornada, o jovem tomou outra decisão: “se eu tô vindo do Chuí, porquê não ir até o Oiapoque?”, pois é! E assim, nosso aventureiro seguiu em direção ao norte do país.

“Tomei essa decisão já próximo de terminar a viagem. Só que antes de terminá-la, eu percebi que não estava completa. Extremo Sul ao extremo Norte só de carona”.

Nessa ida para o norte, Handson pegou o que considero a carona mais inusitada de sua jornada. Foi para Macapá em um navio cargueiro cortando o Rio Amazonas. Lógico que não foi fácil – antes pagou a carona trabalhando durante dois dias inteiros carregando o navio.

No último contato que tive com o nosso aventureiro, na manhã deste domingo (13), ele estava em Tartarugalzinho, no Amapá, a 300 quilômetros do Oiapoque. “Fiquei encalhado aqui e só tem essa estrada no estado, infelizmente ela é pouco movimentada”, informou.

“Eu brinco que deixei as razões para mais tarde. Nunca procurei um sentido porque nunca achei que eu realmente precisasse de um para fazer isso. No mais, eu sentia uma necessidade muito grande de me provar, de chegar aos meus limites. Gosto da ideia de olhar nos olhos do mundo, rolar os dados e ver no que dá”, respondeu Handson quando o questionei sobre as razões que o levaram a encarar tamanha aventura.

A história será contada mais tarde em um livro que Handson escreve após ter recebido pedidos de amigos e pessoas com as quais fez amizade pela estrada. 

“Desde que saí do Uruguai com destino a Afogados da Ingazeira, escrevo uma média de 1.000 a 2.000 palavras por dia, contando os relatos que coleciono durante os meus pesados cotidianos. Serão provavelmente quase 10.672 quilômetros dormindo na rua, fazendo longas caminhadas e procurando caronas, além de ter que reservar tempo e uma tomada para escrever tudo detalhadamente”, revelou. Siga Handson no Instagram e acompanhe a sua jornada clicando aqui.

Agora me diga, Euclides da Cunha tinha, ou não razão, quando definiu em sua maior obra literária que “o Sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Eu acredito que sim. O sertanejo é mesmo um forte.