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Deputado comemora repasse de R$ 2 bilhões para hospitais filantrópicos

Por André Luis

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão remota, nesta quinta-feira (09), a liberação de repasse de R$ 2 bilhões para os hospitais filantrópicos e santas casas. A necessidade de um olhar diferenciado para os hospitais sem fins lucrativos foi pleito também do deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE), que chegou a protocolar anteriormente solicitação ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para a liberação de recursos com a maior brevidade possível para este segmento.

“A liberação dos repasses aprovada é um passo importante para o aumento da capacidade de atendimentos à população afetada pela pandemia. O Congresso está empenhado na mesma causa, concentrando esforços nesta guerra contra a Covid-19”, enfatizou Fernando Monteiro lembrando que “hoje foi mais um passo entre muitos outros ainda em discussão”.

A rede de saúde filantrópica hoje conta com 1.788 hospitais ativos em quase todos os estados do Brasil, na maioria deles, atendendo a mais de 50% do SUS. Em Pernambuco são 27 hospitais, incluindo o IMIP, considerada a maior instituição filantrópica 100% SUS do Brasil, com mais de mil leitos e mais de 5 mil funcionários. Ao todo, estas instituições agregam, hoje, mais de um milhão de profissionais de saúde atuando na linha de frente no combate à Covid-19.

Segundo a presidente da Federação das Misericórdias e Entidades Filantrópicas de Pernambuco, Tereza Campos, após a sanção presidencial, o esforço em conjunto dos senadores e deputados garantirá o atendimento necessário a milhares de pessoas. “Foi um passo fundamental e agradeço em especial ao apoio de Fernando Monteiro, que tem contribuído tanto com a nossa causa. A demanda é crescente e há uma dificuldade histórica de recursos que há muito precisavam de maior aporte financeiro”, afirma.

O Projeto de Lei 1006/20, do Senado, aprovado nesta quinta-feira, determina que o valor do auxílio financeiro seja aplicado na compra de medicamentos, suprimentos, insumos e produtos hospitalares, contratação de profissionais, além de seu uso em pequenas reformas para aumento da oferta de leitos de terapia intensiva.

Outras Notícias

TCE faz fiscalização simultânea de vacinação nos 184 municípios do Estado

O Tribunal de Contas do Estado realizou nesta terça-feira (10) uma fiscalização simultânea nos 184 municípios pernambucanos para avaliar os procedimentos de vacinação contra a Covid-19. A operação, denominada “Blitz na Vacinação”, envolveu 100 equipes de auditorias, sob a supervisão da Coordenadoria de Controle Externo do TCE. Durante os trabalhos foram analisadas as condições dos […]

O Tribunal de Contas do Estado realizou nesta terça-feira (10) uma fiscalização simultânea nos 184 municípios pernambucanos para avaliar os procedimentos de vacinação contra a Covid-19. A operação, denominada “Blitz na Vacinação”, envolveu 100 equipes de auditorias, sob a supervisão da Coordenadoria de Controle Externo do TCE.

Durante os trabalhos foram analisadas as condições dos locais de armazenamento, dos equipamentos de frio e das salas de imunização, bem como os procedimentos de guarda, armazenamento, aplicação e registro das imunizações.

Em cada município, as equipes visitaram pelo menos um local de armazenamento de imunizantes, além de um ponto fixo e, em alguns casos, de um ponto provisório de vacinação, somando aproximadamente 550 pontos em todo o Estado. 

Também foram vistoriados cerca de 1.100 equipamentos de armazenamento ou conservação de vacinas.

Na avaliação do TCE, foram também  considerados diversos normativos sanitários, dentre eles, a nota técnica da ANVISA – que traz recomendações para os serviços de vacinação durante o período da pandemia e o Manual de Rede de Frios do Ministério da Saúde, que estabelece normas sobre equipamentos de frio – câmaras refrigeradas e geladeiras – e uso de caixas térmicas para o acondicionamento de imunizantes.

BALANÇO – Uma sala de monitoramento foi instalada no prédio do TCE para acompanhamento da blitz, passo a passo, desde o início da operação. Até o fim da tarde, (horário das 17h), as equipes tinham vistoriado  405 locais, sendo 184 unidades de saúde, 101 estruturas provisórias e 120 outros locais, além de 366 equipamentos inspecionados, dentre geladeiras e câmaras refrigeradas.

Os resultados preliminares apontam que, de uma forma geral, os locais e equipamentos fiscalizados estão dentro dos padrões e critérios exigidos.

As eventuais inconsistências encontradas serão reportadas aos conselheiros relatores, para quem façam a comunicação aos gestores responsáveis, como também, compartilhadas com as autoridades sanitárias. 

“A blitz possui um caráter pedagógico, antes de qualquer responsabilização, para orientar o gestor público sobre os aspectos envolvidos numa ação excepcional de vacinação como a que estamos vivenciando, de modo a que sejam evitadas perdas de doses e se garanta o melhor resultado para os cidadãos pernambucanos”, destacou o chefe da Gerência Metropolitana Sul do TCE, Elmar Pessoa.

A ação realizada é um dos trabalhos prioritários definidos pelo Plano de Controle Externo 2021/2022 do TCE. 

“A blitz marca o início de um trabalho mais amplo de fiscalização relativa ao Plano Nacional de Imunização. A atuação do TCE pretende contribuir para o incremento da cobertura vacinal de doenças imunopreveníveis em nosso estado” acrescentou a Coordenadora de Controle externo, Adriana Arantes.

O presidente do TCE, conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, acompanhou uma das equipes de fiscalização, na cidade de Bezerros. Ao lado do inspetor Paulo Ricardo Lins da Silva, ele visitou um dos locais de vacinação na cidade e a central de armazenamento, que fica no prédio da Secretaria de Saúde do município. A Inspetoria de Bezerros é responsável pela fiscalização de 25 municípios da região do Agreste. 

“Esta ação é um desdobramento natural de tudo que vem sendo feito pelo TCE desde o início da pandemia”, afirmou o presidente Dirceu Rodolfo. 

“Em relação à vacinação, começamos nos preocupando com a fila de prioridades que precisava ser cumprida. Num segundo momento, passamos para uma busca ativa, uma vez que percebemos que havia um esvaziamento no que diz respeito à aplicação da segunda dose. Nesta ação de hoje o que a gente quer é ter uma fotografia geral de como está se dando a vacinação, os locais de imunização, de armazenamento e distribuição de doses, de forma a colaborar com o gestor para ele possa desenvolver boas práticas e fazer com que o gasto público seja o mais efetivo possível, com os objetivos alcançados e sem desperdício de recursos, ou seja, com um  viés de atuação colaborativa”, disse ele.

Dirceu Rodolfo também falou sobre o que foi observado na fiscalização e também sobre como o Tribunal irá auxiliar os gestores para a correta aplicação das vacinas.

Cunha é preso em Brasília por decisão de Sérgio Moro

G1 O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo a GloboNews. A previsão da Polícia Federal (PF) é a de que ele chegue a Curitiba no fim desta tarde. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. Na terça (18), juiz federal Sérgio […]

eduardo-cunhaG1

O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo a GloboNews. A previsão da Polícia Federal (PF) é a de que ele chegue a Curitiba no fim desta tarde. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.

Na terça (18), juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, determinou a prisão de Cunha.

O G1 tenta contato com a defesa do ex-presidente da Câmara.

O peemedebista perdeu o mandato de deputado federal em setembro, após ser cassado pelo plenário da Câmara. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado, que é o direito de ser processado e julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Na segunda-feira (17), Moro intimou Cunha e deu 10 dias para que os advogados protocolassem defesa prévia.

Como o STF já havia aceitado a denúncia, Moro apenas vai continuar o julgamento do caso, a partir de onde o processo parou na Suprema Corte.

O processo foi transferido para a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná após Cunha perder o mandato de deputado federal.

Junto com o cargo, ele também perdeu o direito à prerrogativa de foro – o chamado foro privilegiado, que lhe garantia a possibilidade de ser julgado apenas pelo STF.

Fé e cultura na Missa do Vaqueiro de Caroalina

O Povoado de Caroalina viveu um dia de fé e cultura nordestina. Neste sábado (29), foi realizada a 44a Missa do Vaqueiro do Povoado de Caroalina, que faz parte da festa de Santa Quitéria, padroeira da localidade. Este ano foi promovida uma cavalgada com mais de 250 cavaleiros. Eles se concentraram no Povoado de Várzea […]

CAVALGADA CAROALINA (5)

O Povoado de Caroalina viveu um dia de fé e cultura nordestina. Neste sábado (29), foi realizada a 44a Missa do Vaqueiro do Povoado de Caroalina, que faz parte da festa de Santa Quitéria, padroeira da localidade. Este ano foi promovida uma cavalgada com mais de 250 cavaleiros. Eles se concentraram no Povoado de Várzea Velha, onde foi oferecido um almoço e, em seguida, percorreram oito quilômetros com destino a Caroalina para a celebração católica.

CAVALGADA CAROALINA (9)

“Foi uma festa muito bonita. Todos nós estamos satisfeitos e gratos ao prefeito Guga Lins pelo apoio ao evento”, disse Washington Cristino, um dos organizadores. Após a celebração da missa teve apresentação da Escola Municipal de Sanfonas Professor Lula Sanfoneiro e show com Jaílson Aboiador.

CAVALGADA CAROALINA (3)

“A Missa do Vaqueiro de Caroalina é tradicional em nosso município e, este ano, se fortaleceu com a cavalgada. O público superou a expectativa”, disse o prefeito Guga Lins. Foram premiados os vaqueiros mais velho, mais novo, mais bem trajado, mais mal trajado, além do vaqueiro que veio de mais distante para participar da festa.

Quaest: Marília lidera corrida ao Senado com 16%; Humberto tem 13%

Marília Arraes aparece numericamente à frente na pesquisa estimulada, seguida por Humberto Costa. Como cada eleitor votará em dois candidatos ao Senado, o levantamento combina as menções às duas vagas. Indecisos representam 26% e brancos, nulos ou quem não pretende votar somam 24%. Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), mostra o cenário da disputa pelas […]

Marília Arraes aparece numericamente à frente na pesquisa estimulada, seguida por Humberto Costa. Como cada eleitor votará em dois candidatos ao Senado, o levantamento combina as menções às duas vagas. Indecisos representam 26% e brancos, nulos ou quem não pretende votar somam 24%.

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), mostra o cenário da disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado. No levantamento estimulado, Marília Arraes (PDT) aparece com 16% das intenções de voto, seguida por Humberto Costa (PT), com 13%.

Mendonça Filho (PL) registra 9% e Eduardo da Fonte (PP), 6%. Túlio Gadêlha (PSD) aparece com 3%. Pastor Gilvan Costa (Democrata), Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) têm 1% cada.

Mariano Macedo (PSTU), Mailson Neto (PCO), Gorett Bitu (UP) e Samuel Timoteo (UP) aparecem com 0%.

Os indecisos representam 26%, enquanto 24% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não votar.

Como serão eleitos dois senadores por estado em 2026, cada eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes. A Quaest perguntou separadamente sobre a primeira e a segunda vagas e reuniu essas respostas no resultado combinado, mantendo o total em 100%.

Primeira vaga

Quando considerada apenas a primeira escolha dos entrevistados, Marília Arraes aparece com 21%, seguida por Humberto Costa, com 15%, e Mendonça Filho, com 12%.

Eduardo da Fonte tem 5%, Túlio Gadêlha, 3%, e Pastor Gilvan Costa e Mariano Macedo aparecem com 1% cada. Os indecisos são 22%, e brancos, nulos ou quem não pretende votar representam 20%.

Segunda vaga

Na escolha para a segunda vaga, Marília Arraes e Humberto Costa aparecem empatados numericamente, com 11% cada.

Mendonça Filho e Eduardo da Fonte registram 6% cada, enquanto Túlio Gadêlha tem 3%. Pastor Gilvan Costa e Carlos Sant’Anna aparecem com 2% cada, e Paulo Rubem Santiago, com 1%.

Nesse cenário, 30% estão indecisos e 28% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não votariam.

Espontânea tem 80% de indecisos

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 80% dos entrevistados não souberam indicar um nome.

Humberto Costa aparece com 5%, Marília Arraes com 4%, Mendonça Filho com 2%, Eduardo da Fonte com 1% e Túlio Gadêlha com 1%. Outros nomes somam 0%, enquanto 7% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não votariam.

Rejeição

A Quaest também mediu o conhecimento e a rejeição dos candidatos. Marília Arraes apresenta o maior percentual de eleitores que afirmam conhecê-la e não votar nela: 40%. Ao mesmo tempo, outros 40% dizem que a conhecem e votariam na candidata, e 20% não a conhecem.

Mendonça Filho tem rejeição de 38%, seguido por Humberto Costa, com 36%, e Eduardo da Fonte, com 33%. Túlio Gadêlha registra 28%.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e ouviu 1.302 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número PE-07828/2026.

Fonte: G1 Pernambuco

Imagem: Reprodução

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Valeixo fala por 6 horas e confirma versão de Moro sobre demissão da PF

Por Vinicius Konchinski/Colaboração para o UOL O ex-diretor-geral da PF (Polícia Federal) Maurício Valeixo confirmou hoje, em depoimento à própria PF, a versão do ex-ministro Sergio Moro sobre sua demissão. Valeixo falou por cerca de seis horas a investigadores. Reforçou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria alguém mais próximo a ele na direção […]

Por Vinicius Konchinski/Colaboração para o UOL

O ex-diretor-geral da PF (Polícia Federal) Maurício Valeixo confirmou hoje, em depoimento à própria PF, a versão do ex-ministro Sergio Moro sobre sua demissão. Valeixo falou por cerca de seis horas a investigadores. Reforçou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria alguém mais próximo a ele na direção da PF e que não pediu para deixar a chefia da corporação.

Valeixo depôs hoje como testemunha no inquérito aberto pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para apurar a suposta interferência de Bolsonaro no trabalho da PF.

O ex-diretor da PF chegou à superintendência do órgão em Curitiba às 9h50. Começou a falar pouco depois das 10h e concluiu seu depoimento depois das 16h.

O inquérito no qual Valeixo foi ouvido foi aberto no final de abril, depois que Moro pediu demissão do Ministério da Justiça.

A saída de Sérgio Moro do governo, aliás, teve relação direta com Valeixo. O ex-ministro pediu demissão depois que Bolsonaro tirou Valeixo da chefia da PF.

Moro disse que não concordou com a exoneração de Valeixo. Viu ali uma tentativa de Bolsonaro intervir na PF, colocando uma pessoa mais próxima a ele na direção da corporação.

Valeixo foi questionado sobre sua demissão. Disse que não pediu para sair da direção da PF, mas admitiu que estava cansado.

O ex-diretor da PF também disse que Bolsonaro queria alguém com mais “afinidade” na chefia da corporação. Afirmou também que o presidente não tinha nada pessoal contra ele.

Moro revelou em pronunciamento feito na sua demissão que Bolsonaro o pressionou para que a chefia da PF mudasse.

A PGR, então, solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de um inquérito para apurar possíveis crimes relacionados às revelações de Moro.

Abertura da investigação foi autorizada pela Corte. O caso está sob a relatoria do ministro Celso de Mello.

O inquérito investiga se houve tentativa de obstrução da Justiça por parte do presidente Bolsonaro ou se Moro caluniou o presidente. Outros supostos crimes também são investigados.

Moro já prestou depoimento à PF por conta do inquérito. Ele foi ouvido na superintendência do órgão em Curitiba, a mesma na qual depôs Valeixo, no último dia 2. Falou por cerca de oito horas enquanto ativistas pró e contra o governo Bolsonaro se manifestavam do lado de fora do prédio.

Moro citou Valeixo e membros do governo Bolsonaro em seu depoimento. Por isso, o ex-diretor-geral da PF foi chamado a depor em Curitiba.

Também hoje depõem em Brasília, no mesmo inquérito, o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, e o delegado da PF Ricardo Saadi, ex-superintendente do Rio de Janeiro.