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Delcídio cita Renan Calheiros e Aécio Neves em delação, diz jornal

Por Nill Júnior
Antigo líder do governo (E) ficou quase 90 dias e deixou a carceragem no último dia 18 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Antigo líder do governo (E) ficou quase 90 dias e deixou a carceragem no último dia 18
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS) contém referências a parlamentares integrantes das cúpulas de PMDB, PSDB e PT, segundo informações obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo. Entre os nomes estariam o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Edison Lobão (PMDB-BA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) — todos já investigados em inquéritos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Delcídio teria feito também referências ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), já citado pelo doleiro Alberto Yousseff e pelo transportador de valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará, mas os procedimentos com menções ao presidente do PSDB foram arquivados.

Segundo a Folha, a reportagem não teve acesso ao contexto do suposto envolvimento dos políticos mencionados. Investigadores da Lava-Jato devem analisar, a partir de agora, se os fatos atribuídos aos senadores têm indícios mínimos para justificar a abertura de um inquérito.

Na semana passada, a revista IstoÉ publicou trechos do depoimento de Delcídio em que o petista afirma a investigadores que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — alvo da 24ª fase da Lava-Jato na última sexta-feira— e a presidente Dilma Rousseff se envolveram diretamente em tratativas para atrapalhar o andamento das investigações sobre desvios na Petrobras.

O depoimento do senador ainda está na Procuradoria-Geral da República (PGR), aguardando um ajuste solicitado pelo relator dos processos da Operação Lava-Jato no STF, ministro Teori Zavascki, que deverá homologar a delação premiada de Delcídio.

Delcídio Amaral foi preso sob acusação de tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. Ele ofereceu R$ 50 mil por mês e um plano de fuga para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de colaboração com o Ministério Público. O filho de Cerveró gravou a conversa e entregou o áudio à Justiça, o que resultou na prisão em flagrante do senador. Segundo a reportagem da revista IstoÉ, Delcídio teria dito que tomou a iniciativa a pedido do ex-presidente Lula.

O parlamentar ficou quase 90 dias e foi solto no último dia 18, sob condição de fazer recolhimento domiciliar, podendo sair de casa apenas para trabalhar no Senado. Delcídio nem chegou a retornar à Casa legislativa, porque apresentou o pedido de licença médica logo em seguida. Na última sexta-feira, dia 4, ele pediu mais 15 dias de licença.

Contrapontos: De acordo com a Folha, a assessoria de Aécio Neves afirmou que não iria comentar a citação pela falta de “informação concreta” sobre o envolvimento do senador com Delcídio. Valdir Raupp afirmou que recebe com “estranheza” a informação de que teria sido citado. Os demais senadores, segundo a reportagem, não foram localizados e a assessoria do petista disse desconhecer a delação.

Outras Notícias

O Blog e a História: a quatro anos, começava calvário de Dilma e o Impeachment

Essa semana marcou os quatro anos do início do processo de impeachment de Dilma Roussef na Câmara dos Deputados, em 17 de abril de 2016, com a Câmara autorizando o processo pelo Senado. A maioria dos deputados federais de Pernambuco votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Da bancada de […]

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Do Uol

Essa semana marcou os quatro anos do início do processo de impeachment de Dilma Roussef na Câmara dos Deputados, em 17 de abril de 2016, com a Câmara autorizando o processo pelo Senado.

A maioria dos deputados federais de Pernambuco votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Da bancada de 25 deputados, foram 18 votos pela continuidade do processo, seis contrários e uma abstenção.

Foram a favor do impeachment  Anderson Ferreira (PR), André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (SD), Betinho Gomes (PSDB), Bruno Araújo (PSDB), Daniel Coelho (PSDB), Danilo Cabral (PSB), Eduardo da Fonte (PP), Fernando Coelho Filho (PSB), Gonzaga Patriota (PSB), Jarbas Vasconcelos (PMDB), João Fernando Coutinho (PSB), Jorge Côrte Real (PTB), Kaio Maniçoba (PMDB), Marinaldo Rosendo (PSB), Mendonça Filho (DEM), Pastor Eurico (PHS) e Tadeu Alencar (PSB).

Foram contrários apenas  Adalberto Cavalcanti (PTB) , Luciana Santos (PCdoB) , Ricardo Teobaldo (PTN), Silvio Costa (PTdoB), Wolney Queiroz (PDT) e Zeca Cavalcanti (PTB). A única abstenção foi de Sebastião Oliveira (PR).

Poucos dias depois, em 21 de abril daquele ano, em estratégia para obter apoio internacional contra o impeachment, a presidente Dilma Rousseff embarcou  para os Estados Unidos para participar da assinatura do Acordo de Paris, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas). Em Nova York, a petista pretende reforçar a tese de que o pedido de afastamento dela do cargo é um “golpe de Estado”.

Segundo assessores, ela não deixará de “denunciar” que a abertura do processo de impeachment foi aprovado sem haver um crime de responsabilidade caracterizado. Ela pode inclusive incluir referências sobre o caso no discurso que fará na cerimônia de assinatura do Pacto de Paris, mas o assunto não será o tema central da fala da petista.

Um assessor presidencial disse à reportagem que ela não fará um “discurso panfletário” na ONU, focando sua fala no tema da mudança climática, mas deve fazer citações “elegantes” e “sutis” a respeito do processo de impedimento que tramita contra ela no Congresso Nacional. Segundo o auxiliar, ela “vai se posicionar” sobre a guerra do impeachment em falas à imprensa nacional e internacional, mas quer aproveitar o evento também para capitalizar o fato de o Brasil ter tido papel importante nas negociações sobre o acordo de Paris.

O discurso da presidente na ONU foi preparado pela assessoria internacional do Palácio do Planalto sem referências ao impeachment. Nele, Dilma vai dizer que o acordo de Paris “é só o começo” e “há uma longa caminhada pela frente” para implantá-lo. A decisão de falar sobre o impeachment e em que tom será da própria Dilma, que terá cerca de cinco minutos para discursar na reunião. Na equipe da petista, há um grupo que defende que ela inclua no discurso a palavra “golpe”, em uma tentativa de dar mais visibilidade para o tema.

Há um outro grupo, porém, que avalia que, por se tratar de um evento internacional sobre mudanças climáticas, não caberia falar diretamente sobre o impeachment, mas fazer apenas referências e menções ao que está acontecendo no Brasil.

Ministro mais antigo do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello rebateu nesta quarta (20) o discurso da presidente de que seu processo de impeachment em discussão no Congresso representa um golpe. Segundo o ministro, a afirmação de Dilma representa um “grande equívoco” e trata-se de uma perspectiva eminentemente pessoal e faz parte de sua linha de defesa.

Celso de Mello disse ainda que é “no mínimo estranho” a possibilidade da petista usar o discurso na ONU para repetir as críticas que tem feito ao processo. Em entrevista a blogs de esquerda, na quarta, a petista afirmou que lutará “em todas as trincheiras” possíveis para impedir o impeachment de seu mandato no Senado.

“Lutarei em todas as trincheiras que eu puder para derrotar esse golpe, onde for necessário eu vou”, disse. Com Dilma nos Estados Unidos, o vice-presidente Michel Temer assumirá a Presidência da República até que a petista volte, na manhã de sábado (23). Ele decidiu, no entanto, permanecer em São Paulo, onde está desde o início da semana. Temer só deve retornar a Brasília na próxima segunda (25).

Pesquisa Opinião aponta empate entre Vinicius e Mirella em Olinda

Blog do Magno A um dia da eleição de segundo turno, o cenário da disputa para prefeito de Olinda é de empate técnico. Segundo pesquisa do Instituto Opinião  para o Blog do Magno, se na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é forçado a apontar seu candidato sem o auxílio da lista com os nomes […]

Blog do Magno

A um dia da eleição de segundo turno, o cenário da disputa para prefeito de Olinda é de empate técnico.

Segundo pesquisa do Instituto Opinião  para o Blog do Magno, se na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é forçado a apontar seu candidato sem o auxílio da lista com os nomes dos postulantes, a candidata do PSD, Mirella Almeida, aparece numericamente na frente, com 35,7%, na estimulada quem está na dianteira é o candidato do PT, Vinícius Castello, com 42%.

Ambos os cenários configuram empate técnico, levando-se em conta que a margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na espontânea, Mirella aparece com 35,7% e Vinicius 35,2%. Brancos e nulos somam 7,7% e indecisos representam 21%. Já na estimulada, Vinicius tem 42% e Mirella 40%. Neste cenário, brancos e nulos somam 8,3% e indecisos caem para 9,7% dos entrevistados.

No quesito rejeição, quem lidera é o candidato do PT, com 39,5% dos entrevistados que afirmaram não votar nele de jeito nenhum, ante 35,5% dos entrevistados que disseram não votar em Mirella de jeito nenhum.

Entre os que afirmaram não mudar seu voto de jeito nenhum, também houve um empate: 34,7% são eleitores de Vinicius e 33,5% são eleitores de Mirella.

Estratificando o levantamento, Vinícius aparece mais bem situado entre os eleitores na faixa etária entre 25 e 34 anos (51,7%), entre os eleitores com renda familiar até dois salários (45%) e entre os eleitores com grau de instrução no ensino médio (42,3%). Por sexo, 44,1% dos seus eleitores são mulheres e 39,4% dos seus eleitores são homens.

Já Mirella tem suas maiores taxas de intenção de voto entre os eleitores jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos (51,4%), entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários (42,5%) e entre os eleitores com grau de instrução na 9ª série (42,2%). Por sexo, 45,7% dos seus eleitores são homens e 35,3% dos seus eleitores são mulheres.

A pesquisa foi a campo entre os dias 22 e 23 de outubro, sendo aplicados 600 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo da investigação. A pesquisa está registrada sob o protocolo de número PE-02265-2024.

Zeinha celebra perfuração de poço em Monte Alegre

O prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres (PSDB), anunciou nas redes sociais a perfuração de um poço na comunidade rural de Monte Alegre, localizada na região da Serra do Povo. A obra foi realizada na quinta-feira (7), em frente à residência de uma moradora local, dona Rosilene. Zeinha destacou a importância do poço para a comunidade, […]

O prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres (PSDB), anunciou nas redes sociais a perfuração de um poço na comunidade rural de Monte Alegre, localizada na região da Serra do Povo. A obra foi realizada na quinta-feira (7), em frente à residência de uma moradora local, dona Rosilene.

Zeinha destacou a importância do poço para a comunidade, especialmente no enfrentamento dos períodos de seca que afetam a região. Segundo ele, a chegada da água representa um suporte significativo para os moradores, proporcionando maior segurança hídrica.

“Graças a Deus o poço deu água, que com certeza ajudará a comunidade no período da estiagem,” afirmou o prefeito, comemorando o resultado positivo da perfuração.

Fernando Filho participa de procissão em Santa Maria do Cambucá

O deputado federal Fernando Filho (DEM) visitou, nesta segunda-feira (06.01), a cidade de Santa Maria do Cambucá, no Agreste Setentrional, onde acompanhou a procissão da festa de Santos Reis, uma das mais tradicionais da região. O parlamentar esteve acompanhado do vice-prefeito da cidade, Mário Filho (MDB), e da deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB). Na ocasião, […]

Foto: Ivaldo Reges

O deputado federal Fernando Filho (DEM) visitou, nesta segunda-feira (06.01), a cidade de Santa Maria do Cambucá, no Agreste Setentrional, onde acompanhou a procissão da festa de Santos Reis, uma das mais tradicionais da região.

O parlamentar esteve acompanhado do vice-prefeito da cidade, Mário Filho (MDB), e da deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB). Na ocasião, Fernando Filho agradeceu o apoio recebido e projetou um ano de muito trabalho para viabilizar as pré-candidaturas de aliados em todo o estado.

“Teremos um ano muito desafiador, com as eleições municipais já batendo à porta daqueles que pretendem disputar. Fizemos muitas filiações no ano passado, e ainda faremos muitas até abril, fortalecendo o nosso campo político com nomes que vêm para representar esses municípios e que querem chegar nas prefeituras e nas câmaras municipais. É nossa primeira agenda pública do ano, escolhemos vir a Santa Maria do Cambucá por ser um evento importante, além de poder rever nosso amigo Mário Filho, que tem feito um belo trabalho, e renovar nosso apoio a ele e ao grupo político que temos aqui”, destacou Fernando Filho.

Em 2019, o parlamentar ampliou suas bases no Agreste e na Zona da Mata. Fernando Filho recebeu o apoio de importantes lideranças das regiões, entre eles os prefeitos Hilário Paulo (Brejo da Madre de Deus), Maria José (Pesqueira) e Bruno Japhet (Ferreiros). O democrata já tinha parceria com outros gestores do Agreste, como Edson Vieira (Santa Cruz do Capibaribe), Chaparral (Orobó) e Merson (Poção), e vem procurado ampliar os espaços e levar recursos para a região.

Nelly Sampaio sobre alerta em Riacho do Gado: “repassei o que ouvi da Defesa Civil”

Caro Nill Júnior, Infelizmente a tônica que alguns agentes partidários dão às discussões que realmente importam para  Tabira é a que menos agrega ao debate. Em resposta a matéria veiculada no seu blog acerca do pronunciamento que fiz na ação coletiva dos profissionais da saúde em Riacho do Gado é importante fazer o que muitos […]

Caro Nill Júnior,

Infelizmente a tônica que alguns agentes partidários dão às discussões que realmente importam para  Tabira é a que menos agrega ao debate.

Em resposta a matéria veiculada no seu blog acerca do pronunciamento que fiz na ação coletiva dos profissionais da saúde em Riacho do Gado é importante fazer o que muitos não sabem: separar saúde pública de política partidária.

Antes de de presidir o Poder Legislativo da cidade, sou servidora pública da Secretaria de Saúde, subordinada às orientações da pasta, e as informações que repassei à população foram repassadas pela Defesa Civil, sob responsabilidade do engenheiro Ilson Júnior. Só tomei conhecimento da situação já com a recomendação de nos dirigirmos àquela unidade de saúde e realizar um trabalho de conscientização, pedagógico, sobre situação que foge, inclusive das atribuições diretas do governo de Tabira, o risco de transbordamento da barragem de Zé Flor.

Toda ação foi construída como costumo fazer sempre na vida pública, ou no trabalho como profissional da saúde, em consenso, ouvindo os demais agentes envolvidos e pensando no bem estar da população. Sem o menor, nem de longe, intuito de provocar pânico ou algo do tipo, muito menos identificar culpados ou apontar pessoas.

Minha conduta continuará a mesma, servindo com responsabilidade a população e sabendo diferenciar as coisas. O país vive um momento que não precisa de palanques, mas de unidade para superar os desafios da saúde pública.

Nelly Sampaio