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Delator da Odebrecht diz que Aécio teria negociado fraude em licitação

Por Nill Júnior

O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior afirmou em sua delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Javo que se reuniu com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa para favorecer grandes empreiteiras.

De acordo com informações publicadas no jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira (3/2), a reunião teria ocorrido quando o tucano governava o estado de Minas Gerais.

Benedicto Júnior, segundo a reportagem, disse aos procuradores que após o acerto, Aécio orientou as construtoras a procurarem Oswaldo Borges da Costa Filho, conhecido por Oswaldinho. Com ele, teria sido definido o percentual da propina que seria repassada pelas empresas no esquema. Ainda de acordo com o delator, esses valores ficaram entre 2,5% e 3% sobre o total de contratos.

Em nota, Aécio repudiou a suposta denúncia de Benedicto e defendeu o fim do sigilo sobre as delações “para que todo o conteúdo seja de conhecimento público”. As informações de Benedicto em sua delação premiada, porém, teriam sido confirmadas e complementadas pelos depoimentos do ex-diretor da Odebrecht em Minas Sergio Neves.

Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, custou R$ 2,1 bilhões em valores à época. O local, em Belo Horizonte, foi inaugurado em 2010, no último ano de Aécio como governador e foi a obra mais cara do tucano no governo de Minas.

Líder do consórcio, que contou coma participação da Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão, a Odebrecht era responsável por 60% da obra e construiu um dos três prédios que integram o empreendimento, o Edifício Gerais.

Em nota enviada à reportagem, o senador Aécio Neves disse que desconhece o conteúdo do que classifica de “suposta delação”. “As afirmações relatadas são falsas e absurdas”, afirmou.

Outras Notícias

Flávio Leandro, Jackson Monteiro, Vinicius Gregório, festival de sanfona e recitais na 31ª Missa do Poeta, em Tabira

Começou, na terça-feira (11), mais uma edição da Missa do Poeta, evento que acontece na cidade de Tabira-PE, no Sertão do Pajeú e homenageia a memória do poeta Zé Marcolino (natural de Sumé-PB). O evento que vai até o sábado (15), é realizado há 28 anos pela Associação de Poetas e Prosadores de Tabira (APPTA). […]

Começou, na terça-feira (11), mais uma edição da Missa do Poeta, evento que acontece na cidade de Tabira-PE, no Sertão do Pajeú e homenageia a memória do poeta Zé Marcolino (natural de Sumé-PB).

O evento que vai até o sábado (15), é realizado há 28 anos pela Associação de Poetas e Prosadores de Tabira (APPTA).

A APPTA, que sempre esteve atrelada à defesa do patrimônio cultural imaterial da arte, realiza desde 1994 a Missa em homenagem ao poeta paraibano, que valorizava as tradições nordestinas tendo uma forte sintonia com O Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que gravou muitas das suas composições.

A atual presidente da associação, Neide Nascimento, afirma a necessidade de resistir com um evento que mobiliza tantos artistas e apreciadores da poesia nordestina é o que motiva. “Diante de tantas dificuldades, não medimos esforços para realizar mais uma edição do evento. Apesar da falta de incentivo cultural no país, conseguimos com parceiros e defensores da cultura arrecadar fundos para realizar a 31ª edição da Missa”, disse.

O evento este ano contará com várias novidades. Além do Festival de Sanfoneiros, da tão esperada Mesa de Glosas e da tradicional Celebração Eucarística, o evento trará palestras, chá poético e apresentações de danças.

Dentro da programação, apresentações de danças esta noite na Praça Gonçalo Gomes. Nesta quinta (13), às 19h acontece o 10º Encontro de Sanfoneiros na Praça Gonçalo Gomes.Sexta, várias atividades, com destaque para palestra Com Dr. Ney Araujo e Almir Reis sobre “A previdência do Poeta Repentista” na  Câmara Municipal dos Vereadores de Tabira às 15h, 7º Recital Feminino e a 22ª Mesa de Glosas na Escola Arnaldo Alves Cavalcante às 19h.

No sábado, às 19h, Celebração da Missa na Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios. Em seguida, às 21h, shows com Flávio Leandro e Jackson Monteiro. A apresentação será de Vinícius Gregório. O homenageado deste ano é o cantor Chico Arruda, de Sertânia.

Campanha eleitoral no rádio e na televisão tem prazo reduzido de 45 para 35 dias‏

A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta terça-feira (29), a Lei 13.165/15 da Reforma Eleitoral. As mudanças já valerão para as próximas eleições. Alguns pontos da nova legislação são resultado do intenso trabalho da Abert junto aos parlamentares e merecem destaque pelo impacto positivo para o setor de radiodifusão, como: Redução do prazo da campanha eleitoral […]

ELEIÇÕES PROPAGANDA

A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta terça-feira (29), a Lei 13.165/15 da Reforma Eleitoral. As mudanças já valerão para as próximas eleições.

Alguns pontos da nova legislação são resultado do intenso trabalho da Abert junto aos parlamentares e merecem destaque pelo impacto positivo para o setor de radiodifusão, como:

Redução do prazo da campanha eleitoral no rádio e na televisão, que passa a ser 35 dias antes do pleito e não mais 45 dias.  Com isso,  a campanha será feita da seguinte forma:

a) Eleições gerais – redução de dois blocos diários de 50 minutos para 25 minutos cada;
b) Eleições municipais – redução de dois blocos diários de 30 para  10 minutos cada;
c) As inserções de 15 segundos foram extintas;
d) Somente serão exibidas as inserções de televisão nos municípios onde houver estação geradora de radiodifusão de sons e imagens;
e) O prazo para exibição dos 10 minutos a que o TSE tem direito passa a ser um mês antes do início da propaganda eleitoral e nos três dias que antecedem o pleito;
f) O prazo previsto no artigo 93A destinado a incentivar a participação feminina diminui para cinco minutos.

A campanha eleitoral passa a ser permitida a partir de 15 de agosto do ano da eleição. Anteriormente, a campanha era permitida após o dia 5 de julho;

Outra mudança significativa são as regras para a realização dos debates. Anteriormente era necessária a participação de todos os candidatos. A partir de agora, será necessário o convite aos candidatos de partidos com representação superior a nove deputados e as regras do debate deverão ser aprovadas por 2/3 dos participantes.

A nova legislação não alterou o tempo dos programas em bloco para o segundo turno. Também não houve alteração no limite de cinco minutos diários para exibição da propaganda partidária.

Com a redução dos blocos diários, houve um aumento no tempo de inserções de propaganda eleitoral, que passou de 30 para 70 minutos diários. No entanto, o horário de exibição das inserções foi ampliado das 5h da manhã à meia-noite.

Sertânia: família de jovem flagrado em pichação diz que caso é de tratamento, não polícia

Familiares do jovem que foi notícia por pichação ao prédio da prefeitura informaram ao blog que o caso também teve registro em outros espaços, não apenas no prédio público e é mais delicado do que se posa imaginar. Em suma, o problema tem relação com a dependência química do rapaz. Para eles, mais caso de […]

Familiares do jovem que foi notícia por pichação ao prédio da prefeitura informaram ao blog que o caso também teve registro em outros espaços, não apenas no prédio público e é mais delicado do que se posa imaginar.

Em suma, o problema tem relação com a dependência química do rapaz. Para eles, mais caso de tratamento que de polícia ou de exploração política. Os pais estão desolados e tem recebido solidariedade.

A luta é para conseguir uma saída que faça com que o jovem tenha cesso a tratamento. Em contato com o blog, a família, conhecida pela retidão moral na cidade lamentou o episódio e agradeceu à solidariedade. “É um drama pelo qual passam muitas famílias, envolvendo um jovem dependente químico, que já foi internado e que agora espera por uma nova fase de tratamento”, lamentou uma tia do jovem, Maria Da Paz, a Paizinha.

Desemprego sobe e atinge maior taxa para janeiro desde 2009, diz IBGE

Do G1 A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,6% em janeiro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, o índice havia atingido 6,9% e no primeiro mês de 2014, 5,3%. Para o mês de janeiro, a taxa é a mais alta desde 2009, quando chegou a 8,2%. “Essa […]

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Do G1

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,6% em janeiro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, o índice havia atingido 6,9% e no primeiro mês de 2014, 5,3%.

Para o mês de janeiro, a taxa é a mais alta desde 2009, quando chegou a 8,2%.

“Essa elevação da taxa agora em janeiro é um movimento esperado. A gente sabe que em dezembro, a cada ano, se costuma registrar a taxa mais baixa do ano, e na virada, essa taxa volta a crescer. Então, é um movimento que a gente também observou no passado, retrasado e ao longo de toda a série histórica”, disse Adriana Beringuy, técnica de trabalho e rendimento do IBGE.

No entanto, de acordo com a especialista, neste ano, “as intensidades são bem maiores” e o crescimento da inatividade impediu que a taxa de desemprego fosse ainda mais alta em janeiro.

“De fato, se não houvesse pessoas dentro da inatividade, essa taxa poderia ter sido maior. No mês, a gente tem tanto um fenômeno de mercado de trabalho quanto demográfico. Se não tivesse sido absorvido pela inatividade essa população [desocupada], essa taxa poderia ter sido maior.”

População desocupada
A população desocupada chegou perto de 2 milhões: 8,4% acima da quantidade de dezembro e 42,7% na comparação com o mesmo mês de 2014. Por outro lado, a população ocupada diminuiu para 23 milhões. A queda foi de 1% frente ao último mês do ano passado e 2,7% sobre um ano atrás.

No mês, houve redução da ocupação na atividade educação, saúde administração pública (2,8%) e serviços domésticos (6,4%). Já na comparação anual, houve queda na indústria (8,5%) e nos outros serviços, como alojamento e alimentação, transportes e armazenagem e serviços pessoais (3,4%).

Consequentemente, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 2,8% sobre janeiro e ficou estável frente a dezembro ao atingir 11,6 milhões.

Não foi só o número de empregados que caiu. Também diminuiu o rendimento médio de quem está trabalhando. Em média, os salários ficaram em R$ 2.242,90: queda de 1,3% em relação a dezembro (R$ 2.273,44) e de 7,4% contra janeiro de 2015.

Onde o desemprego subiu
Em relação a dezembro, o desemprego cresceu nas Regiões Metropolitanas de São Paulo (de 7,0% para 8,1%) e Belo Horizonte (de 5,9% para 6,9%).

Já frente a um ano atrás, quando a taxa geral de desemprego era bem menor, a desocupação cresceu em todas as regiões. No Recife, passou de 6,7% para 10,5%; em Salvador, de 9,6% para 11,8%; em Belo Horizonte, de 4,1% para 6,9%; no Rio de Janeiro, de 3,6% para 5,1%; em São Paulo de 5,7% para 8,1%, e em Porto Alegre, de 3,8% para 5,9%.

Os salários caíram no Rio de Janeiro (-3,1%), em São Paulo (-1,2%), em Porto Alegre (0,9%) e em Salvador (-0,7%), mas subiram no Recife (1,0%) e em Belo Horizonte (0,5%). Frente a um ano atrás, todas as capitais mostraram queda nos rendimentos, a maior foi em Salvador (14%).

Dilma diz que não sabia de esquema de corrupção na Petrobras

A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta segunda-feira (8), em entrevista ao “Estado de S.Paulo”, que desconhecia qualquer suposto esquema de corrupção dentro da Petrobras, mas disse que o governo vai se empenhar na investigação. Segundo Dilma, não houve qualquer pedido a ela, quando assumiu, para que mantivesse a direção da empresa do […]

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A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta segunda-feira (8), em entrevista ao “Estado de S.Paulo”, que desconhecia qualquer suposto esquema de corrupção dentro da Petrobras, mas disse que o governo vai se empenhar na investigação.

Segundo Dilma, não houve qualquer pedido a ela, quando assumiu, para que mantivesse a direção da empresa do governo anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).  “Eu não tinha a menor ideia de que isso ocorria dentro da Petrobras”, disse. “Eu substituí aqueles que eu não considerava melhor para a minha equipe.”

Segundo a presidente, ela determinou ao ministro José Eduardo Cardoso que ele fizesse um ofício à Polícia Federal pedindo mais informações. “Se tiver algum funcionário do governo, qualquer pessoa do governo federal envolvida, queríamos ter acesso para tomarmos as providências. Baseadas em informações oficiais”, disse ela.

Segundo a edição da revista “Veja” que começou a circular neste sábado, revelou o nome de vários parlamentares e governadores que teriam recebido propina. Alves disse ainda que denúncias feitas por delação premiada devem ser provadas.
Os nomes revelados por Costa incluem pessoas ligadas às duas candidatas que lideram as pesquisas eleitorais para a Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).
A relação dos citados pelo ex-executivo da Petrobras vai de Alves ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto no último dia 13.
“A revista que divulga diz que tem as informações, mas não de onde as tirou. Estamos pedindo à Procuradoria Geral da República que nos informe para eu procedermos com as providências cabíveis. Se estiver [a pessoa] comprometida, é afastamento puro e simples. Eu sou presidenta. Tenho de acatar informações oficiais, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Não quero dar à imprensa um caráter que ela não tem”, disse.
A presidente disse que nos últimos três governos houve investigação, ao contrário do que ocorria antes. “Quem não investiga não descobre. Não engavetamos. Nós investigamos, fizemos o dever de casa. Não deixamos escondido debaixo do tapete. O que aumentou foi a investigação da corrupção”, disse.