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Datafolha: Lula tem 47%; Bolsonaro 29%; Ciro 8%

Por André Luis

Com 47%, Lula venceria a disputa já no 1º turno, segundo instituto 

A mais recente pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial de outubro indica a manutenção do cenário aferido na rodada anterior, em junho, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentando uma vantagem de 18 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

O ex-presidente tem 47% das intenções de voto, o mesmo patamar anterior, enquanto o atual ocupante do Palácio do Planalto oscilou positivamente um ponto, com 29%. A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha e feito nesta quarta (27) e quinta-feira (28), é de dois pontos percentuais.

A pesquisa aponta que o ex-presidente poderia vencer a eleição presidencial no primeiro turno, caso o pleito acontecesse no cenário atual. De acordo com o levantamento, o petista marca 51,6% dos votos válidos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário, marca 31,8%. E bate a soma dos demais candidatos.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também segue onde estava em 22 e 23 de junho: com 8%. Segue inalterado também o grande pelotão de candidatos abaixo de 2%, encabeçado numericamente pela senadora Simone Tebet (MDB).

O Datafolha ouviu 2.566 eleitores em 183 cidades. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01192/2022.

A constância do cenário contrasta com a grande agitação política e econômica do período entre os levantamentos, o que traz uma boa e uma má notícia para Bolsonaro, que segue numa inédita posição desfavorável para presidentes que buscaram a reeleição desde que o instrumento passou a valer, no pleito de 1998.

Do lado positivo para seus estrategistas, a escalada golpista promovida pelo presidente ainda não se refletiu numa maior rejeição a seu nome.

De junho para cá, Bolsonaro aumentou os ataques ao sistema eleitoral e promoveu um condenado ato de divulgação de suas mentiras para uma plateia de embaixadores em Brasília.

Também aproveitou a convenção do PL, domingo passado (24), para fazer nova convocação antidemocrática para o feriado do 7 de Setembro.

Na sociedade civil, a reação foi enorme, com a confecção dos manifestos em favor da democracia, que serão lidos de forma conjunta em um ato em 11 de agosto na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Já sob a ótica negativa para Bolsonaro, a enxurrada de anúncios de benesses econômicas, como o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e, principalmente, a pressão pela queda no preço dos combustíveis, não foram ainda muito percebidos.

No caso da primeira medida, é preciso esperar agosto, quando o dinheiro chega às famílias menos abastadas, para avaliar o impacto. É incerta a percepção acerca do que bancará as medidas, no caso o populismo da chamada PEC Kamikaze. No segundo, é algo que já está nos postos de combustíveis.

Há, contudo, um sinal potencial: Bolsonaro ganhou três pontos percentuais, ainda uma oscilação dentro da margem, no principal estrato socioeconômico do levantamento: aqueles que ganham até 2 salários mínimos, que equivalem a 53% dos ouvidos.

Mas ainda está bem distante de Lula, com 23% ante 54% do petista.

O presidente também teve uma subida acima da margem de erro no eleitorado feminino (52% da amostra), onde ganhou seis pontos percentuais. Perde agora de Lula por 46% a 27%.

Já o petista avançou quatro pontos entre homens, dentro da margem que neste segmento é de três pontos, e lidera por 48% a 32%. Bolsonaro perdeu o mesmo contingente numericamente no segmento, que tem 48% da população.

Bolsonaro também ampliou numericamente sua dianteira entre os evangélicos, mesmo com o escândalo do MEC, que envolveu pastores —inclusive o ex-ministro Milton Ribeiro, que chegou a ser preso.

Ele tem 43% (tinha 40%), enquanto Lula marca 33% (tinha 35%) no segmento que reúne 25% do eleitorado e tem grande organização política.

Lula tem tido maior exposição na mídia, participando de entrevistas e dando mais declarações.

Até aqui, isso não parece ter atiçado o antipetismo que ajudou a levar o então obscuro deputado Bolsonaro ao poder em 2018, mas é possível argumentar que a campanha de fato não começou —a propaganda gratuita chega à rádio e à TV no dia 26 de agosto.

Na estratificação regional, não houve saltos. Lula segue bem à frente no Nordeste (59%, ante 24% de Bolsonaro e 8%, de Ciro), região com 27% da população. Na mais populosa, o Sudeste (43% dos ouvidos), tem 43%, enquanto o presidente marca 28% e o ex-ministro, 9%.

Bolsonaro só mantém fortaleza no Norte (8% da amostra), onde empata tecnicamente com Lula (39%, ante 41% do petista).

Na pesquisa de intenção espontânea de voto, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados, também foi registrada estabilidade em relação a junho.

Lula lidera com 38% (tinha 37%), Bolsonaro marca 26% (27% antes), Ciro tem os mesmos 3% e Tebet surge com 1%. Os indecisos também se mantiveram no mesmo nível, com 25% (eram 27%).

Os candidatos estão na praça, agora confirmados por convenções partidárias. Após a tríade que domina as pesquisas, há o grupo que empata tecnicamente na pesquisa estimulada: Tebet (2%), o deputado André Janones (Avante, 1%), Pablo Marçal (Pros, 1%) e Vera Lúcia (PSTU, 1%). Votam em branco ou nulo 6%, e 3% dizem não saber quem escolher.

Não chegam a pontuar Luciano Bivar (UB), General Santos Cruz (Podemos), Leonardo Péricles (UP), Felipe Dávila (Novo), Eyamel (DC) e Sofia Manzano (PCB).

Outras Notícias

Alfa: Flávio tem 51,5% e Lula 48,5% dos votos válidos; diferença é de três pontos percentuais

Pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,5% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48,5% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de três pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro. No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra […]

Pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,5% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48,5% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de três pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra 48,8% das intenções de voto e Lula, 45,9%. Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar em nenhum dos candidatos somam 3,5%, enquanto 1,8% não souberam ou não responderam.

Os votos válidos desconsideram brancos, nulos e indecisos e correspondem ao critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio aparece com 47% e Lula com 43%.

O levantamento também mediu a rejeição dos presidenciáveis. Lula é rejeitado por 46% dos entrevistados, enquanto Flávio registra 45%. Os percentuais também configuram empate técnico.

A Alfa Inteligência entrevistou 2.700 eleitores em todo o país entre os dias 15 e 19 de outubro. As entrevistas foram realizadas presencialmente.

A margem de erro é de 1,9 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00820/2026.

O segundo turno entre Lula e Flávio será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: CNN Brasil
Foto: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert

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Real Time Big Data: Flávio tem 52% e Lula 48% dos votos válidos; há empate técnico

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de quatro pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No cenário de votos totais, […]

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de quatro pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário de votos totais, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Brancos e nulos somam 5%, e outros 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Os votos válidos desconsideram brancos e nulos e correspondem ao critério utilizado pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado das eleições.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 19 de outubro, em todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas por telefone.

O período de campo incluiu o debate entre Lula e Flávio realizado pela Band no domingo (18), com entrevistas coletadas antes e depois do primeiro confronto direto entre os candidatos no segundo turno.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada pela Real Time Big Data com recursos próprios da Real Time Mídia Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02952/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: UOL e Real Time Big Data
Foto: Miguel Schincariol/AFP e Ricardo Stuckert/Campanha Lula

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PP e União Brasil devem retirar apoio a Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, deve deixar de apoiar a tentativa de Davi Alcolumbre (União-AP) de permanecer na presidência do Senado a partir de 2027. A movimentação ocorre em meio ao alinhamento das cúpulas das duas legendas com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada inicialmente […]

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, deve deixar de apoiar a tentativa de Davi Alcolumbre (União-AP) de permanecer na presidência do Senado a partir de 2027. A movimentação ocorre em meio ao alinhamento das cúpulas das duas legendas com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

A informação foi publicada inicialmente pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles. Até o momento, a retirada do apoio não foi formalizada pelas direções partidárias, mas integrantes da federação indicam que Alcolumbre não deverá contar com o respaldo conjunto de PP e União Brasil na disputa.

O movimento representa uma mudança em relação às articulações realizadas antes do segundo turno. Em setembro, dirigentes da federação chegaram a discutir a manutenção de Alcolumbre no comando do Senado como parte das negociações envolvendo eventual apoio a Flávio Bolsonaro.

Nas últimas semanas, porém, o presidente do Senado manteve uma aproximação política com Lula (PT), enquanto as direções de PP e União Brasil passaram a se alinhar à candidatura de Flávio.

Alcolumbre também tem procurado senadores que tomarão posse em 2027 para construir apoio à sua permanência na presidência da Casa. Segundo a apuração publicada pelo Metrópoles, as conversas envolvem negociações sobre espaços em gabinetes e presidências de comissões.

A União Progressista deverá iniciar a próxima legislatura com 12 senadores, sendo seis do PP e seis do União Brasil, considerando os parlamentares com mandato até 2031. A ausência do apoio formal da federação não impede uma candidatura de Alcolumbre, mas reduz uma das bases partidárias disponíveis para a disputa.

O cenário também é influenciado pelas decisões recentes tomadas no Senado. Alcolumbre colocou em votação a proposta que encerra gradualmente a escala de trabalho 6×1 e retirou da pauta a PEC da Segurança Pública, que enfrentava divergências em torno de temas como a redução da maioridade penal.

A eleição para a presidência do Senado ocorrerá no início de 2027, após a posse dos parlamentares eleitos neste ano. As articulações ainda estão em andamento e outras candidaturas podem surgir até a definição da nova composição da Casa.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução

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PGR não vê abuso de André Mendonça em pedido de investigação contra Alexandre de Moraes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido para investigar o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto abuso de autoridade. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (19) ao presidente da Corte, Edson Fachin. O caso teve início depois que Alexandre de Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por ter […]

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido para investigar o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto abuso de autoridade. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (19) ao presidente da Corte, Edson Fachin.

O caso teve início depois que Alexandre de Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por ter solicitado a abertura de uma apuração envolvendo o próprio Moraes. A solicitação estava relacionada às investigações do caso Master e às conversas atribuídas ao ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Diante do pedido de Moraes, Fachin encaminhou a questão à PGR para manifestação.

No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou não identificar elementos que permitam enquadrar a atuação de André Mendonça como crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade.

Segundo Gonet, o fato de Mendonça ter representado pela investigação de outro ministro não é, por si só, suficiente para caracterizar uma conduta criminosa.

A PGR também analisou relatórios que haviam sido solicitados por Mendonça à Polícia Federal para fundamentar o pedido de investigação contra Moraes. Para Gonet, esses documentos não possuem valor probatório e, portanto, também não podem ser classificados como provas ilícitas.

A crise entre os ministros ganhou força depois que Mendonça, relator das investigações do caso Master, retirou o sigilo de parte dos autos e encaminhou informações ao presidente do Supremo.

A investigação da Polícia Federal apontou que Daniel Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Alexandre de Moraes antes da prisão do ex-banqueiro, ocorrida em novembro de 2025.

Moraes acusou Mendonça de agir de forma parcial na condução das investigações com o objetivo de incriminá-lo. A manifestação da PGR desta segunda-feira trata especificamente da possibilidade de enquadramento da atuação de Mendonça como abuso de autoridade e não representa decisão definitiva do STF sobre o caso.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Gustavo Moreno/STF

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Em Porto Alegre, Lula destaca propostas para MEIs e trabalhadores durante agenda de campanha

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) participou, nessa segunda-feira (19), de uma caminhada de campanha no centro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico da capital gaúcha. A agenda ocorreu na última semana antes do segundo […]

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) participou, nessa segunda-feira (19), de uma caminhada de campanha no centro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico da capital gaúcha.

A agenda ocorreu na última semana antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Lula enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).

Durante a passagem por Porto Alegre, o presidente também voltou a falar sobre o desafio lançado ao adversário durante o debate da Band para que ambos autorizem o acesso aos próprios sigilos e aos de familiares.

Lula afirmou que enviaria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para abertura de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, além dos dados dos filhos, e cobrou que Flávio adote a mesma medida.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, declarou.

O presidente afirmou ainda que espera que as informações sejam analisadas pela Justiça e posteriormente tornadas públicas. O assunto já havia sido levantado por Lula durante o confronto entre os candidatos realizado no domingo (18).

Ainda nessa segunda-feira, Lula concedeu uma entrevista gravada ao SBT, na qual tratou de temas como MEIs, fim da escala 6×1, segurança pública e saúde.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

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