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Danilo Cabral apoia a PEC da Vaquejada

Por Nill Júnior

Em discurso no Plenário da Câmara Federal, o deputado Danilo Cabral (PSB-PE) declarou apoio à Proposta de Emenda Constitucional 304, a PEC da Vaquejada. A matéria disciplina os rodeios e vaquejadas e deve ser votada na tarde de hoje (10).

Com a ressalva de que o bem-estar dos animais sejam assegurados, o parlamentar destacou que a prática esportiva com animais gera mais de três milhões de empregos diretos e indiretos no País e movimenta mais de R$ 8 milhões por ano.

“A vaquejada é uma das marcas importantes da cultura do Nordeste, em especial de Pernambuco e da nossa terra, Surubim, conhecida como a capital do esporte”, afirmou Danilo Cabral. Ele comentou que, só na vaquejada, mais de 700 mil pessoas são mobilizadas no Brasil.

Por ser uma PEC, a proposta precisa de 308 votos para ser aprovada na Câmara dos Deputados. “Há uma mobilização de movimentos de todo o Brasil no Congresso para acompanhar a votação e fazer uma reflexão sobre o reconhecimento dessas práticas esportivas”, comentou o deputado. Segundo ele, a matéria é polêmica, porque Supremo Tribunal Federal (STF), no segundo semestre do ano passado, considerou inconstitucional uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada.

Na comissão especial da Câmara que analisou a matéria, a proposta que estabelece que não são cruéis as práticas desportivas com animais registradas como bem imaterial do Patrimônio Cultural brasileiro e garantam o bem-estar dos animais. A vaquejada, considerada patrimônio cultural desde novembro do ano passado, seria uma das práticas beneficiadas caso seja aprovada.

Outras Notícias

Em Solidão, uma no cravo, outra na ferradura…

Professores reclamam contra salários atrasados em Solidão – Cobrando o pagamento dos salários mês de agosto os professores da rede municipal de Solidão até ameaçam cruzar os braços. O que que também deixa a categoria insatisfeita é a falta de diálogo do Governo Cida Oliveira. Aleluia! Solidão, finalmente vai ter a sua 1ª quadra poliesportiva – Tudo […]

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Professores reclamam contra salários atrasados em Solidão – Cobrando o pagamento dos salários mês de agosto os professores da rede municipal de Solidão até ameaçam cruzar os braços.

O que que também deixa a categoria insatisfeita é a falta de diálogo do Governo Cida Oliveira.

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Imagem ilustrativa

Aleluia! Solidão, finalmente vai ter a sua 1ª quadra poliesportiva – Tudo leva a crer que a cidade de Solidão vai mesmo ganhar a sua 1ª Quadra Poliesportiva.

Com recursos próprios a administração Cida Oliveira(PSB) está construindo a 1ª quadra coberta, com investimento de R$ 154 mil reais. Na rua do Cemitério a Prefeitura está construindo uma segunda quadra Esportiva, com recursos do FEM.

Por Anchieta Santos

Afogados FC vence amistoso e conquista Taça Aderval Viana

Em mais um amistoso visando o Campeonato Pernambucano/2019 o Afogados FC empatou no tempo normalcom o CEO da Cidade de Olho Dágua das Flores de Alagoas em 1 a 1 e venceu nos pênaltis por 5 a 4. O resultado deu ao Afogados o Trofeu Aderval Viana de Araújo. Na fase inicial o Afogados mesmo […]

Com informações de Anchieta Santos. Foto de Cláudio Gomes

Em mais um amistoso visando o Campeonato Pernambucano/2019 o Afogados FC empatou no tempo normalcom o CEO da Cidade de Olho Dágua das Flores de Alagoas em 1 a 1 e venceu nos pênaltis por 5 a 4.

O resultado deu ao Afogados o Trofeu Aderval Viana de Araújo. Na fase inicial o Afogados mesmo sem ser brilhante fez 1 a 0 com gol de Charles.

Na etapa de complemento a Coruja do Sertão em um jogo que parecia controlado cedeu o empate numa falha do zagueiro Marcio, o atacante Felipe empatou para o Centro Esportivo Olhodaguense.

Nos pênaltis para conhecer o Campeão do Trofeu Aderval Viana o Afogados foi vitorioso.

Para a Coruja do Sertão converteram Jader, Bebeto, Talisson, Douglas e William. Perderam os atletas Candinho e Marcio. Para o CEO marcaram Aurélio, Felipe, Valber e Luciano.

Desperdiçaram os jogadores João Grilo, Roger e Wesley.

No sábado próximo o Afogados FC fará o amistoso da volta jogando em Olho Dágua das Flores. A partida foi transmitida pela Seleção do Povo da Rádio Pajeú, que também gerou sinal para a Rádio Correio do Sertão, de Santana do Ipanema, Alagoas.

Com 140 servidores contratados, Zeinha promete concurso público para 2021 em Iguaracy

O governo itinerante, o saneamento na cidade e a construção do cemitério de Jabitacá estão entre as ações que o prefeito Zeinha Torres (PSB) considera como principais iniciativas do seu 1º mandato.  Falando ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, Zeinha lamentou não ter feito duas escolas, sendo uma na sede e outra em […]

O governo itinerante, o saneamento na cidade e a construção do cemitério de Jabitacá estão entre as ações que o prefeito Zeinha Torres (PSB) considera como principais iniciativas do seu 1º mandato. 

Falando ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, Zeinha lamentou não ter feito duas escolas, sendo uma na sede e outra em Jabitacá que já estariam cadastradas no MEC e serão executadas no 2º mandato. 

Fazendo um balanço dos primeiros 4 anos, o prefeito reeleito de Iguaracy, citou as ações na saúde com destaque para a estrutura de combate a Covid-19 e que ainda fará reforma do hospital onde R$ 250 mil serão investidos. 

Dois novos PSFs, encontrados caídos. Casa de apoio no Recife, devidamente climatizada, contratação de médicos especialistas e inauguração do CAPs; premiação na Assistência Social com o 1º lugar do Brasil com o Programa Criança Feliz; praças em Jabitacá e na sede do município; pavimentações na cidade, nos Povoados de Picos, Catingueira, Irajaí e no Distrito de Jabitacá. 

Na educação houve recuperação de escolas, antes abandonadas como a Diomedes Gomes que tinha salas de aula funcionando em garagens. Premiação do Programa Criança Alfabetizada; regularização do piso para os professores. 

Para a futura gestão além das escolas, também estão na pauta Academia da Saúde na cidade, Praça de Taxi, Ciclovia e iluminação do estádio Capitão Dionísio. 

Na Administração, o Secretário Marcos Melo que acompanhou o gestor durante a entrevista, citou a transparência, pagamento dos salários em dia, salários que antes tinham o mínimo completado por abono, agora são acrescidos com a gratificação e promessa de concurso para a próxima gestão. 

Hoje Iguaracy tem 280 servidores efetivos, 215 aposentados e pensionistas e 140 contratados, daí segundo o prefeito Zeinha a necessidade de se promover o concurso.

É preciso combater o balcão de negócios da política

O ceticismo da população na política deriva em boa monta da ação dos próprios políticos, especialmente daqueles detentores de mandatos. Um dos graves problemas é o do balcão de negócios estabelecido por vereadores, prefeitos, líderes de governo e oposição. O grande problema é o de que, nessas negociatas, o aspecto público, do retorno desses acordos […]

O ceticismo da população na política deriva em boa monta da ação dos próprios políticos, especialmente daqueles detentores de mandatos. Um dos graves problemas é o do balcão de negócios estabelecido por vereadores, prefeitos, líderes de governo e oposição.

O grande problema é o de que, nessas negociatas, o aspecto público, do retorno desses acordos em investimentos para a coletividade fica sacrificado. Sai o espírito público, entra o espírito impuro do que há de espúrio na política.

Do lado de quem faz jornalismo, o desafio é sempre de jogar luz sobre esses episódios. Ficar na zona de conforto, achar que “não é comigo”, ser conivente ou complacente com a prática é algo que denúncia a atividade jornalística. Muitas vezes, não há nem necessidade de revelar bastidores. O mero anúncio de determinados acordos já expõe os agentes à opinião pública. Por isso, nessas horas, não são poucos os que fogem dos holofotes da imprensa. Se escondem, evitando pré julgamentos.

Essa semana foi cheia desses episódios. Em Serra Talhada, foi notícia o vereador André Maio, pelo duplo twist carpado para tentar explicar como foi do apoio a Waldemar Oliveira para o influencer Charles de Tiringa e agora, para Fernando Monteiro, alinhado à prefeita Márcia Conrado. Três mudanças, de três palanques totalmente diferentes, em poucos dias. E não precisa perguntar o que move o parlamentar. A sociedade já fez a leitura.

Em São José do Egito, os vereadores de oposição a Fredson Brito foram os únicos que não definiram o candidato a Estadual depois da desistência de Adelmo Moura. Estariam balançados entre Diogo Moraes e Caio Albino. Não falta quem diga que o apoio foi a leilão, o que os vereadores Romerinho Dantas, Alberico Tiago, Fernanda Jucá, Beto de Marreco e Damião de Carminha negam.

Em Afogados da Ingazeira, um debate na Rádio Pajeú quis saber que vereadores seguirão o alinhamento com o prefeito Sandrinho Palmeira. De sete chamados, apenas dois compareceram. As ausências dos outros cinco levantaram questionamentos sobre a motivação e dificuldade em revelar o caminho para o ano que vem. O capítulo final foi do vereador Mário Martins garantindo que trocará Carlos Veras por Augusto Coutinho por apoio a seus projetos, negando favorecimento pessoal e partindo pro ataque contra quem o questionou.

De um modo ou de outro, dar visibilidade a esses acordos quando eles ocorrem, arrumações, guinadas sem o compromisso ideológico, político, apontar essa realidade, certamente não vai salvar o mundo, já emporcalhado de péssimos exemplos. Mas expõe e incomoda aqueles que ocupam espaços políticos para um balcão de negócios. Disso não podemos abrir mão.

O blog e a história: Afogados da Ingazeira e o amor de Eduardo e Arraes

Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014: Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. […]

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Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014:

Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. Virou uma espécie de referência política do socialismo no Sertão.

A jornalista Bruna Serra, do Congresso em Foco, em um dos artigos mais lidos sobre os relatos de quem cobriu a vida de Eduardo, abre seu texto chamado “Eu pensava que Campos era imortal” citando a cidade:

Nosso primeiro contato foi em 2006. Eu tinha acabado de me formar e trabalhava em um jornal do Recife. Passava da 1h da madrugada quando o carro do jornal estacionou na praça central de Afogados da Ingazeira, cidade sertaneja, distante 386 quilômetros da capital pernambucana.

Em cima da carroceria de um caminhão estava o então candidato a governador Eduardo Campos (PSB). Apesar do frio, estranho ao interior nordestino, ele suava. Gritava ao microfone e arregalava os grandes olhos. A multidão, abduzida, o observava sem reações, mais ou menos como o povo pernambucano recebeu, ontem, a notícia de sua morte.

Ao final do discurso, ele se agachou e pulou da carroceria como um adolescente. Fiz a entrevista e fiquei ouvindo os causos dele até que a praça foi esvaziando. Apesar do frio e do cansaço, os correligionários não arredavam pé, só gargalhavam.

Certamente por isso, é da cidade que se podem ouvir os relatos mais emocionados. O PSB aqui era tido como uma extensão dos ideiais socialistas de Eduardo e Arraes. “Aqui, o PSB fica órfão, perdendo sua maior liderança política. Sua forma de ser e de agir, seus princípios, seus sonhos e ideias servirão de guia para o caminho que o PSB continuará trilhando. Seu legado de lutas faça o Brasil refletir melhor suas escolhas e seu futuro”, diz o Presidente Raimundo Lima em nota ao blog.

Talvez por essa proximidade com a cidade, tive tantos contatos com Arraes e Campos. Eles sempre que podiam incluíam Afogados no roteiro e por isso, consegui algumas ótimas entrevistas. Com Arraes, ainda muito garoto, lembro da tremedeira quando o entrevistei candidato em 1994 – há exatos vinte anos. Arraes estava ao lado de Roberto Freire e Armando Filho, seus candidatos ao Senado. Também na emoção quando mesmo em meio a “feras” como Zadock Castello Branco e Anchieta Santos – este último ainda mais, uma referência – tive respostas a minhas perguntas em jornais no dia seguinte. “Fiquei bestinha”, como costumamos dizer no Sertão.

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Voltaria a entrevistar Arraes já como governador pouco tempo depois, também  nervoso pelo contato com aquele que era um mito. Teria outros encontros, até o último, dias antes de sua morte na Pousada Brotas, quando gravei uma sonora de menos de três minutos. Arraes já estava com ar de cansado pela rotina, mas ainda assim se dispunha a falar.

Quanto a Eduardo, a própria proximidade temporal – tenho dez anos a menos que ele – nos fez mais próximos na relação jornalística, mas também na atenção que sempre teve comigo. Entrevisto Eduardo desde que era Deputado Federal. Nas conversas, tenho histórias de todo tipo. Ele sabia antes de tudo, do nosso papel na imprensa regional e da importância histórica da Rádio Pajeú.

A história mais áspera foi justamente no início do primeiro governo. Evaldo Costa, seu Secretário de Imprensa, disse que o governador queria falar para emissoras do programa Governo nos Municipios”. Só que nunca me furtei de tratar também do que era  pauta da sociedade.  Neste dia, por algum motivo, não havia Delegado em Carnaíba e a população estava revoltada. Após falar da pauta sugerida por Evaldo, tratei da demanda local. Ele prometeu e de fato o Delegado apareceu em menos de uma hora na cidade para dar expediente.

Mas Eduardo não gostava – eu diria odiava – tratar de questiúnculas locais. E na cidade, era enorme a repercussão da queda de braço entre Inocêncio Oliveira e o prefeito Totonho Valadares para indicar o Diretor da Ciretran. Perguntei quando ele resolveria a questão. Percebi a contrariedade no tom de voz, afirmando não estar  preocupado com isso. Percebi na despedida que tinha ficado aborrecido. Poucos dia depois vi Evaldo em Recife. Disse a ele que não poderia fugir dos temas. “Não se preocupe, doeu mais em mim que em você”, disse aos risos.

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De história que mostra o que prevaleceu na nossa relação, os últimos dois encontros, no Carnaval do Recife deste ano. Na abertura do carnaval, Eduardo estava cercado de um batalhão de jornalistas. Quando me viu – único sertanejo cobrindo para um veículo sertanejo – disse como quase sempre em minhas coberturas na festa de momo: “Nilll, você até aqui rapaz?!” Quando se aproximou para gravar uma mensagem, foi puxado por Elba Ramalho, fez uma curva e foi falar com ela. Rapidamente se virou, voltou pra mim e disse: “Desculpe amigo, vamos falar para a Pajeú…” Sempre percebia como os outros jornalistas olhavam, como se perguntassem ‘quem é esse pra quem Eduardo dá tanta atenção?’. 

Neste dia curiosamente perdi a sonora por descuido no meu Iphone. No outro dia, arretado, achei Eduardo na abertura do Galo, dia 1 de março deste ano. “Governador, cometi um crime jornalístico…perdí aquela sonora do senhor” disse. “Não acredito! E o que foi que eu disse?” Disse que ele tinha me dado um furo, anunciando que iria entregar obras em Afogados. “Então vamo lá de novo…” – brincou com a costumeira atenção.

Esse foi o Eduardo que ficou em mim. Saulo Gomes na homenagem a ele na Rádio Pajeú trouxe um trecho de uma bela mensagem que diz que os bons são aqueles que, quando conhecemos, nos fazem pessoas melhores. Eduardo com seu exemplo de atenção, família, respeito e amor ao Pajeú me fez melhor também. Com Deus, Eduardo!