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Custódia: Domingos Rodrigues deixa governo para apoiar Luciara de Nemias

Por André Luis

Em um comunicado divulgado à imprensa nesta quinta-feira (11), o diretor de recursos hídricos de Custódia, Domingos Rodrigues, anunciou seu apoio político a Luciara de Nemias, pré-candidata a prefeita pela oposição. A decisão marca sua saída do cargo na administração municipal para se juntar ao grupo político que disputa a prefeitura nas eleições deste ano.

Domingos Rodrigues relatou em seu comunicado um histórico de contribuições para o município. “No ano 2007, retornei do Recife com minha família, onde fui abraçado pelo saudoso amigo Nemias Gonçalves de Lima. Fui candidato a vereador em 2008, obtendo mais de 300 votos na chapa encabeçada pelo saudoso amigo José Esdras de Freitas Gois”, declarou Rodrigues, ressaltando a duradoura amizade com Nemias.

Em 2011, Rodrigues foi convidado a integrar o terceiro mandato no governo de Nemias, e em 2012, assumiu a secretaria de agricultura. “Contribuímos com a vitória nas eleições do amigo Dr. Luiz Carlos, onde criamos a secretaria de meio ambiente e assumi essa pasta de 2013 a 2016”, destacou. Ele também mencionou a aliança partidária de 2016, que uniu antigos adversários políticos e resultou em sucessivas vitórias eleitorais até meados de 2023.

Rodrigues expressou gratidão ao atual prefeito Manuca pelo período em que ocupou o cargo de diretor de recursos hídricos e coordenador da defesa civil do município durante o segundo mandato. “Sempre tive trânsito livre em todos os grupos políticos de nossa querida Custódia”, afirmou, enfatizando sua formação em administração pública e o envolvimento de sua família nas disputas eleitorais.

Contudo, Rodrigues explicou que ele e diversos membros de sua família se sentiram ignorados no processo político de 2024. “A finalidade deste comunicado não é chamar a atenção, mas meramente demonstrar a insatisfação para com a minha pessoa e as dezenas de membros de minha família”, esclareceu.

Por fim, Domingos Rodrigues agradeceu o período de colaboração com o atual grupo gestor, mas apontou divergências nas tomadas de decisões e a falta de espaço no governo como razões para seu desligamento. “Mais uma vez, agradeço o período que estivemos juntos. No entanto, por divergências nas tomadas de decisões com relação à gestão de pessoas e a falta de espaço no governo, me desligo do grupo do atual gestor”, concluiu.

Outras Notícias

Engenheiro de pesca explica peixes mortos na área da barragem de Brotas

Centenas de peixes mortos foram encontrados nesta quarta-feira na barragem e chamou a atenção. Por André Luis Nesta quarta-feira (08.04), centenas de peixes foram encontrados mortos no leito do rio Pajeú, logo abaixo do vertedouro da barragem de Brotas, em Afogados da Ingazeira. O fato, que logo chamou a atenção da população, foi registrado em […]

Centenas de peixes mortos foram encontrados nesta quarta-feira na barragem e chamou a atenção.

Por André Luis

Nesta quarta-feira (08.04), centenas de peixes foram encontrados mortos no leito do rio Pajeú, logo abaixo do vertedouro da barragem de Brotas, em Afogados da Ingazeira. O fato, que logo chamou a atenção da população, foi registrado em vídeo por Evandro Lira, pela TV Samburá e retransmitido no Facebook da Rádio Pajeú. Veja vídeo acima.

Em entrevista a nossa redação por WhatsApp, o engenheiro de pesca, Gilmar Aguiar, que coordenada o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em Afogados da Ingazeira, e também toca uma empresa de consultoria e projetos em aquicultura, explicou que o fato é comum.

Segundo Gilmar a causa da morte foi falta de oxigenação. “O que eu pude analisar tecnicamente como engenheiro de pesca pelo vídeo que eu assisti, foi que essa mortandade da espécie conhecida por Curimatã, foi consequente a uma baixa oxigenação, devido a barragem não estar mais vertendo”, analisou.

Aguiar chamou a atenção para os pontos de alagamento no local onde os peixes foram encontrados. “Como essa barragem não está mais vertendo, esses pontos de alagamento acumularam uma alta densidade de peixes, a biomassa desses animais aumentou e consequentemente houve uma diminuição do oxigênio. Também a pouca profundidade desses pontos de alagamento fez com que a água esquentasse demais, elevando assim o nível de estresse desses animais que não suportaram e vieram a morrer”, explicou.

Gilmar também disse que a única coisa que poderia ter sido feita para evitar a grande quantidade de peixes mortos seria retirá-los dos pontos de alagamento e leva-los para a barragem.

Questionado se outro evento poderia ter causado a morte dos peixes, como por exemplo um alto de grau de nível de concentração de agrotóxicos no solo que poderiam ter sido levados para a água pelas chuvas, o engenheiro de pesca disse que só uma análise nos animais mortos poderia comprovar isto. “Seria preciso coletar os animais e leva-los para um laboratório para analisar”, mas disse achar muito difícil que outro evento tenha sido o responsável pelo fato.

“Pode ter acontecido, mas eu não acredito. O professor Elton, da unidade de Serra Talhada da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que possui vasta experiência no assunto, que também analisou as imagens, não vê outra possibilidade. Pode até ser que tenha, não podemos descartar, mas nessa primeira análise foi isso, a falta de oxigenação”, esclareceu.

Gilmar ainda afirmou: “temos experiência de outros eventos parecidos como este principalmente nesta época de chuvas onde as barragens estão vertendo e percorrendo o leito do rio Pajeú é o que a gente mais vê. E em outros momentos já fizemos outras analises e o que foi verificado foi isso mesmo. A questão da falta de oxigenação que causou a mortandade dos animais”, afirmou o engenheiro.

Em sessão simulada, Júri decide pela não redução

O júri simulado que debate a redução da maioridade penal aconteceu hoje . Com oito votos contra e três a favor, os jurados decidiram pela não redução da maioridade penal. A sessão ocorreu no auditório Tabocas, no Centro de Convenções de Pernambuco, sendo presidida pelo desembargador Ricardo Paes Barreto e contou com um debate protagonizado […]

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O júri simulado que debate a redução da maioridade penal aconteceu hoje . Com oito votos contra e três a favor, os jurados decidiram pela não redução da maioridade penal.

A sessão ocorreu no auditório Tabocas, no Centro de Convenções de Pernambuco, sendo presidida pelo desembargador Ricardo Paes Barreto e contou com um debate protagonizado pelo desembargador do TJPE Luiz Carlos Figueiredo, a advogada Manoella Magalhães, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) – contra a medida – e pelo desembargador Bartolomeu Bueno, o advogado Moacir Veloso e o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) – que argumentaram pela redução.

Contrário à medida, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) defendeu que, ao invés de o País estar discutindo uma reação à crise econômica e perdas de empregos, o assunto em discussão é “um ponto de alteração da Constituição que pretende criminalizar os jovens que no Brasil são muito mais vítimas de violência do que autores de violência”.

“Somos contrários primeiro por isso, depois por criar problemas enormes no sistema de segurança”, afirmou Tadeu Alencar. O parlamentar também questionou a medida, pois, segundo ele, se encarcerando e aumentado as penas não está diminuindo a violência. “Por que é que se cria na sociedade a ilusão que a diminuição da maioridade penal traz o combate da criminalidade juvenil? É um equívoco e é por isso que a Câmara dos Deputados, lamentavelmente, interditou esse debate. Nós tivemos desde 1993 essa PEC estava parada lá. De uma hora para a outra o presidente da Casa saca essa coisa”, argumentou.

“Agora, dizer que está tudo bem, que não há realmente aí questões até patológicas nessa criminalidade juvenil, claro que há e é por isso que a gente defende, mesmo sabendo que muitas entidades são contrárias a isso, mas que a gente rediscuta se não é o caso de aumentar o tempo de internação para os casos de maior gravidade. Então, é esse debate que a gente ainda está por fazer. E isso mostrou aqui, hoje, que é um tema controvertido, que divide a sociedade, mas que toda vez que você reflete com serenidade e ponderação sobre ele você sabe que é uma vã ilusão reduzir a maioridade penal como um instrumento para reduzir a violência no Brasil”, cravou.

Com informações de Rodrigo Passos, da Folha de Pernambuco

Opinião: faltam espaços para cultura, esporte e arte em São José do Egito

*Por Tarcízio Leite São José do Egito, cidade pernambucana localizada na Microrregião do Pajeú, no próximo dia 09 de março completa 107 anos. Conhecida como o Berço imortal da poesia, durante os últimos quinze anos, venho observando que os poetas, cantores e compositores, além de outros artistas e desportistas vêm fazendo parte das administrações públicas […]

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*Por Tarcízio Leite

São José do Egito, cidade pernambucana localizada na Microrregião do Pajeú, no próximo dia 09 de março completa 107 anos.

Conhecida como o Berço imortal da poesia, durante os últimos quinze anos, venho observando que os poetas, cantores e compositores, além de outros artistas e desportistas vêm fazendo parte das administrações públicas do nosso município.

Nada mais justo e merecido, pois a cultura, o esporte e o lazer é algo muito importante para uma cidade, em especial, a nossa, conhecida como a terra onde a cultura é o seu grande patrimônio, e é destaque por todos os recantos do nosso país, e até mesmo no exterior.

O curioso é que, mesmo tendo poetas, e outros artistas, além de desportistas fazendo parte das administrações do nosso município, pelo menos nestes últimos quinze anos, não conheço na história destas administrações uma escola de teatro, de música, de futebol, de atletismo, de xadrez ou de outro tipo cultural ou desportista, além da Banda Cícero David. Qual será o segredo?

Acredito que é chegada a hora de refletir sobre a nossa cultura, o esporte, o lazer como projeto cultural e desportista. Formar um grupo de teatro para uma apresentação, dar um curso de poesia, formar um time com profissionais de outras cidades para disputar um campeonato, coisas desse tipo não considero um projeto com fundamentos culturais ou desportistas, pois estes sempre acabam no final de suas apresentações. Já conhecemos este modelo.

Este é um dos motivos que defendo as escolas de teatro, de música, de futebol, de atletismo, de xadrez ou de outro tipo cultural ou desportista, pois elas são capazes de manter grupos permanentes para apresentações, divulgação e preservação da cultura e do desporto.

Não estou falando de discursos ou algo que acontece uma ou duas vezes em função do momento e da oportunidade, mas de projetos culturais e desportistas, onde se trabalhe a disciplina, o respeito, a ética e a cidadania.

Projetos culturais e desportistas ligados a educação, onde haja critérios para participar, como bom comportamento nas escolas, avaliação pedagógica, dentre outros, dependendo da categoria e do modelo formatado, e onde a diversidade de modalidades proporcione a oportunidade de participação de acordo com a habilidade e preferência.

Apesar de não fazer parte do seleto grupo de intelectuais da cultura, do desporto, e até mesmo da educação, acredito que estes instrumentos são importantes para o resgate e preservação de valores, principalmente em uma cidade como a nossa, conhecida pela sua arte e cultura.

Não estou aqui para dizer que nada foi feito ou não esteja sendo realizado, ou que parte de um modelo que comento seja o ideal, mas para convidar os cidadãos e cidadãs à uma reflexão sobre o modelo de política que vem sendo adotado, nestes últimos quinze anos, em relação a cultura e o desporto na terra da poesia.

Como cidadão, acredito na educação, na cultura, na arte e no esporte como forma de resgate da disciplina, do respeito e da cidadania. Por isto acredito na escola.

*Tarcízio Leite é contabilista e leitor do blog em São José do Egito – PE.

Tabira inicia vacinação de professores contra a Covid-19

Foto: imagem ilustrativa O Governo Municipal de Tabira começou na quarta-feira (26), a primeira etapa de vacinação dos professores contra a Covid-19.  A vacinação se estende as redes municipal, estadual e particular de ensino, seguindo as orientações do Ministério da Saúde.  Em todas as etapas de vacinação será priorizado quem possuir alguma comorbidade e que […]

Foto: imagem ilustrativa

O Governo Municipal de Tabira começou na quarta-feira (26), a primeira etapa de vacinação dos professores contra a Covid-19. 

A vacinação se estende as redes municipal, estadual e particular de ensino, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. 

Em todas as etapas de vacinação será priorizado quem possuir alguma comorbidade e que esteja apto a tomar a vacina contra Covid-19, conforme destaca a coordenadora do PNI em Tabira, Maria Cândida Lima.

“Estamos iniciando a vacinação com os profissionais da educação nessa primeira etapa, com aqueles que estão aptos a serem vacinados, nesse caso aqueles que tomaram a vacina Gripe H1N1 até pelo menos o último dia 12, um intervalo de 14 dias entre as doses, conforme orientação preconizada pelo Ministério da Saúde. Os professores que não estão aptos no momento, tomarão a vacina na segunda remessa que será informado e agendando posteriormente”, esclareceu. 

Foi montado no auditório da Secretaria Municipal de Saúde a estrutura para vacinação, onde todos os profissionais da Rede Municipal que estejam aptos a tomar a dose serão imunizados.

OAB Serra Talhada preocupada com situação de barragens

A OAB Serra Talhada vê com muita preocupação a informação que foi veiculada na impressa regional e local, o fato de algumas barragens de Serra Talhada, São José do Belmonte e região estarem apontadas como de “risco de rompimento” pela Confederação Nacional dos Municípios. Como tais reservatórios são próximos de áreas densamente povoadas, além da […]

A OAB Serra Talhada vê com muita preocupação a informação que foi veiculada na impressa regional e local, o fato de algumas barragens de Serra Talhada, São José do Belmonte e região estarem apontadas como de “risco de rompimento” pela Confederação Nacional dos Municípios.

Como tais reservatórios são próximos de áreas densamente povoadas, além da prevenção de eventuais danos ao meio ambiente, iremos solicitar explicações técnicas sobre a real situação das barragens aos órgãos competentes, como DNOCS, Compesa e Secretaria Estadual Infraestrutura e Recursos Hídricos, com a máxima urgência.

Allan Pereira
Presidente da OAB Subseção de Serra Talhada/PE.