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Crimes de estupro e feminicídio apresentam queda em Pernambuco

Por Nill Júnior

Foram registrados 39 feminicídios e 1.130 estupros no primeiro semestre de 2022. Houve ainda pequena redução nos índices de violência doméstica. 

Segundo a Secretaria de Defesa Social, Pernambuco finaliza o semestre com as estatísticas femininas em queda. O mês de junho registrou -37,5% feminicídios, com 05 neste ano e 08 no ano passado.

No acumulado, a redução é de 27,8%, com 54 feminicídios de janeiro a junho de 2021 e 39 no mesmo período deste ano.

O crime de estupro seguiu essa tendência de queda, contabilizando -23,04% em junho, com 167 denúncias neste ano e 217 no ano passado. De janeiro a junho, os dados apontam para -14,85% estupros, sendo 1.327 no ano passado e 1.130 neste ano.

Os homicídios contra mulheres também apresentaram redução no mês de junho. Foram 20 registros em 2020 e 26 em 2021, o que representa -23,1% crimes deste tipo. No acumulado, a variação foi de 1,6%, saindo de 128 de janeiro a junho de 2021 para 130 no mesmo período de 2022.

A violência doméstica contra mulher aumentou 5,32% no sexto mês do ano, passando de 3.026 (2021) para 3.187 (2022). A redução deste tipo de crime foi verificada no acumulado do ano, com -1,91% de janeiro a junho. No primeiro semestre deste ano foram 19.889 denúncias contra 20.276 nos seis primeiros meses de 2021.

Outras Notícias

Armando Monteiro se filia ao Podemos

O ex-senador Armando Monteiro Neto, ingressará oficialmente no Podemos no próximo dia 13 de novembro, às 16:00, no Hotel Luzeiros, no bairro do Pina, zona sul da capital. A cerimônia de filiação será comandada pela presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu e o ato deverá contar com a expressiva participação de lideranças […]

O ex-senador Armando Monteiro Neto, ingressará oficialmente no Podemos no próximo dia 13 de novembro, às 16:00, no Hotel Luzeiros, no bairro do Pina, zona sul da capital.

A cerimônia de filiação será comandada pela presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu e o ato deverá contar com a expressiva participação de lideranças políticas de todo o estado.

A ficha de filiação será abonada pelo presidente estadual do partido, o prefeito, Marcelo Gouveia.

“O Podemos de Pernambuco fica muito feliz em receber um quadro tão representativo e qualificado. Armando é referência da boa política do Brasil e de Pernambuco. Um homem íntegro com relevantes serviços”, afirmou Gouveia.

Armando Monteiro esteve filiado ao PSDB até o último mês de setembro, quando entregou carta de desfiliação à presidente estadual do partido, Governadora Raquel Lyra.

Na carta, manifestou a expectativa de que as relações e compromissos políticos com a governadora “possam transcender aos limites partidários”, compromisso que reitera com a filiação ao Podemos, partido que integra a base aliada do Governo Estadual.

“Escolhi o Podemos porque o partido não se vincula à extrema polarização, que lamentavelmente, vem marcando a vida política do nosso país. O Podemos tem ideário moderno e perfil independente. Chego como soldado para trabalhar ao lado dos companheiros pelo seu fortalecimento e para ampliar sua contribuição ao desenvolvimento do nosso estado” destacou Armando.

Marcelo Gouveia ressalta ainda que “Armando será peça chave e figura fundamental para o crescimento do partido”, completo Gouveia.

Dom José Vicente é empossado como novo Bispo Diocesano de Salgueiro

Por André Luis Neste sábado (01.07), a cidade de Salgueiro testemunhou a solene posse canônica de Dom José Vicente Pinto de Alencar da Silva como o novo Bispo da Diocese local. A cerimônia de acolhida e posse ocorreu na Catedral de Santo Antônio e marcou o início de uma nova fase para a comunidade católica […]

Por André Luis

Neste sábado (01.07), a cidade de Salgueiro testemunhou a solene posse canônica de Dom José Vicente Pinto de Alencar da Silva como o novo Bispo da Diocese local. A cerimônia de acolhida e posse ocorreu na Catedral de Santo Antônio e marcou o início de uma nova fase para a comunidade católica da região.

Dom José Vicente assume o posto deixado por Dom Magnus Henrique, que foi transferido para a Diocese do Crato, no estado do Ceará. A chegada do novo Bispo traz consigo a expectativa de renovação e continuidade do trabalho pastoral na Diocese de Salgueiro.

As atividades da posse canônica tiveram início logo pela manhã, com uma acolhida na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, situada no município de Cedro. Em um clima de alegria e expectativa, fiéis e membros da comunidade se reuniram para dar as boas-vindas ao novo líder religioso.

Após a acolhida, Dom José Vicente concedeu uma entrevista coletiva, onde teve a oportunidade de expressar sua visão e suas metas para a Diocese de Salgueiro. Durante a entrevista, o Bispo destacou a importância da união e do trabalho conjunto na construção de uma igreja atuante e presente na vida dos fiéis.

Às 17h, na majestosa Catedral de Santo Antônio, teve início a solene cerimônia de posse canônica. A igreja se encheu de fiéis e autoridades religiosas, que acompanharam emocionados a entronização de Dom José Vicente como o novo Bispo Diocesano de Salgueiro.

A posse canônica representa um momento significativo para a Diocese e para a comunidade católica local. Com sua experiência pastoral e liderança, Dom José Vicente se coloca como um guia espiritual comprometido com a promoção dos valores cristãos e com o serviço ao povo de Deus.

A expectativa é que o novo Bispo, juntamente com o clero e os fiéis, possa dar continuidade aos projetos pastorais em andamento, fortalecendo a presença da igreja na vida da sociedade e contribuindo para o crescimento espiritual e humano da região de Salgueiro.

Dom José Vicente Pinto de Alencar da Silva nasceu no Sítio Engenho da Serra, no distrito de Santa Fé, Crato, em 2 de janeiro de 1958. É formado em Pedagogia, Filosofia e Teologia. Foi ordenado diácono em 1993 e em 1994 passou a ser padre. Exerceu vários cargos na Diocese do Crato e assumiu a Paróquia Nossa Senhora de Fátima em 2010. Já em 2014 foi nomeado vigário geral e ficou na administração da diocese cearense entre julho de 2021 e o início de 2022, quando Dom Magnus foi empossado.

Arcoverde: Zirleide Monteiro justifica ingresso na bancada governista

Caro Nill Júnior, Em respeito a seu conceituado veículo de comunicação, venho esclarecer que nossa decisão de integrar o governo do prefeito Wellington Maciel na Casa James Pacheco, em nada vai alterar a forma da vereadora Zirleide Monteiro atuar na defesa dos interesses do povo de Arcoverde. Nunca na minha vida fiz algo pela metade. […]

Caro Nill Júnior,

Em respeito a seu conceituado veículo de comunicação, venho esclarecer que nossa decisão de integrar o governo do prefeito Wellington Maciel na Casa James Pacheco, em nada vai alterar a forma da vereadora Zirleide Monteiro atuar na defesa dos interesses do povo de Arcoverde.

Nunca na minha vida fiz algo pela metade. Eu procurei, principalmente na política, ter um direcionamento, uma linha, um lado. Foi assim que quando eu comecei na vida pública. Foi uma decisão pensando se eu posso ajudar mais ou ajudar menos o povo de Arcoverde. Mas é uma decisão pensando único e exclusivamente nas pessoas. Por isso, a partir de agora estou ao lado do governo Wellington Maciel.

Eu procurei o governo por diversas vezes, eu fiz vários testes e eu fui atendida em 90% deles. Mas eu deixaria de ser Zirleide se tomasse um posicionamento e não comunicasse ao povo de Arcoverde, que é o meu maior interesse e a quem eu devo satisfação. E hoje eu estou comunicando que estou seguindo o Governo Wellington Maciel.

Nossa opção não altera a decisão de seguir em frente no apoio as pré-candidatura de Kaio Maniçoba a deputado estadual e de Clodoaldo Magalhães a deputado federal, por entendermos que ambos poderão ajudar ainda mais o governo municipal e o desenvolvimento de Arcoverde e de sua gente. Seguimos firmes, a partir de agora, com o prefeito Wellington Maciel e nossos futuros deputados estadual e federal, Kaio Maniçoba e Clodoaldo Magalhães, respectivamente.

Zirleide Monteiro
Vereadora do PTB

Brumadinho: tragédia faz 2 anos e insegurança ainda ameaça a bacia do São Francisco

No dia 25 de janeiro de 2019, a vida na cidade de Brumadinho, a cerca de 35 quilômetros de Belo Horizonte, mudou completamente. A barragem de rejeitos de minério de ferro da mina Córrego do Feijão se rompeu, causando 259 mortes, deixando 11 desaparecidos e um rastro de degradação ambiental e social. Os rejeitos foram […]

No dia 25 de janeiro de 2019, a vida na cidade de Brumadinho, a cerca de 35 quilômetros de Belo Horizonte, mudou completamente. A barragem de rejeitos de minério de ferro da mina Córrego do Feijão se rompeu, causando 259 mortes, deixando 11 desaparecidos e um rastro de degradação ambiental e social.

Os rejeitos foram para o rio Paraopeba, importante afluente do São Francisco, e destruíram plantações, casas e vidas. A lama seguiu o curso do Paraopeba, inviabilizando quem dependia desse rio para irrigação das plantações e, também, impedindo o abastecimento de populações que captavam a água deste curso d’água.

O tempo que passou desde então não foi o suficiente para amenizar os problemas causados pela tragédia. É o caso da contaminação do Rio Paraopeba, ainda prejudicado pela lama, repleta de rejeitos de mineração e espalhada em sua água desde a ruptura da represa.

A captação de água no Paraopeba continua suspensa de forma preventiva e não há restrição para captação de água subterrânea, por meio de poços artesianos, para quem está a mais de 100m da margem do rio, conforme nota do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).

O nível de cobre nas águas do rio Paraopeba chegou a até 600 vezes acima do permitido a rios usados para abastecimento humano, irrigação em produção de alimento, pesca e atividades de lazer. O limite aceitável de cobre é 0,009mg/l (miligramas por litro), mas variou de 2,5 a 5,4mg/l nas 22 amostras recolhidas em uma expedição ao longo de 305 quilômetros do Paraopeba para relatório da Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado em 2019.

A Vale informou por meio de nota que segue trabalhando na busca por soluções que levem à reabilitação do Rio Paraopeba e sua biodiversidade. “A recuperação do Rio Paraopeba é uma das premissas do trabalhado realizado pela Vale. Para isso, medidas de curto, médio e longo prazos estão sendo realizadas. A empresa implementou um conjunto de ações que, ainda em 2019, impediram novos carreamentos de sedimentos para o rio e contiveram os rejeitos.”

Ameaça à bacia do São Francisco

A mineração em Minas Gerais está gerando muitos perigos para o rio São Francisco. Praticamente metade das barragens do Brasil estão em Minas Gerais. São cerca de 360. E só há quatro fiscais da Agência Nacional de Mineração (ANM) para monitorar todas as estruturas do estado.

A bacia do Rio das Velhas, outro importante afluente do São Francisco, conta com uma lista de sete barragens sem garantia de segurança que inclui B3 e B4; Forquilha I, II e III; Maravilhas II; Vargem Grande. Além disso, a bacia do Rio das Velhas ainda tem três barragens em nível 3 de risco de rompimento. Todas as três são da mineradora Vale: a B3/B4, da mina Mar Azul, em Macacos e Forquilha I e Forquilha III, em Ouro Preto. Em caso de novos rompimentos, muitos municípios mineiros sofreriam a destruição e o rio São Francisco receberia um alto volume de rejeitos tóxicos.

Avanços na legislação

Dois anos depois trata-se de um problema ainda a se resolver. Duas leis – uma federal e outra estadual – foram sancionadas para evitar novas tragédias. Primeiro, em âmbito estadual, a Lei 23.291, de 2019, conhecida como ‘Mar de Lama Nunca Mais’, que proibiu a construção, instalação, ampliação ou alteamento de barragem onde existe comunidade na área de autossalvamento, áreas que ficam abaixo de barragens, sem tempo suficiente para receber socorro em caso de rompimento.

A lei vetou também a possibilidade de licença para construção, operação ou ampliação de barragens com alteamento a montante, mesmo modelo das de Brumadinho e Mariana. Mas permite essas barragens se não houver método alternativo, o que deve ser comprovado pelo estudo de impacto ambiental.

Já em âmbito federal, a Lei número 14.066 só foi sancionada em 1º de outubro de 2020, aumentando as exigências de segurança e estipulando multas administrativas às empresas que descumprirem as normas com valores que podem chegar a R$ 1 bilhão.

A nova legislação proíbe a construção de reservatórios pelo método de alteamento a montante, o mesmo usado em Brumadinho, em que a barragem vai crescendo em degraus, utilizando o próprio rejeito da mineração. No entanto, segundo especialistas, a legislação ainda é frágil e o segmento é marcado pela autorregulação, o que não descarta as chances de um novo rompimento.

Um dos pontos frágeis diz respeito ao Plano de Ações de Emergência, o PAE, que na proposta original, deveria ter sido debatido com toda a comunidade, mas teve o grau de participação alterado pela Câmara.

Outro exemplo é a mudança de conceitos em relação às zonas de autossalvamento. A nova legislação proíbe que sejam construídas barragens que coloquem comunidades em zonas de autossalvamento, que são regiões onde não dá tempo da defesa civil ou grupos de emergência chegarem. Só que a lei flexibilizou a definição de zonas de autossalvamento e confundiu com zonas de salvamento secundário.

A legislação também não trouxe avanços em relação ao tipo de encerramento das barragens à montante. A lei prevê a descaracterização – drenagem da água – e o fechamento da estrutura, mantendo o rejeito. Mas, a expectativa era que a lei determinasse o descomissionamento, ou seja, a retirada de todo o rejeito.

A lei ainda submete a descaracterização a uma “viabilidade técnica”, o que seria uma brecha, na visão de especialistas. E foi mantido também o modelo em que as mineradoras contratam empresas de auditoria que emitem laudos sobre a segurança das barragens.

Chapa liderada por Aldo Santana acredita em vitória folgada para a Câmara de Tabira

Uma eleição que poderia ser apertada e dependeria do voto do vereador Dicinha do Calçamento para um lado ou um pulo para o outro, parece ter ficado mais fácil para a chapa I liderada por Aldo Santana, com os vereadores Aristóteles Monteiro e Cléber Paulino. Ontem, falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, os […]

Uma eleição que poderia ser apertada e dependeria do voto do vereador Dicinha do Calçamento para um lado ou um pulo para o outro, parece ter ficado mais fácil para a chapa I liderada por Aldo Santana, com os vereadores Aristóteles Monteiro e Cléber Paulino.

Ontem, falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, os parlamentares da Chapa I – mudou de número por que foi registrada primeiro – garantiram a conquista do apoio do vereador Didi de Heleno.

Uma reunião com participação do Prefeito Sebastião Dias teria definido o voto favorável de Didi. Confiando no voto de Dicinha, Aristóteles chegou a dizer que esta eleição seria um segundo turno e agora com placar mais amplo, ou seja, 7 a 5 em favor de Aldo Santana.

O mesmo Aristóteles se mostrou otimista que até sexta-feira a justiça decida pela validade da eleição que deu a vitória a sua chapa em sessão realizada em outubro. Aldo, Aristóteles e Cléber elogiaram a atuação de Nely na Presidência da Câmara, mas dizem entender que a alternância de poder é importante.