Notícias

Brumadinho: tragédia faz 2 anos e insegurança ainda ameaça a bacia do São Francisco

Por André Luis

No dia 25 de janeiro de 2019, a vida na cidade de Brumadinho, a cerca de 35 quilômetros de Belo Horizonte, mudou completamente. A barragem de rejeitos de minério de ferro da mina Córrego do Feijão se rompeu, causando 259 mortes, deixando 11 desaparecidos e um rastro de degradação ambiental e social.

Os rejeitos foram para o rio Paraopeba, importante afluente do São Francisco, e destruíram plantações, casas e vidas. A lama seguiu o curso do Paraopeba, inviabilizando quem dependia desse rio para irrigação das plantações e, também, impedindo o abastecimento de populações que captavam a água deste curso d’água.

O tempo que passou desde então não foi o suficiente para amenizar os problemas causados pela tragédia. É o caso da contaminação do Rio Paraopeba, ainda prejudicado pela lama, repleta de rejeitos de mineração e espalhada em sua água desde a ruptura da represa.

A captação de água no Paraopeba continua suspensa de forma preventiva e não há restrição para captação de água subterrânea, por meio de poços artesianos, para quem está a mais de 100m da margem do rio, conforme nota do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).

O nível de cobre nas águas do rio Paraopeba chegou a até 600 vezes acima do permitido a rios usados para abastecimento humano, irrigação em produção de alimento, pesca e atividades de lazer. O limite aceitável de cobre é 0,009mg/l (miligramas por litro), mas variou de 2,5 a 5,4mg/l nas 22 amostras recolhidas em uma expedição ao longo de 305 quilômetros do Paraopeba para relatório da Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado em 2019.

A Vale informou por meio de nota que segue trabalhando na busca por soluções que levem à reabilitação do Rio Paraopeba e sua biodiversidade. “A recuperação do Rio Paraopeba é uma das premissas do trabalhado realizado pela Vale. Para isso, medidas de curto, médio e longo prazos estão sendo realizadas. A empresa implementou um conjunto de ações que, ainda em 2019, impediram novos carreamentos de sedimentos para o rio e contiveram os rejeitos.”

Ameaça à bacia do São Francisco

A mineração em Minas Gerais está gerando muitos perigos para o rio São Francisco. Praticamente metade das barragens do Brasil estão em Minas Gerais. São cerca de 360. E só há quatro fiscais da Agência Nacional de Mineração (ANM) para monitorar todas as estruturas do estado.

A bacia do Rio das Velhas, outro importante afluente do São Francisco, conta com uma lista de sete barragens sem garantia de segurança que inclui B3 e B4; Forquilha I, II e III; Maravilhas II; Vargem Grande. Além disso, a bacia do Rio das Velhas ainda tem três barragens em nível 3 de risco de rompimento. Todas as três são da mineradora Vale: a B3/B4, da mina Mar Azul, em Macacos e Forquilha I e Forquilha III, em Ouro Preto. Em caso de novos rompimentos, muitos municípios mineiros sofreriam a destruição e o rio São Francisco receberia um alto volume de rejeitos tóxicos.

Avanços na legislação

Dois anos depois trata-se de um problema ainda a se resolver. Duas leis – uma federal e outra estadual – foram sancionadas para evitar novas tragédias. Primeiro, em âmbito estadual, a Lei 23.291, de 2019, conhecida como ‘Mar de Lama Nunca Mais’, que proibiu a construção, instalação, ampliação ou alteamento de barragem onde existe comunidade na área de autossalvamento, áreas que ficam abaixo de barragens, sem tempo suficiente para receber socorro em caso de rompimento.

A lei vetou também a possibilidade de licença para construção, operação ou ampliação de barragens com alteamento a montante, mesmo modelo das de Brumadinho e Mariana. Mas permite essas barragens se não houver método alternativo, o que deve ser comprovado pelo estudo de impacto ambiental.

Já em âmbito federal, a Lei número 14.066 só foi sancionada em 1º de outubro de 2020, aumentando as exigências de segurança e estipulando multas administrativas às empresas que descumprirem as normas com valores que podem chegar a R$ 1 bilhão.

A nova legislação proíbe a construção de reservatórios pelo método de alteamento a montante, o mesmo usado em Brumadinho, em que a barragem vai crescendo em degraus, utilizando o próprio rejeito da mineração. No entanto, segundo especialistas, a legislação ainda é frágil e o segmento é marcado pela autorregulação, o que não descarta as chances de um novo rompimento.

Um dos pontos frágeis diz respeito ao Plano de Ações de Emergência, o PAE, que na proposta original, deveria ter sido debatido com toda a comunidade, mas teve o grau de participação alterado pela Câmara.

Outro exemplo é a mudança de conceitos em relação às zonas de autossalvamento. A nova legislação proíbe que sejam construídas barragens que coloquem comunidades em zonas de autossalvamento, que são regiões onde não dá tempo da defesa civil ou grupos de emergência chegarem. Só que a lei flexibilizou a definição de zonas de autossalvamento e confundiu com zonas de salvamento secundário.

A legislação também não trouxe avanços em relação ao tipo de encerramento das barragens à montante. A lei prevê a descaracterização – drenagem da água – e o fechamento da estrutura, mantendo o rejeito. Mas, a expectativa era que a lei determinasse o descomissionamento, ou seja, a retirada de todo o rejeito.

A lei ainda submete a descaracterização a uma “viabilidade técnica”, o que seria uma brecha, na visão de especialistas. E foi mantido também o modelo em que as mineradoras contratam empresas de auditoria que emitem laudos sobre a segurança das barragens.

Outras Notícias

Maria Arraes participa de ato Democracia Inabalada em Brasília

A deputada federal Maria Arraes (SD-PE) participa, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ato Democracia Inabalada,  na tarde deste 8 de janeiro, no Salão Negro do Congresso Nacional.   Como vice-líder do governo e voz ativa de um Brasil que rechaça veementemente quaisquer tentativas de subversão da ordem democrática, a parlamentar reitera […]

A deputada federal Maria Arraes (SD-PE) participa, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ato Democracia Inabalada,  na tarde deste 8 de janeiro, no Salão Negro do Congresso Nacional.  

Como vice-líder do governo e voz ativa de um Brasil que rechaça veementemente quaisquer tentativas de subversão da ordem democrática, a parlamentar reitera o seu firme posicionamento contra ações golpistas que tentaram, mas não conseguiram, abalar as bases da nossa democracia. 

“A data de hoje deve servir como um lembrete eterno da força das nossas instituições e da vontade majoritária da nossa nação, que se levanta unida em defesa da liberdade, da justiça e do estado democrático de direito”, destaca Maria Arraes, que é autora do projeto de lei 26/2023, para tornar o 8 de janeiro Dia Nacional da Resistência da Democracia.

Coligação de João Campos aciona Justiça contra Amisadai Andrade após novo vídeo

A coligação Frente Popular de Pernambuco, do candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB), apresentou nesta terça-feira (29) um aditamento à representação já protocolada na Justiça Eleitoral contra Amisadai Andrade. A nova manifestação foi motivada pela divulgação de trechos adicionais de um vídeo em que ele aparece discutindo remuneração para uma rede de perfis […]

A coligação Frente Popular de Pernambuco, do candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB), apresentou nesta terça-feira (29) um aditamento à representação já protocolada na Justiça Eleitoral contra Amisadai Andrade. A nova manifestação foi motivada pela divulgação de trechos adicionais de um vídeo em que ele aparece discutindo remuneração para uma rede de perfis digitais. :chatgpt-content-reference{index=”0″}

Segundo a coligação, as novas imagens devem ser incorporadas à apuração já em andamento. No pedido, a Frente Popular solicita que sejam investigados o fluxo financeiro citado nas conversas e a eventual participação de outras pessoas na estrutura mencionada no vídeo. :chatgpt-content-reference{index=”1″}

A representação também cita uma reunião de Amisadai com José Roberto Júnior e Rodolfo Costa, identificados como sócios do Portal de Prefeitura. A coligação pede ainda que sejam analisados repasses feitos pelo Governo de Pernambuco ao veículo ao longo de 2026. :chatgpt-content-reference{index=”2″}

Entre as providências solicitadas estão a preservação de dados digitais, eventual quebra de sigilos bancário e fiscal e a oitiva de pessoas mencionadas nas reportagens. A campanha também pede a apuração de possíveis crimes eleitorais, contra a honra e de outras condutas que, segundo a representação, poderiam estar relacionadas aos fatos. :chatgpt-content-reference{index=”3″}

Esses pedidos ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral. A apresentação da representação não significa que as medidas tenham sido autorizadas nem que os crimes apontados estejam comprovados.

O documento também menciona pagamentos via Pix que, de acordo com a coligação, teriam relação com o custeio de pacotes de comentários dirigidos contra João Campos. A representação cita ainda pessoas ligadas a uma empresa de apostas sediada em Caruaru. A origem dos recursos e a eventual relação entre os envolvidos estão entre os pontos que a campanha pede que sejam investigados. :chatgpt-content-reference{index=”4″}

Defesa nega “gabinete do ódio”

A defesa de Amisadai Andrade nega a existência de uma estrutura organizada voltada a ataques contra adversários políticos do Governo do Estado.

Ao Diário de Pernambuco, o advogado Luiz Rocha reconheceu impropriedade nas falas registradas no vídeo, mas afirmou que Amisadai teria exagerado sua capacidade de influência durante uma negociação comercial. Segundo a defesa, ele não possuía o poder que teria sugerido sobre a governadora Raquel Lyra ou sobre o Governo de Pernambuco. :chatgpt-content-reference{index=”5″}

A Justiça Eleitoral deverá analisar os novos elementos apresentados pela coligação e decidir sobre as diligências solicitadas.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Prefeitura de Itapetim inicia aração de terra na zona rural

Com as chuvas que começaram a cair no município de Itapetim e em toda a região do Pajeú, a Prefeitura através da Secretaria de Agricultura, deu início a aração de terra na zona rural. A ação conta com dois tratores beneficiando os agricultores de todo o município. O prefeito Adelmo Moura, esteve visitando os trabalhos […]

Com as chuvas que começaram a cair no município de Itapetim e em toda a região do Pajeú, a Prefeitura através da Secretaria de Agricultura, deu início a aração de terra na zona rural. A ação conta com dois tratores beneficiando os agricultores de todo o município.

O prefeito Adelmo Moura, esteve visitando os trabalhos ao lado do secretário de Agricultura, Carlos Nunes, e do diretor de Agricultura, Alexandre Ramos.

“Se Deus quiser, 2021 vai ser um ano bastante positivo, com um grande lucro de milho, feijão, e outros produtos oriundos do trabalho dos nossos agricultores”, disse o prefeito.

Coluna do Domingão

Parecer diz que Eduardo na Embaixada é nepotismo. Mas escolha será política Um parecer elaborado por consultores legislativos do Senado afirma que a possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, configuraria nepotismo. Nepotismo é o favorecimento indevido de parentes por parte de um agente público. Eduardo é filho do presidente […]

Parecer diz que Eduardo na Embaixada é nepotismo. Mas escolha será política

Um parecer elaborado por consultores legislativos do Senado afirma que a possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, configuraria nepotismo.

Nepotismo é o favorecimento indevido de parentes por parte de um agente público. Eduardo é filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, a quem cabe escolher os embaixadores.

A informação foi publicada pelo jornal “O Globo” neste sábado (17). O G1 também teve acesso ao documento. Procurado, o Palácio do Planalto disse que não vai comentar o parecer dos técnicos do Senado.

O documento, assinado pelos consultores Renato Rezende e Tarciso Jardim, baseia-se em uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2008, e considera cargo em comissão – e não de natureza política – a função de chefe de missão diplomática permanente.

“Quanto à situação concreta colocada, considerando que: (a) embaixadores não são agentes políticos, (b) é comissionado o cargo de chefe de missão diplomática permanente, (c) as indicações para esse cargo (e as próprias nomeações) são feitas pelo presidente da República, (d) o Deputado Eduardo Bolsonaro é filho (parente em primeiro grau) do presidente da República, concluímos ser aplicável ao caso a Súmula Vinculante nº 13, restando configurada, na hipótese de a indicação vir a ser formalizada, a prática de nepotismo”, afirmam os consultores.

A súmula do STF e um decreto de 2010 vedam a nomeação, por parte de agentes públicos, de parentes para cargos em comissão ou funções de confiança. Há exceções para cargos políticos.

Os técnicos do Senado elaboraram o documento sobre a viabilidade da indicação de Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador nos Estados Unidos, atendendo a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

“O nepotismo e o filhotismo, como manifestações do patrimonialismo, são fenômenos observáveis desde os primeiros tempos da colonização do Brasil e que se estendem aos dias atuais”, diz outro trecho do parecer.

O documento informa que a legislação abre exceção para indicação de embaixadores que não sejam da carreira diplomática e cita exemplos de não diplomatas que viraram embaixadores. Os consultores afirmam, contudo, que a nomeação de pessoas que não são diplomatas é feita em “caráter excepcional”.

Na avaliação dos técnicos, a possível indicação de Eduardo Bolsonaro não se enquadra na exceção admitida para cargos políticos, uma vez que, para os consultores, a função de embaixador não é política.

Apesar do parecer, sabe-se que ele terá pouco ou nenhum peso na escolha do filho do Presidente. A decisão será política. E o governo vai ter que agir um pouco mais. Segundo o próprio Jair Bolsonaro, sondagens do governo apontam que Eduardo tem uma “vantagem apertada”, mas ressaltou que senadores que se dizem favoráveis à indicação podem faltar no dia da votação. O clima pró-Bolsonaro não é tão confortável quanto na Câmara, mas até a escolha, pode pender pró indicação.

Vereador galista

O vereador Wellington JK, de Afogados da Ingazeira, assumiu que pratica uma ilegalidade em comentário direcionado ao Presidente Jair Bolsonaro. É galista e quer que Bolsonaro regulamente a prática. “Nosso esporte é milenar, nossas aves são bem cuidadas. Nós galistas geramos empregos. Falar em vídeo que se dependesse do senhor não tinha rinha de galo, respeito, mas não foi com esse debate que acreditamos no senhor”. Agora pode ajudar a PF dizendo onde o “esporte” ainda é praticado.

Porque é crime

Além de serem mantidos em gaiolas minúsculas para o tamanho, os galos são estimulados para disputas que muitas vezes terminam com mutilação e morte. Por isso se enquadram na Lei 9605/98, que define como crime ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena prevista é de três meses a um ano, além de multa, mas pode ser aumentada de um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal. Em geral, incorre no crime tanto o organizador quanto os participantes da rinha.

Não rasga

A maior preocupação do vereador Victor Patriota, de Carnaíba, ontem, era explicar a rubro-negros no Twitter que é Fake News a notícia de que o tecido da nova camisa do Sport Recife, fabricada pela Umbro, é fraco e estraga com uso do cinto de segurança. “Dirigi seis horas seguidas ontem com a camisa e ela está perfeita”, disse a pelo menos três seguidores. Que bom…

Close caption

Fotógrafo de Luciano Duque e Sebastião Oliveira deveria ganhar dobrado. Na vinda de Paulo Câmara o maior desafio era achar um enquadramento de um sem que aparecesse o outro. Só duas cadeiras separavam os dois. E por ordem institucional, Luciano ficou ao lado de Paulo Câmara, com Sebá mais afastado. Bastou isso pra Rádio Picuinha cair em campo…

Forte na Câmara

O Deputado Federal Gonzaga Patriota, decano da Câmara, disse que desde a redemocratização nunca viu um presidente com tanta força no Congresso como Jair Bolsonaro, mesmo que muitos creditem a vitória da Reforma da Previdência a Paulo Guedes e Rodrigo Maya. “Um presidente ter 380 votos na casa eu nunca vi”.

E na Cidade das Tradições…

 

Em meio a Festa de Agosto, que nasceu da devoção à Nossa Senhora dos Remédios, Gracinha Paulino continua mostrando porque é Secretária de Eventos e não de Cultura. E porque a música também determina comportamentos. Prova é o troca tapas de jovens sob o som de “Vou me embriagar, tô nem aí, eu vou fazer é putaria, ver a noite virar dia”… Isso com o dinheiro do contribuinte… Sem falar garrafas de vidro liberadas e cadeiras no meio do público. Toma conta, Bastião!

Acorda Arraes

Considerando sua história, o PSB se prepara para uma desmoralização histórica, caso não haja punição exemplar a nomes como Felipe Carreras, duas vezes indo de encontro à orientação do partido de votar contra a Reforma da Previdência. E com a bênção de nomes como Danilo Cabral, Geraldo Júlio, Tadeu Alencar e até Gonzaga Patriota, que defendem punição branda. Arraes deve estrar se revirando no túmulo.

Frase da semana:

“Primeiro ele fala, depois ele pensa”.

Janaína Paschoal no Twitter, referindo-se a Jair Bolsonaro ao defender que Moro não deve ligar para a intervenção do Presidente na PF do Rio, que em tese enfraquece seu comando e sim, continuar na pasta.

“Aqui em Olinda, você não se cria, João Campos”, dispara Lupércio após vitória de Mirella

Na noite deste domingo (27), o prefeito de Olinda, Professor Lupércio (PSD), enviou um recado direto ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao comemorar a vitória de sua aliada política, Mirella Almeida (PSD), eleita prefeita de Olinda com 51,38% dos votos. O resultado, considerado uma conquista importante para o PSD, reforça o apoio à […]

Na noite deste domingo (27), o prefeito de Olinda, Professor Lupércio (PSD), enviou um recado direto ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao comemorar a vitória de sua aliada política, Mirella Almeida (PSD), eleita prefeita de Olinda com 51,38% dos votos. O resultado, considerado uma conquista importante para o PSD, reforça o apoio à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), que esteve ao lado de Lupércio durante a celebração.

Em seu discurso, Lupércio comentou as adversidades enfrentadas ao longo da campanha, mencionando ações dos partidos de oposição e reforçando o apoio que considera ter recebido em Olinda. “Agora eu vou encerrar aqui, a senhora [governadora Raquel Lyra] não sabe do que esse pessoal do PT e PCdoB é capaz. Tinham preparado um caixão para o professor. A senhora acredita nisso? Prepararam um caixão para mim. Mas deixa eu dizer para vocês: maior é quem está conosco. Deus é fiel.”

Lupércio aproveitou para enviar um recado ao prefeito do Recife, João Campos, que, segundo analistas, pode ser o principal adversário de Raquel Lyra na disputa pelo governo do estado em 2026. “Então já finalizo aqui e vou mandar um recado. Não sou de mandar recado, mas deixa eu dizer para você, João Campos: aqui em Olinda, você não se cria. Aqui não tem pra você não, João Campos.”

A vitória de Mirella em Olinda fortalece o palanque de Raquel Lyra, cujo partido, o PSDB, conquistou 32 prefeituras no estado, uma a mais que o PSB, de João Campos. A base aliada de Raquel, no entanto, amplia sua vantagem política para o cenário de 2026, segundo as projeções, consolidando o apoio da governadora entre prefeitos e lideranças locais.