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Covid-19: Sertão do Pajeú conta com 7.650 casos confirmados, 6.874 recuperados e 144 óbitos 

Por André Luis

Por André Luis

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta sexta-feira (25), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 7.650 casos confirmados de Covid-19. 

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 4.005 confirmações. Logo em seguida, com 758 casos confirmados está Afogados da Ingazeira,  São José do Egito está com 605, Tabira conta com 552, Triunfo tem 317, Carnaíba está com 245 e  Calumbi está com 168 casos.

Flores está com 140, Itapetim está com 137, Quixaba está com 110, Santa Terezinha tem 107, Solidão e Brejinho tem  99 cada, Iguaracy tem 98,  Santa Cruz da Baixa Verde está com 89, Tuparetama tem 81 e Ingazeira está com 40 casos confirmados.

Mortes – A região tem no total, 144 óbitos por Covid-19. Até o momento, dezesseis cidades registraram mortes. São elas: Serra Talhada 57, Afogados da Ingazeira tem 13, Triunfo tem 11, Tabira tem 10 óbitos, Carnaíba tem 9, Flores tem 7, Itapetim, São José do Egito, Tuparetama e Iguaracy tem 6 óbitos cada, Quixaba tem 4 óbitos, Santa Terezinha tem 3, Calumbi e Brejinho tem 2 óbitos cada, Ingazeira e Santa Cruz da Baixa Verde tem 1 óbito cada.

Recuperados – A região conta agora com 6.874 recuperados. O que corresponde a 89,85% dos casos confirmados. 

O levantamento foi fechado às 10h25 deste sábado (26), com os dados Fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios.

Outras Notícias

Forronata encanta as ruas de Carnaíba na 29ª Festa de Zé Dantas

Na quarta-feira (23), a 29ª Festa de Zé Dantas encerrou sua noite cultural com a vibrante Forronata, um encontro musical que iluminou as ruas de Carnaíba. O evento, parte das celebrações em homenagem ao compositor Zé Dantas, reuniu sanfoneiros e instrumentistas para tocar os clássicos do forró, baião e xaxado, embalando a multidão que compareceu […]

Na quarta-feira (23), a 29ª Festa de Zé Dantas encerrou sua noite cultural com a vibrante Forronata, um encontro musical que iluminou as ruas de Carnaíba. O evento, parte das celebrações em homenagem ao compositor Zé Dantas, reuniu sanfoneiros e instrumentistas para tocar os clássicos do forró, baião e xaxado, embalando a multidão que compareceu em grande número para dançar e cantar pelas ruas da cidade.

O ponto de encontro foi o Monumento da Praça de Eventos, onde, a partir das 22h, o público aguardava ansiosamente o início da apresentação. Sanfoneiros locais como Genailson do Acordeon, Neno do Acordeon, Vinícios do Acordeon e Éder Ramalho de Carnaíba se juntaram a músicos visitantes de renome, como Cícero Souza, Adelino, Dedo de Ouro e seus filhos Lindonjonson, Lindomar e Beatriz, além do neto Lucas.  Entre os participantes estava também o vice-prefeito de Quixaba, Zé de Joaquim Preto, que é músico e se apresentou ao lado dos colegas.

Após a concentração inicial ao som de muito forró, os músicos deram início ao cortejo pelas principais ruas do centro, com uma parada especial em frente ao busto de Zé Dantas, situado na Rua José Martins, onde o compositor viveu. O momento foi marcado por uma conexão profunda com a história de Zé Dantas e seu legado musical. O desfile festivo retornou ao Pátio de Eventos Milton Pierre, onde a noite ainda reservava mais música e participações espontâneas de cantores como Júnior Mendes e Lindomar, mantendo a animação até o fim.

A Forronata mais uma vez reafirmou a importância de Zé Dantas para a cultura nordestina e a vitalidade do forró como patrimônio musical de Carnaíba, unindo gerações em torno das raízes culturais da região.

Prefeitura de Itapetim vai realizar festival de sanfoneiros

Na terça-feira (8), o prefeito Adelmo Moura e o secretário de Cultura, Ailson Alves, se reuniram com sanfoneiros para discutir a realização do primeiro festival de sanfoneiros que acontece no dia 25 de junho em forma de live com transmissão ao vivo pelo Facebook da Prefeitura. Junho é o mês de comemoração das festas de […]

Na terça-feira (8), o prefeito Adelmo Moura e o secretário de Cultura, Ailson Alves, se reuniram com sanfoneiros para discutir a realização do primeiro festival de sanfoneiros que acontece no dia 25 de junho em forma de live com transmissão ao vivo pelo Facebook da Prefeitura.

Junho é o mês de comemoração das festas de Santo Antônio, São João e de São Pedro o padroeiro de Itapetim. Devido à pandemia, assim como foi o ano passado, as celebrações não poderão ser realizadas em praça pública.

Para celebrar o mês de maior animação, a Prefeitura decidiu promover o festival de sanfoneiros com o objetivo de valorizar e ajudar financeiramente os artistas locais que estão parados por causa do vírus.

“Temos uma cultura rica e artistas altamente talentosos que estão sem poder trabalhar devido ao vírus. Esse festival é mais uma oportunidade de valorização e ajuda aos nossos artistas que vão receber o seu cachê para se apresentar”, afirmou o prefeito Adelmo Moura.

Em PE, governador comanda 7 de setembro tranquilo

Em comemoração ao 199º aniversário da Independência do Brasil, o governador Paulo Câmara comandou, na manhã desta terça-feira (07.09), uma cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, onde rememorou os valores do 7 de Setembro. Acompanhado do desembargador Fernando Cerqueira, presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e do general de Exército Richard Fernandez […]

Em comemoração ao 199º aniversário da Independência do Brasil, o governador Paulo Câmara comandou, na manhã desta terça-feira (07.09), uma cerimônia no Palácio do Campo das Princesas, onde rememorou os valores do 7 de Setembro.

Acompanhado do desembargador Fernando Cerqueira, presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e do general de Exército Richard Fernandez Nunes, comandante militar do Nordeste, o chefe do Executivo estadual fez o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco e da insígnia do Governo.

“Estamos próximos de iniciar as comemorações do bicentenário da Independência do Brasil. Uma ação importante que o povo brasileiro lutou por liberdade, democracia e por direitos que cheguem a todos. É uma luta incansável, no qual precisamos estar sempre atentos às reivindicações para que possamos fazer do nosso Estado e do nosso país, um lugar cada vez mais justo e melhor de se viver”, destacou Paulo Câmara.

Também estiveram na solenidade os secretários estaduais Humberto Freire (Defesa Social) e Gilberto Freyre Neto (Cultura); o chefe da Casa Militar do Estado, coronel PM Carlos José; o brigadeiro-do-ar César Farias Guimarães, comandante do Comando Aéreo do Nordeste; o capitão-de-mar-e-guerra Cássio Santos, comandante do Hospital Naval do Recife; o capitão-de-mar-e-guerra Márcio Rebello, capitão dos Portos de Pernambuco; os comandantes gerais da Polícia Militar de Pernambuco, coronel José Roberto de Santana, e do Corpo de Bombeiros, Rogério Coutinho; o chefe da Polícia Civil, Nehemias Falcão; e a gerente geral da Polícia Científica, Sandra Santos; além do deputado estadual Aluisio Lessa, representando a Assembléia Legislativa.

Afogados tem empate heróico com Retrô

  Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Nill Júnior (@nill_jr)   O Afogados Futebol Clube conquistou um bom empate com o Retrô fora de casa pelo Campeonato Brasileiro da Série D. O jogo aconteceu na Arena de Pernambuco. O volante Paulista,artilheiro da Coruja com três gols, abriu o placar e Franklin […]

 

O Afogados Futebol Clube conquistou um bom empate com o Retrô fora de casa pelo Campeonato Brasileiro da Série D. O jogo aconteceu na Arena de Pernambuco. O volante Paulista,artilheiro da Coruja com três gols, abriu o placar e Franklin Mascote, artilheiro da Fênix e da Série D com quatro gols  deixou tudo igual no primeiro duelo entre pernambucanos na quarta divisão 2022.

Mesmo fora de casa, o Afogados começou o duelo partindo pra cima do Retrô. Após insistir muito, conseguiu marcar aos 13 minutos. Rogerinho roubou bola na direita, tocou para Paulista, que ajeitou e bateu forte de perna esquerda para abrir o placar.

Depois do gol, o Retrô partiu pra cima e dominou as ações ofensivas. Aos 43, Ermel recebeu de Mayk, cruzou rasteiro e Franklin Mascote tocou de primeira para empatar.

Com os resultados da quinta rodada, o Retrô segue na liderança isolada do Grupo 3 com 11 pontos conquistados. Já o Afogados caiu para quinta, com oito pontos ganhos até aqui. Confira a tabela da Série D do Brasileiro. Na sexta rodada, o Retrô encara o Icasa-CE, na Arena de Pernambuco, enquanto o Afogados vai visitar o Sousa-PB, no Marizão. Ambas as partidas serão no próximo sábado, às 16h.

Viva o rádio! Sem estabilidade nas transmissões via net, o bom e velho rádio voltou a salvar o torcedor, com a transmissão da Seleção do Povo, da Rádio Pajeú. A narração foi de Aldo Vidal, com comentários de Augusto Martins, plantão de Júnior Cavalcanti reportagens de Marcony Pereira e suporte técnico de Tito Barbosa. A equipe ainda  acompanhou Náutico 0x1 Cruzeiro pela Série B com Júnior Cavalcanti e Nill Júnior e Jacuipense 2×0 Santa Cruz com o Escrete de Ouro da Rádio Jornal.

Mauro Cid confirma bastidores das articulações golpistas após eleições de 2022

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Os depoimentos são presenciais e conduzidos na Primeira Turma do STF pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do […]

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Os depoimentos são presenciais e conduzidos na Primeira Turma do STF pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Entre os principais depoimentos, o do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, joga luz sobre as movimentações nos bastidores do governo e das Forças Armadas nos dias que se seguiram ao segundo turno. Em sua fala, Cid detalha pressões para um golpe, articulações financeiras para sustentar manifestações antidemocráticas e o monitoramento ilegal de autoridades, entre elas o próprio Moraes.

Encontros, dinheiro vivo e acampamentos

Cid revelou que participou de uma reunião no dia 12 de novembro de 2022, na casa do então ministro da Defesa, General Braga Neto, ao lado dos coronéis de Oliveira e Ferreira Lima. Segundo ele, o encontro foi convocado para discutir a insatisfação com o processo eleitoral e a atuação das Forças Armadas. Cid permaneceu no local por cerca de 15 minutos e foi retirado antes da parte considerada mais sensível: as “medidas operacionais”.

Dois dias depois, o então Major de Oliveira o procurou solicitando recursos financeiros para “trazer pessoas do Rio de Janeiro”, em referência às manifestações em frente aos quartéis. O tesoureiro do PL, partido de Bolsonaro, se recusou a fornecer o dinheiro, e Braga Neto então entregou pessoalmente uma quantia em espécie a Cid, dentro de uma caixa de vinho, no Palácio da Alvorada. O dinheiro foi repassado ao militar no mesmo dia. Segundo Cid, a origem provável dos recursos seria o agronegócio.

Pressões por um decreto e caos social

O ex-ajudante de ordens revelou ainda que havia pressão constante para que Bolsonaro assinasse um decreto de estado de sítio ou estado de defesa, o que abriria caminho para uma intervenção militar. A ideia, segundo Cid, era provocar “caos social” com manifestações massivas, criando o clima para o decreto. Os debates aconteciam em reuniões e grupos de WhatsApp, inicialmente vistos por ele como bravatas, mas com o tempo ganharam força.

Entre os mais radicais, Cid citou o General Mário Fernandes, que insistia para que generais como Freire Gomes e Jorel Arruda apoiassem uma ação militar. Bolsonaro, segundo relato, acreditava que qualquer medida poderia ser tomada até 31 de dezembro — data em que deixaria o cargo, e não apenas até a diplomação de Lula, em 12 de dezembro.

Tentativa de manipular relatório das Forças Armadas

Outro ponto sensível do depoimento foi a tentativa de Bolsonaro de influenciar o relatório da Comissão de Transparência Eleitoral do Ministério da Defesa. O documento técnico original não apontava fraude, mas o então presidente queria algo “mais político”. O resultado foi um texto ambíguo: não afirmava fraude, mas dizia que “não foi possível auditar” completamente o processo eleitoral.

Monitoramento ilegal de Alexandre de Moraes

Mauro Cid também confirmou que recebeu ordens de Bolsonaro para monitorar o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE e relator dos inquéritos no STF. Em um caso, o presidente queria confirmar um suposto encontro entre Moraes e o então vice-presidente Hamilton Mourão. Em outro, o pedido veio do Major de Oliveira. As ordens foram repassadas ao Coronel Câmara. Cid, no entanto, disse não saber se houve retorno.

Forças especiais infiltradas e expectativas de fraude

O militar relatou ainda que as Forças Armadas infiltraram agentes de inteligência e forças especiais nos acampamentos antidemocráticos, com a missão de levantar informações sobre vulnerabilidades e possíveis ações. Cid também intermediou, a pedido de Bolsonaro, uma reunião com o General Estevan Theophilo, apontado como alguém que poderia “fazer” se recebesse uma ordem — embora fosse legalista e dependente da anuência do Comandante do Exército.

Documentos encontrados com Cid também foram esclarecidos: o chamado “Plano de Fuga” era, segundo ele, uma estratégia de defesa caso Bolsonaro fosse alvo de um golpe. Já o documento “Copa 2022”, recebido do Major de Oliveira, trazia apenas logística de viagem para Brasília, sem planos operacionais.

O “Plano 142”, que previa anulação das eleições e a permanência de Bolsonaro no poder, não foi reconhecido por Cid, que também negou ter recebido qualquer ordem para desmobilizar os acampamentos. Para ele, o grande estopim desejado pelos radicais seria a descoberta de fraude nas urnas — algo que não ocorreu.

Enfim, o silêncio da cúpula militar

O depoente reforçou que o General Freire Gomes, então comandante do Exército, jamais foi criticado por Bolsonaro, embora se recusasse a apoiar qualquer aventura golpista. Cid afirmou que a postura de Freire Gomes foi correta, pois qualquer ação fora da Constituição levaria o país a uma crise sem precedentes.

Um retrato da conspiração

O depoimento de Mauro Cid, feito sob risco de prisão e rompimento do acordo de colaboração, traça um retrato minucioso da conspiração golpista que se formou dentro e fora do Palácio do Planalto, revelando como alas militares, civis e políticas se articularam em torno da ideia de subverter a ordem democrática.

Com o início dos interrogatórios no STF, o Brasil aprofunda sua investigação sobre os que buscaram romper com o resultado das urnas e a legalidade institucional — um processo que poderá redefinir os limites entre o poder civil e militar no país.