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Com sistema em colapso, Custódia será socorrida por reforço de adutora do Sítio dos Nunes

Por Nill Júnior
Sistema de tratamento de Custódia receberá reforço dos poços do sistema de Sítio dos Nunes, segundo Compesa. Cidade entrou em colapso.
Sistema de tratamento de Custódia receberá reforço dos poços do sistema de Sítio dos Nunes, segundo Compesa. Cidade entrou em colapso.

A Compesa está realizando uma obra de substituição da tubulação da adutora do Sítio dos Nunes, que transporta água dos poços de Vila de Fátima para Custódia, responsável por parte do abastecimento do município de Custódia, Sertão do estado.

A obra, com previsão para ser finalizada no final deste mês, tem um investimento de R$ 850 mil e objetiva melhorar a vazão da água ofertada para a cidade.  Estão sendo substituídos três mil metros da tubulação de PVC por tubos de ferro fundido de 300 mm, o que possibilitará que a companhia oferte 100 m³/h para a cidade só deste sistema.

Segundo o gerente regional da Compesa, Denis Fernando, a obra vai melhorar o abastecimento de Custódia, suprindo parte da necessidade da população. “Com a troca de tubulações da adutora de Sítio Nunes e o aumento da vazão extraída da bacia de poços de Vila de Fátima, teremos mais água a ofertar e uma maior confiabilidade no sistema”, explicou.

O que impedirá que a cidade fique sem água, mesmo com o colapso do açude Marrecas, que atualmente encontra-se com 3% de sua capacidade e faz com que Custódia enfrente um rodízio rigoroso. “Quando a adutora estiver pronta, essa situação será amenizada”, adiantou Denis Fernando.

Outras Notícias

Oposição vai de Didi e Luiz Alberto em Carnaíba

Os Partidos  que fazem a Frente de Oposição em Carnaíba, composta por PTB, PT do B, PSOL, PR, PTC, PV e PRP, aprovaram na noite desta terça feira 21, o nome de José Francisco Filho, o Didi  (PTB), para voltar a disputar a Prefeitura de Carnaíba. A decisão pela pré candidatura do petebista aconteceu após uma consulta popular […]

didi da felicidadeOs Partidos  que fazem a Frente de Oposição em Carnaíba, composta por PTB, PT do B, PSOL, PR, PTC, PV e PRP, aprovaram na noite desta terça feira 21, o nome de José Francisco Filho, o Didi  (PTB), para voltar a disputar a Prefeitura de Carnaíba.

A decisão pela pré candidatura do petebista aconteceu após uma consulta popular realizada pelos partidos incluindo ainda o PMDB, de  Clóvis Lira, o PT, com Anchieta Alves e o PSL de Elzir Ferreira. Didi segundo análise do grupo é o nome que reúne melhores condições para  enfrentar o ex-prefeito Anchieta Patriota, pré candidato pelo PSB.

A reunião aconteceu na casa de Diógenes Gomes, presidente Municipal do PV. Como pré candidato a vice prefeito, a chapa se completa com o nome do vereador Luiz Alberto da Silva (PTC). Luiz  deixou o grupo de Anchieta Patriota, chegou a anunciar que seria candidato, mas decidiu aderir ao bloco.

Para disputar a prefeitura, Didi terá suporte de  dez partidos políticos, mais o apoio do senador Armando Monteiro Neto e do Deputado Augusto César, ambos do PTB.

Escritor do Pajeú Pedro Veras apresenta terceiro volume da série literária ‘Pathos’

O escritor Pedro Veras, natural de Afogados da Ingazeira e residente em São José do Egito, lançou o terceiro volume da série literária “Pathos”, projeto desenvolvido ao longo de sete anos e planejado inicialmente para 44 livros. Segundo o autor, a narrativa ainda pode ser ampliada com outros 22 volumes. Os livros estão sendo publicados […]

O escritor Pedro Veras, natural de Afogados da Ingazeira e residente em São José do Egito, lançou o terceiro volume da série literária “Pathos”, projeto desenvolvido ao longo de sete anos e planejado inicialmente para 44 livros. Segundo o autor, a narrativa ainda pode ser ampliada com outros 22 volumes.

Os livros estão sendo publicados de forma quinzenal e têm, de acordo com o material de divulgação, entre 120 e 140 páginas cada.

“Pathos” é construída a partir de duas tramas que avançam paralelamente e acabam se conectando ao longo da história.

Uma delas acompanha Aneu, personagem que vive em um mundo afetado por um evento catastrófico e se torna um dos chamados “insones terminais”. A partir daí, ele inicia uma busca por uma possível cura que ultrapassa os limites da ciência conhecida.

A outra trama acompanha um grupo de crianças da geração dos anos 2000. As experiências desses personagens passam, aos poucos, a se relacionar com os acontecimentos envolvendo Aneu.

Segundo Pedro Veras, a construção da série exigiu pesquisa em diferentes produtos culturais, entre eles filmes, séries, novelas, músicas, vídeos e publicações. As referências são utilizadas como parte da ambientação e da construção narrativa.

O autor afirma que a obra passou por diferentes revisões até chegar ao formato atual. Ele cita ainda o apoio de José de Arimateia, conhecido como Ari Psicólogo, na viabilização do projeto.

Trajetória

Pedro Veras começou a escrever ainda na infância e publicou seu primeiro livro de poemas aos 15 anos.

Natural de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ele atualmente reside em São José do Egito, município também conhecido pela tradição ligada à poesia e à produção literária.

Com o lançamento do terceiro volume, o autor mantém o cronograma de publicação quinzenal da série.

O novo livro está disponível inicialmente em formato digital. Segundo o autor, uma versão impressa poderá ser produzida caso haja demanda mínima de exemplares.

Mais informações sobre a obra são divulgadas por Pedro Veras em suas redes sociais.

Foto: Divulgação

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Coluna do Domingão

PT e PSB apagam 2020 por 2022 Não faz nem um ano que PT e PSB protagonizaram uma das campanhas mais pobres das que se tem notícia. Sem conteúdo propositivo, sem olhar Recife pra frente, uma das capitais mais importantes do país viu uma troca de agressões digna dos capítulos mais baixos na nossa história […]

PT e PSB apagam 2020 por 2022

Não faz nem um ano que PT e PSB protagonizaram uma das campanhas mais pobres das que se tem notícia. Sem conteúdo propositivo, sem olhar Recife pra frente, uma das capitais mais importantes do país viu uma troca de agressões digna dos capítulos mais baixos na nossa história política.

Pra quem tem memória bem curta, as campanhas foram ao ataque desde o início do segundo turno e recorreram à Justiça várias vezes com denúncias de propaganda irregular e fake news. Um material apócrifo chegou a ser distribuído em igrejas evangélicas com informações falsas sobre Marília, como a de que ela seria “contra a Bíblia”.

Já a campanha da deputada petista chegou a dizer que quem governaria o município será Renata Campos, viúva de Eduardo. “Ninguém sabe se quem vai mandar é sua mãe, é Geraldo Júlio, ou Paulo Câmara”. Ainda recorreu a apoio de alas ligadas até ao Bolsonarismo no segundo turno, como o Podemos da então candidata Delegada Patrícia, apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro.

O baixo nível da campanha chegou a gerar ruídos na esquerda de que poderia ‘melar’ a construção de uma frente anti-Bolsonaro em 2022. Puro engano. A “Guerra dos Primos” não afetou aparentemente em um milímetro o desejo do ex-presidente Lula de se alinhar com os socialistas, e vice-versa.

“Paulo Câmara sabe que eu jamais me negarei a receber um telefonema dele se quiser conversar comigo, e que ele também não deixe de receber um meu. Todo mundo quer conversar”, disse Lula em maio. Pois bem. Lula vem conversar, deixando no passado o “PT nunca mais”, exemplo curioso de campanha apócrifa que todos sabem de onde veio. Também jogada no lixo a previsão de João Campos de que “seria pouco provável PT e PSB estarem juntos em 22″.

Prova disso é a agenda construída por Lula neste fim de semana em Pernambuco.  Não tem nada de ouvir o partido no estado. O objetivo é construir a aliança com o bloco socialista.

Como já destacamos tanto, o PT precisa do PSB nacional para ampliar seu leque de alianças contra o Bolsonarismo em 2022. E Lula não vai pesar o que ficou arranhado entre as legendas. Já o PSB em Pernambuco, base mais importante do partido no país, precisa colar a imagem do ex-presidente no nome que disputará o governo do Estado. Quer como em 2018 manter a hegemonia em Pernambuco. Por isso na barganha vai colocar a necessidade de evitar candidaturas próprias dos dois partidos no primeiro turno, eliminando o desejo de nomes como Marília Arraes.

E assim vão PT e PSB para um novo alinhamento,  decretando que uma pedra será colocada em todos aqueles capítulos da batalha baixo nível de 2020. “Por este decreto,  estão anuladas as frases de efeito e consequências daquela disputa, do PT nunca mais ao quem manda se você ganhar? Será proibido invocar esse capítulo do passado,  até 2 de outubro de 2022, podendo este ato ser prorrogado até 30 do mesmo mês. Ah, e claro, revogam-se as disposições em contrário”…

Lá vem pesquisa

O blog divulga em parceria com o Múltipla pesquisa de opinião com a avaliação do governo do prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira. Foram 270 entrevistas dias 2 e 3 de agosto, com margem de erro de 6% para mais ou menos. A pesquisa ainda avalia cenários eleitorais e o poder de transferência de votos de Ângelo e Guga Lins.

Peraí!

Luciano Duque ficou visivelmente incomodado com um ouvinte de uma rádio que o desafiou a mostrar os comprovantes de suas idas a Brasília, sugerindo que ele estivesse fazendo a rota com recursos públicos. “Esse tipo de pergunta é um acinte”, reclamou.

Cliente fiel

Leitor da Coluna reclama que esse carro em destaque da Vigilância Sanitária insiste em bater o cartão em um bar no Bairro Borges, Afogados da Ingazeira. “Pra fiscalizar com certeza não é”, reclama  o leitor. Com a palavra e averiguação o órgão,  ligado à Secretaria de Saúde.

Menos, Moraes…

Que Roberto Jefferson é um idiota, falastrão, ou, como definiu Gilberto Kassab, “alguém que endoideceu de vez”, não é novidade. Há quem diga que ele é sabido demais, querendo mais que os R$  46 mil mensais que recebe como presidente do PTB e Deputado aposentado. Mas que está virando uma farra a história de Ministro do Supremo mandar prender sem acusação formal, isso está. O precedente não é muito perigoso?

Só mais uma,  Paulo

Sob o argumento de que “quem faz quatro faz cinco”,  o prefeito Joelson (Avante) entregou ao governador Paulo Câmara o pedido da PE que liga Calumbi à BR 232. O pedido teve como avalista o Deputado Federal Sebastião Oliveira.

Revide

A Secretária de Infraestrutura, Fernandha Batista, mesmo com perfil predominantemente técnico, tirou uma casquinha de quem duvidou que rodovias como a PE 310 não sairiam do papel. “Para quem não acreditou,  não tem problema.  Terá o mesmo direito de passar por estrada bonita e segura de quem acreditou”.

Foi Diogo

Diogo Morais é uma espécie de “Deputado Ninja”. Segundo ele, através de sua assessoria, foi graças a seus pedidos que saíram as PEs 270, 265, 275, Estrada do 49, Jabitacá-Iguaracy e PE 310 (Arcoverde-Buíque). Em todas elas, o anúncio,  segundo nota saiu “após solicitação do deputado”.  Então,  tá…

Desenhando…

Para os poucos que ainda não acreditam em vacinas (eles existem) vale o dado: juntos, Eduardo Campos (Serra Talhada) e Emília Câmara (Afogados) tem apenas 27 pacientes em UTI hoje. Em 21 de março, a ocupação chegou a 100% com 90 leitos. As unidades mais o Hospam tiveram que chegar a 120 leitos na região. Vacina salva.

Frase da semana: 

“Aqui a calça é apertada, mas o caráter é largo!”

Do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que ao falar sobre o aumento do gás de cozinha, governador de São Paulo convidou presidente para fazer um curso de gestão.

Bancada de oposição vai a Itaquitinga e inicia visitas a obras inacabadas em Pernambuco

Os deputados estaduais da bancada de oposição de Pernambuco visitam nesta segunda-feira (09), a partir das 10h, as obras do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga, na Mata Norte. Esta será a primeira de uma série de visitas que a bancada oposicionista realizará a obras inacabadas tocadas pelo Governo do Estado. Primeiro projeto do sistema […]

817c4b6fee5c3dea87bdd51536fd68a9Os deputados estaduais da bancada de oposição de Pernambuco visitam nesta segunda-feira (09), a partir das 10h, as obras do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga, na Mata Norte. Esta será a primeira de uma série de visitas que a bancada oposicionista realizará a obras inacabadas tocadas pelo Governo do Estado.

Primeiro projeto do sistema penitenciário de Pernambuco a seguir o modelo de Parceria Público Privada (PPP), o presídio de Itaquitinga começou a ser erguido em 2009, e amarga hoje um atraso de quase 04 anos, com um histórico de paralisações, falência da empresa privada responsável pela construção e administração, falta de pagamento a fornecedores e demissões de trabalhadores. Só a fornecedores, estima-se existir uma dívida em torno de R$ 50 milhões.

“Este seria o maior complexo prisional de Pernambuco, mas hoje é o grande exemplo de uma PPP que fracassou no país”, afirma o líder da bancada de oposição, deputado estadual Silvio Costa Filho. O parlamentar lembra que, em 2013, Minas Gerais inaugurou sua PPP prisional, mesmo tendo iniciado o projeto depois de Pernambuco. “A sociedade precisa entender porque o Governo do Estado não acompanhou com rigor a realização de um projeto desta importância, que poderia estar em pleno funcionamento, reduzindo o caos do sistema prisional de Pernambuco”, afirma Silvio.

Se estivesse concluído, o presídio de Itaquitinga estaria abrigando 3,5 mil presos. Hoje, a obra encontra-se abandonada, com o mato encobrindo o terreno e a construção em visível estado de deterioração.

Entrevista: Cunha diz que com investigação, será difícil Moreira Franco ficar

Estadão O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, homem forte do governo Michel Temer, de estar por trás de irregularidades na operação para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio. Ao classificar Moreira como “o cérebro” da gestão Temer, Cunha disse que o novo plano […]

ecEstadão

O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, homem forte do governo Michel Temer, de estar por trás de irregularidades na operação para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio.

Ao classificar Moreira como “o cérebro” da gestão Temer, Cunha disse que o novo plano de concessões “nasce sob suspeição” e deu sinais de que pode atingir o presidente. “Na hora em que as investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo”, afirmou, na primeira entrevista exclusiva após perder o mandato.

Ex-presidente da Câmara, Cunha é suspeito de ter cobrado da empreiteira Carioca Engenharia R$ 52 milhões de propina em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para o Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária. Ele chama a denúncia de “surreal” e aponta o dedo para Moreira.

Cunha também criticou Temer, por “aderir ao programa de quem perdeu a eleição”. E prometeu revelar bastidores do processo de impeachment de Dilma Rousseff em livro que lançará no fim do ano. “Vai ser um presente de Natal.”

O governo avalia que a denúncia da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, na última semana, enfraquece as manifestações “Fora, Temer”. O sr. concorda?

Tudo depende do que está motivando a sociedade para o “Fora, Temer”. Mas temos um problema: o Michel foi eleito com a Dilma com um programa que ela não cumpriu. E ele também não está cumprindo. Por outro lado, ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição. Que o Brasil precisa de reforma previdenciária, trabalhista, não tenho dúvida. Mas é difícil fazer uma coisa muito radical, no meio de um mandato, com alguém sem a legitimidade de estar discutindo isso debaixo de um processo eleitoral.

O sr. acha que o presidente Temer não tem legitimidade?

Ele tem legitimidade. Eu disse que talvez não tenha para um programa radical, contrário àquilo que foi colocado no processo eleitoral. A população aplaudiu porque tirou a Dilma, mas não está satisfeita.

O sr. está dizendo que não queriam Dilma, mas também não querem Temer…

Não querem porque não se sentem representados. Me preocupa um jovem virar para mim na rua, me cumprimentar e dizer: “Parabéns, a gente queria tirar essa mulher, queria tirar o PT, mas não tem por que entubar esse vice”.

E o que ele deve fazer?

Acho que tem de ser uma coisa mais light, tentando recuperar aquilo que a Dilma descumpriu, sem movimentos radicais. Uma vez o próprio Michel disse o seguinte: “A presidente não vai conseguir se aguentar com esses índices de popularidade”. Só que ele está (em situação) semelhante. Dilma precisava recuperar popularidade. Ele precisa ganhar, porque não tem. O Michel tem de tomar cuidado porque, no fundo, o PSDB quer jogar a impopularidade no colo dele para depois nadar de braçada. Mas quem manda no governo é o Moreira Franco.

Por que o sr. chamou Moreira Franco de eminência parda?

Ele é muito mais do que eminência parda. Moreira Franco, que se diz sociólogo, é o cérebro do governo. Foi ele que articulou a candidatura do genro, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para ser presidente da Câmara, atropelando a base aliada.

Dilma dizia que o sr. era quem mandava no governo interino.

Fica claro hoje que não era. O Moreira Franco era vice-presidente (de Fundos e Loterias) da Caixa, antes do Fábio Cleto, que fez a delação falando de mim. Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco. Toda a operação no Porto Maravilha foi montada por ele. No programa de privatização, dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 12 bilhões vêm de onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição.

Delatores dizem que o sr. recebeu propina na obra do Porto Maravilha. E Fábio Cleto era ligado ao sr., seu braço-direito na Caixa.

Fábio Cleto era ligado à bancada do PMDB e eu desminto qualquer recebimento de vantagem indevida. Acho engraçado quando você pega e fala de delação, citando Porto Maravilha, quando quem conduziu toda a negociação e abertura de financiamento, em conjunto com o prefeito do Rio (Eduardo Paes), foi o Moreira. E agora aparece uma denúncia e é contra mim? Isso é surreal. Quem comandava e ainda comanda o FI (Fundo de Investimento) chama-se Moreira Franco. E lá tem muitos financiamentos concedidos que foram perdas da Caixa. Na hora em que as investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo.

De que perdas o sr. fala?

Uma de que me lembro foi da Rede Energia. Outra foi da Nova Cibe. O uso de energia, na época, teve escândalo grande.

O sr. tem provas em relação a Moreira Franco?

Estou levantando suspeição, em minha defesa, por uma razão muito simples. Há um inquérito instaurado com uma delação do Fábio Cleto em cima de uma operação que foi feita quando Moreira era vice-presidente da Caixa.

Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato, autorizou a remessa para a Justiça Federal do Paraná da ação em que o sr. é acusado de corrupção por manter contas na Suíça para recebimento de propina da Petrobrás. O sr. tem medo de ser preso?

Medo? Nenhum. Não há provas contra mim. Só se for uma motivação de natureza política. Não se pediu prisão na denúncia apresentada contra o Lula. Por que fariam em relação a mim?

O Ministério Público diz que Lula é o “comandante máximo” da corrupção na Petrobrás, mas o sr. também foi acusado de ser chefe do esquema de propina…

Eu não sei se ele é ou não o comandante máximo, mas o que sempre me deixou estarrecido foi quererem me carimbar como se eu fosse o chefe do esquema. Isso é ridículo. Naquele período de 2006, até 2007, eu estava no grupo do vagabundo daquele (Anthony) Garotinho, numa linha contra o Lula.

O sr. está escrevendo um livro sobre os bastidores do impeachment. Vai revelar conversas comprometedoras?

Não sei se são comprometedoras. Vou contar as reuniões, os diálogos, tudo, doa a quem doer. A conclusão será de quem lê. Quero lançar no fim do ano. Vai ser um presente de Natal.

O sr. sempre foi amigo de Temer, mas agora tem feito ameaças. Auxiliares dele dizem que são bravatas…

Estou ameaçando quem? O distanciamento que existe é porque eu quero. Houve muita hipocrisia. Não há razão para eu manter convivência com um governo que me cassou.

Na sua avaliação, o presidente termina o mandato?

Espero que termine. Desejo sucesso a ele, mas vejo muita dificuldade. Há ainda o risco do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que pode cassar a chapa. Se levar a julgamento, vai cassar. As provas são irrefutáveis. Pergunto: por que o PSDB não desistiu da ação? Para deixar uma faca no pescoço.

Então o sr. avalia que o PSDB teria de deixar o governo?

Não acho que tenha de colocar o PSDB e o DEM para fora, mas esses dois partidos não podem querer tomar conta do governo na mão grande. É isso que solidifica o discurso do golpe. O País ainda não entrou numa estabilidade política.

E vai entrar?

Acho que vamos nessa situação de empurrar com a barriga até a eleição de 2018.

O que o sr. não faria novamente, se pudesse voltar atrás?

Talvez eu devesse ter sido mais Renan (Calheiros, presidente do Senado) e menos Eduardo Cunha. Renan é jogador, é falso, é dissimulado. Eu meço menos o que vou fazer. Outro erro do qual me arrependo foi ter anunciado o rompimento com o governo Dilma. Eu deveria ter rompido na prática, mas não no verbo.

O sr. vai sair do PMDB?

Por que vou sair do PMDB? Minha guerra não está perdida. Ainda está só começando.