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Com reforma, o que o empregado pode fazer se patrão forçar acordo ruim?

Por André Luis
Foto: Getty Images/iStockphoto

Do UOL

Com a reforma trabalhista, a negociação entre patrões e empregados ganha força, e o que for acordado entre eles pode valer mais do que as leis trabalhistas. Isso poderá acontecer, por exemplo, em decisões sobre jornada de trabalho, intervalo para almoço e a troca do dia do feriado.

Outros pontos, porém, não poderão ser negociados, em hipótese alguma. O que vale nesses casos é o que está definido nas leis.

No caso de uma negociação, como o trabalhador deve agir caso não concorde com a posição de seu sindicato, ou caso se sinta pressionado pelo patrão a aceitar determinadas condições? O UOL consultou advogados trabalhistas para explicar.

Sindicato negocia em nome dos trabalhadores

A convenção coletiva é firmada entre o sindicato de patrões e o de empregados de uma determinada categoria, Já o acordo coletivo é feito diretamente entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas.

No caso de acordos ou convenções, o melhor a fazer é estar próximo do sindicato, já que a organização tem o direito de representar os trabalhadores e negociar com os patrões em nome deles.

Se, eventualmente, o sindicato cometer alguma ilegalidade ao conduzir a negociação, ou em alguma cláusula do acordo firmado, aí o trabalhador pode entrar na Justiça.

“O que o trabalhador tem para fazer é suscitar a inconstitucionalidade de determinada cláusula ou determinado acordo”, afirma o advogado trabalhista Horácio Conde.

E nos acordos diretos com o patrão?

Em alguns pontos, a reforma trabalhista permite fazer acordos individuais, ou seja, negociados diretamente entre o trabalhador e seu patrão, sem intermédio de um sindicato ou entidade de classe.

Um exemplo é o banco de horas: em vez de pagar as horas extras com um valor adicional de 50% em relação à hora normal de trabalho, as horas extras podem ser registradas num banco de horas e compensadas em outro dia. Nesse dia, o funcionário trabalha menos horas ou ganha uma folga.

Antes da reforma, o banco de horas só era liberado se estivesse registrado em acordo ou convenção coletiva. Com as novas regras (que entram em vigor em novembro), poderá ser aplicado também após acordo individual.

Alan Balaban diz que as duas partes, patrões e empregados, precisam estar de acordo para que seja feita qualquer mudança no contrato de trabalho, e essa mudança só pode acontecer se melhorar as condições do trabalhador –nunca piorar. Isso já vale atualmente e não foi afetado pela reforma, afirma o advogado.

Ele recomenda que o trabalhador não assine nenhuma mudança sem ter certeza. Ele também aconselha que pelo menos duas testemunhas assinem o contrato de trabalho, em caso de mudanças, para ter provas de que os envolvidos concordam com as mudanças.

Se recusar acordo, posso ser demitido?

Se recusar um acordo, nada garante que o trabalhador mantenha seu emprego. Faz parte do direito da empresa demitir um funcionário se, eventualmente, ele não aceitar uma proposta, diz Horácio Conde. Mas daí é uma demissão sem justa causa, e a empresa deve pagar todos os direitos ao empregado.

O patrão não pode pressionar o funcionário a aceitar alguma condição ou mudança no contrato ameaçando demiti-lo por justa causa, por exemplo. Nesse caso, o trabalhador deve juntar provas e pode entrar na Justiça contra a empresa. Segundo Conde, é preciso ter “provas de que a assinatura que ele deu não reflete a sua vontade”, como uma conversa gravada ou um e-mail que demonstrem que foi pressionado.

Outras Notícias

Músico assassinado em Salgueiro

Em Salgueiro (PE), no Sertão Central, um músico foi assassinado ontem (2). Segundo o Blog do Alvinho Patriota, o fato aconteceu por volta das 15h30, no bairro Divino Espírito Santo. Raydan de Melo, de 23 anos, foi morto com um golpe de faca no peito durante uma briga na localidade. Segundo testemunhas, Raydan se envolveu […]

Em Salgueiro (PE), no Sertão Central, um músico foi assassinado ontem (2).

Segundo o Blog do Alvinho Patriota, o fato aconteceu por volta das 15h30, no bairro Divino Espírito Santo. Raydan de Melo, de 23 anos, foi morto com um golpe de faca no peito durante uma briga na localidade.

Segundo testemunhas, Raydan se envolveu em uma discussão com vizinhos e acabou espancado por três indivíduos. Durante as agressões, um dos homens o atingiu fatalmente com o golpe de faca.

O jovem morreu no local. Não há informações sobre a  motivação da briga, nem se os autores do crime foram presos.

Márcia Conrado apoia nota de repúdio do PT-PE contra artigo do JC

O Partido dos Trabalhadores de Pernambuco (PT-PE) emitiu uma nota de repúdio contra o artigo de opinião “A ligação da esquerda com a criminalidade”, publicado pelo Jornal do Commercio em 14 de janeiro de 2024. O texto, de autoria do professor José Maria Nóbrega, foi criticado pelo PT-PE por conter diversos erros históricos e por […]

O Partido dos Trabalhadores de Pernambuco (PT-PE) emitiu uma nota de repúdio contra o artigo de opinião “A ligação da esquerda com a criminalidade”, publicado pelo Jornal do Commercio em 14 de janeiro de 2024. O texto, de autoria do professor José Maria Nóbrega, foi criticado pelo PT-PE por conter diversos erros históricos e por tentar associar, de forma leviana, organizações de esquerda à criminalidade.

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), replicou a nota de repúdio em suas redes sociais, demonstrando apoio à posição do partido. A gestora ressaltou a importância de combater a disseminação de informações equivocadas que buscam distorcer a história e difamar movimentos políticos.

A nota do PT-PE destaca que nos períodos em que o Brasil foi governado pelo PT, houve significativos investimentos em políticas de segurança pública, combate ao crime organizado e programas de enfrentamento à violência. O partido reforça a autonomia dos poderes, incluindo a Polícia Federal, como medidas adotadas durante as gestões petistas.

O texto também aponta para a tentativa da extrema direita em atacar as políticas públicas implementadas pelo PT, utilizando a estratégia da desinformação. O presidente estadual do PT-PE, Doriel Barros, considera a produção do artigo como mais uma tentativa de promover fake news, prejudicando o debate público.

A nota conclui ressaltando que a população já reconhece essa narrativa e tomou decisões nas urnas, referindo-se à eleição do presidente Lula em 2022. O partido reafirma que a população não será impedida de buscar as mudanças necessárias para o Brasil, repudiando o uso de informações distorcidas com o intuito de manipular a opinião pública. Leia abaixo a íntegra da nota replicada pela prefeita:

 

Assaltantes não conseguiram levar o dinheiro do carro-forte, diz PM

Por André Luis De acordo com o comandante do 23º BPM de Afogados da Ingazeira, Coronel Costa Júnior, o assalto a um carro-forte da empresa de segurança Kairós no início da tarde desta sexta-feira (21), no Povoado de Placas de Piedade, divisa de Pernambuco com a Paraíba não teve dinheiro levado. De acordo com informações […]

Por André Luis

De acordo com o comandante do 23º BPM de Afogados da Ingazeira, Coronel Costa Júnior, o assalto a um carro-forte da empresa de segurança Kairós no início da tarde desta sexta-feira (21), no Povoado de Placas de Piedade, divisa de Pernambuco com a Paraíba não teve dinheiro levado.

De acordo com informações do Comandante,  cinco homens participaram da ação, também que o carro usado pelos bandidos na fuga, um Honda CRV foi encontrado abandonado na Paraíba com explosivos dentro.

Ainda segundo o Comandante, os assaltantes explodiram o carro, mas não conseguiram explodir o cofre, tendo a ação frustrada.

O Comandante também informou que a Polícia segue a procura dos bandidos e toda a operação está sendo acompanhada pelo 23º BPM.

Um ponto importante relatado pelo tenente-coronel, Costa Júnior é que geralmente a polícia é avisada sobre o transporte de valores, o que não ocorreu por parte da empresa de segurança. A Polícia também encontrou: um fuzil e dois carregadores de fuzil T56.

Outra informação passada a nossa redação, por uma fonte que pediu reserva do nome, foi que eram transportados R$120 mil pertencentes ao Sicoob.

O fato ocorreu na PE-275, entre os municípios de Brejinho e Itapetim. 

Segundo o blogueiro Marcelo Patriota ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, moradores do local relataram muitos disparos de armas de fogo e explosões. “Muitas casas na região foram atingidas pelos tiros”, informou o blogueiro.

O veículo da empresa de segurança Kairós, ficou completamente destruído e a via ficou tomada por estilhaços.

Marcelo informou ainda que o motorista do carro-forte foi atingido com um tiro superficial na coxa esquerda. “Ele [motorista] foi levado para o Hospital Municipal de Brejinho, foi feito um raio X, curativo e já recebeu alta”, informou.

Na abertura da Semana do Consumidor, fiscalização apreende alimentos e notifica lojas no shopping Riomar

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e os demais órgãos que integram a Rede Consumidor PE realizaram, na manhã desta segunda-feira, uma fiscalização conjunta nas lojas do shopping Riomar, na Zona Sul do Recife. A iniciativa marca o início da Semana do Consumidor e teve como resultado a apreensão de 124,3 quilogramas de produtos de […]

Foto: MPPE/Divulgação

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e os demais órgãos que integram a Rede Consumidor PE realizaram, na manhã desta segunda-feira, uma fiscalização conjunta nas lojas do shopping Riomar, na Zona Sul do Recife. A iniciativa marca o início da Semana do Consumidor e teve como resultado a apreensão de 124,3 quilogramas de produtos de origem animal de um supermercado, que não tinham registro junto ao órgão competente nem a data de fabricação; de esmaltes de um salão de beleza que não continham informações em língua portuguesa na embalagem, como exige a lei; a autuação de lojas que estavam vendendo produtos têxteis, brinquedos e eletrodomésticos sem as certificações exigidas.

Durante a fiscalização, os integrantes de órgãos como a Vigilância Sanitária do Recife, Procons Recife e Pernambuco, Anatel, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro) avaliaram se a comercialização de produtos e serviços estava ocorrendo dentro das exigências necessárias, de acordo com o ramo de atuação de cada lojista.

“A fiscalização é ampla; o MPPE recebe os relatórios dos diversos órgãos presentes para analisar as irregularidades que venham a ser identificadas e adotar as medidas cabíveis na proteção da coletividade”, explicou a coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa do Consumidor, promotora de Justiça Liliane Rocha.

No caso do supermercado, a gerente da Vigilância Sanitária do Recife, Daniele Feitosa, ressaltou que os produtos apreendidos não continham informações sobre o lote e a data de fabricação e também não contavam com registro. “Isso significa que esses produtos não têm rastreabilidade, ou seja, o cliente não tem certeza de quando foram produzidos. Sem saber isso, não é possível determinar a validade dos alimentos, o que os torna impróprios para o consumo humano”, detalhou.

Outras três lojas foram alvo de autuação em razão de irregularidades ligadas a produtos têxteis, brinquedos e eletrodomésticos. Segundo a diretora técnica do Ipem, Ana Karla de Andrade, os itens têxteis à venda não continham as etiquetas exigidas; o mesmo aconteceu com brinquedos e eletrodomésticos, que ter o selo do Inmetro para serem expostos à venda.

Esse primeiro dia de fiscalização foi acompanhado ainda pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelos Procons Estadual e do Recife. “O papel do Procon é verificar possíveis infrações ao Código de Defesa do Consumidor, que possui regras claras sobre informações que devem estar disponíveis ao cliente, como o preço dos produtos. E mais importante ainda é contar com a presença de vários órgãos que possuem competências técnicas, como é o caso da Adagro e da Vigilância Sanitária, para verificar se os produtos estão em condições adequadas para o consumo”, concluiu a gerente jurídica do Procon PE, Danyelle Sena.

Ingazeira não atualiza boletins de Covid-19

O Blog do Erbi questionou em nota a falta de boletins com dados sobre casos de Covid-19 no município de Ingazeira. “Pudemos constatar  a falta de informações, divulgadas através dos boletins diários do município da Ingazeira, algo garantido pela lei de acesso à informação e os protocolos do Ministério da Saúde. No Facebook em três […]

O Blog do Erbi questionou em nota a falta de boletins com dados sobre casos de Covid-19 no município de Ingazeira.

“Pudemos constatar  a falta de informações, divulgadas através dos boletins diários do município da Ingazeira, algo garantido pela lei de acesso à informação e os protocolos do Ministério da Saúde.

No Facebook em três perfis oficias, dois com o nome da prefeitura de Ingazeira e o terceiro com o nome da Secretaria de Saúde, a publicação mais recente está datada de 2019.

No Instagram do município a publicação mais recente é de 8 de junho, a 5 dias sem atualização, quando nesse intervalo pelo menos um caso grave foi registrado. 

No site oficial do município, no Portal da Transparência de covid-19, o último boletim postado por lá foi em 18 de maio.