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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Faltar ao debate é um direito. Atacar a Rádio Pajeú, emissora Diocesana, não

A Rádio Pajeú nasceu da iniciativa de Dom Mota, primeiro Bispo Diocesano, um visionário. Fez 61 anos em outubro, sendo um dos prefixos mais respeitados do estado e do país.

Foi marcada pela linha editorial e pilares éticos defendidos por Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho. Pilares mantidos até hoje por Dom Luis Pepeu e Dom Egídio Bisol, terceiro e quarto bispos diocesanos.

Foi com Dom Francisco através da Rádio Pajeú que a sociedade dessa região aprendeu a reivindicar seus direitos. Foi e é a voz dos que não tem voz, ainda mais agora, quando o rádio ganhou ainda mais protagonismo.

Um dos pilares defendidos pelo saudoso bispo e mantido pelos demais é a defesa da democracia, com protagonismo nesse período eleitoral por conta do trabalho que realiza abrindo espaço para os debates com candidatos a prefeito de cidades da região.

Até agora, transmitiu onze debates no Pajeú.  E vem aí mais cinco, com Solidão, Iguaracy, Carnaíba, Afogados da Ingazeira e a retransmissão do debate com candidatos de Serra Talhada, em rede com a Cultura FM. Como sempre, o trabalho tem rendido elogios pelo papel exercido em um período em que por excepcionalidade não há campanha de rua, pelo modelo adotado de debates com regras equitativas e que possibilitam bons encontros, pela participação do Grupo Fé e Política ligado à Diocese. Só no YouTube já foram mais de dez mil visualizações apenas nos primeiros quatro dias da série O Super Debate. Imagine a partir daí a audiência no rádio, Facebook e aplicativos.

Apesar de ser exceção, não regra, justamente pelo peso do prefixo que organiza, chamaram a atenção quatro ausências na série, sendo bastante exploradas por adversários nas suas bases.

Os faltosos foram Nicinha de Dinca (Tabira), Evandro e Romério (São José do Egito) e Luciano Moreira (Ingazeira). Todos a seu modo apresentaram suas justificativas. Evandro Valadares foi orientado por assessores a não ir pela velha estratégia de quem não aparece em debate se liderar pesquisa.

Raciocínio diferente de Luciano Torres (Ingazeira) e Sávio Torres (Tuparetama) que mesmo liderando os últimos enfrentamentos evitaram virar alvos pelo púlpito vazio.

Luciano Moreira e Romério Guimarães, mesmo que ainda tenham que justificar ausências, reconheceram o papel da emissora e sua importância para a região.

Mas feio mesmo fez a campanha de Nicinha de Dinca. Em vez de admitir o fato de que não participará de nenhum debate independente na campanha, por questões já conhecidas, atacou a emissora Diocesana, chegando a dizer que  “promoveu debates sem credibilidade”. Cards foram espalhados buscando atingir a emissora, gerida por uma Fundação que tem na gestão nomes sérios como o Monsenhor João Carlos Acioly e o Padre Josenildo Nunes, cujos debates tem tido a participação de Padre Luizinho, do Grupo Fé e Política, além do direcionamento editorial pela Diocese de Afogados Dom Egídio Bisol, por exemplo, tem como único canal de suas manifestações a Rádio Pajeú.

As agressões foram desnecessárias e sucessivas. Primeiro um texto, tipo carta aberta, depois uma postagem dizendo que a candidata não fora convidada, uma inverdade, e por fim a acusação de que faltava credibilidade. Um ataque desnecessário ao prefixo que só se propôs a facilitar e enobrecer o jogo democrático.

Mesmo com muitos afirmando que não vale a pena responder a esse nível de agressão já conhecida pela origem, cabe pontuar que atacar instituições e pessoas sérias como as que fazem a emissora Diocesana é o que se chama tiro no pé.

Emudecer ao debate, não aparecer, se ausentar, não importa como a definição do verbo é aplicada, a depender dos interesses de quem  questiona a ausência.  Faltar ao debate, por mais antidemocrático que possa parecer, é um direito. Problema é que, para se defender das consequências geradas pela ausência, alguns partem para o ataque baixo e gratuito.

A Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios não quis comentar a questão.  Não viu interesse nem necessidade de responder, certamente porque o ataque fala mais de quem o promove do que de quem é atacado.

Se resumiu a dizer que “são os candidatos que não atenderam ao chamamento democrático dos debates que devem responder por suas ausências, e não a instituição que os promove”. Uma tapa de luva para os que atacaram não à Rádio Pajeú, mas à própria democracia.

Por que faltou?

Nicinha de Dinca e Luciano Moreira não apareceram de fato nos debates por conhecida dificuldade a frente dos microfones. Evandro Valadares foi blindado para não ser provocado por Romério Guimarães. E Romério por saber antes da ausência de Valadares. Se fosse, seria o alvo.

Ah, os boatos

Uma versão que corre na Rua da Baixa, centro da conversa no mundo é a de que Romério Guimarães estava dentro da carro em frente ao Cine São José e não entrou porque soube que Evandro não estava no prédio.  A campanha de Romério nega. Ele alegou a perda da tia e abalo sofrido pela mãe para faltar.

Válidos

Contando votos válidos da última pesquisa Múltipla, Sandrinho Palmeira tem 63%, Zé Negão, 30% e Capitão Sidney, 7%. Em 2016, Patriota teve 83,25%, Emídio, 14,11% e Itamar França, 2,64%. E em 2012 Patriota teve 52,22%, Giza, 46,80% e jair do PT, 0,98%.

Quero distância 

A produção do Super Debate da Rádio Pajeú teve muito trabalho prévio, mas conseguiu garantir um debate de bom nível com candidatos à prefeitura de Tuparetama. Mas não pode se querer mais que isso.  Fotos com Deva, Júnior Honorato e Sávio juntos em apertos de mãos ou mesmo plano nem pensar. Só a que saiu com eles nos púlpitos.  Um chegou a avisar que não adiantaria insistir.

Os próximos 

Os Super Debates da Rádio Pajeú terão sequência segunda com Cida Oliveira e Djalma Alves convidados de Solidão. Terça, 10, Zeinha Alves e Rogério Lins debatem o futuro de Iguaracy. Dia  11, quarta, é a vez de Anchieta Patriota e Gleybson Martins, de Carnaíba. E dia 12, o último da série com Capitão Sidney, Sandrinho Palmeira e Zé Negão fazem o debate de Afogados da Ingazeira.

Pesquisas

Além dos últimos levantamentos de Sertânia, Arcoverde e Serra Talhada, Floresta e Belém do São Francisco entrarão no radar das últimas pesquisas realizadas pelo Instituto Múltipla.

Quem foi melhor

O analista independente da Coluna diz que Cybele Roa e Zeca Cavalcanti se saíram melhor no debate da Agnus Day. Wellington LW, verde por questões óbvias estava mais inseguro, ainda cedendo direito de resposta ao adversário  e Francisco Leite não mostrou prumo.

Confirma ou vira

Dito isso, a festa democrática não costuma ter muita influência na reta final. Se der Zeca, o favoritismo cantado na campanha se confirmou, mesmo que por pouco. Se der Wellington, será a maior virada da história de Arcoverde.

Nível!

A Cultura FM reunirá representantes de vários setores da sociedade para participar e testemunhar o  “Último Debate”, com candidatos à prefeitura de Serra Talhada. E vai orientar os candidatos para o bom nível e exemplo no derradeiro encontro na noite de quinta, 12, com cobertura de vários veículos do estado.

Frase da semana:

“Serei o presidente de todos os americanos, tenha votado em mim ou não”.

Joe Biden, ao vencer a eleição americana mais importante da história.

Outras Notícias

Meio/Ideia: Flávio tem 51,1% e Lula 48,9% dos votos válidos; empate técnico no segundo turno

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 2,2 pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento. O resultado considera apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e eleitores […]

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do presidente Lula (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 2,2 pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento.

O resultado considera apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e eleitores indecisos. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico entre os dois candidatos a quatro dias da votação.

No cenário estimulado, que considera o total de entrevistados, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Os votos brancos e nulos somam 3,4%, e outros 2,6% não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior do instituto, divulgada em 30 de setembro, Lula oscilou de 48,5% para 46%, uma redução de 2,5 pontos percentuais. Flávio manteve os 48% registrados naquele levantamento.

A pesquisa também identificou um aumento nas intenções de voto em branco ou nulo, que passaram de 2,1% para 3,4%. Já o percentual de entrevistados que não souberam responder subiu de 1,5% para 2,6%.

Outro dado apresentado pelo levantamento é o grau de definição do voto. Segundo a Meio/Ideia, 83,7% dos entrevistados afirmaram já ter decidido em quem votar, enquanto 16,3% admitiram a possibilidade de mudar de candidato.

A pesquisa também mediu a rejeição dos presidenciáveis. Lula registra 47,7% de eleitores que afirmam não votar nele de maneira alguma, enquanto Flávio aparece com 46,5%. Os percentuais estão dentro da margem de erro.

O levantamento foi realizado pelo instituto Ideia, contratado pelo Meio, e ouviu 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 15 e 19 de outubro, em todas as regiões do país.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08251/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: Meio/Ideia; Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Palver: Flávio tem 50% e Lula 48% das intenções de voto; candidatos seguem em empate técnico

Pesquisa Palver divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 50%, e Lula (PT), com 48% das intenções de voto para o segundo turno. O levantamento também mostra que 79% dos entrevistados afirmam que nada os faria mudar de candidato até a votação. Os resultados indicam estabilidade em relação à pesquisa […]

Pesquisa Palver divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 50%, e Lula (PT), com 48% das intenções de voto para o segundo turno. O levantamento também mostra que 79% dos entrevistados afirmam que nada os faria mudar de candidato até a votação.

Os resultados indicam estabilidade em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 13. Flávio Bolsonaro manteve os 50%, enquanto Lula oscilou de 49% para 48%, variação dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também analisou o comportamento dos eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Entre os que escolheram Renan Santos (Missão), Flávio registra 42% das intenções de voto, contra 39% de Lula.

No grupo que votou em Ronaldo Caiado (PSD), os dois presidenciáveis aparecem com 44%. Já entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), Lula tem 52%, enquanto Flávio registra 43%, apesar de Cury ter declarado apoio ao candidato do PL.

A pesquisa também investigou o grau de certeza dos eleitores em relação ao voto. Ao todo, 79% dos entrevistados afirmaram que nada os faria mudar de opinião. Outros 7% disseram que poderiam reconsiderar a escolha diante de um escândalo grave envolvendo o candidato.

A desistência ou o impedimento de um dos concorrentes foi citado por 4% dos entrevistados como motivo para mudar o voto, enquanto 3% mencionaram possíveis alterações na situação econômica.

A Palver ouviu 5 mil eleitores entre os dias 18 e 20 de outubro, por meio de questionários realizados pela internet. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto, tem margem de erro informada de 2,4 pontos percentuais, nível de confiança declarado de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04612/2026.

Os percentuais de 50% para Flávio e 48% para Lula representam os votos totais. A reportagem da Folha não apresentou resultados específicos para os votos válidos.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: Folha de S.Paulo Foto: Reprodução

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Quaest divulga nova pesquisa presidencial nesta quarta; último levantamento apontou empate técnico entre Flávio e Lula

Nova pesquisa Quaest será divulgada às 10h desta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno. O novo levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 eleitores entrevistados presencialmente em seus domicílios. A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número […]

Nova pesquisa Quaest será divulgada às 10h desta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno.

O novo levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 eleitores entrevistados presencialmente em seus domicílios. A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026. A divulgação está prevista para cinco dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

Na última pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro registrou 46% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 44%. Como a diferença estava dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o resultado indicou empate técnico entre os presidenciáveis.

O levantamento anterior também mostrou que 9% dos entrevistados pretendiam votar em branco ou nulo, enquanto 1% se declarou indeciso.

Em relação à rejeição, Flávio Bolsonaro registrou 54%, e Lula, 53%. Os percentuais também ficaram dentro da margem de erro, indicando equilíbrio entre os candidatos nesse indicador.

A pesquisa divulgada em 14 de outubro ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 daquele mês. O levantamento teve nível de confiança de 95% e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.

A nova rodada permitirá comparar as intenções de voto com os números da semana anterior, na reta final da disputa presidencial. Os resultados ainda não haviam sido divulgados até a preparação desta matéria.

Foto: Reprodução

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Em Petrolina, Lula diz que Flávio tem “vida podre” e volta a cobrar abertura de sigilos

Presidente questionou a honestidade do adversário e voltou a desafiá-lo a divulgar dados bancários e telefônicos. Em Petrolina, o petista afirmou não acreditar que Flávio aceite a proposta. Ao justificar sua avaliação, declarou que o adversário não teria coragem de abrir os sigilos “porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata […]

Presidente questionou a honestidade do adversário e voltou a desafiá-lo a divulgar dados bancários e telefônicos.

Em Petrolina, o petista afirmou não acreditar que Flávio aceite a proposta. Ao justificar sua avaliação, declarou que o adversário não teria coragem de abrir os sigilos “porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata da honestidade”.

Lula informou que já apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos, condicionada à adoção da mesma medida pelo candidato do PL.

O documento prevê a abertura de informações referentes aos últimos oito anos. A autorização apresentada pelo presidente inclui a primeira-dama Janja Lula da Silva, seus cinco filhos e uma empresa da qual é sócio.

Em contrapartida, Lula propõe que Flávio também disponibilize seus dados, assim como os de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, de seus pais, Jair e Rogéria Bolsonaro, e dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. O pedido também menciona empresas relacionadas aos candidatos.

Entre elas está a Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. A Polícia Federal investiga suspeitas envolvendo movimentações financeiras e possíveis vínculos do senador com uma conta associada à empresa. Flávio nega irregularidades.

A apresentação do requerimento ao TSE não representa a quebra automática dos sigilos. A proposta de Lula está condicionada à adesão do adversário.

As declarações foram feitas antes da caminhada de campanha que reuniu apoiadores e lideranças políticas de Pernambuco e da Bahia, entre Juazeiro e Petrolina. Participaram da agenda nomes como João Campos, Humberto Costa, Teresa Leitão, Marília Arraes e o governador baiano Jerônimo Rodrigues.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert

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PF aponta vínculos entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz; senador pede acesso a inquérito no STF

A Polícia Federal identificou indícios de uma possível relação empresarial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz, além de pagamentos para remover links de notícias que associavam os dois. O candidato à Presidência pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. […]

A Polícia Federal identificou indícios de uma possível relação empresarial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz, além de pagamentos para remover links de notícias que associavam os dois. O candidato à Presidência pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

As informações foram reveladas pelo jornal O Globo nessa terça-feira (20), com base em documentos e mensagens analisados pela PF. O material reúne registros bancários, viagens internacionais em jatinhos particulares, contatos em um aplicativo de mensagens temporárias e a contratação de serviços para retirar conteúdos dos resultados de buscas na internet.

Um dos principais elementos da investigação envolve a Alcazar Holding, empresa controlada por Willer Tomaz. Segundo a PF, Flávio aparecia cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da companhia. Os investigadores também localizaram um pedido de exclusão desse acesso, datado de 22 de maio de 2025.

Para a Polícia Federal, os registros levantam a hipótese de uma participação econômica ou societária não formalizada do senador em negócios ligados ao advogado. Essa suspeita ainda não foi comprovada.

Outro ponto investigado são viagens internacionais realizadas pelos dois, acompanhados de familiares. Documentos analisados pela PF indicam que despesas com deslocamentos em aeronaves particulares foram atribuídas à Cathedral, empresa controlada por Tomaz no exterior. Entre os destinos estão Portugal, França, Estados Unidos e África do Sul.

Os investigadores também identificaram Flávio entre os contatos favoritos do advogado no aplicativo Confide, que permite enviar mensagens que desaparecem após a leitura. O uso da ferramenta, isoladamente, não configura irregularidade.

A PF encontrou ainda conversas e uma planilha indicando que Willer Tomaz contratou um serviço para remover ou desindexar 12 links de notícias sobre sua relação com o senador. As mensagens, de outubro de 2025, mencionam um pagamento de R$ 9 mil à empresa Seu Nome Novo de Novo.

Entre os conteúdos relacionados estavam reportagens sobre uma disputa por uma mansão e encontros de Flávio com representantes de cassinos em Las Vegas.

Willer afirma que a medida consistiu em uma ação judicial contra o Google para retirar dos resultados de busca conteúdos antigos e desatualizados. O advogado nega ter tentado esconder sua amizade com o senador.

A investigação teve origem no Rio Grande do Sul e apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo empresas e plataformas de apostas esportivas. O caso foi encaminhado ao STF após a identificação de elementos relacionados a Flávio.

Nessa terça-feira (20), a defesa do senador apresentou uma petição a Alexandre de Moraes solicitando acesso aos documentos do inquérito e habilitação formal no processo. Os advogados afirmaram que souberam da investigação por meio da imprensa.

Flávio classificou as suspeitas como “fake news” e afirmou que mantém apenas uma relação de amizade com Willer Tomaz. O advogado também negou irregularidades e contestou a divulgação das informações às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.

A investigação permanece em andamento, sem conclusão definitiva sobre a existência de crimes ou eventual responsabilidade dos envolvidos.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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