Cem bandas receberam R$ 5 bilhões públicos em 2 anos. É mais que o Ministério da Cultura inteiro
Por Nill Júnior
Esse valor quase iguala o recorde da Lei Rouanet inteira em 2025 (R$ 3,41 bi). A diferença: a Rouanet é renúncia fiscal, vale para todas as artes e exige prestação de contas milimétrica. Isto aqui é dinheiro vivo da prefeitura, só para música.
E a ironia final: vários dos maiores beneficiários são críticos ferozes da Rouanet. Zezé Di Camargo recebeu R$ 73 milhões (a imprensa falava em 20). Eduardo Costa e Zé Neto também estão no top 40.
Atacam o edital no palco e assinam a inexigibilidade no bastidor, enquanto o agente cultural de verdade presta conta de cada nota fiscal.
O jogo é desigual. Mas o edital continua sendo o seu campo, e ele mudou de patamar com IA.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) aderiu ao projeto Comunica, da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). A adesão foi aprovada em sessão do Pleno na semana passada. Financiada com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a iniciativa quer mapear as necessidades das unidades de comunicação dos Tribunais de […]
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) aderiu ao projeto Comunica, da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). A adesão foi aprovada em sessão do Pleno na semana passada.
Financiada com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a iniciativa quer mapear as necessidades das unidades de comunicação dos Tribunais de Contas para, em seguida, promover mentorias online, treinamentos com especialistas e até a entrega de planos de comunicação personalizados.
De acordo com o presidente da Atricon, conselheiro Cezar Miola, o Projeto Comunica “pretende utilizar a comunicação pública como instrumento de transformação, de educação e de desenvolvimento social, qualificando as informações que são oferecidas à população e instruindo sobre os serviços públicos a ela disponibilizados”.
A Atricon espera que o projeto amplie o acesso a informações do controle externo, promova a transparência e a prestação de contas, e amplie a participação da sociedade nas decisões dos tribunais de contas.
O presidente do TCE-PE, Valdecir Pascoal, elogiou a iniciativa da Atricon. “A comunicação é um tema central do nosso tempo. Hoje mais do que nunca, os Tribunais de Contas precisam se comunicar melhor com o cidadão, dado o excesso de ruído que polui o debate público sobre a democracia e as instituições”, afirmou.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou na noite desta quinta-feira (17) uma carta aberta em que se defende e comenta as conversas interceptadas pela Polícia Federal, tornadas públicas na quarta-feira (16) pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Segundo Lula, “sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e […]
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou na noite desta quinta-feira (17) uma carta aberta em que se defende e comenta as conversas interceptadas pela Polícia Federal, tornadas públicas na quarta-feira (16) pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Segundo Lula, “sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticados atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família”.
O ex-presidente diz não se conformar com que “o juízo personalíssimo de valores se sobreponha ao direito”.
“Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto”, afirma. “Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.”
Lula finaliza a carta com um apelo: “Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático”.
Leia a íntegra da carta aberta de Lula, divulgada na noite desta quinta-feira (17):
Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal.
Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça e garantir o cumprimento da lei e o respeito inarredável ao estado de direito.
Creio também nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão.
Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade.
Nos oito anos em que exerci a Presidência da República, por decisão soberana do povo — fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias — tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário.
Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade.
Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas.
Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para preservar a dignidade da Suprema Corte, e para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos.
Agi daquela forma não apenas porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores.
Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das responsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro.
Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça.
Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticados atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família.
Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito.
Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas.
Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5º da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter.
Não me conformo que se palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do levantamento ilegal do sigilo das informações.
Não me conformo que o juízo personalíssimo de valores se sobreponha ao direito.
Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.
Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte.
Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático.
do Diário de Pernambuco Sem mencionar em nenhum momento o PR, a presidente Dilma Rousseff deu posse nesta quinta-feira, 26, aos novos ministros dos Transportes e da Secretaria Especial dos Portos e disse que está “realocando” as melhores pessoas em lugares diferentes. “Ninguém está deixando o governo”, enfatizou a presidente na rápida e pequena solenidade […]
Sem mencionar em nenhum momento o PR, a presidente Dilma Rousseff deu posse nesta quinta-feira, 26, aos novos ministros dos Transportes e da Secretaria Especial dos Portos e disse que está “realocando” as melhores pessoas em lugares diferentes. “Ninguém está deixando o governo”, enfatizou a presidente na rápida e pequena solenidade realizada no Palácio do Planalto.
O ministério dos Transportes é da cota do PR, partido aliado do governo que ameaçava não se coligar com o PT caso o então titular dos Transportes, César Borges, não fosse demitido. Temendo ter mais uma baixa no seu projeto de reeleição, Dilma cedeu às pressões e substituiu Borges pelo ex-ministro Paulo Sérgio Passos. Borges, por sua vez, foi nomeado ministro dos Portos. O ocupante da pasta até hoje, Antonio Henrique Pinheiro, virou secretário executivo.
Apesar das pressões políticas, Dilma tentou dar um tratamento técnico a substituição e afirmou que está “reorganização no time que toca a infraestrutura logística do governo”. “Quero deixar claro que os três são a linha de frente do meu governo num trabalho que está transformando o Brasil num País mais desenvolvido e competitivo”.
Ela citou diversas obras de sua administração na área de logística, como a concessão de rodovias para o setor privado e a aprovação do novo marco regulatório dos portos. Os investimentos no setor, de acordo com Dilma, ainda “não maturaram”. “O processo de maturação em logística e energia leva um ou dois anos e o auge desse processo vai trazer para o País grandes benefícios”, ressaltou.
César Borges, embora minado por seu próprio partido, foi elogiado por Dilma, que disse que ele levará relevante experiência para a secretaria dos Portos. Sobre o novo ministro dos Transportes, então alocado na Empresa de Planejamento e Logística, Dilma disse que ele volta para um cargo que “conhece como poucos”.
“Nossa capacidade de produção de riquezas e de crescimento da economia depende de mantermos o ritmo acelerado da entrega das obras”, disse Dilma. “Estou tranquila porque o Paulo Sérgio acompanhava de perto o processo de concessões, já que presidia a Empresa de Planejamento e Logística”, concluiu.
A Prefeitura de Itaíba autorizou a construção de um novo posto de saúde no Alto do Dema. A ordem de serviço foi assinada nesta terça-feira (14) pelo prefeito Pedro Pilota. A iniciativa faz parte da estratégia da gestão municipal de descentralizar os serviços de saúde. A nova unidade funcionará como ponto de apoio da rede […]
A Prefeitura de Itaíba autorizou a construção de um novo posto de saúde no Alto do Dema. A ordem de serviço foi assinada nesta terça-feira (14) pelo prefeito Pedro Pilota.
A iniciativa faz parte da estratégia da gestão municipal de descentralizar os serviços de saúde. A nova unidade funcionará como ponto de apoio da rede municipal, beneficiando diretamente mais de mil moradores da localidade, segundo nota.
O ato contou com a presença de vereadores, secretários, lideranças políticas e moradores.
“Foi uma promessa e um pedido da população. Hoje estamos realizando esse sonho e seguimos firmes para tirar do papel obras que a nossa gente tanto precisa”, afirmou.
A secretária de Saúde, Bruna Brito, ressaltou que o investimento permitirá ampliar a cobertura dos serviços, alcançando cerca de 1.380 pessoas na região.
O vice-prefeito Leandro da Saúde destacou que a população deixará de se deslocar para outras localidades, como Caraíbas, para ter acesso ao atendimento básico.
A cerimônia contou ainda com a presença da ex-prefeita Regina da Saúde, que ressaltou a continuidade das políticas públicas no município.
“Hoje vemos a gestão avançando e chegando onde não conseguimos chegar, dando sequência ao trabalho realizado”, destacou.
JC Online Após denúncias de que o candidato eleito a prefeito de Pesqueira, Cacique Marquinhos Xucuru (Republicanos), estaria exercendo o cargo mesmo sem ter sido diplomado e tomado posse, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um inquérito civil, nesta quarta-feira (20), para investigar o caso. Na última semana, foram recebidas duas denúncias pela Promotoria […]
Após denúncias de que o candidato eleito a prefeito de Pesqueira, Cacique Marquinhos Xucuru (Republicanos), estaria exercendo o cargo mesmo sem ter sido diplomado e tomado posse, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um inquérito civil, nesta quarta-feira (20), para investigar o caso.
Na última semana, foram recebidas duas denúncias pela Promotoria de Justiça de Pesqueira e, a partir disso, foi instaurado procedimento para a apuração dos fatos. O Cacique Marquinhos foi eleito com 51,60%, mas está com processo de elegibilidade em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já definiu que irá aguardar o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei da Ficha Limpa, com o retorno do recesso a partir de fevereiro.
De acordo com o MPPE, uma das diligências realizadas pela promotora de justiça do município, realizada nesta terça-feira (19), foi a inspeção ministerial na sede do Executivo municipal. “Prerrogativa prevista na lei orgânica do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em cumprimento ao seu dever constitucional. Hoje (20), o procedimento foi convertido em Inquérito Civil, e corre em sigilo para garantir a confidencialidade das informações”, informou o órgão.
Procurado, a assessoria do Cacique Marquinhos Xucuru informou que ele não irá se manifestar sobre o assunto. A Prefeitura de Pesqueira se posicionou sobre as investigações, através de nota, classificando a ação do MPPE como “um fato incomum” e que o prefeito interino, Sebastião Leite da Silva Neto, conhecido como Bal de Mimoso, teria sido surpreendido com a visita da promotora de Justiça. “De acordo com a promotora, a visita teria como objetivo flagrar o cidadão Marcos Luidson de Araújo (Cacique Marquinhos) despachando como prefeito do município”, explica o comunicado.
“Tal atitude causou estranheza ao prefeito e aos colaboradores do seu gabinete. A Prefeitura de Pesqueira reafirma a todos os seus munícipes o seu compromisso de seguir a Constituição Federal e as leis que regem a nossa sociedade, além de incentivar o cumprimento destas por parte de todos os seus cidadãos”, complementou.
Bal de Mimoso foi eleito presidente da Câmara Municipal de Vereadores e assumiu a prefeitura até haver uma decisão final da Justiça Eleitoral. Ele é do mesmo partido que o candidato a prefeito, o Republicanos.
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