Notícias

Carlos Siqueira apaga postagem que confirmava pré-candidatura de Danilo Cabral ao Governo de PE

Por André Luis

Presidente do PSB confirmou o nome do deputado nas redes sociais, no entanto, a postagem foi apagada e não está mais disponível

Por André Luis

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), é foi anunciado como pré-candidato dos socialistas para disputar o Governo de Pernambuco. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, por meio de algumas redes sociais na noite desta sexta-feira (11).

“O PSB tem seu pré-candidato ao governo de Pernambuco, o deputado federal Danilo Cabral. Nesta sexta, no Palácio Campo das Princesas, em Recife, me reuni com o atual governador Paulo Câmara, o prefeito da capital, João Campos, e o companheiro Danilo Cabral. Vamos adiante!”, escreveu Siqueira na legenda da foto que registrou o encontro com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, João Campos, Danilo Cabral e o próprio Carlos Siqueira.

O encontro, visto por muitos como um preparativo para acertar os detalhes da apresentação da candidatura de Danilo, aconteceu nesta sexta-feira (11), no Palácio do Campo das Princesas, na capital pernambucana.

No entanto, verificando as redes sociais do presidente socialista neste sábado (12), verificamos que a postagem não está mais disponível e não aparece em nenhuma de suas redes sociais.

Nos perfis de Siqueira no Instagram e no Facebook, a última publicação foi há dois dias e fala sobre uma live para entrega da premiação do Pensar Jovem.

Outras Notícias

Solidão fortalece esportes de base com treinos de futsal e handebol para crianças e jovens

Programação semanal da Secretaria de Esportes inclui futsal mirim e pré-mirim, além de handebol e outras modalidades abertas à comunidade. A Prefeitura Municipal de Solidão, no Sertão de Pernambuco, por meio da Secretaria de Esportes, segue investindo no incentivo ao esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social. Nesta semana, a gestão destacou a programação […]

Programação semanal da Secretaria de Esportes inclui futsal mirim e pré-mirim, além de handebol e outras modalidades abertas à comunidade.

A Prefeitura Municipal de Solidão, no Sertão de Pernambuco, por meio da Secretaria de Esportes, segue investindo no incentivo ao esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social. Nesta semana, a gestão destacou a programação de treinos voltada para crianças, jovens e toda a comunidade.

Os treinos de futsal mirim e pré-mirim já estão em andamento, reunindo alunos da rede municipal e demais crianças interessadas em participar. Além deles, há também atividades de handebol mirim, pedagógico, feminino e Sub-23, ampliando as oportunidades para diferentes idades e níveis.

A programação semanal é a seguinte:

Segunda-feira

17h45 às 19h – Sub-14 (futsal mirim)

19h às 20h30 – Sub-16 (futsal infantil)

20h30 às 22h – Futsal aberto

Terça-feira

17h45 às 19h – Sub-13 (futsal mirim)

19h às 20h30 – Handebol aberto

20h30 às 22h – Futsal aberto (Nena)

Quarta-feira

17h às 18h – Sub-8 (futsal pré-mirim)

18h às 19h – Fraldinhas

19h às 20h30 – Handebol mirim feminino

20h30 – Futsal aberto

Quinta-feira

17h45 às 19h – Handebol mirim e pedagógico

19h às 20h30 – Handebol feminino aberto

20h30 às 22h – Futsal aberto (Nena)

Sexta-feira

17h45 às 19h30 – Handebol mirim e pedagógico feminino

19h30 às 21h – Futsal aberto (Tonin)

Sábado

15h às 16h15 – Handebol mirim e pedagógico masculino

16h15 às 17h30 – Handebol mirim e pedagógico feminino

17h30 às 19h – Handebol feminino Sub-23

19h às 20h30 – Badminton

20h30 às 22h – Futsal aberto (Lulinha)

De acordo com a Secretaria de Esportes, os treinos buscam fortalecer a prática esportiva, promover saúde e lazer, além de incentivar a integração entre a comunidade.

Eleições 2020: onze partidos estão aptos para receber Fundo Eleitoral

Agência Brasil Apenas 11 dos 33 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumpriram, até o momento, todas as exigências previstas na legislação e foram habilitados a receber recursos do Fundo Eleitoral para as Eleições de 2020. Dos R$ 2,03 bilhões que serão disponibilizados pelo Tesouro Nacional para este fim, R$ 797,6 milhões terão […]

Agência Brasil

Apenas 11 dos 33 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumpriram, até o momento, todas as exigências previstas na legislação e foram habilitados a receber recursos do Fundo Eleitoral para as Eleições de 2020. Dos R$ 2,03 bilhões que serão disponibilizados pelo Tesouro Nacional para este fim, R$ 797,6 milhões terão como destino essas legendas, o que corresponde a 39,2% do valor total.

De acordo com o TSE os partidos que já foram autorizados a receber os recursos são PSL (R$ 199,4 milhões); PSD (R$ 138,8 milhões); PSDB (R$ 130,4 milhões); PL (R$ 117,6 milhões); PTB (R$ 46,6 milhões); Solidariedade R$ 46 milhões); Patriota (R$ 35,1 milhões); PSC (R$ 33,2 milhões); Rede (R$ 28,4 milhões); PV (R$ 20,4 milhões); e PMB (R$ 1,2 milhão). O partido Novo e o PRTB, que teriam direito a receber R$ 36,5 milhões e R$ 1,2 milhão, respectivamente, abriram mão das verbas do Fundo para as Eleições Municipais de 2020 por decisão interna das legendas.

Segundo o TSE, os recursos do fundo são liberados às legendas somente “após a definição dos critérios para a sua distribuição, que devem ser aprovados pela maioria absoluta dos membros dos diretórios nacionais de cada agremiação e, posteriormente, informados e certificados pelo Tribunal”.

Ainda estão em fase de diligência os documentos encaminhados por PP (R$ 140,6 milhões), Republicanos (R$ 100,6 milhões), DEM (R$ 120,8 milhões), e DC (R$ 4 milhões). Após o envio dos documentos, cabe à Presidência da Corte certificar que as petições dos partidos contêm todos os requisitos exigidos para a liberação do fundo, determinar a transferência dos recursos às contas bancárias informadas pelas legendas e publicar os critérios fixados pelos partidos, informou o TSE.

Entre os critérios de distribuição do fundo está a obrigação de aplicação mínima de 30% do total recebido para o custeio da campanha eleitoral das candidatas do partido ou da coligação. Os valores absolutos e os percentuais desse custeio devem ser amplamente divulgados pelos partidos, de forma a permitir o controle da Justiça Eleitoral.

Presidentes da CUT e FETAPE rechaçam apoio do PT à reeleição do Governador Paulo Câmara

Se depender dos Presidentes da CUT-PE Carlos Veras e Doriel Barros da FETAPE, o PT terá candidatura própria ao governo de Pernambuco em 2018. Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, o tabirense Carlos Veras, pré-candidato a Deputado Federal diz não ser contra a política de alianças, mas cita que a coligação da última […]

Veras e Barros tem feito giro pelo Pajeú discutindo projeto das candidaturas do MSTR er CUT, como nessa entrevista ao programa do STR na Rádio Pajeú

Se depender dos Presidentes da CUT-PE Carlos Veras e Doriel Barros da FETAPE, o PT terá candidatura própria ao governo de Pernambuco em 2018.

Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, o tabirense Carlos Veras, pré-candidato a Deputado Federal diz não ser contra a política de alianças, mas cita que a coligação da última eleição estadual prejudicou o PT que hoje não tem nenhum representante na Câmara Federal.

“Pela fragilidade do Governo Paulo Câmara, e pelo voto do PSB a favor impeachment, então o melhor caminho será a candidatura própria”, disse o sertanejo. Questionado sobre a possível aliança do PT com o PMDB em 8 estados para a eleição de 2018, o Presidente da FETAPE Doriel Barros disse que o Partido do Presidente Temer, na condição de adesista inveterado não surpreende.

“Surpresa mesmo foi o PSB de PE, estado que mais recebeu do Governo Lula e mesmo diante das acusações contra o ex-presidente, não publicou uma só nota de solidariedade”, disse.

Questionado sobre a “cara fechada” do Senador Humberto Costa durante encontro do Partido em Serra Talhada que serviu para defender o nome de Marília Arraes, Doriel revelou que logo depois uma reunião aconteceu para esclarecer o mal estar. “No PT todos estão do mesmo lado, em defesa da candidatura própria”.

Defendendo a inocência de Lula, os Presidentes da CUT e da Fetape reforçaram que não existe plano B e que o ex-presidente será o candidato do PT em 2018.

Mesmo dizendo respeitar a posição do Prefeito Sebastião Dias (PTB) por já ter o seu Federal (Ricardo Teobaldo), Carlos Veras disse que o PT teve participação importante da vitória do gestor tabirense e que vem conversando com o vice-prefeito Jose Amaral, com o ex-prefeito Josete e outras lideranças da Cidade das Tradições.

Dilma: emprego no Brasil tem se mantido

do Diário de Pernambuco A presidente Dilma Rousseff assinalou nesta quinta-feira a geração líquida de empregos formais de agosto, medida pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) e divulgada hoje. “O emprego no Brasil tem se mantido, apesar de todas as flutuações”, disse a presidente em coletiva de imprensa convocada no Palácio da Alvorada, […]

20140911203318647805o

do Diário de Pernambuco

A presidente Dilma Rousseff assinalou nesta quinta-feira a geração líquida de empregos formais de agosto, medida pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) e divulgada hoje. “O emprego no Brasil tem se mantido, apesar de todas as flutuações”, disse a presidente em coletiva de imprensa convocada no Palácio da Alvorada, residência oficial em Brasília.

O saldo da geração de empregos apontado pelo Caged foi de 101.425 vagas no mês passado. A presidente se disse “extremamente satisfeita” com o dado e, embora ponderando que gostaria que ele fosse maior, considerou o valor “bastante razoável” para a época do ano e para o quadro de crise de emprego das maiores economias do mundo.

Dilma destacou que o emprego cresceu em seis dos oito setores analisados, principalmente no de serviços, e pontuou que houve desaceleração no ritmo de queda de vagas na indústria. Sobre este setor, a presidente alegou que a queda do ritmo de comércio internacional é um problema que afeta os países desenvolvidos, que são mercados prioritários da indústria. “Elas têm um problema sério hoje de mercado e isso mostra claramente que essa tendência de redução do ritmo de atividade da indústria não é um fenômeno brasileiro”, concluiu.

Para a presidente, o saldo apresentado hoje pelo Caged é um indício de que o terceiro trimestre será melhor do que o segundo – em julho, a geração de empregos no Brasil registrou o pior resultado para o mês desde 1999. A presidente também comemorou o desempenho da construção civil e, sobre a agricultura, argumentou que o fechamento de vagas é um resultado “sazonal”.

A presidente colocou como destaque ainda os números do Nordeste e disse que 25 das 27 unidades da federação viram o emprego aumentou. “O emprego no Brasil está crescendo em um momento em que há um relatório sobre as economias do G20 em que se constata uma crise de emprego no mundo”, declarou Dilma.

Lava Jato também pegará Judiciário, diz Eliana Calmon

Folha de S.Paulo “A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.” A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. “Muita coisa virá à tona”, diz. Ela foi alvo de duras críticas ao […]

Folha de S.Paulo

“A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.”

A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. “Muita coisa virá à tona”, diz.

Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. “Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram”, diz.

Para a ministra, alegar que a Lava Jato criminaliza os partidos e a atividade política é uma forma de inibir as investigações. “Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, afirma.

Folha – Como a senhora avalia a lista dos investigados a partir das delações?
Eliana Calmon – Eu não fiquei surpresa. Pelo que já estava sendo divulgado, praticamente todos os grandes políticos estariam envolvidos, em razão do sistema político brasileiro que está apodrecido.

Algum nome incluído na lista a surpreendeu?
José Serra (senador do PSDB-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (senado licenciado, ministro das Relações Exteriores, também do PSDB-SP).

A Lava Jato poderá alcançar membros do Poder Judiciário?
No meu entendimento, a Lava Jato tomou uma posição política. É minha opinião pessoal. Ou seja, pegou o Executivo, o Legislativo e o poder econômico, preservando o Judiciário, para não enfraquecer esse Poder. Entendo que a Lava Jato pegará o Judiciário, mas só numa fase posterior, porque muita coisa virá à tona. Inclusive, essa falta tem levado a muita corrupção mesmo. Tem muita coisa no meio do caminho. Mas por uma questão estratégica, vão deixar para depois.

Como a senhora avalia essa estratégia?
Acho que está correta. Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram. Há aquela ideia de que não se deve punir o Poder Judiciário. Nas entrevistas, Noronha [o atual corregedor nacional, ministro João Otávio de Noronha] está mais preocupado em blindar os juízes. Ele diz que é preciso dar mais autoridade aos juízes, para que se sintam mais seguros. Caminha no sentido bem diferente do que caminharam os demais corregedores.

Como a Lava Jato impacta o Judiciário? O que deve ser aperfeiçoado?
Tudo (risos). Nós temos a legislação mais moderna para punir a corrupção. O Brasil foi obrigado a aprovar algumas leis por exigência internacional em razão do combate ao terrorismo. Essas leis foram aprovadas pelo Congresso Nacional, tão apodrecido, porque eles entendiam que elas não iam “pegar” aqueles que têm bons advogados, que têm foro especial. Foram aprovadas também porque precisavam dar uma satisfação à sociedade depois das manifestações populares em junho de 2013.

Os tribunais superiores têm condições de instaurar e concluir todos esses inquéritos?
O STJ vem se preocupando admitir juízes instrutores que possam desenvolver mais rapidamente os processos. Embora a legislação seja conivente com a impunidade, é possível o Poder Judiciário punir a corrupção com vontade política. É difícil, porque tudo depende de colegiado. Muitas vezes alguém pede vista e “perde de vista”, não devolve o processo. Precisamos mudar a legislação e tornar menos burocrática a tramitação dos processos. Hoje, o Judiciário está convicto de que precisa funcionar para punir. Essa foi a grande contribuição que o juiz Sergio Moro deu para o Brasil. Eu acredito que as coisas vão funcionar melhor, mas ainda com grande dificuldade.

Como deverá ser a atuação do Judiciário nos Estados com os acusados sem foro especial?
Hoje, o Judiciário mudou inteiramente. Todo mundo quer acompanhar o sucesso de Sergio Moro. Os ventos começam a soprar do outro lado. Antigamente, o juiz que fosse austero, que quisesse punir, fazer valer a legislação era considerado um radical, um justiceiro, como se diz. Agora, não. Quem não age dessa forma está fora da moda. Está na moda juiz aplicar a lei com severidade.

Como o STF deverá conduzir o julgamento dos réus da Lava Jato?
Eles vão ter que mudar para haver a aceleração. Acho um absurdo o ministro Edson Fachin, com esse trabalho imenso nessas investigações da Lava Jato, ter a distribuição de processos igual à de todos os demais ministros. Isso precisa mudar.

Como avalia o desempenho da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia?
O presidente de um tribunal como o Supremo tem um papel relevantíssimo. Costumo dizer que o grande protagonista do mensalão não foi apenas o ministro Joaquim Barbosa. Foi Ayres Britto. Na presidência, ele colocou os processos em pauta. Conduziu as sessões, interceptou as intervenções procrastinatórias dos advogados. Ele era muito suave, fazia de forma quase imperceptível. A ministra Cármen Lúcia demonstra grande vontade de realizar esse trabalho. Mas vai precisar de muito jogo de cintura, da aceitação dos colegas. O colegiado é muito complicado, muito ensimesmado. Os ministros são muito poderosos. Há muita vaidade.

Há a possibilidade de injustiças na divulgação da lista?
Sem dúvida alguma. Todas as vezes que você abre para o público essas delações, algumas injustiças surgem. Essas injustiças pessoais, que podem acontecer ocasionalmente, não são capazes de justificar manter em sigilo toda essa plêiade de pessoas que cometeram irregularidades. Mesmo havendo algumas injustiças, a abertura do sigilo é a melhor forma de chegarmos à verdade dos fatos.

Há risco de um “acordão” para sobrevivência política dos investigados?
Vejo essa possibilidade, sim, pelo número de pessoas envolvidas e pela dificuldade de punição de todas elas. O Congresso Nacional já está tomando as providências para que não haja a punição deles próprios. Eles estão com a faca e o queijo na mão. É óbvio que haverá uma solução política para livrá-los, pelo menos, do pior.

Como vê a crítica de que a lista criminaliza os partidos e a atividade política?
É uma forma de inibir a atividade do Ministério Público e da Justiça. Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça. O que eles temem é a opinião pública e a mídia. Eles temem vir à tona tudo aquilo que praticavam. O MP e a Justiça são tão burocratizados que se consegue mais rápido uma punição denunciando, tornando público aquilo que eles pretendem manter na penumbra.

A Lava Jato demorou para alcançar o PSDB, dando a impressão de que os tucanos foram poupados e o alvo principal seria o ex-presidente Lula.
Eles começaram pelo que estava mais presente, em exposição, num volume maior. Toda essa sujeira, essa promiscuidade não foi invenção nem de Lula nem do PT. Já existe há muitos e muitos anos. Só que se fazia com mais discrição, ficava na penumbra. Isso veio à tona a partir do mensalão, e agora com o petrolão. Na medida em que foram ampliando essa investigação vieram os outros partidos. Estavam todos coniventes, no mesmo barco. Aliás, o PT só chegou a fazer o que fez porque teve o beneplácito do PSDB e do PMDB.

A lista pode acelerar a aprovação da lei de abuso de autoridade?
Eu acredito que sim. A instauração dessas investigações era necessária para depurar o sistema. A solução não será a que nós poderíamos esperar, a investigação e depois a punição. Acredito que haverá um “acordão”.

Como a nova lei de abuso pode afetar o Ministério Público e o Judiciário?
Haverá uma inibição natural para a atuação do Ministério Público e da própria Justiça. Haverá o receio de uma punição administrativa. Isso inibe um pouco a liberdade da magistratura e, principalmente, dos membros do Ministério Público.

A Lava Jato cometeu excessos?
Houve alguns excessos, porque o âmbito de atuação foi muito grande. Muitas vezes o excesso foi o receio de que a investigação fosse abafada. Acho que esses excessos foram pecados veniais. Como ministra, vi muitas vezes o vazamento de informações saindo da Polícia Federal e nada fiz contra a PF porque entendi qual foi o propósito.

Era tônica da sociedade brasileira ser um pouco benevolente com a corrupção. Em razão de não haver mais a conivência do Ministério Público e da Justiça com a corrupção é que os políticos tomaram a iniciativa de mudar a lei, que existe há muitos anos.

A lista pode abrir espaço para mudar o foro privilegiado?
Nós teremos uma revolução em termos de mudança total do sistema político e do sistema punitivo, depois de tudo que nós estamos vivenciando.

Prevê mudanças na questão da criminalização do caixa dois?
Sem dúvida alguma. Tudo estava preparado na sociedade para a conivência com esses absurdos políticos. Estamos vendo no que resultou a conivência da sociedade e da própria Justiça com essas irregularidades que se transformaram em marginalidade do sistema político.

Acredita que a lista estimulará o chamado “risco Bolsonaro”?
Eu não acredito, porque o povo brasileiro está ficando muito participativo. É outro fenômeno que a Lava Jato provocou. Existe uma camada da nossa população que ainda acredita nesses fenômenos de políticos ultrapassados. Eu acredito que seja fogo de palha.

O nome da senhora foi citado numa das delações por ter recebido dinheiro da Odebrecht para sua campanha a senadora, em 2014.
Eu acho foi que foi R$ 200 mil ou R$ 300 mil, não me lembro. Não foi mais do que isso. Mas não foi doação a Eliana Calmon, foi ao partido, ao PSB, que repassou para mim. Esse dinheiro está na minha declaração.

Essa contribuição compromete de alguma forma o seu discurso?
Não, em nada. Inclusive, depois da eleição, um dos empregados graduados da Odebrecht perguntou se eu poderia gravar uma entrevista. Os advogados pediam a pessoas com credibilidade para dar um depoimento a favor da Odebrecht, por tudo que a empresa estava sofrendo. Eu não fiz essa gravação. Porque isso desmancharia tudo que fiz como juíza. E, como juíza, sempre agi como Sergio Moro.