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Câmara aprova PEC que extingue coligações

Por Nill Júnior
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Do G1

A Câmara dos Deputados aprovou, hoje, em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue as coligações partidárias e cria uma cláusula de barreira que tem como objetivo reduzir o número de partidos no país.

Como os deputados aprovaram o texto-base, ainda precisam votar os destaques (sugestões de mudanças ao projeto original) para concluir a análise da PEC. Segundo o presidente em exercício da Câmara, André Fufuca (PP-MA), a votação será na semana que vem.

Para ser enviada ao Senado, a proposta ainda terá ser aprovada em segundo turno na Câmara e analisada também em dois turnos pelos senadores.

O texto-base da PEC foi aprovado por 384 votos a 16. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, era necessário o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.

O que diz a PEC

A PEC aprovada nesta terça tem origem no Senado e estipula as regras de desempenho nas urnas para os partidos terem direito a tempo de propaganda no rádio e na TV, além de acesso ao Fundo Partidário. Em 2017, esse fundo acumula R$ 819 milhões.

O texto prevê, contudo, uma fase de transição entre as regras atuais e a implementação total das exigências estabelecidas na PEC. Os critérios se ampliarão, gradativamente, nas eleições de 2018, de 2022 e de 2026. Em 2030, passará a valer o novo formato.

Pela proposta, a partir de 2018 estarão proibidas as coligações de partidos nas eleições que seguem o sistema proporcional, por meio do qual são escolhidos deputados estaduais, deputados distritais, deputados federais e vereadores.

Há entre os destaques apresentados uma sugestão para o fim das coligações valer somente a partir de 2020.

Federações

No lugar das coligações, os partidos com afinidade ideológica poderão se unir em federações. Desse modo, se juntos atingirem as exigências da cláusula de desempenho, não perderão o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV.

A diferença do novo formato é que as legendas terão de atuar juntas como um bloco parlamentar durante toda a legislatura. A ideia é garantir maior coesão entre os partidos, já que atualmente siglas com pouca afinidade formam coligações e as desfazem após as eleições.

O texto também prevê que um ou mais partidos da federação poderá compor subfederações nos estados. Depois da eleição, as legendas teriam de se juntar conforme a composição da federação, respeitando a exigência de atuarem juntos durante o mandato.

Cláusula de desempenho

O texto estabelece a chamada cláusula de desempenho nas urnas para a legenda ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV. Saiba abaixo os critérios:

Eleições de 2018

Os partidos terão de obter nas eleições para a Câmara o percentual mínimo de 1,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, com mínimo de 1% dos votos válidos em cada um dos estados; ou

Ter eleito pelo menos 9 deputados, distribuídos em pelo menos um terço dos estados.

Eleições de 2022

Os partidos terão de obter, nas eleições para a Câmara, 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou

Ter eleito pelo menos 11 deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação.

Eleições de 2026

Os partidos terão de obter, nas eleições para a Câmara, 2,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma delas; ou

Ter eleito pelo menos 13 deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação.

Eleições de 2030

Os partidos terão de obter, nas eleições para a Câmara, 3% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação, com mínimo de 2% dos votos válidos em cada uma delas; ou

Ter eleito pelo menos 15 deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação.

Outras Notícias

Em São José do Egito, homem morre ao cair e bater cabeça em base de bandeira

Estava na festa da vitória  A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade. O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado. No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a […]

Estava na festa da vitória 

A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade.

O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.

No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a vitória de Lula. Ele se desequilibrou e bateu a cabeça. Desacordado, foi socorrido, levado ao Hospital Maria Rafael de Siqueira e em seguida para Recife, onde faleceu no hospital Alpha.

Nondas teve melhoras, mas na noite desse domingo teve uma parada cardíaca e faleceu. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

“Vamos bater no chão”: áudio revela últimos momentos de avião que caiu nos EUA e matou nove pessoas

  Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude. A gravação, divulgada […]

 

Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude.

A gravação, divulgada pela plataforma LiveATC, que monitora comunicações aeronáuticas, mostra que a tripulação enfrentava condições meteorológicas adversas antes do acidente.

O avião, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Durante o percurso, uma pessoa na cabine informou aos controladores que a aeronave estava a aproximadamente 35 mil pés de altitude e enfrentava turbulência moderada, formação de gelo e precipitação.

A tripulação solicitou autorização para subir, mas, pouco depois, comunicou uma descida acelerada e declarou emergência.

“Mayday, mayday”, disse uma voz da cabine, utilizando o código internacional de pedido de socorro.

Na sequência, a pessoa relatou que o avião perdia altitude a uma velocidade de aproximadamente 10 mil pés por minuto. Segundos depois, a taxa de descida chegou a 20 mil pés por minuto.

“Vamos bater no chão”, afirmou a voz durante a comunicação com os controladores.

Entre as últimas frases registradas está “Estamos sem tempo”, pronunciada pouco antes da interrupção da transmissão.

A aeronave caiu por volta das 12h50, no horário local, em uma área residencial do condado de Palm Beach, próximo à comunidade de Cresthaven.

Imagens registradas por testemunhas mostram o jato descendo em alta velocidade antes de atingir o solo e provocar uma explosão. O impacto deixou uma cratera próxima a uma rodovia movimentada e espalhou destroços pela região.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou que as nove pessoas que estavam a bordo morreram. As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, esteve nas proximidades do local e informou que não havia registros imediatos de mortos ou feridos em solo.

A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) investigam as circunstâncias do acidente.

Embora a gravação registre relatos de turbulência, gelo e perda acelerada de altitude, as autoridades ainda não determinaram a causa da queda.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/AFP

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Em primeira aparição pública após fuga do Brasil, Flávio Bolsonaro participa de culto com mulher e Eduardo nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico nesse domingo (1º), em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. Acompanhado da esposa, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, o parlamentar fez sua primeira aparição pública registrada após deixar o Brasil na semana passada. A celebração aconteceu na igreja Celeiro House of Prayer, que […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de um culto evangélico nesse domingo (1º), em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. Acompanhado da esposa, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, o parlamentar fez sua primeira aparição pública registrada após deixar o Brasil na semana passada.

A celebração aconteceu na igreja Celeiro House of Prayer, que divulgou fotografias e vídeos da presença da família Bolsonaro em seu perfil nas redes sociais.

Além de Flávio e Fernanda, participaram do culto Eduardo Bolsonaro e sua esposa, Heloísa. Os quatro aparecem em registros publicados pela congregação, acompanhados dos pastores José Maurício Fernandes e Alice Fernandes.

Durante a celebração, o pastor José Maurício dirigiu palavras ao senador, fazendo referência ao resultado da eleição presidencial. Em um dos vídeos, afirmou que, independentemente de ganhar ou perder uma disputa, a fé deveria orientar sua trajetória.

A participação no encontro religioso ocorreu cinco dias depois da chegada de Flávio aos Estados Unidos, na quarta-feira (28). O senador deixou o Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

A viagem aconteceu apesar das restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado a entrega dos passaportes do parlamentar e proibido sua saída do território nacional.

Flávio afirmou anteriormente que decidiu viajar após conversar com a esposa e manifestou receio de novas medidas judiciais. A Polícia Federal investiga as circunstâncias de sua saída do país. Não há mandado de prisão expedido contra o senador.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Instagram

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Alcolumbre amplia negociações com governo e oposição para tentar reeleição no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações com partidos governistas e de oposição para tentar permanecer no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027. O senador já conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas busca ampliar sua base diante do crescimento da direita […]

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações com partidos governistas e de oposição para tentar permanecer no comando da Casa a partir de fevereiro de 2027. O senador já conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas busca ampliar sua base diante do crescimento da direita no Congresso Nacional.

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio à recondução de Alcolumbre na última terça-feira (27). A decisão foi formalizada pelos presidentes das duas legendas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, mas enfrenta resistência de parlamentares que defendem uma candidatura alternativa.

A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Como a votação é secreta, o apoio das direções partidárias não garante automaticamente os votos de todos os integrantes das bancadas.

Entre os possíveis adversários de Alcolumbre estão o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ambos têm buscado apoio para disputar o comando da Casa.

O PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura e pretende utilizar sua representação para ampliar a influência sobre a pauta legislativa. Uma das principais reivindicações de setores da oposição é a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas articulações para conquistar votos da direita, aliados de Alcolumbre relatam que ele avalia discutir alternativas de indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela participação na tentativa de golpe de Estado.

A possibilidade envolveria uma negociação com o governo Lula e parlamentares de oposição. Entretanto, não existe proposta formalizada ou acordo confirmado, e integrantes da direita já manifestaram resistência à ideia de apoiar Alcolumbre em troca de medidas relacionadas à situação judicial do ex-presidente.

O presidente do Senado também busca aproximação com o senador eleito Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados. A expectativa de aliados é que Lira possa contribuir para reduzir resistências entre parlamentares de centro-direita.

Nos bastidores, o nome de Lira também aparece em conversas sobre o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e uma possível candidatura à presidência do Senado em 2029. Não há acordo oficial sobre essas possibilidades.

Do lado governista, Lula sinalizou apoio à recondução de Alcolumbre durante encontro realizado no Palácio da Alvorada, no dia 26 de outubro. O presidente também manifestou apoio à permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados.

Para o governo, a manutenção dos atuais presidentes das duas Casas integra as negociações para construir uma base parlamentar no quarto mandato. Já Alcolumbre procura reunir votos de diferentes campos políticos, incluindo integrantes de partidos que fizeram oposição a Lula nas eleições.

A disputa permanece aberta. Para conquistar a presidência do Senado, o candidato precisará obter a maioria absoluta dos votos dos 81 senadores, equivalente a pelo menos 41 votos.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

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Eleições nos EUA: Musk investe quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos

O empresário Elon Musk destinou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3). Os investimentos colocam o bilionário entre os principais financiadores políticos da história recente do país. Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) aponta que as contribuições de Musk chegaram a aproximadamente […]

O empresário Elon Musk destinou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos nas eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3). Os investimentos colocam o bilionário entre os principais financiadores políticos da história recente do país.

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) aponta que as contribuições de Musk chegaram a aproximadamente US$ 483 milhões no ciclo eleitoral de 2026. Um balanço anterior, baseado em registros da Comissão Eleitoral Federal disponíveis até 29 de outubro, contabilizava pelo menos US$ 445,7 milhões.

Grande parte dos recursos foi destinada a comitês de ação política, conhecidos como PACs, que podem financiar publicidade e outras atividades eleitorais. Diferentemente das campanhas tradicionais, essas organizações atuam por meio de despesas independentes em apoio ou oposição a candidatos.

O principal instrumento utilizado pelo empresário é o America PAC, organização que recebeu aproximadamente US$ 216 milhões de Musk e participa de ações eleitorais em 43 disputas pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.

Os recursos financiam anúncios na televisão, campanhas digitais, mensagens enviadas aos eleitores e atividades de mobilização para estimular o comparecimento às urnas.

Uma das principais prioridades do empresário é o Texas, onde o republicano Ken Paxton disputa uma vaga no Senado contra o democrata James Talarico.

O America PAC já destinou mais de US$ 33 milhões a ações favoráveis a Paxton. Musk também realizou contribuições a outros comitês republicanos, incluindo o Senate Leadership Fund, que atua em disputas pelo Senado.

A campanha de Talarico tem criticado a dimensão dos investimentos do bilionário. O democrata acusa Musk de tentar influenciar o resultado da eleição por meio de seu poder financeiro, enquanto representantes republicanos defendem as contribuições como parte das estratégias de mobilização eleitoral.

Além do financiamento, Musk utiliza a rede social X, da qual é proprietário, para divulgar críticas a candidatos democratas e ampliar a circulação de conteúdos políticos.

Diferentemente da campanha presidencial de 2024, quando participou de eventos ao lado de Donald Trump, o empresário manteve uma presença pública mais discreta neste ciclo eleitoral, apesar do aumento das contribuições financeiras.

O financiamento ocorre em uma disputa pelo controle do Congresso norte-americano. Atualmente, os republicanos possuem maioria na Câmara e no Senado, mas os democratas buscam conquistar cadeiras suficientes para assumir o comando das duas Casas.

O resultado terá consequências para a segunda metade do mandato de Donald Trump, uma vez que a composição do Congresso influencia a aprovação de propostas legislativas, o orçamento federal e a fiscalização das ações do Executivo.

O volume de recursos empregados por Musk também reacendeu o debate sobre a influência de grandes fortunas no processo eleitoral norte-americano. Embora as contribuições estejam registradas nos órgãos competentes, o montante efetivamente convertido em votos só poderá ser avaliado após a eleição.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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