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Caixa dois sempre foi ‘modelo reinante’ no país, diz Emilio Odebrecht

Por Nill Júnior

Extra

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Emilio Odebrecht afirmou que pagamentos não-contabilizados sempre fizeram parte do “modelo reinante” no Brasil.

Emilio afirmou saber que existia o uso, por Marcelo Odebrecht, do que a defesa do empreiteiro chamou de “recursos não-contabilizados”, que pode incluir o pagamento de caixa dois em campanhas eleitorais.

O juiz Sérgio Moro decretou o sigilo dos depoimentos mas os vídeos vazaram em razão de um erro técnico no sistema de consulta processual da Justiça Federal do Paraná.

“Sim, existia isto já e sempre foi modelo reinante no país e que veio até recentemente. O que houve impedimento a partir de 2014. Até então, sempre existiu. Desde minha época, da época do meu pai e também de Marcelo, sem dúvida nenhuma”, afirmou.

No depoimento, Emilio Odebrecht disse atuar na empreiteira desde 1990 até chegar à presidência-executiva. Ele deixou o comando diário da empresa em 2002. A partir de então, permaneceu apenas como presidente do Conselho de Administração. Em relação ao pagamento de caixa dois, o presidente da Odebrecht novamente reafirmou acreditar que a prática sempre existiu.

“Eu desconfio seriamente que sempre houve, porque na minha época existia doação de campanha oficial e não-oficial de recursos não-contabilizados. Não vejo por que isso não continuou mesmo quando eu não estava na liderança”.

Segundo Emilio, na sua época, o funcionamento do sistema de pagamento de valores eram muito mais simples, uma vez que a empresa atuava, basicamente, em dois negócios, de engenharia e petroquímica. Emilio Odebrecht afirmou que não saberia dizer se Marcelo Odebrecht era o responsável pela estruturação do esquema de utilizaçaõ de empresas offshore.

“Não saberia dizer em hipótese nenhuma. Na minha época, as coisas eram muito mais simples. Não tinha a complexidade que a organização passou a ter a partir de determinado período. Não saberia dizer se ele teve algum envolvimento, se liderou aquilo que chamam erradamente como departamento de propina”, afirmou.

Emílio Odebrecht disse que não sabe dizer se o “italiano” citado nas planilhas da empresa é o ex-ministro Antonio Palocci. Afirmou que existiam várias pessoas dentro da empresa, “companheiros internos”, que muitas vezes ele chamava de “italiano”

“Existem muitos apelidos na organização, eu seria leviano, irresponsável. Ele (italiano) pode ser também nosso Palocci. (…) Não sei dizer se efetivamente era o doutor Palocci, mas com certeza ele também era identificado como italiano”,  disse.

Emílio disse que com certeza os executivos da empresa dialogavam com o governo em busca de soluções para os problemas do país e levavam questões de interesse da empresa.

O empresário disse que sabia que existia valores destinados pela Odebrecht ao PT, mas que não saberia dizer valores, e que estava afastado do comando da empresa desde o início dos anos 2000.

Perguntado pelo juiz Sérgio Moro se tinha ou não conhecimento se Palocci ou o PT receberam pagamentos do departamento de operações estruturadas da empresa, afirmou.

“Teve contribuição, não tenho dúvida. Pode ser que ele foi um dos operadores, um dos que receberam, mas o detalhe disso eu não saberia. Existia a regra: ou não contribuía para ninguém ou contribuiria para todos, mas valor e forma, não tenho esse domínio”.

 

Outras Notícias

Promotoria de São Paulo pede prisão de Lula no caso tríplex

Na denúncia contra o ex-presidente Lula, sua mulher e seu filho Fábio Luiz Lula da Silva protocolada nesta quarta-feira, 9, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente. A informação é da revista IstoÉ. Além de Lula também foi pedida a prisão preventiva do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto e […]

mi_15243773048852346Na denúncia contra o ex-presidente Lula, sua mulher e seu filho Fábio Luiz Lula da Silva protocolada nesta quarta-feira, 9, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente. A informação é da revista IstoÉ.

Além de Lula também foi pedida a prisão preventiva do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto e do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, e de outros dois investigados do caso Bancoop.

É a primeira vez que o Ministério Público pede a prisão do ex-presidente, acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao supostamente ocultar a propriedade do tríplex– oficialmente registrado em nome da OAS.

Nesta tarde, em entrevista a jornalistas, o promotor Cássio Conserino, um dos responsáveis pela denúncia, evitou responder se havia pedido a medida cautelar contra o petista. “Só vamos falar sobre a denúncia”, disse.

Na denúncia de 102 páginas assinada por Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo a Promotoria detalha as suspeitas levantadas ao longo das investigações que ouviram mais de 20 testemunhas, incluindo engenheiros responsáveis por reformas no imóvel e até zeladores do edifício Solaris.

Afiliada da Rede Globo confirma mais um ano de cobertura do bloco ‘A Cobra vai Subir’

Como fez em outros anos, a TV Asa Branca, afiliada Globo em Caruaru, confirmou a sua cobertura televisiva do bloco “A Cobra vai Subir” que sairá na terça-feira (13) às 17 horas, na Avenida Rio Branco em Afogados da Ingazeira. O bloco  estará na Avenida, puxado pelo trio elétrico e a Banda Vizzu. O bloco tricolor […]

Informações de Anchieta Santos. Foto: Arquivo

Como fez em outros anos, a TV Asa Branca, afiliada Globo em Caruaru, confirmou a sua cobertura televisiva do bloco “A Cobra vai Subir” que sairá na terça-feira (13) às 17 horas, na Avenida Rio Branco em Afogados da Ingazeira.

O bloco  estará na Avenida, puxado pelo trio elétrico e a Banda Vizzu. O bloco tricolor nasceu em Afogados da Ingazeira, mas hoje é considerado um bloco regional por receber foliões de diversas cidades do Pajeú e de outras regiões.

Os organizadores estão animados este ano pela venda das camisas (abadás), que a cada ano surpreende pela procura. “Creio que este ano iremos colocar gente atrás do trio como em anos passados não colocamos, acho que a quantidade em 2018 será bem maior” diz o presidente do bloco, Anchieta Mascena.

As camisas (abadás) continuam sendo vendidas ao preço de R$ 20, no Ateliê de Edgley, na Avenida Rio Branco, e o bloco irá puxar os foliões para as ruas já na manhã de terça-feira (13) e a descida atrás do trio será às 17 horas.

Torcedores já podem comprar hoje os ingressos para Afogados FC e Santa Cruz – O jogo só acontece na quarta-feira de cinzas, mas os ingressos já começam a ser vendidos hoje para Afogados FC e Santa Cruz pelo Campeonato Pernambucano/2018.

Ao todo, 3 mil ingressos serão colocados a disposição dos torcedores ao preço de R$ 30, podendo ser pago no cartão em até duas vezes. Falando as Rádios Pajeú e Cidade FM o Diretor de futebol Ênio Amorim anunciou que haverá promoção com os primeiros 500 ingressos que serão vendidos ao preço de R$ 25 reais.

Para os estudantes serão 200 ingressos pela metade do preço. As vendas acontecem na sede do clube.

Preso por desvio de recursos públicos, Charles Lucena é libertado

Do JC On Line O ex-deputado federal de Pernambuco, Charles Lucena, foi solto neste domingo (20) após passar cinco dias preso temporariamente no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Lucena é alvo de uma operação da Polícia Federal que pretende reprimir a ação de uma quadrilha especializada em […]

24f7ba487e833a49227523f4b8a8ae93Do JC On Line

O ex-deputado federal de Pernambuco, Charles Lucena, foi solto neste domingo (20) após passar cinco dias preso temporariamente no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

Lucena é alvo de uma operação da Polícia Federal que pretende reprimir a ação de uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos através de uma Organização Não Governamental (ONG) de fachada. O prejuízo é estimado em R$ 4 milhões e veio de emenda parlamentar.

Após três anos de investigação, a Operação Remenda reuniu provas sólidas, segundo a PF, de irregularidades no processo de contratação da ONG, bem como na execução dos convênios. O inquérito apurou que o dinheiro liberado por ministérios foram apossados ilicitamente pelos diretores da ONG e por ex-assessor do ex-deputado, responsável pelas emendas parlamentares dos convênios. Ainda segundo a polícia, todo o processo político foi apenas uma fraude para desviar recursos públicos da União.

A ONG de fachada, segundo a polícia, é o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Institucional (IBDI), que fechou seis convênios com o Ministério da Agricultura para fomentar consórcios de fruticultura em seis Estados, o que somou um prejuízo de R$ 3 milhões. Além disso, a organização também possuia cinco contratos com o Ministério do Turismo para a produção de vídeos de incentivo ao turismo em cinco municípios de Pernambuco, responsável pelo desvio de R$ 1,2 milhões. Os crimes aconteceram nos anos de 2010 e 2011.

Os delitos investigados, por ora, são os de formação de quadrilha, peculato ou apropriação indébita de recursos públicos, bem como lavagem de dinheiro. Caso condenados, os suspeitos podem pegar penas que variam de um a 12 anos de reclusão. A PF espera, a partir desta fase, identificar novas informações sobre outros participantes do esquema criminoso e sobre o destino total das verbas desviadas.

Sebastião Oliveira aproveita conquista do Afogados para criticar Duque e gestão do Pereirão

Em um texto com o título  “Luciano, torcedor da melancolia e da tristeza”, o Deputado Federal Sebastião Oliveira aproveitou para criticar a política de esportes e falta de manutenção do Pereirão pela gestão Luciano Duque. “Os torcedores pernambucanos, principalmente os sertanejos, ainda comemoram com grande intensidade a extraordinária façanha do Afogados da Ingazeira Futebol Clube. […]

Fotos: Ascom Sebastião Oliveira
Situação do Pereirão foi criticada em texto de Sebastião Oliveira

Em um texto com o título  “Luciano, torcedor da melancolia e da tristeza”, o Deputado Federal Sebastião Oliveira aproveitou para criticar a política de esportes e falta de manutenção do Pereirão pela gestão Luciano Duque.

“Os torcedores pernambucanos, principalmente os sertanejos, ainda comemoram com grande intensidade a extraordinária façanha do Afogados da Ingazeira Futebol Clube. Com apenas seis anos de fundada, a agremiação afogadense está de parabéns por ter protagonizado notável e histórico, mostrando ao Brasil que o futebol praticado em Pernambuco não se limita aos clubes da Capital. Ao eliminar da Copa do Brasil o poderoso Atlético Mineiro mostrou a que ponto podem levar o esforço e a dedicação de um grupo que abraça uma causa com determinação”, inicia.

“Com esta memorável proeza, não apenas o clube, mas a cidade de Afogados da Ingazeira foi “descoberta” pelo Brasil, assim como, já havia acontecido antes com o município de Salgueiro através do Carcará do Sertão. Afogados da Ingazeira continuará sendo notícia de Norte a Sul, devido ao novo duelo a ser travado pelo Afogados, agora contra a poderosa Ponte Preta, de Campinas”.

“Vale salientar que o Afogados para chegar até onde chegou, tem contado com a ajuda da prefeitura local. Incentivo este que falta a outras cidades, como Serra Talhada, de onde já saiu valores para o futebol pernambucano, como Renatinho, que brilhou no Santa Cruz. Atualmente, o estádio Pereirão, patrimônio histórico da Capital do Xaxado, está relegado a segundo plano, em função do desinteresse da atual gestão municipal pela sua manutenção. Não é exagero dizer que o equipamento, que outrora, recebeu a Exposerra e a encenações teatrais, como a Paixão de Cristo, está entregue às moscas”, critica.

“A situação poderia ser diferente, caso a tradição de Serra Talhada no futebol fosse respeitada. Quem não se lembra, por exemplo, das participações no Campeonato Pernambucano do Comercial, sabiamente administrado pelo saudoso Egídio Carvalho, time que foi até motivo de reportagem na revista Placar. Neste momento, Afogados da Ingazeira, clube e cidade, constituem um exemplo a ser seguido. Atletas, autoridades e povo da Coruja do Sertão estão de parabéns”.

E conclui: “É triste saber que a Prefeitura de Serra Talhada não deu as costas apenas ao futebol, também desprezou o carnaval e o São João. Sabemos que atividades esportivas e culturais são molas importantes que alavancam a economia de uma cidade, gerando renda e oportunidades para as pessoas”.

Governo de Pernambuco premia experiências de desenvolvimento de tecnologias inclusivas

A desinfecção da água no semiárido para utilização da população da zona rural e a pesquisa da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos foram as duas experiências de desenvolvimento de tecnologias reconhecidas com o Prêmio Miguel Arraes de Inovação Inclusiva. O governador Paulo Câmara entregou a premiação às instituições vencedoras, nesta quarta-feira (30), em […]

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A desinfecção da água no semiárido para utilização da população da zona rural e a pesquisa da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos foram as duas experiências de desenvolvimento de tecnologias reconhecidas com o Prêmio Miguel Arraes de Inovação Inclusiva. O governador Paulo Câmara entregou a premiação às instituições vencedoras, nesta quarta-feira (30), em solenidade no Palácio do Campo das Princesas.

Diante de representantes de organizações não governamentais e das entidades vencedoras, o chefe do Executivo estadual defendeu a necessidade de uma “nova agenda” para a política de ciência, tecnologia e inovação. “É buscar tirar proveito de tudo que temos e vemos acontecer em mundo tão globalizado e de respostas tão rápidas em beneficio da população, do serviço público e daqueles que mais precisam”, frisou Paulo Câmara.

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Desenvolvido pelo Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), o filtro de baixo custo para desinfecção de água no semiárido conquistou o 1º lugar e recebeu o valor de R$ 10 mil. O projeto tem o objetivo de garantir o acesso à água potável de qualidade para a população da zona rural do semiárido nordestino, garantindo assim a melhoria da saúde e da qualidade de vida dos habitantes dessa região.

O 2º lugar ficou com a Incubadora de Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (INCUBATECS/UFPE), que apresentou a estação multipropósito de pesquisa da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos. O  objetivo do projeto, que é realizado em parceria com alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Edson Moury Fernandes, é o de subsidiar a elaboração de pesquisas voltadas à melhoria de produtos e serviços destinados aos empreendimentos na cadeia de plantas medicinais e fitoterápicos.

O instrumento também abastece o Centro de Saúde Alternativa da Muribeca (CESAM) com insumos vegetais e fomenta a incubação de novos empreendimentos formados por jovens.

Presidente do Serta, Germano de Barros pontuou que a premiação legitima e reconhece o trabalho desenvolvido pela instituição. “É uma honra poder receber esse prêmio, no sentido de reafirmar e qualificar aquilo que estamos fazendo há 26 anos. Porque ninguém acreditava quando iniciamos lá atrás”, lembrou.