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Brasileira que mora no Líbano relata à Rádio Pajeú momentos de terror com explosão

Por Nill Júnior

“Nesta terça-feira não fomos ao local por conta lockdown e medo da pandemia”, revelou

A brasileira filha de libaneses Syham Orra (na foto a segunda à direita com a família), falou ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, do drama que vive a população do Líbano e de sua capital Beirute, com a explosão de um depósito de produtos químicos, como nitrato de amônio, que matou mais de 100 pessoas, com outras dezenas de desaparecidos. Mesmo a 70 quilômetros do epicentro, ela sentiu a explosão.

Chegamos a ela por conta da sertaneja Karina Lacava, especialista e consultora em Marketing Digital, que assessora Syham em sua conta no Instagram e foi ponte determinante.

Casada com um colombiano de descendência árabe, tem três filhos. Nascida em São Paulo, no ABC, viveu até seus 18 anos, “Quando me mudei para o Libano foi bem difícil a adaptação para quem morava na região metropolitana em São Paulo. Porém hoje eu amo o lugar onde moro e espero poder ficar por aqui. Meu maior desejo hoje é que a situação aqui no país melhore, pois aqui temos segurança, qualidade de vida, amo estar com minha família e amigos temos aqui uma vida saudável”. Ela vive no Valle do Bekaa, onde prevalece é a agricultura do país e a maioria dos moradores são estrangeiros.

Fale mais de sua relação com o Líbano e o Brasil…

Eu nasci no Brasil. Sou filha de libaneses e já moro aqui há 18 anos. Adoro, amo o país, a vida, o cotidiano, a infraestrutura, tudo. Só que faz um ano que estamos passando por muitas crises, começando com o protesto do povo contra a corrupção, Congelaram as contas dos libaneses. Não temos acesso ao dinheiro, a pandemia veio atras e estourou aqui. A inflação também explodiu. Pagamos dez vezes mais por tudo.

E como estão se virando nessa realidade?

As pessoas se sustentam bem são as pessoas que trabalham fora. Há grade numero de pessoas que vão trabalhar na Europa, Dubai, Brasil, Colômbia e outros países. Aqui os assalariados estão sofrendo muito e agora veio essa coisa terrível que foi essa explosão.

O que se fala sobre as causas horas depois da tragédia?

São muitas especulações , mas o fato é que estamos todos abalados, em casa, com medo. O governo pede pra gente ficar em casa para evitar que a fumaça tóxica venha a nos afetar e afetar nossa família.

Vocês estão a 70 quilômetros do epicentro da explosão. Ainda assim sentiram?

Todos escutamos o barulho da explosão. Esse barulho chegou até Chipre e Jordânia. A fumaça chegou a nós cerca de duas horas depois, antes do por do sol. Está um caos em Beirute. À noite ficaram sem energia com médicos e paramédicos atendendo com a luz do celular. Graças a Deus nenhum ferido entre os nossos familiares, amigos e conhecidos. Moramos relativamente longe mas sempre passamos por lá. Nesta terça-feira por ter dado aviso de novo lockdown não fomos porque o corona está mais forte lá. Por isso graças a Deus nenhum amá notícia com essa tragédia.

Outras Notícias

Fernando Monteiro ajuda a destravar obras do PAC

O Governo Federal publicou nesta sexta-feira (05) a Portaria Interministerial 350, que determina o desbloqueio e a liberação dos recursos, além de dar maior prazo para que as prefeituras concluam obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estavam paralisadas. Municípios pernambucanos como Serra Talhada, Lajedo, Carpina, Itaquitinga, Ribeirão, Primavera, Ipubi, Ouricuri, Santa Filomena, […]

O Governo Federal publicou nesta sexta-feira (05) a Portaria Interministerial 350, que determina o desbloqueio e a liberação dos recursos, além de dar maior prazo para que as prefeituras concluam obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estavam paralisadas.

Municípios pernambucanos como Serra Talhada, Lajedo, Carpina, Itaquitinga, Ribeirão, Primavera, Ipubi, Ouricuri, Santa Filomena, Dormentes, Afrânio e Santa Maria da Boa Vista, além do próprio estado de Pernambuco, serão favorecidos pela decisão.

Ao todo, eram cerca de R$ 8 bilhões em obras paradas em todo o País. Em Pernambuco, para citar alguns exemplos, há obras de rede de esgoto e de construção de quadras escolares paralisadas e que, agora, poderão ser retomadas.

“Depois de tantas reuniões junto ao Ministério da Economia e com o ministro presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, é muito bom saber que nosso trabalho gera este resultado, não somente para Pernambuco, mas para todo o Brasil”, atesta o deputado federal Fernando Monteiro (PP-PE), que participou ativamente de várias audiências para a discussão deste assunto, a última, em maio passado.

Gilberto Rodrigues nega que encontro com Evandro já represente um pacto para 2016. “Ainda há etapas a vencer”

O blog manteve contato com o socialista Gilberto Rodrigues, depois que recebeu de Adelmo Moura, da Casa Civil, a informação de que o ajuntamento político entre ele e Evandro Valadares havia sido selado ontem, com foto exclusiva enviada a este blog. Gilberto admite disposição em conversar, deixa claro que o Palácio quer o entendimento em […]

Foto, enviada com exclusividade ao blog, pode representar o prego batido, mas não a ponta virada...
Foto, enviada com exclusividade ao blog por Adelmo Moura, pode representar o prego batido, mas não a ponta virada…

O blog manteve contato com o socialista Gilberto Rodrigues, depois que recebeu de Adelmo Moura, da Casa Civil, a informação de que o ajuntamento político entre ele e Evandro Valadares havia sido selado ontem, com foto exclusiva enviada a este blog.

Gilberto admite disposição em conversar, deixa claro que o Palácio quer o entendimento em nome dos projetos do partido, mas em resumo diz que entre o prego batido e a ponta virada ainda falta alguma coisa. “Há tempo que Figueira vem tentando fazer uma modificação no partido. Dentro desse projeto, quer nossa unidade,  é uma coisa natural querer isso”.

Sobre a foto enviada por Adelmo, Rodrigues explica que foi à solenidade, onde foi anunciada a construção de uma quadra em São José do Egito, na Erem Oliveira Lima. “Fui à solenidade, Evandro e eu estávamos lá. O governador e Figueira brincaram. Um deles disse,  vamos começar a juntar esse negócio em São José”.

Mas adianta Gilberto : “Ainda tem umas etapas pra vencer nesse debate. Há vontade do Governador, do partido, de Figueira, temos parte do nosso grupo decepcionado com a forma de Romério fazer política. Mas ainda não chegamos a sentar. Evandro anda procurando um entendimento, ele sabe da importância disso. Mas vamos caminhar, sem apressar o debate”, afirmou.

Certo mesmo, segundo Gilberto, é que não há interesse em manter a aliança com Romério. “Pessoalmente não quero votar com Romério. Ele não nos deu atenção na condução da gestão. Esse sentimento também é de gente do próprio prefeito”, concluiu.

Lula diz que quer conversar, mas não pretende “baixar a cabeça” pra Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal New York Times publicada na madrugada desta quarta-feira (30), que tem tentado contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas “ninguém quer conversar” sobre o tarifaço. “O que está nos impedindo é que ninguém quer conversar. Eu pedi para fazer contato”, afirmou Lula. Ele prosseguiu: […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal New York Times publicada na madrugada desta quarta-feira (30), que tem tentado contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas “ninguém quer conversar” sobre o tarifaço.

“O que está nos impedindo é que ninguém quer conversar. Eu pedi para fazer contato”, afirmou Lula.

Ele prosseguiu: “Eu designei meu vice-presidente, meu ministro da Agricultura, meu ministro da Economia, para que todos conversem com seus equivalentes nos EUA para entender qual é a possibilidade de conversa. Até agora, não foi possível”.

Esta foi a primeira entrevista de Lula para o jornal norte-americano em 13 anos. O artigo, traduzido para o inglês, foi compartilhado pela Presidência da República.

As novas tarifas anunciadas pelo presidente Trump contra o Brasil começam a valer a partir desta sexta-feira (1º), se nada mudar. O tarifaço resultará na imposição de uma sobretaxa de 50% às importações brasileiras em território americano.

Durante a entrevista, o petista reproduziu discursos que tem feito no Brasil. Ele reiterou também que não pretende conduzir as negociações sobre o tarifaço como se fosse um “país pequeno contra um país grande”.

Lula foi questionado sobre as críticas que tem feito a Trump, publicamente. Em várias ocasiões, o petista defendeu que “não é correto ficar ameaçando” as pessoas pela internet, e chamou o chefe da Casa Branca de imperador.

O presidente brasileiro destacou, porém, que a ameaça de sanção por parte dos EUA deixa o Brasil “preocupado”, mas não “com medo”, e que não pretende abaixar a cabeça para as determinações norte-americanas. “Nos sabemos o poder econômico dos EUA, reconhecemos o poderio militar dos EUA, reconhecemos a grandeza tecnológica dos EUA”, disse Lula. “Mas isso não nos deixa com medo.”

“Nas negociações políticas entre dois países, a vontade de nenhum deve prevalecer. Nós sempre precisamos encontrar um meio termo. Isso não é alcançado ‘estufando o peito’ e gritando coisas que você não pode entregar, nem abaixando a cabeça e simplesmente dizendo ‘amém’ a qualquer coisa que os Estados Unidos quiser”, prosseguiu.

Situação política

O jornal destacou as ameaças de Trump em relação ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na entrevista, Lula reafirmou que o Judiciário brasileiro terá independência para julgar o caso.

“Eu acho que é importante que o Trump considere: se ele quer ter uma briga política, então vamos ter uma briga política. Se ele quer falar de comércio, então vamos sentar e conversar sobre comércio. Mas você não pode misturar os dois”.

Reclamou, ainda, que Trump não tem respondido às tentativas de negociação, e que representantes brasileiros já conduziram ao menos 10 reuniões com membros da Secretaria de Comércio dos EUA (USTR). “Espero que a civilidade retorne à relação entre Estados Unidos e Brasil. O tom da carta dele [Trump] foi definitivamente de alguém que não quer conversar”.

Câmara aprova mudanças na reforma do ensino médio

Projeto segue para sanção presidencial A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) projeto de lei que muda alguns pontos da reforma do ensino médio (Lei 13.415/17) com o objetivo de adequar à realidade das escolas as alternativas de formação apresentadas aos estudantes. A proposta será enviada à sanção presidencial. O texto aprovado é um […]

Projeto segue para sanção presidencial

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) projeto de lei que muda alguns pontos da reforma do ensino médio (Lei 13.415/17) com o objetivo de adequar à realidade das escolas as alternativas de formação apresentadas aos estudantes. A proposta será enviada à sanção presidencial.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Mendonça Filho (União-PE) para o Projeto de Lei 5230/23, do Poder Executivo. O substitutivo mantém o aumento da carga horária da formação geral básica previsto no projeto original, de 1.800 para 2.400 horas (somados os três anos do ensino médio) para alunos que não optarem pelo ensino técnico.

A carga horária total do ensino médio continua a ser de 3.000 horas nos três anos (5 horas em cada um dos 200 dias letivos anuais).

Para completar a carga total nos três anos, os alunos terão de escolher uma área para aprofundar os estudos com as demais 600 horas. A escolha poderá ser entre um dos seguintes itinerários formativos: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ou ciências humanas e sociais aplicadas.

Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) define um total de 1.800 horas para a formação geral básica, direcionando 1.200 horas para os itinerários de formação, após a reforma do ensino médio de 2017. Mendonça Filho era ministro da Educação à época e propôs essa reforma.

Debate em Plenário

Vários deputados criticaram o relatório de Mendonça Filho por retirar mudanças feitas pelo Senado Federal. Entre elas, trecho incluído pelos senadores que obrigava o ensino médio a ter, no mínimo, 70% da grade como disciplina básica e apenas 30% para os itinerários formativos. Mendonça excluiu esse ponto. Assim, os itinerários formativos poderão abarcar mais que esses 30%.

Outro ponto retirado pelo relator foi a exigência de condição excepcional para o ensino médio a distância.

Deputados do Psol falaram ser contra o Novo Ensino Médio, desde sua concepção em 2016 ainda na gestão de Michel Temer na Presidência da República. Eles afirmaram, porém, que o texto do Senado é melhor que a versão proposta por Mendonça Filho.

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) criticou ponto que autoriza o trabalho remunerado a ser contado como tempo de cumprimento de horas curriculares. Esse dispositivo havia sido retirado no Senado. “É um salvo-conduto e um elogio ao trabalho de adolescentes. Conta como formação curricular, educacional. Isso é inadmissível”, disse.

A deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) afirmou que os caminhos propostos pelo projeto não vão ao encontro das melhorias para o ensino médio. “A escola precisa de professor bem formado, capacitado, valorizado. E isso não se faz com notório saber”, afirmou. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

Ministro Mendonça Filho inaugura escola técnica de ensino integral em Igarassu

O ministro da Educação, Mendonça Filho, participou da inauguração da Escola Técnica Estadual de Ensino Integral Jurandir Bezerra Lins, em Igarassu (PE), na manhã desta segunda-feira, 5, na região metropolitana do Recife. Com Educação de Jovens e Adultos (EJA) no turno da noite, a nova instalação faz parte do Programa Brasil Profissionalizado (BrasilPro). “Temos que […]

O ministro da Educação, Mendonça Filho, participou da inauguração da Escola Técnica Estadual de Ensino Integral Jurandir Bezerra Lins, em Igarassu (PE), na manhã desta segunda-feira, 5, na região metropolitana do Recife.

Com Educação de Jovens e Adultos (EJA) no turno da noite, a nova instalação faz parte do Programa Brasil Profissionalizado (BrasilPro). “Temos que comemorar essa belíssima conquista com os estudantes, os professores e com o povo de Igarassu e de toda a região”, disse o ministro.

“A escola deve ser preservada e bem cuidada por todos vocês. É nesse espaço que a gente constrói um estado melhor, que se sedimenta um país que de fato tenha compromisso com seu próprio futuro. Investir na educação é assegurar aos nossos jovens e às nossas crianças um futuro melhor”, completou.

A nova escola técnica é fruto de um convênio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, já integralmente pago pelo governo federal. Iniciada em outubro de 2015, a obra tem o valor total orçado em R$ 11.262.896,93. Desse montante, R$ 7.423.029,53 são do FNDE e R$ 3.839.867,40, do governo estadual.

O convênio compreende dez escolas do BrasilPro, sendo nove já inauguradas – incluindo a de Igarassu – e outra já licitada, em Olinda, cidade que também integra a região metropolitana a do Recife. O recurso da escola técnica de Olinda foi autorizado em outubro de 2017, compreendendo uma verba de R$ 7.423.029,53 oriunda do MEC/FNDE. A ordem de serviço já foi expedida, após a licitação.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, reforçou a parceria do MEC com o governo estadual e o município para a construção da unidade. “Agora, cabe ao governo do estado, aos professores e aos alunos fazer com que a escola funcione e seja utilizada em favor da preparação dos jovens para o futuro”, ressaltou. “Assim, eles terão mais bem preparados para os desafios desse mundo moderno. ”