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Bolsonaro volta a atacar Moraes e diz que Fux deveria ser investigado por defender urnas eletrônicas

Por André Luis

Mais uma vez na contramão do que pede sua equipe de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira, 2, o chefe do Executivo acusou Alexandre de Moraes de “fazer tudo” para incriminá-lo e defendeu que o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, seja incluído no chamado inquérito das Fake News por ter defendido na segunda-feira, 1º, a lisura das urnas eletrônicas durante seu discurso de abertura do semestre do Judiciário. A reportagem é de Eduardo Gayer/Estadão.

“Fux está no mínimo equivocado, ou é fake news. Deveria então o Fux estar respondendo no inquérito do Alexandre de Moraes (das fake news), se fosse um inquérito sério”, declarou Bolsonaro na entrevista à Rádio Guaíba. “Prezado Fux, qual país desenvolvido do mundo adota nosso sistema eleitoral? Que maravilha esse sistema eleitoral que ninguém quer”, disse o presidente, que tem insistido na sua tese, já desmentida, de que o sistema eleitoral brasileiro é falho.

Moraes, que toma posse na presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo dia 16 e conduzirá as eleições brasileiras, assim como a própria corte, têm tido a lisura atacada repetidamente por Bolsonaro sem provas.

”Inquéritos do Alexandre de Moraes são completamente ilegais, imorais. É uma perseguição implacável por parte dele, a gente sabe o lado dele”, afirmou o presidente em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre. “É maneira de jogar a rede e me incriminar em algum lugar. (Moraes) Está fazendo tudo de errado e, no meu entender, não vai ter sucesso em seu intento final”, acrescentou.

Bolsonaro citou o pedido da vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo, que analisou demanda da Advocacia Geral da União e reforçou o pedido da AGU para arquivar a investigação aberta contra Bolsonaro por suposta violação de sigilo de inquérito da Polícia Federal.

“O que Lindôra fez é dizer que esse inquérito do Moraes não tem fundamento”, afirmou o presidente, que descreveu a investigação da PF durante a live, ano passado, em que repetiu ataques sem provas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Nesta terça, ele cobrou conclusão do caso. “É interferência dentro da PF? De quem? Não sei, mas não fecha esse inquérito”, criticou Bolsonaro. “Quebraram sigilo do meu ajudante de ordens é um crime”, disse, referindo-se à inclusão do coronel Mauro Cid nas investigações sobre o vazamento

23 países usam urnas com tecnologia eletrônica

Segundo o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social (IDEA Internacional), 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica para eleições gerais e outros 18 as utilizam em pleitos regionais. Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns estados. No Brasil, o modelo passou a ser usado em 1996 e nunca houve registro de fraudes ou violações ao sistema.

Em resposta às investidas de Bolsonaro, o TSE também divulgou uma lista de fatos para contrapor as 20 alegações contadas pelo presidente sobre o processo eleitoral. Entre elas a que um hacker teve acesso a todas as informações internas da Corte.

Na entrevista, Bolsonaro também atacou o ministro Luís Roberto Barroso, do STF e ex-presidente do TSE, a quem chamou de “criminoso” por ter articulado junto a parlamentares a rejeição à proposta do voto impresso defendida pelo governo, e voltou a convocar seus apoiadores para os atos de 7 de setembro. “Vamos pela última vez às ruas para mostrar para aqueles surdos [ministros do STF] que o povo tem de ser o nosso norte”, declarou, repetindo o apelo que marcou a convenção de lançamento de sua candidatura, mês passado.

De acordo com o presidente, os atos de 7 de setembro terão, pela primeira vez, um desfile cívico-militar em Copacabana. “O desfile deve durar no máximo uma hora, com tropas das Forças Armadas”, disse ele. “Da nossa parte, ninguém vai querer protesto para fechar isso, fechar aquilo. Moralmente tem instituições se fechando. Dá para a gente ganhar essa guerra dentro das quatro linhas (da Constituição)”, acrescentou. “Uma das frases mais mostradas lá deve ser a questão da transparência, em especial a eleitoral. Vamos ter eleições, mas queremos transparência.“

Os atos bolsonaristas do Dia da Independência, em 2021, entre as ocasiões de maior enfrentamento entre Bolsonaro e as instituições brasileiras. Na Avenida Paulista, o presidente declarou à época que não mais cumpriria decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ameaça ganhou reação do mundo político, que viu chance de crime de responsabilidade passível de impeachment. Pressionado, Bolsonaro teve de publicar uma carta à nação escrita pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) para diminuir a fervura.

Outras Notícias

Flávio apaga posts antigos em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito. A exclusão foi identificada […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito.

A exclusão foi identificada a partir de um arquivo com publicações de Flávio coletadas em junho deste ano. Os links das mensagens citadas anteriormente em reportagem sobre o posicionamento do candidato em relação ao Bolsa Família não estão mais disponíveis.

Entre as postagens estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários.

Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego e outras, de 2011, nas quais criticava políticas de transferência de renda.

Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.

Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.

A exclusão das mensagens ocorre enquanto o Bolsa Família ocupa espaço na campanha do segundo turno. Nesta semana, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, apresentou a proposta de uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou passem a empreender.

Após interpretações de que a proposta significaria limitar a permanência geral no programa a dois anos, a campanha afirmou que o prazo se refere apenas à regra de transição para quem tiver aumento de renda.

Flávio também publicou um vídeo nessa segunda-feira (19) afirmando que os beneficiários podem ficar tranquilos porque o “benefício está garantido”.

Questionada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio não havia respondido até a publicação da reportagem que revelou as remoções.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Pesquisas aferem situação de Flávio e Lula a 5 dias do pleito

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito. A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula […]

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito.

A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 15 e 19 de outubro.

Destaco que, na reta final da campanha, os dados indicam estabilidade nos percentuais médios, com Flávio liderando por margens pequenas (entre 1,5 e 3 pontos) e uma trajetória recente de crescimento de Lula. Aponto ainda que o debate na TV Globo, na próxima sexta-feira (23), será determinante para a decisão dos eleitores indecisos.

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Campanha de Lula volta ao TSE e acusa Meta de descumprir ordem sobre igualdade entre candidatos

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a […]

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. O partido afirma que a empresa não cumpriu a determinação da Corte para assegurar tratamento igualitário às campanhas presidenciais no segundo turno.

Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a campanha levará ao tribunal novos elementos para sustentar que a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze não estaria sendo cumprida.

“Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia”, afirmou Valadares.

Entre os pontos apresentados pelo PT está o funcionamento da inteligência artificial da Meta. A campanha alega que a ferramenta estaria favorecendo a geração de imagens com o número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), inclusive em situações nas quais o nome do candidato não é mencionado.

A alegação é da campanha de Lula e ainda está submetida à análise da Justiça Eleitoral.

Valadares afirmou ainda que representantes da campanha participaram, nessa segunda-feira (19), de uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar do assunto.

A nova manifestação ocorre após Bellizze conceder prazo de 24 horas para que a Meta comprove o cumprimento das medidas determinadas pelo TSE para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno. Caso o tribunal considere que a ordem não foi integralmente cumprida, a multa diária prevista pode ser elevada para R$ 1 milhão.

Na sexta-feira (16), a Meta reconheceu que problemas técnicos no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha de Lula, mas negou qualquer interferência política na eleição. A empresa afirmou que os incidentes atingiram campanhas de diferentes posições políticas e disse que Flávio Bolsonaro também relatou falhas.

“A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”, afirmou a empresa.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Dois meses após a posse, governo de direita da Colômbia amplia em 16% o Orçamento de 2027

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas. A aprovação […]

O Congresso da Colômbia aprovou nesta terça-feira (20) o orçamento de 2027, estimado em 634,9 trilhões de pesos colombianos. A decisão amplia os gastos previstos para o próximo ano enquanto o governo do presidente Abelardo De La Espriella prepara uma proposta separada de ajuste fiscal para tentar reduzir o déficit das contas públicas.

A aprovação ocorreu após uma longa discussão no Senado e na Câmara dos Representantes. Na Câmara, o texto recebeu 112 votos favoráveis e apenas um contrário.

O orçamento representa crescimento de cerca de 16% quando comparado ao valor originalmente aprovado para 2026. Considerando a dotação atualmente vigente deste ano, de 555,8 trilhões de pesos, a alta é de aproximadamente 14,2%.

A proposta prevê déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto em 2027. O patamar ocorre em um cenário de aumento da dívida pública e de dificuldades para a Colômbia recuperar o grau de investimento perdido em 2021.

Entre as principais destinações previstas estão recursos para pagamento da dívida, educação, saúde e defesa. Durante a tramitação no Congresso, parlamentares também realizaram mudanças nas verbas destinadas a diferentes áreas do governo.

A aprovação amplia gastos no mesmo momento em que o governo colombiano afirma pretender reorganizar as contas públicas. De La Espriella havia prometido reduzir despesas e agora prepara a chamada “Lei de Resgate”, que deverá concentrar as medidas de ajuste fiscal.

A intenção do governo é reduzir o déficit projetado para 2027 de 9,4% para 7,2% do PIB. A proposta deverá envolver cortes de despesas e revisão de benefícios tributários, mas o texto definitivo ainda precisa ser apresentado e analisado pelo Congresso.

O ministro da Fazenda, Miguel Gómez, afirmou após a votação que o governo recebeu um “voto de confiança” do Legislativo e defendeu mudanças na trajetória das finanças públicas colombianas.

A discussão fiscal ocorre também enquanto o país busca conter o crescimento da dívida e recuperar a confiança dos mercados. A expectativa do governo é realizar o ajuste após a aprovação do orçamento, transferindo para uma nova legislação as medidas destinadas a reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Alfa: Flávio tem 51,5% e Lula 48,5% dos votos válidos; diferença é de três pontos percentuais

Pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,5% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48,5% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de três pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro. No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra […]

Pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,5% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48,5% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de três pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

No cenário que considera todos os entrevistados, Flávio registra 48,8% das intenções de voto e Lula, 45,9%. Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar em nenhum dos candidatos somam 3,5%, enquanto 1,8% não souberam ou não responderam.

Os votos válidos desconsideram brancos, nulos e indecisos e correspondem ao critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio aparece com 47% e Lula com 43%.

O levantamento também mediu a rejeição dos presidenciáveis. Lula é rejeitado por 46% dos entrevistados, enquanto Flávio registra 45%. Os percentuais também configuram empate técnico.

A Alfa Inteligência entrevistou 2.700 eleitores em todo o país entre os dias 15 e 19 de outubro. As entrevistas foram realizadas presencialmente.

A margem de erro é de 1,9 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00820/2026.

O segundo turno entre Lula e Flávio será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: CNN Brasil
Foto: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert

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