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Bolsonaristas condenam ajuda humanitária do Exército ao povo Yanomami

Por André Luis

Por André Luis

Quão fundo no obscurantismo pode uma pessoa radicalizada pela doutrinação mergulhar? Quanto esta doutrinação pode tornar esta pessoa perversa e odienta?

Os danos causados por quatro anos de doutrinação bolsonarista são imensuráveis.

Após tentativa de golpe frustrada no dia 8 de janeiro e sem conseguir apoio das instituições que achavam que iriam dar suporte a sanha golpista, bolsonaristas radicalizados, agora, atacam o Exército brasileiro. 

Não pelo fato de não terem apoiado os seus ímpetos golpistas, mas, pasmem, pela ajuda humanitária e o suporte que o Exército está dando ao povo Yanomami, que passou por uma tentativa de genocídio por parte do desgoverno que esteve no poder nos últimos quatro anos.

Nesta segunda-feira (23), uma postagem do Comando Militar da Amazônia no Twitter, informando sobre uma missão de apoio às ações interministeriais visando o atendimento às Comunidades da Terra Indígena Yanomami, foi invadida por comentários raivosos condenando a ação do Exército.

Palavras como “covardes”, “frouxos” e “traidores”, foram as mais usadas. Em um dos comentários um usuário disse: “Essa mão tá muito amiga enquanto o braço forte atrofia”, fazendo alusão ao lema do Exército: Braço forte, mão amiga.

“Quando eu servi não imaginava que um dia ia assistir tamanha covardia… Não servem pra nada pois, não estão nem aí pra sociedade”, escreveu outro “patriota”.

Uma outra extremista, demonstrando total desinformação e mostrando ser seguidora fiel do ex-presidente, escreveu: “Vão cruzar a fronteira ou vão deixar na parte brasileira? Porque sabemos que são da Venezuela”.

E não pensem que só o Exército foi atacado. A Força Aérea também foi alvo desses extremistas. “Os subordinados de bandidos fazendo seu trabalho com excelência! Defender a pátria não faz parte das rotinas das Forças Armadas! Só se for para dar porrada nos cidadãos honestos!”, comentou e “Vermelhos fingindo que são sérios”, foram alguns dos ataques.

O que querem essas pessoas? Que deixemos os nossos irmãos indígenas que sofrem com a fome e as doenças morrerem? A assimilação do discurso de seu líder, que lamentou o fato de que a cavalaria brasileira não tenha exterminado os povos originários como fez a cavalaria dos Estados Unidos da América, é nítida e transparente. 

São incapazes de sentir empatia com a dor alheia. Ocos por dentro, são verdadeiros zumbis do apocalipse desejado pela extrema direita que defendem o pensamento único, um estado teocrático, a incultura, o fim do livre pensar e o extermínio dos diferentes, entre eles, os índios.

É triste ver o quanto a doutrinação bolsonarista roubou a humanidade destas pessoas. Incapazes de pensarem por si próprios, repetem aquilo que lhes é passado em suas bolhas e assim como gado são tangidos em direção ao precipício da desumanidade e do desamor.

Parafraseando o padre Júlio Lancellotti: “Onde estão as notas de protesto dos cristãos pró-vida frente a morte do povo Yanomami”.

Outras Notícias

Triunfo intensifica fiscalização durante período carnavalesco

O prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim, comandou na última sexta-feira (12), uma reunião onde foi definido o plano estratégico para as ações de fiscalização e cumprimento de Decretos Estaduais e Municipais, no período que seria realizado o Carnaval (entre 12 e 17 de fevereiro), cancelado por conta da pandemia de Covid-19. A Polícia Militar informou […]

O prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim, comandou na última sexta-feira (12), uma reunião onde foi definido o plano estratégico para as ações de fiscalização e cumprimento de Decretos Estaduais e Municipais, no período que seria realizado o Carnaval (entre 12 e 17 de fevereiro), cancelado por conta da pandemia de Covid-19.

A Polícia Militar informou que a segurança ostensiva será reforçada no período. A Vigilância Sanitária estará de plantão durante todos os dias para fiscalizar as normas vigentes. Vale ressaltar que nesse período o comércio de bares e restaurantes funciona até às 22h, por força de Decreto Municipal.

Já a Guarda Civil Municipal estará com todo o efetivo trabalhando com horas extras para orientar e participar das ações de fiscalização.

A Prefeitura pede para que, quem observar alguma atitude que desrespeite as determinações oficiais poderá informar a Guarda Municipal, (87) 9.9803-9805 ou Polícia Militar (87) 9.9995-4641. Ambos números também recebem mensagens no app Whatsapp e é garantido o sigilo das informações repassadas.

Afogados: vereadora confirma nome a disposição para 2016, mas defende que definição seja coletiva

A vereadora Antonieta Guimarães (sem partido) foi a convidada do Debate das Dez desta segunda (07) na Rádio Pajeú. Ela confirmou que coloca seu nome a disposição da União Pelo Povo para a disputa em 2016. Entretanto, a todo momento Antonieta deixou claro que não irá impor seu nome no projeto e que qualquer decisão […]

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A vereadora Antonieta Guimarães (sem partido) foi a convidada do Debate das Dez desta segunda (07) na Rádio Pajeú. Ela confirmou que coloca seu nome a disposição da União Pelo Povo para a disputa em 2016. Entretanto, a todo momento Antonieta deixou claro que não irá impor seu nome no projeto e que qualquer decisão tem que ser tomada pelo grupo de forma coletiva.

Em mais de um momento, ela fez referência ao nome da sua cunhada e ex-prefeita Giza Simões, falecida em 2013, relembrando momentos em que falou da conjuntura local e da necessidade de unidade das oposições. Ela voltou a dizer que, sem Giza, o grupo perdeu a referência de liderança e que por isso deve ter mais unidade e força coletiva para o processo que se aproxima.

A vereadora disse que após a morte de Giza, alguns nomes deixaram o bloco, mas que ele resiste e terá seu papel no processo sucessório. Como é de seu perfil, a vereadora não fez críticas ácidas ao governo Patriota, mas criticou a falta de resposta a requerimentos, a falta de uma coleta de lixo humanizada, além de problemas verificados na saúde. “Para mim é o maior problema da gestão”, disse.

Perguntada sobre a possibilidade de a oposição ter como candidatos nomes como Zé Negão ou mesmo Totonho Valadares (crítico histórico da ex-prefeita Giza), a vereadora assumiu um tom coletivo. “Essas questões serão definidas coletivamente”. Lembrou, porém, que outros nomes como Jair Almeida (PT) também podem encabeçar um projeto de oposição.

Marconi Santana diz que aprovação de verbas de emendas para campanha é o “fundo desmoralizante”

Durante entrevista concedida ao comunicador Anderson Tennens, na edição do Sertão Notícias desta, quarta-feira (27), Marconi Santana, Prefeito de Flores e Presidente do Consórcio Cimpajeú, comentou o projeto que tramita na Câmara Federal visando beneficiar o Fundo Partidário. Marconi foi incisivo ao comentar o que ele classificou como repugnante e imoral. Segundo o gestor sertanejo, […]

Durante entrevista concedida ao comunicador Anderson Tennens, na edição do Sertão Notícias desta, quarta-feira (27), Marconi Santana, Prefeito de Flores e Presidente do Consórcio Cimpajeú, comentou o projeto que tramita na Câmara Federal visando beneficiar o Fundo Partidário.

Marconi foi incisivo ao comentar o que ele classificou como repugnante e imoral. Segundo o gestor sertanejo, esse projeto vai prejudicar não só o seu município, mas todos os municípios, especialmente os do Pajeú, causando ainda mais precariedade no repasse de recursos para os mesmos.

“É com indignação que nós prefeitos recebemos essa notícia, de que mais de um bilhão em recursos vão financiar candidaturas, enquanto nós prefeitos estamos com nossos municípios passando por dificuldades. Deixo aqui registrado o meu repúdio a esse tipo de projeto e espero que a Câmara Federal não o apoie e nem o aprove”, disse.

“Como prefeito de Flores e presidente do Cimpajeú, tenho certeza que nós prefeitos, vamos através do consórcio do Pajeú redigir uma carta, uma nota, e as enviaremos aos deputados para que essa imoralidade não seja aprovada. Desde já, conclamo a população, os prefeitos e toda a sociedade para que esse projeto de fundo partidário seja derrotado”, acrescentou.

Marconi ainda alertou durante entrevista que as prefeituras tem enfrentado dificuldades para manter os serviços à população, devido a escassez de recursos e que é necessário a participação da população para barrar a matéria na Câmara Federal.

“A gente não pode ficar de boca fechada. Temos que lutar para que estes recursos não vão de forma nenhuma para esse fundo, que é o fundo desmoralizante do País”, criticou.

Em entrevistas, líderes expõem divergências entre os poderes

Em uma série de entrevistas exclusivas à CNN Brasil, os representantes dos três poderes expuseram as divergências que existem na relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário. A CNN Brasil entrevistou o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados; o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado e ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo […]

Foto: Reprodução/CNN Brasil

Em uma série de entrevistas exclusivas à CNN Brasil, os representantes dos três poderes expuseram as divergências que existem na relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

A CNN Brasil entrevistou o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados; o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado e ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Representando o poder Executivo, a CNN Brasil falou com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Nossa produção tentou gravar uma entrevista com o presidente da República, Jair Bolsonaro, na sexta-feira, dia 13. Entretanto, devido à suspeita de diagnóstico do coronavírus, o Palácio do Planalto não confirmou a disponibilidade do presidente na última semana e a gravação não foi possível.

Em meio às discussões sobre o Orçamento Impositivo, que transfere ao Congresso o controle de uma fatia maior do dinheiro público, o ministro Paulo Guedes defende a aprovação de um novo pacto federativo como solução para o embate.

“No pacto federativo, você está ‘descarimbando’ recursos e atribuindo responsabilidades de alocação orçamentária, o ônus e o bônus. Decidam para onde vai o dinheiro em vez de se criticarem mutuamente”, diz o ministro, que representou o Executivo nas conversas conduzidas pelos âncoras da CNN Brasil em gravações na última semana.

Entretanto, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cobra do Palácio do Planalto uma participação mais ativa nos debates, e citou como exemplo negativo a fala de Jair Bolsonaro de que “a bola estava com o Congresso” ao apresentar a proposta de reforma da Previdência. “O governo tinha que participar de todos os debates.”

Alcolumbre ainda afirma que Bolsonaro confrontou a democracia brasileira ao estimular a participação de apoiadores em protesto com pauta crítica ao Legislativo e ao Judiciário. Seu colega de Parlamento, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) classificou o relacionamento com o Planalto como “abaixo da média mínima para passar de ano”.

O deputado federal também vê a relação entre o Legislativo e o Executivo prejudicada por apoiadores radicais do presidente. “As reuniões, quando nós vamos ao Palácio [do Planalto] dialogar com ele, as reuniões são sempre muito positivas. Mas acho que, quando ele sai da reunião, entra o grupo das redes sociais e contamina todo o ambiente.”

Representante do Judiciário, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, avalia que os atritos entre os poderes surgem quando há tentativa de interferência para além de suas áreas de competência — mas reputa aos partidos políticos a judicialização da política: “Eles perdem no Congresso a votação e vão tentar uma nova no STF”.

“Poder Legislativo cuida do futuro, faz as leis, estabelece as políticas públicas, muitas vezes encaminhadas pelo Executivo; o Executivo cuida do presente; e do passado cuida o Judiciário. Esta é repartição dos poderes. Quando um poder quer cuidar do futuro e não tem a competência de cuidar do futuro ou quer cuidar do presente sem ter a competência de cuidar do presente, surgem atritos, mas o importante é dizer e mostrar para a população que o diálogo entre os poderes é constante”, explica Toffoli.

Gonzaga cita Eduardo Campos para defender seu voto pró Impechment

A bancada de Pernambuco se posicionou no plenário da Câmara em sua grande maioria em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Dos 25 parlamentares, 18 votaram a favor do impeachment, seis votaram contra e um se absteve. O voto que definiu a aprovação do impeachment foi o de número 342, dado por um pernambucano, […]

Foto-votação

A bancada de Pernambuco se posicionou no plenário da Câmara em sua grande maioria em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Dos 25 parlamentares, 18 votaram a favor do impeachment, seis votaram contra e um se absteve. O voto que definiu a aprovação do impeachment foi o de número 342, dado por um pernambucano, Bruno Araújo (PSDB).

Os deputados foram chamados pelo nome e os votos foram colhidos por secretários posicionados na mesa: um funcionário colheu os votos sim e outro os votos não. Outros dois funcionários anotaram as abstenções e as ausências.

Na sua justificativa, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) defendeu eleições gerais e citou o nome de Eduardo Campos.

“Deputados e deputadas, o Brasil inteiro assistiu agora há pouco o impeachment da presidente Dilma. É porque o Brasil está desmantelado! Eu venho defendendo já há algum tempo eleições gerais para a gente não vê o parlamento brasileiro, os estados e os prefeitos serem olhados pelo povo brasileiro de uma maneira muito ruim. Eu quero dizer aqui que em nome de Eduardo Campos “Não vamos desistir do Brasil”. Eu voto sim!”, declarou Patriota.

Agora o julgamento da presidente Dilma Rousseff será conduzido pelo Senado.