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Bets e Tigrinho endividam famílias com influência e apoio de famosos

Por Nill Júnior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, nesta segunda-feira (4/5), a medida provisória do novo Desenrola Brasil. O ato está marcado para 10h, no Palácio do Planalto. O programa de renegociação de dívidas conta com o uso de até 20% do FGTS. Os descontos no valor da dívida ficarão entre 30% e 90%, e os juros de, no máximo, 1,99%.

Em pronunciamento oficial, transmitido em cadeia de rádio e televisão na véspera do Dia do Trabalhador, Lula disse que o programa permitirá a renegociação de diferentes tipos de dívidas, incluindo cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, empréstimos pessoais e débitos com o Fies.

Outra novidade é que quem aderir à iniciativa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line. “O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, afirmou Lula.

No comentário desta segunda-feira (04), para o Jornal Itapuama, acendo um alerta importante: o crescimento das apostas online – impulsionado por famosos – tem levado famílias ao endividamento e a uma realidade preocupante. O que parece entretenimento rápido tem se transformado em dor de cabeça financeira, afetando principalmente quem mais precisa de proteção e informação.

Vale o debate: até onde vai a responsabilidade de quem promove esse tipo de conteúdo? E quem protege o cidadão comum? Ouça:

 

Outras Notícias

Quem além de Biu também perdeu na UVP

A recente eleição da UVP teve alguns derrotados. Não apenas Biu Farias, desgastado pela série de mandatos na entidade. Mas também o ex-presidente João Batista, de Triunfo, que apesar de não comandar a entidade de fato, para muitos era o presidente de direito. A ponto de, quando procurado para várias demandas da entidade, Biu se […]

A recente eleição da UVP teve alguns derrotados. Não apenas Biu Farias, desgastado pela série de mandatos na entidade. Mas também o ex-presidente João Batista, de Triunfo, que apesar de não comandar a entidade de fato, para muitos era o presidente de direito. A ponto de, quando procurado para várias demandas da entidade, Biu se saia com o clássico “isso é com João Batista, fale com ele”…

Também houve quem falasse da rejeição de Luciano Pacheco, de Arcoverde. Não foram poucos os que relataram como era queimado por seu modus operanti em meio aos colegas. “Muitas vezes vimos Pacheco fazer discursos chatos, intermináveis e parecendo estar em pé de guerra mesmo em encontros tranquilos”, reclamou uma fonte.

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Houve também batismo: filho do ex-governador Eduardo, o jovem João Campos comprou a briga em nome de Biu e chapa. Um vídeo que circulou pela internet mostrava o jovem pedindo votos para o vereador de Surubim. Eduardo por exemplo, acionava interlocutores, mas não arriscaria em uma situação como essa. O vídeo hoje é difundido pelo grupo que apoiou Josinaldo Barbosa, o vencedor.

Biu perdeu porque não tinha da mesma forma, habilidade. Zé Raimundo (Serra Talhada) fez defesa dele no Congresso e não recebeu um aperto de mão do candidato. Contabilize-se também o voto vira-vira. Houve muita traição à chapa de Biu, João e Pacheco. Vereadores que estavam de boné com pedido de voto pra Biu e na hora viraram a casaca.

Lula na Bahia: “esse país não nasceu pra ser a merda que é”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu, na manhã deste sábado (19), na Bahia, um cenário nebuloso para o país. “Este país tem jeito. Não nasceu para ser a merda que ele é. Este país é grande demais”, disparou, sem meias palavras. Ao lado do governador do Estado, Rui Costa (PT), e do […]

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descreveu, na manhã deste sábado (19), na Bahia, um cenário nebuloso para o país. “Este país tem jeito. Não nasceu para ser a merda que ele é. Este país é grande demais”, disparou, sem meias palavras.

Ao lado do governador do Estado, Rui Costa (PT), e do ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner (PT), Lula lamentava a situação financeira dos municípios diante de 60 prefeitos do Estado, além de deputados estaduais e federais.

Após a afirmação, Lula pediu desculpas pelos termos usados. Uma hora depois, para um público formado por militantes do Movimento dos Sem Terra (MST), Lula se comparou a um galo de briga. Após criticar a imprensa e chamar o empresariado de mal-agradecido, ele disse que seus opositores têm medo de sua eleição porque sabem “o que vai acontecer”.

No discurso, ele disse que tinha que poupar a voz para não chegar “cacarejando” nas cidades que compõem a caravana pelo Brasil. “Tenho que chegar como galo de briga. Falando grosso”, brincou. Ao falar “daqueles que resolveram infernizar” sua vida, Lula disse que não é como os políticos que colocam o rabo entre as pernas. “Sou temente a Deus. Não sou temente aos homens”, disse.

Dirigindo-se à plateia de trabalhadores rurais, ele afirmou que cuidará deles se eleito, porque sabe quem ficou ao seu lado. Presenteado com um chapéu de couro, usado pelos vaqueiros do Nordeste, afirmou: “Eu achava que sou corajoso. Agora com esse chapéu e jaleco, pode acreditar que vai acontecer muito mais coisa neste país”.

Carnaíba conclui calçamento de acesso à Rua Mário Melo

A Prefeitura de Carnaíba realizou a abertura e a pavimentação em paralelepípedo de um novo acesso, que liga a Avenida Joaquim Leite Cabral (Vila Central) à Rua Mário Melo, no bairro da Caixa D’água, e aos Pátios de Feiras e Eventos, no Centro da cidade. O local recebeu quase 1.000 metros quadrados de calçamento. A […]

A Prefeitura de Carnaíba realizou a abertura e a pavimentação em paralelepípedo de um novo acesso, que liga a Avenida Joaquim Leite Cabral (Vila Central) à Rua Mário Melo, no bairro da Caixa D’água, e aos Pátios de Feiras e Eventos, no Centro da cidade. O local recebeu quase 1.000 metros quadrados de calçamento.

A obra foi realizada com recursos próprios do município e entregue à população na manhã desta segunda-feira (28) pelo prefeito Anchieta Patriota (PSB), que voltou às atividades presenciais após se recuperar da Covid-19.

“A abertura desse novo acesso, que é um trecho extenso, era um desejo dos moradores da área e ajudará na locomoção de pedestres e veículos”, destacou o prefeito, Anchieta Patriota.

Acompanharam o gestor durante a visita ao local: residentes da região; secretários municipais de infraestrutura, Tiago Arruda, e governo, Everaldo Patriota; bem como o vice-prefeito, Júnior de Mocinha (PSB); os vereadores, José Jesus (Calango) (PSB), Juniano Ângelo (PSB), Alex Mendes (PSB); e o ex-parlamentar, Aloisio Lisboa (Preguinho). Josivanir Luiz, conhecido por Pitelim, que foi candidato a uma das cadeiras da Câmara Municipal, também esteve presente.

Tuparetama oferta 16 vagas de níveis médio e superior em concurso público com salários de até R$ 3.315

A Prefeitura de Tuparetama, está com inscrições abertas para um concurso público com 16 vagas de níveis médio e superior. Os salários ofertados podem chegar a R$ 3.315,41. Os interessados podem se inscrever até 15 de janeiro por meio do site oficial. As oportunidades estão distribuídas da seguinte forma: Auxiliar Administrativo – 5 vagas, sendo […]

A Prefeitura de Tuparetama, está com inscrições abertas para um concurso público com 16 vagas de níveis médio e superior. Os salários ofertados podem chegar a R$ 3.315,41. Os interessados podem se inscrever até 15 de janeiro por meio do site oficial.

As oportunidades estão distribuídas da seguinte forma:

Auxiliar Administrativo – 5 vagas, sendo uma vaga destinada a pessoa com deficiência;

Psicólogo – 1 vaga; Professor de Educação Infantil – 10 vagas, sendo uma vaga para pessoa com deficiência.

A realização das provas objetivas, etapa decisiva no processo de seleção, está programada para o dia 18 de fevereiro de 2024, onde os candidatos serão avaliados de acordo com o conteúdo programático estabelecido no edital.

Para efetuar a inscrição, é necessário o pagamento de taxas que variam conforme o nível do cargo: Nível Médio: R$ 80, Nível Superior: R$ 90,00, e para os cargos de Professores: R$ 90.

O caminho da emenda: como um repasse de R$ 22 milhões do Congresso envolveu filhos e irmão de FBC

De Brasília até Petrolina (PE), destinação da verba pública passou por convênio assinado entre herdeiro político e ex-assessor de parlamentar e valorizou área onde família de congressista tem interesses imobiliários Por Dimitrius Dantas – O Globo No fim de setembro, a prefeitura de Petrolina (PE), cidade localizada a 715 quilômetros do Recife (PE), inaugurou a […]

De Brasília até Petrolina (PE), destinação da verba pública passou por convênio assinado entre herdeiro político e ex-assessor de parlamentar e valorizou área onde família de congressista tem interesses imobiliários

Por Dimitrius Dantas – O Globo

No fim de setembro, a prefeitura de Petrolina (PE), cidade localizada a 715 quilômetros do Recife (PE), inaugurou a primeira etapa da Orla 3. À beira do Rio São Francisco, a administração duplicou avenidas, implantou ciclovias e fez melhorias de iluminação, conjunto em parte bancado com R$ 22 milhões enviados em 2021 pelo então senador Fernando Bezerra Coelho, cujo irmão é dono de um terreno na região do empreendimento e negocia uma indenização por causa da desapropriação. O caminho que essa verba parlamentar percorreu de Brasília até o sertão pernambucano mostra como uma teia de relações políticas e familiares pode gerar distorções na destinação de recursos do Congresso.

Para a verba chegar aos cofres do município, então comandado por Miguel Coelho, um dos filhos de Bezerra, foi necessário assinar um convênio. O documento foi firmado entre a prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), cujo chefe local à época assessorou Bezerra nos tempos de Congresso. Com o dinheiro disponível, começaram os preparativos para a obra, que passa por um terreno de um familiar do senador. Já com a revitalização inaugurada, Miguel Coelho voltou à cena, agora fora da prefeitura e atuante nos negócios imobiliários da região.

Veja o trajeto da emenda

Fernando Bezerra Coelho indicou em 2021 a emenda de R$ 22 milhões para Petrolina, cidade então comandada por um dos seus filhos, Miguel Coelho.

O convênio para a transferência de recursos foi assinado em 2021 entre a prefeitura, com Miguel Coelho à frente, e a superintendência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) em Petrolina, chefiada por um ex-assessor parlamentar de Bezerra.

A obra tinha que passar por um terreno de uma empresa cujo sócio é irmão de Bezerra. Parte da área foi desapropriada e, segundo a prefeitura de Petrolina, o valor da indenização ainda está em negociação. Outro trecho foi mantido sob os domínios da firma.

Com a perspectiva de revitalização da região, o mercado imobiliário se movimentou. Um dos empreendimentos próximos à Orla 3 tem a participação de uma empresa de Miguel Coelho, que anunciou o condomínio nas redes sociais duas semanas após a inauguração da obra.

Procurado, Miguel Coelho disse via assessoria que tem se dedicado “à atividade empresarial, especialmente no setor imobiliário”, desde que deixou a prefeitura, em março de 2022. Ele afirmou que “não participa de nenhum empreendimento imobiliário na Orla 3” e que o edifício divulgado fica na Orla 2. Os dois trechos são contíguos e fazem parte de um mesmo projeto de revitalização da região, com obras que ocorrem desde os anos 1990. O condomínio fica a cerca de 200 metros do início formal da Orla 3. Corretores que divulgam os apartamentos nas redes sociais destacam que eles são “conectados à expansão urbana e à nova Orla 3”.

O ex-prefeito acrescentou que assinou o “contrato de permuta com o empreendimento” em 2023, após ter deixado a gestão do município, e que não é dono do terreno.

A Codevasf disse que a “responsabilidade por licitar, contratar e fiscalizar as obras, assim como por realizar processos de desapropriação” é do município e destacou que a obra contribui para a “melhoria da mobilidade urbana e da qualidade de vida da população” de Petrolina. Procurado, Fernando Bezerra não se manifestou.

Terreno familiar no caminho

No dia 28 de dezembro 2021, foi assinado o convênio entre a prefeitura e a Codevasf. O repasse do então senador bancou 84% do valor previsto para a obra, orçada inicialmente em 26 milhões. A execução da primeira etapa custou R$ 16 milhões. Para que fosse viabilizada, foi necessário desapropriar uma parte do terreno, de propriedade de uma empresa cujo sócio é irmão de Bezerra.

A legislação prevê a possibilidade de que terrenos sejam desapropriados, com base nos princípios de utilidade pública e interesse social.

Procurada, a prefeitura de Petrolina afirmou que o processo de negociação com os proprietários ainda está em andamento e que, portanto, não houve qualquer tipo de pagamento ou outra forma de compensação.

“É importante citar que para a execução da intervenção era fundamental desapropriar uma parte do terreno em questão e que todo o processo respeitou a legislação fiscal, urbana e ambiental”, afirmou o município.

Em uma publicação nas redes sociais em 30 de setembro, cinco dias após a inauguração da Orla, Bezerra comemorou a entrega da obra e destacou o envio das verbas: “O trabalho não para. A gente viabilizou os primeiros recursos, e o deputado federal Fernando Filho complementou. A primeira etapa da Orla 3 marca um novo vetor de desenvolvimento para a nossa cidade”, afirmou o ex-senador, fazendo referência a repasses feitos por outro de seus filhos, o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), que foi procurado e não se manifestou.

“Dia histórico para Petrolina. Um novo vetor de desenvolvimento, progresso e crescimento. Foi uma obra que a gente pensou lá atrás, em 2021, ainda quando eu era prefeito”, completou Miguel Coelho nas redes sociais no dia da inauguração.

Um dos exemplos do “desenvolvimento” é o aquecimento do entorno com lançamentos imobiliários. No início do mês, Miguel Coelho, prefeito quando a cidade recebeu os recursos do pai, divulgou em seu perfil no Instagram o anúncio de um condomínio de alto padrão, construído nas proximidades da Orla 3. As duas torres terão apartamentos amplos de 170 m² e coberturas de 343m². A obra tem o investimento da Orla Empreendimentos Imobiliários SPE, firma que tem entre os sócios uma companhia de propriedade dele mesmo.

“Não há como falar em impessoalidade e moralidade, princípios da administração pública, quando emendas parlamentares se tornam verbas de família. É difícil não desconfiar de verbas enviadas por deputados para prefeitos com o mesmo sobrenome para serem executadas por órgãos controlados por associados próximos”, avalia o gerente de Pesquisa e Advocacy da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France.

Com 386 mil habitantes, Petrolina foi a cidade pernambucana que mais teve emendas pagas entre 2020 e 2025, com R$ 323 milhões por ano, em média. O valor supera o de Recife, que tem o triplo da população, e o de Jaboatão dos Guararapes, município na Região Metropolitana da capital também mais populoso que a base eleitoral de Bezerra e os filhos. Uma ponte liga Petrolina a Juazeiro, município baiano de porte semelhante (237 mil habitantes), mas com menos influência no Congresso: foram R$ 82 milhões em emendas pagas por ano no período, em média.

Expansão das emendas e trava do STF

Em dezembro de 2022, por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o orçamento secreto, origem da emenda para Petrolina. Os ministros justificaram que o mecanismo violava os princípios constitucionais da transparência, impessoalidade, moralidade e publicidade.

Desde o ano passado, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou uma série de mudanças no controle das emendas parlamentares. Com o fim do orçamento secreto, o Congresso tentou contornar a decisão turbinando outros tipos de emendas, como as de comissão.

Dino determinou, por exemplo, a exigência da apresentação dos padrinhos das indicações e também a apresentação, no caso das emendas Pix, de um plano de ação do investimento dos recursos. Nos últimos dez anos, o valor das emendas aumentou de forma vertiginosa. Em 2015, em valores ajustados pelo IPCA, era de R$ 16 bilhões. Neste ano, o recurso previsto no Orçamento é de R$ 51 bilhões.

Vereador em Petrolina, Gilmar Santos (PT) avalia que os recursos poderiam ser mais bem aproveitados na cidade se tivessem sido direcionados para outras áreas.

“As periferias estão sem saneamento básico e tantos outros serviços essenciais. A Orla 3 só era prioridade para quem vive na sanha de tirar proveitos pessoais e especulação econômica”, criticou.