Notícias

Assessor de Márcia ataca padre da Diocese por entrevista

Por Nill Júnior

“O padre de Arcoverde todos também diziam que era de bem”, disse em rede social 

Um dos principais assessores da área de comunicação da gestão da prefeita Márcia Conrado em Serra Talhada,  César Kayke,  atacou o padre Orlando Bezerra, responsável pela Paróquia de Santa Terezinha em uma rede social.

Kayke não gostou da fala do sacerdote em uma entrevista ao Farol de Notícias em que defende a necessidade de melhorias em algumas áreas da gestão.

O padre chegou a dizer que a prefeita está no Partido dos Trabalhadores,  mas não tem identidade com a ideologia do partido.

Sobre a gestão Márcia,  disse: “Está tímida. Poderia ter feito muito mais, que tem condição de fazer, né? Tem condições. Não venha dizer que não tem, porque tem”, reforçou.  Também disse que Luciano Duque ser  candidato seria bom para a democracia.  Padre Orlando já foi cotado no passado para ser candidato a prefeito, mas a Diocese, à época liderada por Dom Luis Pepeu, disse não autorizar sacerdotes a entrarem na política partidária.

Kaike rebateu no grupo Serra FM, do WhattsApp,  com dezenas de participantes.  “O padre de Arcoverde também todos diziam que era um homem de bem”, disse,  relacionando Orlando ao padre Airton Freire,  que chegou a ser preso acusado de crimes sexuais em Arcoverde. E seguiu: “às vez atrás de uma batina se esconde muita gente ruim para se tornar boa”. Também que o padre é “famoso” por “sempre aparecer quando está próximo das eleições”.

Sobre a queixa do padre pela situação da estrada de Caiçarinha,  rebateu: “É fácil está aqui batendo na gestão e na prefeita. Ninguém atira pedra em pé que não dar fruto. Padre Orlando que não sei se ainda é padre. Nunca o vi mais celebrar. Tá defendendo algo do interesse dele, que é a estrada que dar acesso a casa do pai dele. Uma estrada que todo ano é feita, inclusive vai ser feita esse ano”, disse.

Outras Notícias

Bloco infantil Unidunitê levou a criançada pras ruas de Afogados

A criançada tomou conta da Avenida Rio Branco na tarde deste domingo (26). O terceiro dia de Carnaval foi animado pela garotada do Bloco infantil Unidunitê, organizado pelo homenageado do Carnaval 2017, Luciano Pires. Eles seguiram em direção à praça de alimentação, o Polo do Frevo. Após o percurso, houve concurso de fantasias infantis promovido […]

A criançada tomou conta da Avenida Rio Branco na tarde deste domingo (26). O terceiro dia de Carnaval foi animado pela garotada do Bloco infantil Unidunitê, organizado pelo homenageado do Carnaval 2017, Luciano Pires. Eles seguiram em direção à praça de alimentação, o Polo do Frevo.

Após o percurso, houve concurso de fantasias infantis promovido pela Secretaria de Cultura e Esportes. As crianças desfilaram ao som da orquestra show de frevo. Os concorrentes foram distribuídos em duas categorias: de 0 a 06 anos, e de 07 a 12.

Mais do que o resultado, o importante foi expressiva participação das crianças, que vestiram a fantasia para brincar ao lado dos pais e responsáveis. A Prefeitura distribuiu 1.200 Reais em premiações.

Em carta aberta, Vereador Sargento Argemiro anuncia que desistiu da disputa

Carta aberta aos afogadenses Venho por meio desta, expressar à todos os afogadenses a minha decisão de não disputar eleição no pleito eleitoral de 2024. Agradeço a Deus, a minha família, aos meus amigos e eleitores, pela honrosa oportunidade de representar os afogadenses no parlamento municipal. Nascido na cidade de Betânia e adotado por Afogados […]

Carta aberta aos afogadenses

Venho por meio desta, expressar à todos os afogadenses a minha decisão de não disputar eleição no pleito eleitoral de 2024.

Agradeço a Deus, a minha família, aos meus amigos e eleitores, pela honrosa oportunidade de representar os afogadenses no parlamento municipal.

Nascido na cidade de Betânia e adotado por Afogados da Ingazeira, pude construir minha carreira profissional e política. No ano de 2016 disputei a minha primeira eleição sendo eleito com 782 votos de confiança, nos mantivemos ao lado do povo e em 2020 tive a felicidade de entrar para história como o segundo Vereador mais votado do município, alcançando êxito em ambas eleições disputadas.

Vale salientar que fui reeleito com 954 votos, sendo o Vereador que proporcionalmente mais aumentou sua votação no último pleito. Sem nenhuma derrota eleitoral, frustrações ou decepções, despeço-me da vida pública com a tranquilidade de haver feito tudo aquilo que pude.

Sem surpresas, continuarei na base governista, apoiando no mandato e na eleição vindoura o Prefeito Sandrinho Palmeira.

Por fim, afirmo categoricamente meu comprometimento com o mandato vigente, continuarei honrando a confiança do meu povo. Deus vos abençoe!

Sargento Argemiro
Vereador

Insumos para 2,8 milhões de doses da vacina de Oxford chegam ao Brasil

O avião com o primeiro lote de matéria-prima para a produção da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 chegou no início da noite (6) deste sábado ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Os 90 litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) serão usados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para fabricar o imunizante em solo brasileiro. Essa primeira remessa produzida na […]

O avião com o primeiro lote de matéria-prima para a produção da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 chegou no início da noite (6) deste sábado ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Os 90 litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) serão usados pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para fabricar o imunizante em solo brasileiro.

Essa primeira remessa produzida na China deveria ter sido entregue ainda em janeiro, mas houve atrasos na liberação do produto. Especialistas apontaram que a demora foi resultado da “crise diplomática” entre Brasil e China, o que é negado pelo governo federal.

Segundo as autoridades do Brasil, esse atraso aconteceu porque a carga teve que aguardar a emissão da licença de exportação e a conclusão dos procedimentos de alfândega na China.

A expectativa é que o material vindo da China possa ser usado para produzir 2,8 milhões de doses da vacina. A quantidade é bem menor do que a previsão inicial, que era de 7,5 milhões de doses.

Médico cubano se apaixonou no Sertão

LeiaJá Itapetim é uma pequena cidade de 13 mil habitantes do Sertão de Pernambuco. Em dezembro de 2013, nessa cidade, chegava o ortopedista Miguel Lopez Valdes, através da segunda etapa do Programa Mais Médicos (PMM). Mal imaginava o cubano que, quando finalmente tivesse que deixar o país, sairia acompanhado de esposa e filha. Até a […]

Miguel e Jessika [detalhe] têm uma filha de dois anos. Eles devem se mudar para Cuba
Montagem/Divulgação e redes sociais
LeiaJá

Itapetim é uma pequena cidade de 13 mil habitantes do Sertão de Pernambuco.

Em dezembro de 2013, nessa cidade, chegava o ortopedista Miguel Lopez Valdes, através da segunda etapa do Programa Mais Médicos (PMM). Mal imaginava o cubano que, quando finalmente tivesse que deixar o país, sairia acompanhado de esposa e filha. Até a próxima quinta-feira (6), Miguel continuará atendendo no posto médico do município. Sua saída iminente tem deixado triste uma população não acostumada a ver um médico se manter tanto tempo no mesmo cargo.

Miguel, com média de atender 30 pessoas por dia, tem recebido cerca de 60 pacientes nos últimos dias. São pessoas querendo saber se o cubano está mesmo deixando a cidade, pedindo para que ele fique, trazendo presentes ou querendo um último atendimento com o doutor que eles aprovaram. “Eu me sinto grato. É uma situação difícil, muita preocupação dos pacientes. Mas de forma geral, me sinto feliz”, diz Miguel ao LeiaJá. Ainda em dezembro, o médico deve viajar de volta para Cuba, mas não decidiu se continuará vivendo na terra natal. “É complicado ficar sem emprego. Acho que não dá para ficar aqui, infelizmente”, acrescenta.

Apesar da esposa de Lopez ser da área de saúde, eles não se conheceram por isso. A auxiliar de saúde bucal Jessika Elaine Amorim Vieira, 29, é filha da dona da pousada na qual o estrangeiro ficou alojado. “Quando Miguel veio para Itapetim, foi algo que se criou muita expectativa. Muita gente esperando. Da minha parte não houve expectativa, agi normalmente. Médicos por aqui, os que conheci, querem ser um rei. O paciente vai para a consulta com medo, não sabe o que falar. Mas minha mãe ficou muito surpresa com a simplicidade dele”, recorda Jessika. Um almoço não programado em um bar da cidade foi a ocasião em que os dois se conheceram. “Acho que foi amor à primeira vista”, sorri um Miguel nervoso, envergonhado com o clichê da frase. “A gente se identificou na hora. A gente fica falando sobre isso, ‘nossa, como foi naquela vez que a gente se conheceu?’, e a gente concorda que houve uma identificação”, completa o cubano.

Eles continuaram mantendo contato. Um namoro teve início. E depois veio Emily Vanessa, agora com dois anos e seis meses. Jessika, no início do relacionamento, já era mãe de um garoto de dois anos. “Meu filho hoje chama ele de pai”, diz ela, orgulhosa. “Eu nunca imaginei” continua Miguel, “Eu estive em vários países e isso nunca passou pela minha cabeça, de casar fora de Cuba”.

Uma estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que 1,4 mil cubanos do Mais Médicos se casaram no Brasil. Miguel tem garantia de permanência no Brasil, não havendo risco de ficar em situação irregular no país. Temendo o desemprego, entretanto, Lopez deve voltar para Cuba. Uma viagem com a família já está sendo programada para dezembro e janeiro. Após isso, o destino deles deve ser selado.

“Minha mãe está doidinha para conhecer minha família”, ele brinca.   Miguel tem recebido grande apoio da esposa, que está disposta a abandonar a carreira na sua cidade e seguir com o companheiro para Cuba. “Não me assusto em deixar minha cidade. A base é a família. Minha família é minha filha e meu marido. Onde a base da minha família for eu vou e o que der pra eu fazer por ele eu faço. Eu não opino em nada. A decisão que ele tomar está tomada”, diz a auxiliar com firmeza.

Enquanto eles não deixam o Sertão, não param de receber visitas. Jessika diz não ter conseguido fazer a faxina porque a todo momento chegam pessoas, até aos prantos, querendo saber de Miguel e trazer presentes. Ela cita alguns dos presentes oferecidos ao companheiro: galinha, peru, passarinho, cachorro, feijão, banana, maçã, queijo, uva e morango.

O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), esteve no posto médico para cumprimentar o cubano e constatou o aumento de pacientes querendo ser atendidos por ele. “Eu recebi a notícia da saída dos cubanos com muita tristeza, eles são muito bons. Atendem a população muito bem. São treinados para fazer atenção básica. Tem gente que vem de outra cidade para ser atendido pelo Miguel”, afirma o prefeito.

Para Adelmo, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deveria ter recuado e negociado com mais calma a saída dos cubanos.   Apesar de uma médica já ter sido selecionada para assumir a vaga de Miguel a partir do dia 7 de dezembro, o prefeito já vê a saúde do município piorar.

Um médico do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) saiu de Itapetim para trabalhar no Mais Médicos de uma cidade vizinha. Segundo o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), um terço dos brasileiros inscritos para substituir os cubanos deixou vagas em seus postos de saúde. Foi criado um déficit de 2.844 profissionais.

Os dados do conselho apontam que das 8,3 mil vagas preenchidas pelo edital do Ministério da Saúde, 34% foram ocupadas por médicos que já atuavam no ESF. O Mais Médicos oferece bolsas de R$ 11,8 mil, valor superior à média do Norte e Nordeste ofertada aos profissionais do ESF, além de uma ajuda de custo paga pelo município variando entre mil e três mil por profissional.  O médico vinculado ao Programa tem carga horária semanal de 32 horas de trabalho e oito horas dedicadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Lopez diz não gostar de falar sobre política, mas avalia que a saída dos cubanos é fruto de discriminação. Ele também afasta a versão de Bolsonaro de que os médicos seriam escravos no Brasil. “Existe um contrato que foi firmado e todo cubano sabia. Ninguém foi obrigado a vir para o Brasil nem foi enganado. Todo mundo sabia o salário e o que aconteceria no programa desde o princípio”, explica. “Houve um momento em que Cuba quebrou o contrato porque se falou para os cubanos fazerem um teste de conhecimento. Veja, os médicos cubanos trabalham em 62 países, por que o Brasil tem que fazer esse teste? Passei por exames em Cuba e no acolhimento quando cheguei no Brasil”.

Questionado sobre o governo de Cuba, o ortopedista nega que seu país viva em uma ditadura. “Quem tiver interesse em saber se Cuba é uma ditadura, que viaje e fale com a população cubana. Eu não considero que a gente viva em uma ditadura. É um socialismo que quer igualdade, mas ditadura é uma palavra muito forte. Ditadura é a Coreia do Norte. Lá em Cuba está minha mãe e meu pai, ninguém é obrigado a nada. Se existe tanta carência, tantos problemas e dificuldades no Brasil, não seria bom criticar outros países”, opina.

A esposa do médico diz ideia semelhante. “As pessoas mais carentes serão as mais prejudicadas. O presidente [eleito] se incomoda tanto com o que Cuba faz e aqui no Nordeste ainda morre criança com diarreia. É uma ingratidão. Como nós brasileiros vamos falar de Cuba se a nossa saúde e educação são precárias? Não nos dá o direito”, avalia Jessika.

Perto de se despedir da cidade onde conheceu a esposa e teve sua primeira filha, o cubano diz que sentirá saudades. Ele percebeu uma mudança no comportamento da população nos últimos anos. “Quando comecei aqui, a saúde era diferente. Hoje em dia tem melhorado muito, mas não só pelo meu atendimento”, afirma, compartilhando os louros. “Itapetim agora tem uma infraestrutura melhor. A população também mudou muito, a forma de pensar tem mudado. Hoje em dia a maioria sabe se expressar, está atenta e participa de palestras”.