Notícias

Artigo: 1817, memórias, História 200 anos depois

Por Nill Júnior

Por Augusto César Acioly e Cinthia Barbosa*

Hoje. Dia 06 de março de 1817, comemoram-se os seus 200 anos. Este movimento, historiograficamente celebrado com as mais diferentes denominações: Revolução Libertária, Revolução de 1817 ou Revolução dos Padres, constitui-se num dos traços mais significativos da pernambucanidade, termo cunhado pelo historiador e católico militante, Nilo Pereira, numa das suas últimas obras.

Quando chamamos a atenção sobre este aspecto, aquilo que a partir do que foi proposto por Nilo Pereira, ficou conhecido como pernambucanidade, destacamos um elemento importante para pensarmos a História de Pernambuco, do Brasil e os seus efeitos simbólicos e a forma como ela influiu sob as memórias dos pernambucanos e da região nordeste.

Problematizar tais relações, de alguma maneira torna-se importante no sentido de compreender como este evento foi assimilado pelos pernambucanos e brasileiros, dentro daquilo que conceitualmente, no campo da História, chamamos de Cultura Histórica, e que pode ser concebido como a maneira como nós na condição de sujeitos históricos, apreendemos a experiência histórica nos seus mais diversos suportes, sejam eles: livros de História, romances, filmes e peças.

O sentimento de pernambucanidade liga-se diretamente a formação de identidades que se relaciona de alguma maneira, como as memórias que conseguem escapar ao furor do tempo e formular visões e interpretações sobre os momentos e eventos.

Desta forma, comemorar 1817 é rememorar a sua importância na formação histórica de Pernambuco, mas de forma mais ampla no processo de formulação dos processos de libertação e contestação da nossa ligação política com Portugal, que desaguaria no movimento de independência em 1822 e acabou influenciando movimentos como a Revolução do Porto dois anos antes, e todo um conjunto de movimentos de insatisfação que tiveram Pernambuco como cenário durante os vinte anos imediatos a Revolução Pernambucana de 1817 (1821, 1824 e 1848). O movimento de 1817 foi compreendido na visão de uma tradição recente de historiadores, como um dos nossos projetos de independência que desembocou em 1822.

Além, deste efeito no campo político, o movimento de 1817 promoveu a estruturação de outros aspectos, como os relacionados à maneira como os pernambucanos internalizaram o(s) significado(s) deste evento. Um dos exemplos mais característicos de como este movimento se encontra em nosso cotidiano, pode ser observado na bandeira do Estado que com poucas modificações foi a mesma, utilizadas pelos revolucionários.

Este símbolo mostra como 1817 encontra-se presente na experiência histórica dos pernambucanos, além óbvio das várias ruas, praças ou até mesmo cidades, que carregam nomes de personagens como: frei Miguelinho, Frei Caneca, Gervásio Pires, Pe. Roma, Cabugá, Domingos Martins, Abreu Lima e tantos outros. Estes aspectos demonstram como 1817 encontra-se próxima a vida das pessoas, mesmo que muitas vezes elas não se deem conta do seu significado.

Estes elementos aliados a visões que forjaram a nossa Cultura Política, de  Pernambuco como leão do Norte, terra de sentimentos libertários que curvam-se frente às adversidades, fizeram parte, das formulas que 200 anos depois o movimento de 1817 permaneça como uma presença ativa, na nossa experiência histórica e sociocultural, fazendo com que a passagem desta data magna, seja presença no perfil de como os pernambucanos se compreendam e de alguma maneira, demonstre que a História, na qualidade de saber, através dos seus questionamentos e provocações forneçam as bases necessárias para que possamos compreender, porque celebramos datas e quais as suas utilidades.

Augusto César é Doutor em História pela UFPE e professor universitário. Cinthia Barbosa é Mestra em História pela UFPE e professora universitária.

Outras Notícias

Prefeitura de Flores lança programação artística musical do São João

No último sábado (1/6), o prefeito de Flores, Marconi Santana, e a primeira-dama, Lucila Santana, que também é secretária de turismo e eventos do município, lançaram através de lives nas plataformas oficiais da prefeitura a programação do São João de Flores 2024. Os festejos juninos estão marcados para acontecer de 8 a 28 de junho, […]

No último sábado (1/6), o prefeito de Flores, Marconi Santana, e a primeira-dama, Lucila Santana, que também é secretária de turismo e eventos do município, lançaram através de lives nas plataformas oficiais da prefeitura a programação do São João de Flores 2024.

Os festejos juninos estão marcados para acontecer de 8 a 28 de junho, culminando no Alto Pedro de Souza com o tradicional São Pedro.

Além da programação musical, a prefeitura prometeu lançar ainda nesta semana a programação cultural do Polo Junino, o Festival do Carro de Boi, a Caminhada do Forró, o café da manhã, a distribuição do milho, dentre outras atividades que fazem parte da tradição dos festejos juninos do município de Flores. A cidade já se consolidou por sediar o maior São João da região do Pajeú.

Confira abaixo a Programação Artística Musical:

Sábado, 8 de junho – Tenório

Marcelo Viesy

Helton Lima

Domingo, 9 de junho – Abertura do Polo Junino

Collo de Menina

Marquinhos Lima

Dema da Sanfona

Sábado, 14 de junho – Saco do Romão

Andréa Lopes

Luan Douglas

Domingo, 15 de junho – Santana D’Almas

Júnior Mendes e Banda

Maria Clara

Sexta, 21 de junho – Sítio dos Nunes

Bonde do Brasil

Fael

Sábado, 22 de junho

Gleydson Gavião

Assisão

Domingo, 23 de junho

Gleydson e Henricky

Kadu Martins

Fabinho Testado

Segunda-feira, 24 de junho – Sede/Flores

Daniel Gouveia

Filipe Santos

Custódia: movimento convoca demitidos por prefeito para acionar gestão na Justiça

O Movimento Luta de Classes está convocando os servidores contratados da prefeitura de Custódia que foram demitidos pela gestão do prefeito Luiz Carlos para uma reunião na Câmara de Vereadores na próxima sexta (16) a partir das 10h. Na reunião, o movimento vai  esclarecer quais direitos os servidores demitidos terão e como fazer para consegui-los. A […]

201308230908551377260815

O Movimento Luta de Classes está convocando os servidores contratados da prefeitura de Custódia que foram demitidos pela gestão do prefeito Luiz Carlos para uma reunião na Câmara de Vereadores na próxima sexta (16) a partir das 10h.

Na reunião, o movimento vai  esclarecer quais direitos os servidores demitidos terão e como fazer para consegui-los. A presença do advogado Romildo Mendes indica que muitos deverão entrar na Justiça contra o Executivo. A oposição chega a falam em vários servidores contratados demitidos no final de 2014.

Segundo o advogado, falando ao blog, vários direitos trabalhistas foram sonegados no ato de exoneração. Vem guerra jurídica contra o prefeito Luiz Carlos por aí.

O blog e a história: as greves da PM em Pernambuco

Dia 12 de julho de 1997. Em assembleia, na quadra do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), no bairro de Santo Amaro, cerca de 5 mil soldados e oficiais da Polícia Militar de Pernambuco escreveram um capítulo inédito na história da corporação. Pela primeira vez no Estado, os PMs decidiram cruzar os braços e o […]

Dia 12 de julho de 1997. Em assembleia, na quadra do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), no bairro de Santo Amaro, cerca de 5 mil soldados e oficiais da Polícia Militar de Pernambuco escreveram um capítulo inédito na história da corporação.

Pela primeira vez no Estado, os PMs decidiram cruzar os braços e o que se viu, nos dias seguintes à paralisação, foram cenas de guerra nas ruas do Recife.

Tanques do Exército nas principais avenidas, marginais à solta, PMs presos, comerciantes fechando as portas das lojas mais cedo. Foram 12 dias de medo e tensão.

Um dos principais cenários desse conflito foi o Palácio do Campo das Princesas. Quatro dias após a assembleia histórica, a paralisação é deflagrada e o Exército cerca o palácio.

Na época, o governador era Miguel Arraes e o secretário da Fazenda e homem forte do governo, o seu neto Eduardo Campos, que, 10 anos depois, (de 2007 até 4 de abril deste ano) iria ocupar a mesma cadeira do avô no comando do Estado.

Entre os muitos fatos que marcaram aquela primeira paralisação, estão a prisão de 15 integrantes da Associação dos Cabos e Soldados e a morte de um soldado do Exército durante assalto a uma agência bancária no Centro do Recife.

O movimento grevista coincidiu com a ascensão de lideranças tanto da Associação dos Cabos e Soldados quanto da Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiro Militar.

É o momento em que aparecem e ganham visibilidade policiais que, mais tarde, terminariam seguindo carreira política. É o caso do soldado Moisés, que foi eleito deputado estadual, e do então major Alberto Feitosa, que também conquistaria uma vaga na Assembleia Legislativa.

Em 2000, já na gestão do então governador Jarbas Vasconcelos, é deflagrada a segunda greve na história da Polícia Militar de Pernambuco.

Novamente, o Palácio do Campo das Princesas virou palco de tensão entre policiais grevistas e oficiais que não aderiram à paralisação.

Num dos episódios mais tensos, um tiroteio na Praça da República terminou com três oficiais e um soldado feridos.

O clima de pânico e uma onda de boatos deixou a população da Região Metropolitana apavorada.

Em maio de 2014, a capital Recife e várias outras cidades de Pernambuco sofreram uma onda de saques e de violência, uma das consequências da greve da Polícia Militar (PM) e dos bombeiros do Estado.

A tensão causada pela greve coincidiu com o dia da jornada de manifestações contra a Copa do Mundo. Recife era uma das cidades-sede.

Os policiais iniciaram a greve para exigir melhores salários. O governador João Lyra Neto conversou sobre a greve da PM com a presidente Dilma Rousseff e pediu reforço da Força Nacional de Segurança para a presidente.

Foram apenas dois dias de paralisação,  com a greve encerrada dia 15 de maio daquele ano.  Eduardo havia se licenciado para disputar a presidência da República.

Em audiência no Recife, Adelmo discute mais segurança para Itapetim

Nesta terça-feira (30), o prefeito de Itapetim Adelmo Moura participou de uma audiência para tratar da questão da segurança no município. O gestor esteve reunido com o Coronel Carlos José, chefe da Casa Militar, e o Coronel Moraes. No encontro ficou decidido que serão enviados representantes da Polícia Militar, na próxima sexta-feira (02), às 09h, […]

Nesta terça-feira (30), o prefeito de Itapetim Adelmo Moura participou de uma audiência para tratar da questão da segurança no município. O gestor esteve reunido com o Coronel Carlos José, chefe da Casa Militar, e o Coronel Moraes.

No encontro ficou decidido que serão enviados representantes da Polícia Militar, na próxima sexta-feira (02), às 09h, para a Câmara de Vereadores para discutir o tema. Também será discutido o envio de mais policiais para a feira do Gado de São Vicente.

“Aproveito para convidar os comerciantes, sociedade civil e toda população para se fazerem presentes nesse encontro de sexta-feira, onde vamos unir forças para encontrarmos uma solução para este problema da segurança em nosso município”, disse Adelmo.

Salário dos servidores – O Governo Municipal de Itapetim depositou nesta terça-feira (30), o salário de agosto do funcionalismo municipal. Nesta quarta-feira (31), o dinheiro estará disponível nas contas dos funcionários das Secretarias de Saúde, Educação, Cultura, Assistência Social, Agricultura, Gabinete, Administração e Finanças, Infraestrutura, Conselho Tutelar, inativos e pensionistas.

“Mais uma vez estamos honrando esse compromisso de pagar o nosso funcionalismo em dia”, disse o prefeito Adelmo Moura.

Prefeitura de Afogados anuncia saída de Miguel Góes da Secretaria de Controle Interno

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (13), a Prefeitura de Afogados da Ingazeira comunica a saída do Secretário Municipal de Controle Interno, Miguel Góes, anunciado no início do ano para composição da equipe de gestão.  A saída de Miguel Góes se dá em decorrência de questões previdenciárias, uma vez que Miguel Góes é servidor público do […]

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (13), a Prefeitura de Afogados da Ingazeira comunica a saída do Secretário Municipal de Controle Interno, Miguel Góes, anunciado no início do ano para composição da equipe de gestão. 

A saída de Miguel Góes se dá em decorrência de questões previdenciárias, uma vez que Miguel Góes é servidor público do estado da Paraíba e perderia alguns anos de contagem para sua aposentadoria, caso desempenhasse as funções de secretário. 

Mesmo assim, a sua presença na equipe de gestão será assegurada, uma vez que o mesmo assumirá as funções de assessor especial de Governo, que não lhe trará prejuízo previdenciário. 

Na função em questão, Miguel Góes ficará responsável pela interlocução, acompanhamento e orientação junto às Secretarias Municipais de Administração e Desenvolvimento Econômico e a de Transportes e Trânsito, com atuação destacada no grupo de trabalho para o ordenamento do trânsito em Afogados da Ingazeira.

Informamos ainda que o atual secretário adjunto de saúde, Lucivaldo Leite, assume, interinamente, a Secretaria de Controle Interno, acumulando ambas as funções, sem prejuízo para o erário municipal.