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Após rejeição de Messias, Congresso analisa veto ao PL da Dosimetria

Por Nill Júnior

Do Congresso em Foco

O governo Lula chega à sessão do Congresso desta quinta-feira (30) sob risco de sofrer a segunda derrota política em menos de 24 horas. Um dia depois de o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores se reúnem para decidir se mantêm ou derrubam o veto integral do presidente ao chamado PL da Dosimetria.

O projeto altera regras de cálculo e cumprimento de penas e pode beneficiar condenados por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Entre os possíveis beneficiários está o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

O impacto, porém, pode ir além dos processos relacionados à trama golpista. Como o texto também mexe em regras gerais da Lei de Execução Penal, especialistas alertam para a possibilidade de efeitos sobre condenados por outros crimes.

Placar preocupa o Planalto

A preocupação do governo é matemática. O projeto foi aprovado com folga nas duas Casas no fim do ano passado. Na Câmara, passou na madrugada de 10 de dezembro de 2025 por 291 votos a 148. No Senado, foi aprovado em 17 de dezembro por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.

Esses dois placares superam o quórum necessário para derrubar um veto presidencial. Para que o veto de Lula caia, são necessários, separadamente, os votos de pelo menos 257 deputados e 41 senadores. A sessão é conjunta, mas a contagem é feita por Casa. Se uma delas não atingir o mínimo exigido, o veto é mantido.

Na prática, ausências e abstenções favorecem o governo, porque a exigência é de maioria absoluta, não apenas da maioria dos presentes.

O projeto foi encampado pela oposição e por parte da base governista após a conclusão de que não havia margem para aprovação de uma anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O que muda com o projeto

Lula vetou integralmente o PL da Dosimetria em 8 de janeiro, durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes. Na justificativa, o governo argumentou que a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito poderia estimular novas violações à ordem democrática e representar retrocesso no processo de redemocratização.

O texto aprovado pelo Congresso muda a forma de cálculo das penas quando crimes contra a democracia são praticados no mesmo contexto. Hoje, punições por tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito podem ser somadas. Pelo projeto, passaria a valer a pena do crime mais grave, em vez da soma das condenações.

A proposta também prevê redutor de um terço a dois terços para crimes praticados em contexto de multidão, desde que o condenado não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança, organização ou comando. Esse ponto mira especialmente participantes dos ataques de 8 de janeiro sem função de direção. Líderes, financiadores e organizadores não seriam alcançados por essa redução específica.

Progressão de regime

Outro trecho sensível altera regras de progressão de regime. O projeto estabelece o cumprimento de um sexto da pena como marco básico em determinadas hipóteses, o que pode antecipar a passagem para regimes menos rigorosos.

Esse é um dos pontos que mais preocupam críticos da proposta. Por mexer na Lei de Execução Penal, a mudança pode produzir efeitos além dos condenados pelos atos golpistas, alcançando outros tipos de condenação.

Disputa pode ir ao Supremo

Se o veto for derrubado por deputados e senadores, o texto seguirá para promulgação. Não haverá nova sanção presidencial nem possibilidade de novo veto sobre o mesmo conteúdo. Depois da publicação da lei, caberá às defesas pedir a aplicação das novas regras.

Isso não significa soltura automática. Cada caso terá de ser analisado pela Justiça, seja no próprio processo, para réus ainda em fase de recurso, seja na execução penal, para condenados com decisão definitiva.

Para a oposição, a derrubada do veto seria uma vitória política e uma forma de rever penas consideradas excessivas contra condenados pelo 8 de janeiro. Para o governo, representaria novo revés após a rejeição de Messias e um enfraquecimento da responsabilização pelos ataques à democracia.

Outras Notícias

Mais um foragido é preso por reconhecimento facial durante carnaval de Pernambuco

A prisão aconteceu, em Olinda, após homem ser identificado pelas câmeras da SDS. Câmeras de reconhecimento facial instaladas em Olinda, identificaram mais um foragido, durante ações estratégicas da Operação Carnaval 2025. Na tarde desta segunda-feira (03), um homem com Mandado de Prisão Preventiva expedido pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda, por […]

A prisão aconteceu, em Olinda, após homem ser identificado pelas câmeras da SDS.

Câmeras de reconhecimento facial instaladas em Olinda, identificaram mais um foragido, durante ações estratégicas da Operação Carnaval 2025. Na tarde desta segunda-feira (03), um homem com Mandado de Prisão Preventiva expedido pela Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda, por homicídio, foi identificado e preso por policiais.

A utilização da ferramenta em grandes eventos reforça a eficiência do emprego de novas tecnologias no combate à criminalidade. Neste Carnaval, a Secretaria de Defesa Social já prendeu quatro pessoas com mandados de prisão preventiva, sendo três no Galo da Madrugada e a quarta pessoa, na Marim dos Caetés. 

“O reforço no efetivo, a utilização de tecnologia, o emprego de drones e aeronaves do Grupamento Tático Aéreo da SDS, tem garantido um Carnaval seguro para os pernambucanos e turistas, do Cais ao Sertão”, disse a SDS em nota.

MPPE reafirma que investigações sobre a morte de Arthur Ramos seguem em andamento

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou, por meio de nota oficial enviada à Coluna do Domingão, publicada no blog neste domingo (13), que as investigações sobre a morte do menor Arthur Ramos Nascimento, de apenas dois anos, continuam em curso. De acordo com o MPPE, o caso é considerado difícil e complexo, exigindo apuração […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou, por meio de nota oficial enviada à Coluna do Domingão, publicada no blog neste domingo (13), que as investigações sobre a morte do menor Arthur Ramos Nascimento, de apenas dois anos, continuam em curso. De acordo com o MPPE, o caso é considerado difícil e complexo, exigindo apuração criteriosa e detalhada.

Segundo a nota, o inquérito policial foi devolvido à Polícia Civil para a realização de novas diligências, com o objetivo de aprofundar pontos considerados essenciais para o esclarecimento dos fatos. A apuração da possível participação da mãe da criança, Giovanna Ramos, segue em andamento, e nenhuma linha de responsabilização está descartada neste momento, conforme reforçou o Ministério Público.

De acordo com o promotor de Justiça Rennan Fernandes de Souza, o MPPE permanece comprometido em esclarecer todos os fatos e responsabilizar todos os envolvidos no episódio que comoveu a região.

Relembre o caso

Arthur Ramos Nascimento, de dois anos, foi violentado e morto na manhã do dia 16 de fevereiro. A criança, que era filho biológico de Giovanna Ramos, estava sob os cuidados do casal Antônio Lopes, conhecido como Frajola, e Giselda Silva.

O crime gerou comoção e revolta popular, culminando no linchamento e morte de Antônio Lopes. Desde então, o caso passou a envolver outros desdobramentos, incluindo o suposto envolvimento de um adolescente, mencionado em áudios divulgados nas redes sociais, o que aumentou a pressão por respostas.

O silêncio oficial da Secretaria de Defesa Social (SDS) sobre a condução da investigação tem provocado indignação na população. Após o linchamento, a delegada responsável pelo caso, Joedna Soares, foi proibida pela SDS de se pronunciar, o que contribuiu para o clima de incerteza e angústia na comunidade.

A governadora Raquel Lyra chegou a declarar publicamente que a Secretaria dará respostas assim que as investigações forem concluídas. No entanto, o Carnaval e o feriadão prolongaram o período de falta de informações, aumentando o receio de que o episódio caia no esquecimento.

Para familiares, amigos e moradores da região, é fundamental que as investigações tenham publicidade e que todos os responsáveis sejam punidos com rigor, para garantir a sensação de justiça e evitar que crimes dessa natureza se repitam.

Condutor que causou acidente fez ultrapassagem indevida e não tinha habilitação

Acidente vitimou Socorro Martins, de Afogados da Ingazeira e Marcos Vinicius, de Pesqueira, faleceram A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou os detalhes do grave acidente ocorrido na noite deste domingo (6), que resultou na morte de Socorro Martins, ex-secretária de Assistência Social de Afogados da Ingazeira e atual coordenadora do CRAS do município. Ela era […]

Acidente vitimou Socorro Martins, de Afogados da Ingazeira e Marcos Vinicius, de Pesqueira, faleceram

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou os detalhes do grave acidente ocorrido na noite deste domingo (6), que resultou na morte de Socorro Martins, ex-secretária de Assistência Social de Afogados da Ingazeira e atual coordenadora do CRAS do município. Ela era esposa do secretário municipal de Cultura e Esportes, Augusto Martins.

O acidente aconteceu por volta das 18h30, no km 185 da BR-232, no município de Belo Jardim, Agreste de Pernambuco. Segundo a PRF, foi uma colisão frontal entre um Peugeot e uma caminhonete. A suspeita inicial é de que o condutor do Peugeot — sem habilitação — teria invadido a contramão para fazer uma ultrapassagem em local proibido.

Duas mortes foram confirmadas no local: Socorro Martins, que estava como passageira na caminhonete e Marcos Silva, passageiro do Peugeot e morador de Pesqueira. Ambos os corpos foram recolhidos e encaminhados ao IML de Caruaru.

Outras cinco pessoas ficaram feridas, sendo uma delas em estado grave. Todos foram socorridos por equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros e levados ao Hospital de Belo Jardim. De lá transferidas para o Hospítal regional do Agreste.

O motorista da caminhonete foi submetido ao teste do bafômetro, com resultado normal. Já o condutor do Peugeot, por estar entre os feridos, não pôde ser testado no momento. Ele teve apenas uma fratura de clavúcula.

Equipes do Instituto de Criminalística (IC), Polícia Civil (PC) e IML estiveram no local para os procedimentos de praxe. O caso segue sob investigação para apurar as responsabilidades.

Duque prestigia filiação de aliados ao Podemos e se mantém pré-candidato

O deputado estadual Luciano Duque acompanhou na tarde de hoje, em Serra Talhada, o ato de filiação dos vereadores Vandinho da Saúde e Ronaldo de Dja ao Podemos. O evento foi comandado pelo prefeito de Paudalho e presidente estadual do Podemos no estado, Marcelo Gouveia. Dja, que ao lado de Luciano Duque, é pré-candidato a […]

O deputado estadual Luciano Duque acompanhou na tarde de hoje, em Serra Talhada, o ato de filiação dos vereadores Vandinho da Saúde e Ronaldo de Dja ao Podemos.

O evento foi comandado pelo prefeito de Paudalho e presidente estadual do Podemos no estado, Marcelo Gouveia.

Dja, que ao lado de Luciano Duque, é pré-candidato a prefeito pelo grupo político do deputado, deixa o Progressistas, e Vandinho, aliado político de Duque, deixa o antigo Patriota. Outros 16 pré-candidatos a uma vaga na Câmara Municipal de Serra Talhada também participaram do evento de filiação.

“Marcelo vem demostrando sua habilidade de fazer política à frente do Podemos, que vem se renovando e crescendo em todo o estado. Além disso tem realizado um trabalho sensacional na prefeitura de Paudalho e, agora, terá a oportunidade de mostrar sua força e articulação na presidência da Amupe. Fico feliz de ter dois importantes aliados da nossa base nesse time”, disse Duque. O presidente da juventude do Podemos, Miguel Duque, filho do parlamentar, também participou do evento.

Márcia Conrado não participa de debate na TV Farol

Do Farol de Notícias Neste sábado (28) a TV Farol promoveu o debate com os candidatos a prefeito de Serra Talhada. A candidata Márcia Conrado, do Partido dos Trabalhadores (PT) comunicou sua desistência horas antes, portanto, participaram do debate apenas três candidatos: Jucélio Souza (PL), Luiz Pinto (PSOL) e Miguel Duque (PODEMOS). Os candidatos criticaram […]

Do Farol de Notícias

Neste sábado (28) a TV Farol promoveu o debate com os candidatos a prefeito de Serra Talhada. A candidata Márcia Conrado, do Partido dos Trabalhadores (PT) comunicou sua desistência horas antes, portanto, participaram do debate apenas três candidatos: Jucélio Souza (PL), Luiz Pinto (PSOL) e Miguel Duque (PODEMOS).

Os candidatos criticaram a ausência da candidata a reeleição, Márcia Conrado:

“Infelizmente tivemos a falta de uma das candidatas, da candidata à reeleição e isso é muito ruim para o processo democrático, beira a irresponsabilidade de um candidato, não sei por qual motivo, mas enfim, espero que todos estejam atentos a isso.” destacou Jucélio Souza, seguido por Miguel Duque.

“Lamento a falta da candidata postulante Márcia, porque isso demonstra uma certa arrogância, isso demonstra que ela virou de costas para a população de Serra Talhada. O político, por natureza, ele é um servidor do povo, ele é um funcionário do povo e ao fugir de um debate, ao não comparecer, você está mostrando ao povo e dando um recado, que você não precisa dar consideração ao povo.” pontuou Miguel.

“Frustrante, porque a prefeita não vem, é um descaso, uma falta de respeito para a população de Serra Talhada. Uma prefeita de um município, de uma forma covarde, deixa as pessoas sem uma resposta, uma resposta para tudo aquilo que nós reclamamos. É uma vergonha.” declarou Luiz Pinto.