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Antônio Moraes quer audiência pública sobre fechamento de bancos no Interior

Por Nill Júnior

As consequências dos assaltos a agências bancárias no Interior do Estado voltaram a render discussões no Plenário da Assembleia.

Nesta segunda (6), o deputado Antônio Moraes (PSDB) pediu que a Comissão de Desenvolvimento Econômico convide a direção do Banco do Brasil para, em audiência pública, prestar esclarecimentos ao colegiado sobre o encerramento de serviços em pequenas cidades após os ataques de criminosos.

Na avaliação do parlamentar, a instituição financeira estaria “se aproveitando” das investidas dos assaltantes para encerrar permanentemente o atendimento nos municípios menores. “Existem microrregiões com apenas uma agência funcionando. O Banco do Brasil precisa explicar aos pernambucanos o que pretende, porque quem está pagando a conta é a população”, argumentou.

Moraes relatou que, atualmente, idosos chegam a se deslocar até 50 quilômetros para sacar o valor das aposentadorias, e comerciantes precisam transportar dinheiro até municípios vizinhos para fazer depósitos.

O deputado sugeriu que, para a audiência, sejam chamados também representantes sindicais e da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). “A Comissão precisa se debruçar sobre essa questão. Isso tem afetado os cidadãos e o comércio de diferentes regiões.”

Outras Notícias

TRE mantêm decisão e julga improcedente uma das ações da União Pelo Povo contra chapa Sandrinho e Daniel

Ainda resta uma ação por abuso de poder econômico,  ainda em análise na primeira instância, com participação da PF Primeira mão  O TRE manteve a sentença do juiz do primeiro grau e julgou improcedente o recurso da Coligação “União pelo Povo” em uma das ações contra a Frente Popular. O Tribunal entendeu que deve ser […]

Ainda resta uma ação por abuso de poder econômico,  ainda em análise na primeira instância, com participação da PF

Primeira mão 

O TRE manteve a sentença do juiz do primeiro grau e julgou improcedente o recurso da Coligação “União pelo Povo” em uma das ações contra a Frente Popular.

O Tribunal entendeu que deve ser mantida a extinção da ação sem resolução do mérito por “existência de litispendência com AIJE já ajuizada pela coligação”.

A litispendência ocorre quando duas ou mais ações judiciais idênticas estão em curso simultaneamente, com as mesmas partes, causa de pedir e pedido. Ela visa evitar decisões conflitantes e garantir a eficiência do sistema judiciário, impedindo a análise duplicada da mesma questão. 

Em outra decisão em fevereiro,  o juiz Osvaldo Teles Lobo Júnior decidiu pela improcedência da ação da União Pelo Povo, dos candidatos Danilo Simões e Edson Henrique, contra a Frente Popular, de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares, sob acusação de abuso de poder econômico.

A Coligação alegou que os investigados, na condição de candidatos à reeleição como prefeito e vice-prefeito do município de Afogados da Ingazeira nas eleições de 2024, promoveram o transporte de eleitores aos eventos de campanha, capitaneados pela chapa majoritária da qual faziam parte, utilizando, para isso, ônibus escolares para conduzir simpatizantes de bairros mais distantes, e até de zonas rurais, aos locais onde eram realizados os eventos.

Em resumo, o juiz alega que a Lei Complementar nº 64/90 dispõe, no inciso XVI do seu art. 22, que “para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam.” Diz que o fato não teve poder de alterar o sufrágio dos eleitores. E julgou improcedência da ação.

Ação com maior aposta da oposição segue

A ação é diferente da representação especial que tramita na Justiça Eleitoral contra a chapa da Frente Popular envolvendo o episódio de um ex-secretário flagrado com dinheiro e notas de combustível no veículo.

Essa aguarda conclusão do inquérito da Polícia Federal, que o MP quer anexar ao processo, que, segundo a oposição reúne denúncias de corrupção eleitoral, abuso de poder político e econômico, e caixa dois.

De acordo com a acusação, os elementos reunidos até o momento são graves e suficientes para sustentar a cassação da chapa. Os governistas, entretanto,  dizem confiar na alegação de que não houve ilicitude no processo eleitoral.

Após quase três anos preso, vereador vai reassumir mandato no sertão

O vereador Gildejânio Melo, de Ouricuri, no Sertão do Araripe pernambucano, deixou o presídio Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, na última terça-feira (26), após cumprir pena em regime fechado de 2 anos, 8 meses e 7 dias. O vereador foi condenado depois de policiais descobrirem um plantio de maconha em sua propriedade, no sítio Seriema, […]

O vereador Gildejânio Melo, de Ouricuri, no Sertão do Araripe pernambucano, deixou o presídio Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, na última terça-feira (26), após cumprir pena em regime fechado de 2 anos, 8 meses e 7 dias.

O vereador foi condenado depois de policiais descobrirem um plantio de maconha em sua propriedade, no sítio Seriema, zona rural de Santa Filomena.

O plantio foi localizado pela PM no dia 25 de abril de 2017, e foi noticiado pelo Blog PE Notícias. Na época, o vereador negou em entrevista coletiva à imprensa ter conhecimento do plantio da erva em sua propriedade.

Gildejânio Melo foi detido na cadeia de Ouricuri no dia 19 de setembro de 2017, num auto de prisão expedido pelo juiz Carlos Eduardo das Neves Mathias, da 2ª Vara da Comarca de Ouricuri.

Em 30 de maio de 2018, já preso, o vereador foi condenado pelo mesmo juiz à pena de 11 anos, 6 meses e 7 dias de prisão em regime fechado.

Gildejânio Melo elegeu-se vereador de Ouricuri com 1.416 votos, sendo o mais votado nas eleições de 2016.

Ao chegar a Ouricuri, na última terça-feira, o vereador postou a foto ao lado do irmão, Gildevan Melo, em sua rede social com a seguinte legenda: “O pesadelo acabou, livre graças a Deus”.

O vereador não teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal de Vereadores, ele vai pleitear reassumir a cadeira que está sendo ocupada pelo seu suplente, Nanias de Santa Rita.

Emancipação: Carnaíba e Itapetim completam 62 anos

Hoje 30 de dezembro o município de Carnaíba está completando 62 anos de Emancipação Política. Na programação,  Hasteamento da Bandeira, Missa Solene, e apresentação da Banda de Música. Na sequência, parabéns, corte do bolo e continuidade das apresentações das bandas. Às 18h, Inauguração dos calçamentos das ruas Antônio Tenório Leite e Joaquim Fernandes. 18h30, assinatura […]

Carnaíba-PE, por Cauê Rodrigues
Carnaíba-PE, por Cauê Rodrigues

Hoje 30 de dezembro o município de Carnaíba está completando 62 anos de Emancipação Política. Na programação,  Hasteamento da Bandeira, Missa Solene, e apresentação da Banda de Música.

Na sequência, parabéns, corte do bolo e continuidade das apresentações das bandas. Às 18h, Inauguração dos calçamentos das ruas Antônio Tenório Leite e Joaquim Fernandes.

18h30, assinatura da Ordem de Serviço para construção do calçamento da rua Nossa Senhora de Fátima em seguida forró com Cici do Acordeon.

História: o território do atual município de Carnaíba era habitado pelos índios Cariris. Registros rupestres destes primitivos habitantes foram encontradas nas Serras do Boqueirão e da Matinha

No século XIX, iniciou-se o povoamento de origem europeia quando o fazendeiro João Gomes dos Reis estabeleceu-se na Fazenda Lagoa da Barroca. Ali, foi construída a capela de Santo Antônio, no entorno da qual cresceu a vila de Carnaíba de Flores. A vila foi criada em 29 de junho de 1823. O distrito foi criado em 29 de julho de 1893, subordinado ao município de Flores

Foi elevado à categoria de município com a denominação de Carnaíba pela lei estadual nº 1 018, de 29 de dezembro de 1953.

Itapetim1
Itapetim

Itapetim também comemora 62 anos de Emancipação Política. Houve alvorada de manhã e na programação consta também inauguração no distrito de São Vicente a noite.

História: nos primórdios do século XVIII,  uma tribo indígena chamada Babicos já habitava a região. O primeiro nome de Itapetim foi Umburanas, devido à grande quantidade de arvores nativas do mesmo nome, e seus fundadores foram tropeiros, que transportavam bens tangíveis, principalmente gêneros alimentícios.

Em março de 1928, Itapetim passou a se chamar São Pedro das Lages e dez anos depois foi nomeada de Itapetininga, recebendo o nome atual em dezembro de 1943.

No dia 29 de dezembro de 1953, pela Lei 1.818, de autoria do deputado estadual Manoel Santa Cruz Valadares, Itapetim tornou-se município, ficando desmembrado de São José do Egito.

Em 1º de junho de 1954, em sessão presidida pelo padre João leite no Grupo Escolar Dom José Lopes, onde funcionou provisoriamente a sede da Prefeitura Municipal, foi inaugurada a instalação do município com a posse do primeiro prefeito nomeado, Francisco José de Maria, que teve um mandato de dezoito meses.

Atualmente, Itapetim é administrada por Arquimedes Machado, que cumpre seu primeiro mandato como prefeito.

Cine São José começa a ser equipado com projeção e som digitais

Patrimônio do município, o Cine São José integra rede de salas do Programa Cine de Rua, promovido pela Secult-PE. Iniciativa permitirá a volta da programação permanente do equipamento cultural, agora totalmente digital Começa nesta quarta-feira (7) a instalação de equipamentos de projeção de cinema digital Full HD, associado à reprodução sonora digital 5.1, no Cine […]

Foto: André Luis

Patrimônio do município, o Cine São José integra rede de salas do Programa Cine de Rua, promovido pela Secult-PE. Iniciativa permitirá a volta da programação permanente do equipamento cultural, agora totalmente digital

Começa nesta quarta-feira (7) a instalação de equipamentos de projeção de cinema digital Full HD, associado à reprodução sonora digital 5.1, no Cine São José.

A iniciativa é realizada por Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, Secretaria de Cultura, Fundarpe e Prefeitura de Afogados da Ingazeira.

Além da instalação dos equipamentos comprados pela Secretaria Estadual de Cultura, houve parceria entre a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e a Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE) para a aquisição de um projetor profissional.

A compra dos equipamentos do Cine São José foi embasada em um diagnóstico feito a partir de visitas técnicas de especialistas como Osvaldo Emery, servidor da Secretaria Especial de Cultura (MTur) e arquiteto especialista em salas de cinema, e Tomi Terahata, consultor técnico que já montou mais de 100 salas de cinema no Brasil – e que fará a instalação e o alinhamento do sistema de áudio e vídeo dos equipamentos no Cine São José, juntamente com o técnico Alexandre Barros, que instalará o projetor.

De acordo com Nill Júnior, diretor administrativo da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, a ideia é de que o cinema passe a exibir filmes já no segundo semestre. “Queremos que a Mostra Cinematográfica de Curtas Bora Pajeúzar, prevista para acontecer entre setembro e dezembro deste ano, seja o evento de reabertura do Cine São José”, revela Nill Júnior.

O Cine São José é um patrimônio do município inaugurado em 1942, fechado em 1994 e reinaugurado no final de 2003. Pertence a Diocese de Afogados da Ingazeira, a quem a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios é ligada, que possui um comodato com a Associação São José e conta com a parceria da prefeitura local.

Augusto Martins, secretário de Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, destaca que, em 2019, o cinema voltou a parar de funcionar porque os projetores de 35mm não tinham como operar, em virtude da falta dos filmes de película no mercado. “Agora estamos na fase final dos trabalhos de adequação da cabine e também de instalação dos novos equipamentos para que possamos, assim, promover uma nova reinauguração desse histórico Cine São José, patrimônio dos afogadenses”.

A existência dessa sala de cinema, uma das mais antigas no interior de Pernambuco, reflete a importância da cena audiovisual na região, com vários profissionais envolvidos na produção de obras e realização de mostras e festivais independentes, como a Mostra do Pajeú, já na sua 4ª edição. Em 2018 e 2019, a Secult-PE e a Fundarpe promoveram uma mostra do Festival Varilux de Cinema Francês. Inicialmente a instalação estava prevista para março do ano passado, mas, por conta das restrições impostas pela pandemia do Covid-19, precisou ser adiada.