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Antônio Marinho toma posse como diretor Nacional de Cultura Popular

Por André Luis

O poeta egipciense, Antônio Marinho, tomou posse em Brasília nesta segunda-feira (13) como diretor Nacional de Cultura Popular. Ele esteve ao lado da ministra Margareth Menezes e do secretário executivo de Cultura, Márcio Tavares. O momento é histórico para toda a região do Sertão do Pajeú.

Natural de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, Antonio é membro de uma família de poetas e fazedores de cultura. Ele foi um dos convidados para participar do grupo de trabalho na transição do governo para a pasta da Cultura, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e havia a expectativa, agora confirmada, de que participasse da nova gestão após a recriação do MinC.

Antonio Marinho vai dar visibilidade à cultura do Pajeú no Ministério da Cultura. A última vez que a região teve maior protagonismo foi na passagem de Gilberto Gil pelo Ministério, com projetos de reconhecimento às comunidades culturais da região.

O desafio, que vai tirar de letra, é conhecer ainda mais as outras manifestações culturais do país. Isso ele tira de letra, como grande estudioso da cultura popular que já é. Antonio Marinho é representante de um pedaço do Brasil que precisa de visibilidade.

Sobre Antonio Marinho

O cantor e poeta nasceu em 15 de julho de 1987, em São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco, descendente de uma família de tradição poética. Sua família tem a história intimamente ligada a esta arte sertaneja.

É bisneto e homônimo de Antonio Marinho, primeiro repentista a dar nome à cidade. Neto de Lourival Batista, o Louro do Pajeú, um dos nomes mais respeitados da cantoria de viola brasileira e filho de Zeto e Bia Marinho, poetas, cantores e músicos de expressão no cancioneiro nordestino.

Desde cedo, entrou em contato com a arte. Aos três anos, num show dos pais, fez seu primeiro recital, aos seis fez seu primeiro poema e aos dezesseis lançou um livro de poesias, Nascimento. Em 2005 deu início a um recital intitulado Em Canto e Poesia, que hoje é um grupo poético-musical formado por ele e seus irmãos, Greg e Miguel Marinho, já com um CD, Em Canto e Poesia (2014), e um DVD, Canção do Tempo (2017), lançados e um segundo CD em gravação.

Já passou, como músico, poeta e palestrante por importantes Palcos da Cena Cultural Pernambucana e Brasileira, como o Carnaval de Recife e Olinda em várias edições, incluindo 2020, o Festival de Inverno de Garanhuns (2007, 2008, 2009, 2012, 2014), o Abril pro Rock (2016), a Fliporto (2010), FLIP-RJ (2013), Jornada Literária do SESC Pernambuco (2012, 2013, 2014, 2015, 2016), A Farra Poética do SESC Nacional (2018), O São João do Recife e de Caruaru em várias edições, incluindo 2018 e 2019, o Festival Recifense de Literatura (2017 e 2018), entre outros.

Em 2015 participou do Pernambouc Quartet, projeto especial que fez duas turnês (2015 e 2017) na França e recebeu o ocorra, um importante prêmio musical Europeu.

Tem também passagens pelo cinema e pela televisão, como entrevistado em programas e documentários sobre cultura popular, como produtor e como ator. Além de vocalista do grupo, poeta, declamador, pesquisador, compositor e produtor cultural, é presidente do Instituto Lourival Batista, entidade destinada à salvaguarda da obra do seu avô e à realização de ações culturais na cidade de São José do Egito.

Outras Notícias

Obras da PE-365 alcançam 27% entre Serra Talhada e Triunfo

Os trabalhos de reconstrução da rodovia PE-365 já atingiram o percentual executivo de 27%. As intervenções começaram em dezembro de 2021 e abrangem um trecho de 32,4 km de extensão, que faz a ligação do município de Serra Talhada com as cidades vizinhas de Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo, no Sertão. A iniciativa […]

Os trabalhos de reconstrução da rodovia PE-365 já atingiram o percentual executivo de 27%. As intervenções começaram em dezembro de 2021 e abrangem um trecho de 32,4 km de extensão, que faz a ligação do município de Serra Talhada com as cidades vizinhas de Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo, no Sertão.

A iniciativa é mais uma das ações estruturadoras Programa Caminhos de Pernambuco e conta com investimento de 27,8 milhões do Plano Retomada. Executadas pelo DER, sob coordenação da Seinfra, as obras devem ser finalizadas até o final do ano.

A requalificação da PE-365 vai proporcionar melhores condições de trafegabilidade para mais de 100 mil pessoas, fortalecendo o escoamento da produção econômica e o turismo da região.

As obras iniciaram em dezembro do ano passado, e contém o prazo de término para o final deste ano em curso. O período completo é de 300 dias, conforme anunciado pela a empresa, responsável pela obra.

Opinião: o Centro Desportivo de Afogados da Ingazeira se tornou um cemitério de sonhos

*Profº Carlos Eduardo Queiroz Pessoa Os Jogos Escolares, em Afogados da Ingazeira, eram um evento singular no Sertão do Pajeú. Quase nenhuma outra cidade do Nordeste recebia tantos atletas de inúmeras modalidades esportivas de distintas cidades. Preparados, precariamente, sem os equipamentos adequados e infraestrutura arrojada no chão batido da quadra improvisada do Centro Desportivo Lúcio […]

*Profº Carlos Eduardo Queiroz Pessoa

Os Jogos Escolares, em Afogados da Ingazeira, eram um evento singular no Sertão do Pajeú. Quase nenhuma outra cidade do Nordeste recebia tantos atletas de inúmeras modalidades esportivas de distintas cidades. Preparados, precariamente, sem os equipamentos adequados e infraestrutura arrojada no chão batido da quadra improvisada do Centro Desportivo Lúcio Luiz de Almeida. 

Os poucos Professores de Educação Física transformavam a matéria prima. Crianças, jovens e adultos eram forjados à base de muita humanização pedagógica e, metodologicamente, disciplinados, a partir do testemunho moral paradigmático dos atletas mais velhos, que alcançavam índices, inimagináveis, em competições no âmbito nacional, até internacional. Apesar de toda falta de incentivo público e privado, além de graves deficiências socioeconômicas.

Esse processo de formação integrava uma rede de proteção social inovadora no contexto do ensino integrado aos resultados do esporte. A Escola era o terreno fértil de cultivo de atletas vocacionados ao esporte escolar. Cuidadosamente, escolhidos com a efetiva colaboração de Professores(as), em sala de aula, os alunos(as) passavam a ser semeados(as) com muito afeto, respeito, disciplina e, sobretudo, incentivo para as aulas de Educação Física. 

Era uma “catequese” sem volta. Um rito de passagem de “batismo educacional sagrado”. Os alunos alcançavam uma nova identidade social e cultural como atletas! Um verdadeiro projeto de emancipação humana que transformava jovens desconhecidos em praticamente heróis enviados à uma missão de vida ou morte. Os Jogos Escolares se transformavam na arena de competições dos melhores atletas, conscientes de seu novo protagonismo histórico e cívico. 

O processo de formação educacional integrado ao Esporte engendrou incontáveis cidadãos críticos, reflexivos, democráticos e comprometidos com os rumos políticos, econômicos e sociais do país. Tudo isso parece esquecido nos escombros do poder público corroído. Diante de um Brasil que despreza a Educação pública, gratuita, laica e de qualidade, a criminalização dos Professores(as) enfraquece os laços de solidariedade entre a sociedade, a escola e a família, inserindo-os em permanente rota de colisão de interesses, através de uma profunda guerra ideológica.

No Centro Desportivo de Afogados da Ingazeira, estão sepultados sonhos de incontáveis vidas de um passado destruído que compromete o presente e inviabiliza o futuro de uma nação. Os Jogos Escolares estão mortos e enterrados no passado! 

Não existe uma política pública estratégica de articulação intermunicipal de promoção do evento com mobilização das entidades desportivas de fomento à projeção dos atletas. Por esta razão, aos poucos eles ficaram saturados por falta de incentivo à participação em competições de alto rendimento. 

O descompromisso das entidades públicas, Municipais e Estaduais, deslegitimaram as iniciativas promissoras da rede de educação e autoridades envolvidas com o planejamento dos Jogos Escolares, que caducaram sem inovação no processo de modernização das competições. A falta de uma pista de atletismo sofisticada desmotivou o surgimento de novos talentos na principal modalidade com presença de público. A natação afogou-se nas piscinas inadequadas. Não precisa dizer que o público sumiu das quadras. A cidade perdeu com o desaquecimento da economia local. A educação ficou “mutilada” pedagogicamente. 

Entretanto, é preciso lembrar que a história nos ensina, inevitavelmente. Quero evocar os ensinamentos de Professores(as) de Educação Física como Antônio de Pádua, Luciete Martins, Suzana, Lula, Miguel e Canuto que marcaram indelevelmente nossas vidas: deve-se analisar sempre o passado como alternativa para se reconstruir o presente e melhorar as possibilidades do futuro. 

A sociedade deve se unir em torno de um novo pacto de resgate aos Jogos Escolares de Afogados da Ingazeira-PE. 

*Mestre em Ciências Sociais. Docente de Filosofia, Sociologia e Direito. Afogadense. Cidadão consciente.

Nicinha Melo comemora agenda em Brasília

Esta semana, a prefeita de Tabira, Nicinha Melo cumpriu agenda em Brasilia. No primeiro dia na capital federal, a prefeita se reuniu com membros do Ministério da Saúde, buscando investimentos não apenas para manter os serviços de saúde, mas para avançar ainda mais. A saúde dos tabirenses é uma prioridade, e não podemos mais esperar […]

Esta semana, a prefeita de Tabira, Nicinha Melo cumpriu agenda em Brasilia. No primeiro dia na capital federal, a prefeita se reuniu com membros do Ministério da Saúde, buscando investimentos não apenas para manter os serviços de saúde, mas para avançar ainda mais. A saúde dos tabirenses é uma prioridade, e não podemos mais esperar por melhorias.

Além disso, na manhã da quarta-feira (25), a prefeita esteve no Gabinete do Deputado Federal Carlos Veras, apresentando demandas cruciais. Dentre elas, a retomada da Operação Carro Pipa, a destinação de recursos para a construção do Pátio de Feira e Eventos e investimentos em áreas como saúde, assistência social, saneamento e infraestrutura.

A prefeita também destacou a necessidade de ações para o abastecimento de água em comunidades como Brejinho e Araras. “O povo de Tabira deve ser visto e atendido não só pela gestão municipal, mas também pelo Governo Federal. Como gestora, é meu dever buscar melhorias, não medindo esforços para resolver os problemas que assolam nosso povo guerreiro.”

No Ministério da Cultura, a prefeita apresentou projetos para a cidade, com destaque para o Carnaval de Tradição. 

“Nosso trabalho em Brasília não para por aqui. Estamos empenhados em conseguir recursos, projetos e investimentos para Tabira. Retornaremos ao município com a missão de dever cumprido, se Deus quiser.”

Nesta sexta-feira (27), Nicinha se reuniu com o Diretor Executivo de Conservação do DER, Maurício Rachid, cobrando soluções para as estradas que conectam Tabira.

Sertão do Pajeú totaliza 354 óbitos por Covid-19

Serra Talhada, Afogados da Ingazeira e Flores confirmaram novos óbitos pela doença. Por André Luis Após os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta segunda-feira (22), a região totaliza 20.796 casos confirmados de Covid-19. Foram 124 novos casos nas últimas 24 horas. Portanto, os números de casos […]

Serra Talhada, Afogados da Ingazeira e Flores confirmaram novos óbitos pela doença.

Por André Luis

Após os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta segunda-feira (22), a região totaliza 20.796 casos confirmados de Covid-19. Foram 124 novos casos nas últimas 24 horas.

Portanto, os números de casos de cada município ficam assim: Serra Talhada, 7.436; Afogados da Ingazeira, 3.259; Tabira 1.926, São José do Egito, 1.557; Carnaíba,  1.093; Flores, 763; Santa Terezinha, 699; Itapetim, 695; Triunfo, 679; Iguaracy, 497; Calumbi, 376; Brejinho, 369; Solidão, 344; Quixaba, 314; Santa Cruz da Baixa Verde, 314; Tuparetama, 304 e Ingazeira, 171 casos confirmados.

Óbitos – Com mais um óbito em Serra Talhada, dois em Afogados da Ingazeira e um em Flores, a região conta com 354 óbitos por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada (107); Afogados da Ingazeira (38); São José do Egito (27); Flores (27); Carnaíba (22); Triunfo (22); Tabira (21); Santa Terezinha (20); Tuparetama (17); Iguaracy (15); Itapetim (12); Quixaba (10); Brejinho (5); Santa Cruz da Baixa Verde (5); Calumbi (3); Solidão (2) e Ingazeira (1).

Detalhes dos óbitos

A Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira, confirmou os óbitos de dois pacientes do sexo feminino, 66 e 75 anos, aposentadas e que apresentavam comorbidades: paciente de 66 anos era portadora de câncer e hipertensão. Faleceu em 08/11/20, no Hospital Eduardo Campos, e só foi informada para o município nesta segunda-feira pela SES – PE. A paciente de 75 anos era cardiopata. O óbito ocorreu nesta segunda (22), no Hospital Regional Emília Câmara.

Serra Talhada confirmou o 107° óbito. Segundo o boletim epidemiológico,  se trata de paciente do sexo feminino, 69 anos, moradora do São Cristóvão. Era diabética, portadora de obesidade e veio a óbito no dia 20/03, no Hospital Eduardo Campos.

A Secretaria de Saúde de Flores confirmou o 27º óbito pela doença no município, mas não deu detalhes sobre o ocorrido.

Recuperados –  A região tem agora no total 19.922 pacientes recuperados da Covid-19. O que corresponde a 95,79% dos casos confirmados. Ontem, foram 183 curas clínicas na região.

Serra Talhada lidera geração de emprego no Pajeú, segundo Caged

Serra Talhada foi o município que mais gerou postos formais de trabalho no mês de outubro, na região do Pajeú. Os dados foram divulgados, na quinta-feira (21.11), no mais recente levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), produzido pelo Ministério da Economia. Considerado um importante polo no segmento de comércio e serviços, a […]

Serra Talhada foi o município que mais gerou postos formais de trabalho no mês de outubro, na região do Pajeú. Os dados foram divulgados, na quinta-feira (21.11), no mais recente levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), produzido pelo Ministério da Economia. Considerado um importante polo no segmento de comércio e serviços, a cidade também registra um cenário positivo na movimentação de renda e no empreendedorismo.

Conforme o apontamento, a criação de vagas com carteira assinada beneficiou 621 trabalhadores. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. Em Serra Talhada, contratamos 3.193 pessoas, entre os meses de janeiro e outubro de 2019. Com a subtração do número de desempregados, o município ainda garantiu o sustento de mais de 600 famílias. Entre os fatores que impulsionam a alavancada está a desburocratização da formalização de empresas. “A cada dia Serra Talhada ganha uma nova empresa que, por sua vez, abre possibilidade aos consumidores e oportunidades de empregos para nosso povo”, destaca o prefeito do município, Luciano Duque.

Segundo ele, as benfeitorias realizadas na cidade, nos últimos anos, incluindo grandes obras e avanços nos campos da saúde, transporte, educação e infraestrutura, também refletem este resultado, atraindo empreendimentos de grande porte nas áreas da construção civil, comércio e serviços. “O governo teve um papel importante na captação de recursos junto ao governo federal, do terceiro setor, do Sistema S, universidade, instituto federal, ampliação da FIS, novas empresas, negócios chegando a Serra Talhada, tudo isso soma e o papel do governo é animar a economia, atrair investimentos e por isso a cidade vive esse momento de crescimento sustentável”, reforça Luciano Duque.

Caged

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foi criado como registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É utilizado pelo Programa de Seguro-Desemprego para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais.

Este cadastro serve, ainda, como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais.