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Alunos de Triunfo vivenciam a história do Cangaço e de Lampião em Serra Talhada

Por Nill Júnior

O Projeto “Passeando pela História – Museu do Cangaço” recebe nesta quarta-feira (8/11), a cidade de Triunfo. Alunos e professores da Oásis do Sertão desembarcam no município de Serra Talhada, Capital do Xaxado para reviver as histórias do Cangaço e descobrir curiosidades acerca da terra natal do cangaceiro Lampião, por meio deste projeto que teve início em abril com o compromisso de trabalhar com os 17 municípios do Sertão do Pajeú.

O projeto, que tem Patrocínio da Caixa Cultural, é direcionado aos professores e estudantes das escolas públicas do Sertão do Pajeú, que além de conhecer a história do seu povo, vão vivenciar lugares que foram palcos de acontecimentos históricos vividos entre Virgolino Ferreira e seus inimigos.

 Nas primeiras horas da manhã, os alunos são recebidos no Museu do Cangaço. Em seguida, seguem o roteiro que passa por Pedras da Emboscada, onde aconteceu o primeiro confronto armado entre os Ferreira e Zé de Saturnino (seu primeiro inimigo), Casa Grande da Fazenda Pedreira (palco de memoráveis confrontos com cangaceiros) e desemboca na Casa de dona Jacosa, avó materna de Lampião, ali, ele nasceu e viveu até sua maioridade.

 Ainda Praça Agamenon Magalhães, que originou o município (Marco Zero) e mantém os casarios construídos nos séculos XVIII e XIX. Igreja do Rosário, Matriz da Penha, com seu estilo neoclássico com ares de modernidade, Casa da Cultura e Museu do Cangaço, o maior do gênero no Brasil.

Os visitantes são recebidos por monitores que narram alguns fatos nesse passeio pela história. Alunos e visitantes participam de uma palestra com o pesquisador e escritor do cangaço, Anildomá Willans de Souza, que tem quatro livros publicados sobre o tema.

Outras Notícias

PSDB precisa buscar sucessor para Tasso após programa, dizem tucanos

Andréia Sadi Na maior crise desde a sua fundação em 1988, o PSDB busca juntar os cacos e construir um sucessor tampão para o senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino da legenda. Para tucanos, Tasso está inviabilizado de seguir no comando do partido após questionar práticas de todos os caciques da sigla no programa do […]

Andréia Sadi

Na maior crise desde a sua fundação em 1988, o PSDB busca juntar os cacos e construir um sucessor tampão para o senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino da legenda.

Para tucanos, Tasso está inviabilizado de seguir no comando do partido após questionar práticas de todos os caciques da sigla no programa do PSDB que foi ao ar nesta quinta-feira.

O programa do PSDB irritou os diferentes grupos do partido, além de provocar a ira dos deputados do “Centrão” por criticar o “presidencialismo de cooptação”.

Mas, no tucanato, o programa elevou a pressão para que o senador deixe a presidência da legenda. Desde ontem, as principais lideranças do PSDB discutem soluções para a crise na cúpula.

Em conversas reservadas, uma ala de tucanos defende que Aécio Neves (MG) reassuma o comando do partido – mas, antes, os principais líderes vão consultar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o tema.

O prefeito de São Paulo, João Doria, não quis comentar o programa. Mas, questionado pelo blog sobre a crise no partido, disse nesta sexta-feira que o ex-presidente FHC pode ajudar a buscar soluções.

“FHC pode ajudar a serenar a crise do PSDB. Tem autoridade pra isso”, afirmou o prefeito. Aécio Neves está afastado do comando do partido desde que foi delatado pela JBS, em maio. Ele foi flagrado pedindo R$ 2 milhões para o empresário Joesley Batista.

Uma outra hipótese em estudo no PSDB é antecipar a convenção nacional, prevista para dezembro. Neste caso, o nome mais forte é o do governador de Goiás, Marconi Perillo. Para isso, a Executiva precisa se reunir novamente.

Tucanos ouvidos pelo blog admitem que a convenção possa ser antecipada para outubro. Mas, antes, o partido precisaria fazer as convenções estaduais – e há tempo hábil para isso.

Afago a tucanos

O presidente Michel Temer vai aproveitar a crise dos tucanos para afagar os ministros do PSDB. Nesta sexta, Temer chamou para almoçar todos os ministro tucanos e o senador Aécio Neves.

Na quinta-feira à noite, os ministros Aloysio Nunes e Antonio Imbassahy, ambos do PSDB, vieram à público para o programa do partido. Além disso, os dois e o também ministro Bruno Araújo saíram em defesa do governo Temer.

Bolsonaro lança dúvida sobre eleição

Carta Capital O presidente Jair Bolsonaro voltou a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, ontem. Segundo ele, “todo mundo sabe do que tem que desconfiar”. “Mais do que desconfiar, algumas coisas temos que resolver até as eleições, e serão resolvidas brevemente, podem ter certeza. A gente quer […]

Carta Capital

O presidente Jair Bolsonaro voltou a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, ontem. Segundo ele, “todo mundo sabe do que tem que desconfiar”. “Mais do que desconfiar, algumas coisas temos que resolver até as eleições, e serão resolvidas brevemente, podem ter certeza. A gente quer eleições limpas, transparentes e tenho certeza de que brevemente essas questões serão resolvidas”, afirmou, para, na sequência, inserir os militares na discussão.

O ex-capitão declarou que as Forças Armadas foram convidadas a participar do processo eleitoral pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso.

“Eu sou o chefe supremo das Forças Armadas. Aceitamos um convite do ministro Barroso. O pessoal do Exército, segundo a mídia, buscou o TSE e começou a levantar possíveis vulnerabilidades, para ajudar o TSE. Foi oficiado o TSE, para que pudesse responder às Forças Armadas”, prosseguiu. “Passou o prazo, ficou um silêncio, foi reiterado. O prazo se esgotou no dia de hoje. E isso está na mão do ministro [da Defesa] Braga Netto, que vai tratar desse assunto. Ele vai entrar em contato com o presidente do TSE para ver se o atraso foi em função do recesso ou se não foi”.

Na manhã de ontem, em contato com apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, Bolsonaro prometeu que ‘algo’ irá acontecer nos próximos dias para ‘salvar o Brasil’. Ele falava sobre Cuba e Venezuela, mas não deixou pistas. “Qual a diferença de uma ditadura que vem pelas armas, como é em Cuba e Venezuela, e a ditadura que vem pelas canetas? Nenhuma. Vocês sabem o que está acontecendo no Brasil. Acredito em Deus e nos próximos dias vai acontecer algo que vai nos salvar no Brasil. Tenham certeza disso”, afirmou.

As novas insinuações de Bolsonaro sobre a eleição vêm em meio à publicação de levantamentos que reforçam o favoritismo do ex-presidente Lula. Pesquisa Quaest/Genial divulgada na última quarta-feira mostra que Lula mantém 45% das intenções de voto. Com o resultado, o petista supera a soma de todos os demais candidatos e reforça a possibilidade de vencer ainda no primeiro turno.

Ao todo, quatro cenários foram considerados pela Quaest e, em todos, Lula lidera com ampla vantagem. Bolsonaro aparece em segundo lugar, variando entre 23% e 24%. Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) novamente empatam em terceiro lugar, com 7% da preferência dos eleitores.

Em um eventual segundo turno, Lula superaria qualquer adversário por uma diferença de pelo menos 20 pontos, de acordo com a pesquisa. Contra Bolsonaro, por 54% a 30%; contra Moro, por 52% a 28%; e contra Ciro, por 51% a 24%.

PF abre inquérito para investigar se Bolsonaro prevaricou em caso de suspeitas da Covaxin

A apuração tem origem nas declarações do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeita de prevaricação de Jair Bolsonaro na negociação do governo para a compra da vacina Covaxin. A apuração tem origem nas afirmações do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que diz ter avisado o presidente sobre irregularidades […]

A apuração tem origem nas declarações do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF)

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeita de prevaricação de Jair Bolsonaro na negociação do governo para a compra da vacina Covaxin.

A apuração tem origem nas afirmações do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que diz ter avisado o presidente sobre irregularidades nas tratativas e as pressões que seu irmão, servidor do Ministério da Saúde, teria sofrido.

A prevaricação é um tipo criminal em que o agente público deixa de agir ou retarda a ação para satisfazer interesses pessoais.

No caso do presidente, a apuração vai buscar saber se ele foi de fato informado e se tomou medidas.

A investigação foi solicitada pela PGR após a ministra do STF Rosa Weber cobrar manifestação da Procuradoria sobre a notícia-crime apresentada ao Supremo por três senadores. Na PF, o caso será conduzido pelo Sinq (Serviço de Inquérito) da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, setor que cuida de apurações que envolvem pessoas com foro.

Vitória de Márcia foi maiúscula, mas ainda apareceu quem quisesse mais

A prefeita Márcia Conrado teve uma vitória maiúscula em Serra Talhada, com 57,68% dos votos, contra 37,54% de Miguel Duque. Sargento Jucelio Souza (PL): 1.922 votos, 3,97% dos votos válidos, Dr. Luiz Pinto (PSOL): 395 votos, 0,82% dos votos válidos. Apesar da vitória com pouco mais de 20% e mais de 9 mil votos, as pesquisas […]

A prefeita Márcia Conrado teve uma vitória maiúscula em Serra Talhada, com 57,68% dos votos, contra 37,54% de Miguel Duque.

Sargento Jucelio Souza (PL): 1.922 votos, 3,97% dos votos válidos, Dr. Luiz Pinto (PSOL): 395 votos, 0,82% dos votos válidos.

Apesar da vitória com pouco mais de 20% e mais de 9 mil votos, as pesquisas anteriores, que davam a margem maior, alimentaram em eleitores governistas uma vantagem ainda mais robusta.

Para se ter uma ideia, em 13 de setembro, a pesquisa Múltipla colocava Márcia com 62%, Miguel Duque com 20% e Luiz Pinto mais Sargento Jucélio com 2% e 1%, respectivamente. Em 4 e 5 de outubro, na última pesquisa, Miguel pulou a 36% e Márcia ficou estável, com 61%.

Só que desde o início, o Diretor do Múltipla, Ronald Falabella, dizia que a tendência dos indecisos é migrar para o nome da oposição.  “Quando você tem um gestor ou gestora disputando a reeleição, não há sentido para os indecisos não seguirem sua proposta, porque esse nome já teve quatro anos se mostrando à sociedade”.

Então o indeciso é aquele que não se declara por motivos como receio de ser identificado, por estar ou ter algum nome próximo ocupando funções no governo, e prefere  dizer que está indeciso. Mas migra para a oposição.

No final, o Múltipla acertou o resultado considerando a margem de erro, de 4,6%. Mas ainda houve quem quisesse mais, inclusive no staff da prefeita, apesar da vitória maiúscula. Miguel, registre-se, dado o curto tempo até a eleição, palanque menor e outros fatores, também cumpriu seu papel de marcar oposição politicamente.

Paulo Veras: o que é e qual o futuro do bolsonarismo?

O movimento que levou Bolsonaro à Presidência não é unitário. Sob o guarda-chuva do bolsonarismo estão evangélicos, jovens liberais, ruralistas, policiais e militares Por Paulo Veras/JC Online Wilson Lapa já foi eleitor de Lula (PT). Presidente da associação de moradores de Brasília Teimosa, comunidade que recebeu muita atenção dos petistas nos primeiros dias após o […]

Foto: Dhavid Normando/Futura Press/Estadão Conteúdo

O movimento que levou Bolsonaro à Presidência não é unitário. Sob o guarda-chuva do bolsonarismo estão evangélicos, jovens liberais, ruralistas, policiais e militares

Por Paulo Veras/JC Online

Wilson Lapa já foi eleitor de Lula (PT). Presidente da associação de moradores de Brasília Teimosa, comunidade que recebeu muita atenção dos petistas nos primeiros dias após o partido assumir a presidência, este ano ele fez campanha intensiva por Jair Bolsonaro (PSL), eleito presidente no último dia 28 com 55% dos votos válidos.

“Eu dizia que ia ser convidado para ser o ministro das Comunicações. Eu não parava de fazer campanha pelo WhatsApp. No segundo turno, eu conversava com o grupo que era contra. Quando eles botavam dez mensagens, eu botava vinte”, ele conta.

Aos 59 anos, foi seduzido ao bolsonarismo pelo discurso em “defesa da família” e da “moralização das escolas”. É evangélico e, nos últimos anos, se entristeceu com o PT. “Eu honrei o PT, quando foi preciso honrar. Mas o PT vem decepcionando a gente. Usou Brasília Teimosa como um marketing. Se aproveitou e depois sumiu”, se ressente.

O movimento que levou Bolsonaro à Presidência não é unitário. Sob o guarda-chuva do bolsonarismo estão os evangélicos, preocupados com a família “tradicional”, contra o casamento gay e o aborto; jovens liberais confiantes nas promessas de um Estado enxuto; movimentos pró-impeachment, como o Vem Pra Rua e o MBL, identificados com a pauta anticorrupção e a defesa da Operação Lava Jato; ruralistas, que defendem uma reação rigorosa a ocupação de terras; policiais e militares, que veem na liberação da posse de armas de fogo um caminho para combater a violência; e, até, uma ala minoritária de saudosistas da ditadura militar.

Todos eles se unem no apoio ao “mito” Bolsonaro como líder popular do mesmo jeito que um robusto grupo de sindicatos, sem terras, movimentos feministas e LGBTs e nordestinos veneram Lula.

Juntos, os bolsonaristas conseguiram galgar degraus na política brasileira só então atingidos pelo lulismo. Produziram uma adesão espontânea, com pessoas que compravam camisetas do “mito” Bolsonaro por até R$ 20 nos camelôs, e um grupo de manifestantes organizados, com estética, discursos e dinâmicas próprios, tirando da esquerda a prevalência sobre as ruas. Nesse ponto, o bolsonarismo é o pós-lulismo.

“O bolsonarismo é um fenômeno vasto. Algumas pessoas aderiram desde o seu núcleo originário. Pessoas mais religiosas, que têm expectativa de um ideário de costumes conservadores, e outras de uma nostalgia equivocada com relação ao período militar. O que juntou muita gente ao redor do Bolsonaro foi o anti-petismo. O PT saiu da ditadura como a grande expectativa de transformação da política do País. E se revelou um partido tão corrupto quanto os outros. E o PT não fez a autocrítica que tinha que fazer. Talvez, se não tivesse ficado preso na obsessão pelo Lula, com um caráter quase sectário, Haddad (Fernando) teria sido eleito. Toda uma gama de pensamento mais liberal de centro-direita acabou se juntando ao Bolsonaro – não ao bolsonarismo – para que o PT não voltasse ao poder”, avalia o filósofo Luiz Felipe Pondé.

Discurso bolsonarista

Para Pio Guerra Júnior, presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), os produtores rurais aderiram à campanha de Bolsonaro por causa de promessas de melhorar a segurança pública e de proteção à propriedade privada.

“Ele reconhecia o agronegócio brasileiro, que tem sustentado esse País por centenas de anos. Não apoiamos por interesses próprios. A gente defende pautas que são inerentes a todos os brasileiros. Se não resolver o problema das invasões de terra no meio urbano ou rural, você não resolve a violência. Se você não permitir que o cidadão tenha uma arma para defender sua casa, na cidade e no campo, você está abandonando o Brasil. Ninguém representava a renovação mais do que Bolsonaro. Não estou dizendo que ele é um santo”, explica.

O discurso de Bolsonaro foi importante para ele ganhar outro público expressivo: os evangélicos. “Eles aderiram à campanha de Bolsonaro porque ele usa a linguagem religiosa para falar com esse público. E tem uma pauta para a qual esse público é muito sensível, da manutenção dos costumes. São coisas relacionadas à sexualidade, movimento LGBT, modelo de família e aborto. Além disso, uma boa parte da população da periferia é evangélica”, lembra Edin Sued Abumanssur, professor de Sociologia em Ciência da Religião da PUC São Paulo.

Na visão de Maria Dulce Sampario, coordenadora do movimento Vem Pra Rua no Recife, ainda que este grupo político não tenha apoiado oficialmente Bolsonaro, os componentes podem fazer protestos para defender a implementação de uma série de pautas do novo governo.

“Acho que, se acontecer algum bloqueio do Congresso, um veto às políticas dele, nós iremos protestar. A gente vai para ajudar. E também se a gente vir que tem algo de ruim para o País que possa ser implementado”, explica. Na campanha, o Vem Pra Rua defendeu o voto “PT Não”.