Águas voltam a descer no rio rumo a Brotas depois das chuvas
Por Nill Júnior
O flagrante é de Júnior Alves, do Radar do Sertão : ainda não foi aquela chuva que faz as águas passarem por sobre a ponte como nas antigas, mas o que caiu ontem já foi o suficiente para o rio botar uma cheia e as águas descerem rumo à barragem de Brotas.
Segundo informações da 2ª Companhia de Polícia Militar, choveu em Tabira nesta quinta-feira (3) apenas 4 milímetros. Acredita-se até na zona rural a chuva foi bem mais intensa porque corria muita água sob a ponte que liga o centro ao Bairro Vitorino Gomes.
Por Heitor Scalambrini Costa* “O drama não é que as pessoas tenham opiniões, mas sim que as tenham sem saber do que falam”. José Saramago (escritor português premiado com o Nobel de Literatura em 1998) Na disputa eleitoral de 2026, além da escolha para governador, deputado estadual e federal e senadores, teremos a escolha para presidente. […]
“O drama não é que as pessoas tenham opiniões, mas sim que as tenham sem saber do que falam”.
José Saramago (escritor português premiado com o Nobel de Literatura em 1998)
Na disputa eleitoral de 2026, além da escolha para governador, deputado estadual e federal e senadores, teremos a escolha para presidente. Uma eleição singular, plebiscitária, pois de um lado está a pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, um democrata inconteste, tendo como principal adversário, um ilustre desconhecido do povo brasileiro, extremista de direita, cujo cartão de visita é ser filho de Jair Bolsonaro, ex-presidente, julgado, condenado e preso. Atualmente em prisão domiciliar, pelo planejamento e tentativa de golpe de Estado, e cuja família e seus adeptos são conhecidos por apoiarem a ditadura cívico-militar de 1964.
Neste contexto ocorrerão as eleições deste ano, cujo pano de fundo torna a eleição de 2026 nacionalizada. O eleitor de todos os rincões é quem decidirá: democracia ou fascismo. Não será uma simples escolha e disputa partidária, mas civilizatória.
Em Pernambuco, terra do auto intitulado “caçador de raposas políticas” – o ex-governador e ex-candidato a presidente da República, o falecido Eduardo Campos – criticava a “velha política” que, segundo ele, predominava no governo Dilma Rousseff, e dizia que o Brasil precisa “tirar as raposas” de Brasília. Estava em plena campanha para presidente da República.
Lembrei deste fato, quando agora, 12 anos passados seu filho João Campos, ex-prefeito do Recife, e pré-candidato a governador do Estado, concorrerá com a atual governadora, candidata à reeleição, e cuja família sempre esteve ao lado dos Campos, inclusive o pai de Raquel foi vice-governador do próprio Eduardo. A base de apoio durante seus dois mandatos (2007 a 2014) foram repletas de figuras e famílias que representavam o que ele chamou de “raposas políticas”. Nada difere atualmente, pois tanto do lado de João Campos, como de Raquel Lyra as “raposas políticas” estão presentes, e independente de quem ganhe permanecerão no poder.
Um dos temas de grande repercussão no eleitorado é sobre a privatização. Depois do desastre para o consumidor e a população em geral, com a privatização no ano 2000 da Companhia Energética de Pernambuco-Celpe (atual Neoenergia Pernambuco), as promessas de alcançar a modicidade tarifária, de mais investimentos, e de melhoria da qualidade dos serviços prestados pela empresa, não foram cumpridas. Ao contrário, as “contas de luz” subiram a patamares bem superiores à inflação (2 a 4 vezes), e a qualidade dos serviços despencaram, além dos lucros exorbitantes diante da realidade econômica do país.
Depois de 10 anos da privatização da Celpe, em julho de 2010, pesquisa realizada pelo Instituto Maurício de Nassau para entender “O Que Pensa o Eleitor Pernambucano?”, virou livro, assinado pelos pesquisadores Adriano Oliveira, Carlos Gadelha Júnior e Roberto Santos. Na pesquisa, 70% das respostas reprovaram a privatização, e apenas 14% eram favoráveis à venda da estatal. Hoje não tenho a menor dúvida que a reprovação da população pernambucana se aproxima dos 100%. Mesmo com essa quase unanimidade, sem amplo debate com a sociedade, foi antecipado a renovação do contrato de privatização da Neoenergia Pernambuco, que iria expirar em 2030. Em setembro de 2025, foi assinado a prorrogação do direito da empresa de distribuir energia elétrica no estado até 30 de março de 2060.
Muita pouca coisa difere de ambas pré-candidaturas a governador em Pernambuco, a não ser a luta pelo poder. Um dos pontos é sobre a privatização, agora da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Não somente defendida pela atual governadora, como também implementada na sua gestão, no leilão realizado em 18 de dezembro de 2025, cujo consórcio ganhador (formado pela Acciona e BRK Ambiental, além do fundo Pátria Investimentos) fará a distribuição de água e esgotamento.
Como quem foge da cruz, o governo estadual tem evitado falar diretamente em privatização. Prefere o termo “concessão”, que nada mais é do que uma forma de privatização. Tenta assim confundir o eleitor. Por outro lado, João Campos na sua gestão frente à Prefeitura de Recife, ficou marcada por uma política de privatização de espaços públicos, como a orla de Boa viagem e de Brasília Teimosa os parques de Dona Lindu e Apipucos, e do centro histórico (Distrito de Guararapes). Defendida por argumentos conhecidos e rechaçados pela população, o modelo tem sido criticado pela elitização, com perda de acesso público, e altos custos do estacionamento e de outros serviços oferecidos.
Estes pré-candidatos à frente da disputa, infelizmente não oferecem à população propostas que visem um futuro mais próspero, com maior bem-estar social real as populações. Ambas candidaturas estão infiltradas de forças retrógradas, extremistas, que sob o pretexto de defenderem valores tradicionais, a liberdade de expressão, atacam a democracia. O risco que os fascistas, a extrema direita representa não é retórico, é real, e devemos cobrar de todas as forças políticas progressistas que repilam as forças reacionárias, a começar por Pernambuco. No mínimo é isto que esperamos dos contendores.
* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França. A opinião é de responsabilidade do autor.
O empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, medido pela pesquisa Genial/Quaest, é resultado de mudanças na composição do eleitorado, com crescimento do senador em grupos estratégicos e redução da vantagem do presidente em bases tradicionais. A avaliação é do […]
O empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, medido pela pesquisa Genial/Quaest, é resultado de mudanças na composição do eleitorado, com crescimento do senador em grupos estratégicos e redução da vantagem do presidente em bases tradicionais.
A avaliação é do diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista ao Estúdio i.
Segundo ele, “pela primeira vez, Flávio aparece numericamente à frente do presidente Lula”, embora o cenário ainda esteja dentro da margem de erro.
Entre os principais movimentos identificados está a mudança no comportamento por gênero.
“Neste momento o Flávio tem uma vantagem no público masculino e lentamente a gente vai vendo o presidente Lula perder vantagem no público feminino”, afirmou Nunes.
Na análise de Nunes, as mulheres foram um dos principais pilares da vitória de Lula em 2022, e a redução dessa diferença ajuda a explicar o equilíbrio atual na disputa.
A pesquisa também aponta crescimento do senador em diferentes faixas etárias.
“Os jovens de 16 a 34 anos têm 46% de intenção de voto em favor do Flávio contra 38% do Lula”, disse Nunes.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o movimento também aparece. “A gente também está vendo uma tendência de queda do presidente Lula ao longo do tempo e de crescimento e consolidação do nome do Flávio”, afirmou.
Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem. “É o único segmento em que o Lula está vencendo”, acrescenta.
Classe média e renda mais alta puxam mudança
O recorte por renda mostra um dos pontos mais relevantes da análise. Segundo Nunes, Lula mantém vantagem entre os mais pobres. “O Lula tem um desempenho muito favorável na população com até dois salários mínimos, isso continua se repetindo”, afirmou.
Mas a situação se inverte nas demais faixas. No público de 2 a 5 salários mínimos, Flávio tem 47% e Lula, 36%. Nunes destaca que esse é justamente o grupo em que o governo esperava maior impacto de medidas econômicas.
“É exatamente no público em que o governo apostava que haveria uma grande repercussão da isenção do Imposto de Renda”, afirmou.
Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político. Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente […]
Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN
Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político.
Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente para o ambiente digital — que já representava 60% da receita publicitária total no Brasil em 2024, com projeção de chegar a 70% em 2029 —, enquanto o consumo de notícias se fragmentou e o engajamento com TV, impresso e sites jornalísticos tradicionais segue em queda. No Brasil, a confiança nas notícias medida pelo Reuters Institute ficou em 42% em 2025, num patamar estabilizado, mas longe da autoridade quase sacerdotal que os grandes grupos exerceram por décadas.
Democracias precisam de uma imprensa forte. O problema brasileiro foi outro: a formação de um sistema altamente concentrado, cartelizado, familiar, patrimonialista e politicamente orgânico às classes dominantes do momento, apesar de a própria Constituição de 1988 vedar monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social.
Sempre me intrigou o fato da mídia jamais ter se proposto a ser a voz de novos grupos que surgiam no país, como resultado de mudanças econômicas e sociais.
Sempre minimizou a era das grandes indústrias, deixou de lado os movimentos de apoio às pequenas e médias empresas, ignorou por muito tempo a própria revolução agrícola.
Conspirou contra o segundo governo Vargas e denunciou diuturnamente o governo JK, usando para ambos denúncias de corrupção — que se revelaram totalmente falsas.
Ora, ambos os governos estavam lançando as bases de uma nova elite empresarial e social. Havia uma demanda por otimismo excepcional. O papel de qualquer mídia inteligente seria captar esses movimentos e se tornar seu porta voz. No curto período em que entendeu essa dinâmica, na campanha das diretas, a Folha de S.Paulo tornou-se o jornal mais influente do país.
Mas se a fórmula funcionou, porque em todos os demais momentos históricos, a mídia preferiu apostar no velho e matar o novo?
Em vários momentos da história, colocou-se contra qualquer projeto de soberania nacional ou de inclusão social.
A razão é simples. O imediatismo e a falta de visão estratégica da imprensa, a impede de apostar no novo. Ela aposta no poder imediato. E o poder imediato sempre é o poder de ontem, até que seja desbancado pelo novo. Ela só adere ao novo, depois que este se torna poder.
Desse modo, ela atua como estratificadora de todas as eras político-econômicas de um país. O novo sempre terá dificuldades, devido à resistência da mídia. Só depois que ele consegue se impor, apesar da mídia, ele passará a receber seu apoio.
Nos anos 1990, a mídia atingiu seu apogeu, não apenas econômico como político. Eram quatro grandes diários, no eixo Rio-São Paulo, que faziam a pauta nacional. O que diziam era reproduzido por agências de notícias, se espraiavam pelo noticiário de rádio e pela imprensa regional.
Cada tiro era uma bomba
Vivi esse período e percebi, no espaço de uma coluna que mantinha na Folha, o enorme poder transformador da mídia, desperdiçado, deixado de lado. Na minha coluna, ajudei a disseminar os programas de qualidade total, as políticas científico-tecnológicas, a importância da indústria cultural, da digitalização do Judiciário, da criação de uma indústria de defesa.
Ficava imaginando o que seria possível se, em vez de uma coluna, o jornal inteiro abraçasse uma visão modernizante para o país. Acelerariam em décadas o grande salto nacional.
Mas foi inútil. Até o Estadão, que em priscas eras representou uma elite conservadora culta, o jornal que trouxe a USP, perdeu totalmente seu clã modernizador.
A própria Constituição de 1988 vedava monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social. O texto constitucional também determina finalidades educativas, culturais, informativas e estímulo à produção independente e regional; o país, porém, jamais regulou de forma efetiva esse mandamento. O resultado foi um espaço público sequestrado por poucos conglomerados, capazes de confundir liberdade de imprensa com liberdade de empresa — e interesse público com interesse acionário.
Agora, com a vinda das redes sociais e das grandes plataformas, há o fim de uma era e a entrada de uma nova era, com todos os vícios da anterior: concentração da propriedade, direcionamento do discurso, falta de controle social.
Tem-se um país sem rumo e com a bússola, em vez de organizar o trajeto, montando armadilhas para jogar o navio em direção ao iceberg.
Luís Nassif é jornalista, diretor e fundador do Jornal GGN.
Em entrevista à Rádio Cultura FM 92,9, o repórter Orlando Santos conversou com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, sobre o andamento das obras e a implantação de voos comerciais no aeroporto de Serra Talhada. Ele esteve ao lado da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado. Durante a entrevista, o ministro informou que […]
Em entrevista à Rádio Cultura FM 92,9, o repórter Orlando Santos conversou com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, sobre o andamento das obras e a implantação de voos comerciais no aeroporto de Serra Talhada. Ele esteve ao lado da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado.
Durante a entrevista, o ministro informou que a parte burocrática do processo já foi concluída, incluindo o leilão e a assinatura do contrato. Segundo ele, a concessionária terá até 90 dias para assumir oficialmente a gestão do Santa Magalhães, um dos aeroportos regionais de Pernambuco contemplados na primeira fase do Programa Ampliar.
A agenda teve início neste sábado (18), no Aeroporto Comandante Mairson Rodrigues Bezerra, localizado na zona rural de Araripina, às margens da BR-316. Ainda hoje, às 15h30, o ministro segue para o Aeroporto Regional Santa Magalhães, na zona rural de Serra Talhada.
O Programa Ampliar prevê investimentos em aeroportos estratégicos, buscando melhorar as condições operacionais e ampliar a oferta de voos em diversas regiões do país.
O aeroporto de Serra Talhada passará a ser administrado pela GRU Airport, dentro de pacote que inclui terminais de Garanhuns e Araripina. Só o terminal de Serra Talhada receberá R$ 40,5 milhões, maior valor entre os três. O objetivo é modernizar a estrutura e ampliar a operação.
Após esse período, a empresa terá prazo de três anos para concluir toda a estrutura prevista.
Sobre a chegada de voos comerciais, Tomé Franca destacou que a presença de companhias aéreas dependerá da demanda regional. Ele afirmou que o papel do governo é garantir a estrutura necessária para que o crescimento econômico da região atraia novas operações.
Serra gera expectativa de ser um hub de maior apelo comercial, com possibilidade da chegada de rotas com a aeronave ATR-72, também operada pela Azul, em substituição ao modelo Gran Caravan, de novembro lugares.
O ministro também ressaltou que, mesmo antes do funcionamento comercial completo, o aeroporto já terá papel importante no desenvolvimento regional, com apoio ao transporte aeromédico, transplantes, chegada de investidores, escoamento de produtos e deslocamentos emergenciais.
Considerado estratégico, o aeroporto de Serra Talhada deve atender não apenas o Sertão pernambucano, mas também cidades da Paraíba, Ceará e Bahia.
A pré-candidata a deputada estadual, Regina da Saúde, participou, na última sexta-feira (17), da 2ª edição da Festa da Agricultura Familiar (SemeAgro), realizada em Caruaru. Na ocasião, Regina defendeu o fortalecimento de ações como o acesso ao crédito e assistência técnica para potencializar a agricultura familiar no estado. “Precisamos ampliar o acesso ao crédito, à […]
A pré-candidata a deputada estadual, Regina da Saúde, participou, na última sexta-feira (17), da 2ª edição da Festa da Agricultura Familiar (SemeAgro), realizada em Caruaru. Na ocasião, Regina defendeu o fortalecimento de ações como o acesso ao crédito e assistência técnica para potencializar a agricultura familiar no estado.
“Precisamos ampliar o acesso ao crédito, à assistência técnica e às políticas públicas que valorizem quem vive e trabalha no campo, pois quando apoiamos o pequeno produtor, estamos fortalecendo a economia do interior e promovendo desenvolvimento com dignidade”, ressaltou Regina da Saúde.
A pré-candidata destacou ainda o papel fundamental da agricultura familiar para as economias regionais e para a segurança alimentar da população. “Fortalecer a agricultura familiar é investir diretamente nas famílias que vivem da terra e contribuem diariamente para o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.
Regina da Saúde participou da atividade ao lado da vice-prefeita de Caruaru, Dayse Silva, além de apoiadores como o ex-prefeito de Águas Belas, Luiz Aroldo, e lideranças políticas da região. O evento reuniu agricultores, produtores rurais e lideranças de várias localidades, com o objetivo de valorizar a agricultura familiar e ampliar os marcados intermunicipais.
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