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Afogados: Conselho dos direitos da mulher apresenta balanço das ações em 2022

Por André Luis

Em Afogados da Ingazeira, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher realizou na tarde desta Quinta (15), no auditório da Secretaria de Assistência Social, a última reunião ordinária de 2022. Durante a reunião, as instituições e organismos que compõem esse importante fórum de participação social discutiram o balanço das ações realizadas em 2022.

O Conselho, em parceria com a gestão municipal e órgãos de segurança do Estado, vem desenvolvendo diversas políticas públicas para as mulheres, da cidade e do campo em Afogados. Durante a reunião, Risolene Lima, Coordenadora de políticas para as mulheres da Prefeitura, fez um balanço das ações desenvolvidas.

Entre as principais atividades ela falou sobre a participação no Fórum de Gestoras, a Live do Dia da Mulher, a participação na reestruturação da cozinha comunitária, reuniões com o grupo de mulheres do quilombo Leitão da Carapuça, campanha do Agosto Lilás, com exibição de documentários e rodas de conversas com mulheres de diversas idades, com o objetivo de dialogar sobre formas de combate e prevenção à violência contra a mulher.

Risolene também destacou a promoção da campanha “Violência Contra a Mulher é Jogo Sujo”, durante os jogos do Campeonato Rural de Afogados, além das ações cotidianas de monitoramento e acompanhamento dos casos de violência doméstica, e o plantão psicológico para atendimento às vítimas, ações em parceria com a Delegacia da mulher.

O resultado é que, fruto dessas ações, a Prefeitura de Afogados recebeu, mais uma vez, o prêmio Prefeitura Amiga da Mulher, já na gestão do Prefeito Sandrinho Palmeira. O prêmio é concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco aos municípios que mais se destacam na promoção de políticas públicas para as mulheres.

“A parceria entre a sociedade civil organizada e as instituições públicas, como a Prefeitura, a Polícia Militar e a Delegacia da mulher, tem sido fundamental para o sucesso desse trabalho”, destacou Risolene.

Durante a reunião foram entregues certificados de reconhecimento à contribuição dada nessa luta à Secretária de Assistência Social, Madalena Leite; à vereadora, Gal Mariano, à Delegada Andreza Gregório, a Coordenadora do Centro de Saúde da Mulher, Viviane Zuza, e Roseane Simões, representando a Diaconia.

Participaram da atividade, a Presidente do Conselho de Direito da Mulher, Apolônia Gomes; o Promotor Lúcio Almeida; a presidente do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, Márcia Genésio; representantes da polícia Militar de Pernambuco, Fórum de Mulheres do Pajeú, CRAS, CREAS, OAB, Conselho Tutelar, Conselhos de Bairros e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.

Outras Notícias

Multidão na 2ª noite da Festa de Janeiro em Iguaracy

Mesmo na noite de uma 5ª feira, a Praça Antônio Rabelo recebeu o maior público de sua história durante a Festa de Janeiro em Iguaracy. A multidão que compareceu formada por gente de Iguaracy e dos mais diferentes municípios da região, assistiu aos shows do forrozeiro Lindomar Souza e do Vaqueiro Moderno Mano Walter. Nem […]

Foto: Iguaracy News

Mesmo na noite de uma 5ª feira, a Praça Antônio Rabelo recebeu o maior público de sua história durante a Festa de Janeiro em Iguaracy. A multidão que compareceu formada por gente de Iguaracy e dos mais diferentes municípios da região, assistiu aos shows do forrozeiro Lindomar Souza e do Vaqueiro Moderno Mano Walter.

Nem a chuva que caiu antes dos shows afastou o público. Na oportunidade o Prefeito Zeinha recebeu o deputado estadual Waldemar Borges, o prefeito de Ingazeira Lino Moraes e o ex-prefeito Luciano Torres. Hoje tem Boy Vaqueiro; amanhã dia 14 o show será de Vanessa Andrade e Banda. A festa vai até o dia 19 quando o famoso forrozeiro Waldoniz encerrará a programação.

Tabira: Câmara vota contas de 2014 do Prefeito Sebastião Dias nesta segunda-feira

Por Anchieta Santos Pré-candidata a sucessão do Prefeito Sebastião Dias em Tabira, a vereadora e Presidente da Câmara, Nely Sampaio, justificou falando a Rádio Cidade FM, o nome de Maria Helena como sua candidata a vice e não o do pai e atual vice-prefeito José Amaral, como uma decisão do partido.  Declarou entender o posicionamento […]

Por Anchieta Santos

Pré-candidata a sucessão do Prefeito Sebastião Dias em Tabira, a vereadora e Presidente da Câmara, Nely Sampaio, justificou falando a Rádio Cidade FM, o nome de Maria Helena como sua candidata a vice e não o do pai e atual vice-prefeito José Amaral, como uma decisão do partido. 

Declarou entender o posicionamento de Edmundo Barros e de outros pré-candidatos a vereador na chapa do MDB que antes defendiam o seu nome, mas agora com as filiaç]oes encerradas já não defendem mais. 

Nely disse não ter tratado com Waldemar Borges sobre sua candidatura a deputada estadual em 2022 anunciada por seu pai e ex-prefeito Mano, porque trabalha com a possibilidade de vitória na eleição municipal. 

Negou ter engavetado as contas 2014 da gestão Sebastião Dias até porque tem até 13 de julho o prazo para a votação. 

Nely anunciou que hoje a Câmara vota as contas em 1º turno. O governo precisa de 8 votos para reverter a decisão pela rejeição do TCE. 

Provocada a falar sobre a possibilidade de enfrentar o parente e médico Gilson Brito na disputa pela prefeitura tabirense, a vereadora disse que está acostumada a enfrentar sempre alguém de sua família nas urnas.

Coluna do Domingão

A pesquisa explica a política Vivo repetindo o que diz a manchete acima há anos. Nem lembro quantas dezenas de vezes já disse que “a pesquisa explica a política”. Tivemos mais duas provas disso com as duas pesquisas do Instituto Múltipla divulgadas ontem. Em Serra Talhada, a pesquisa estimulada divulgada na Cultura FM mostrou a […]

A pesquisa explica a política

Vivo repetindo o que diz a manchete acima há anos. Nem lembro quantas dezenas de vezes já disse que “a pesquisa explica a política”. Tivemos mais duas provas disso com as duas pesquisas do Instituto Múltipla divulgadas ontem.

Em Serra Talhada, a pesquisa estimulada divulgada na Cultura FM mostrou a atual prefeita Márcia Conrado com 62% das intenções de voto, contra 20% do principal oposicionista, Miguel Duque, do Podemos, além do médico Luiz Pinto, do PSOL, e o Sargento Jucélio, do PL, com 2% e 1%, respectivamente.

Todos os fatores políticos dessa eleição até aqui vão dando à atual prefeita um cenário que, até o momento, desenha uma eleição mais folgada que a de 2020, quando ela teve 60,54% dos votos contra 22,27% de Socorro Brito e 13,4% de Victor Oliveira, além dos 3,78% de Marquinhos Dantas.

Márcia no curso da pré-campanha eliminou seu principal adversário, Luciano Duque, atraiu à exceção dele todos os principais ex-adversários, como Carlos Evandro, Sebastião Oliveira e até Marília Arraes. Graças à essa articulação,  tem o palanque mais amplo dessa eleição, em uma raríssima composição que vai da governadora Raquel Lyra, passando por Lula e indo até o prefeito João Campos. E um governo com 71% de aprovação.

Do outro lado, Duque teve pouca velocidade e possibilidade de reação, lançou o jovem e não menos preparado filho Miguel, mas com pouco tempo para a disputa, além das dificuldades naturais de quem, pelo exercício da atividade profissional, viveu menos o ambiente de Serra Talhada. Tem menos tempo para apresentar propostas e atacar o palanque no guia e no corpo a corpo, um grupo muito menor que ficou e o enfrentamento da máquina, que seria um desafio para o próprio pai.

As questões anteriores e posteriores, se Márcia foi correta ao romper e para eles “trair quem lhe apoiou e projetou há quatro anos”, como será para a prefeita gerir um grupo tão amplo, quais as consequências da denúncia de compra de votos gravada e que foi parar no MPE, da acusação da oposição de desvio dos combustíveis na gestão e de finalidade da aplicação de dinheiro do Fundeb são importantes, mas não estão conseguindo ter efeito eleitoral, o que é diferente nos três últimos casos do efeito jurídico, que vai caber a quem julga as questões apontadas, após defesa, direito ao contraditório e análise das provas apresentadas. Registre-se, a gestão vem negando essas acusações, dizendo que elas não prosperarão, que não há dolo ou mal versação do dinheiro público, e que são plenamente defensáveis. A oposição diz o contrário. A justiça vai definir quem está com a razão.

O fato é que, eleitoralmente falando, com praticamente quinze dias de campanha pela frente, não há na história recente nada parecido em se tratando sequer de uma aproximação maior de quem tem 20% para quem tem 62%. É um fato matemático, sólido,  indubitável. Márcia se encaminha para uma vitória acachapante.

Quanto a Afogados da Ingazeira, o quadro de relativa estabilidade em dois meses de uma pequisa pra outra, favorece obviamente quem está na frente: o atual prefeito Sandrinho Palmeira.  Com 52% das intenções de voto contra 31% do candidato oposicionista, Danilo Simões, o atual gestor se aproxima da vitória pelo implacável fator chamado tempo. Com a campanha mais curta, não há cenário que aponte a princípio uma virada. Isso porque todos os eventuais pontos vulneráveis da gestão da Frente Popular aparentemente já foram explorados, mas não há uma sensibilização que indique um fato novo na campanha.

Danilo é o candidato mais competitivo da oposição desde a própria mãe, Giza Simões, em 2012. Mas de lá pra cá a sequência de governos de José Patriota duas vezes e a Sandrinho 1.0 abrigou pela ausência de nomes mais fortes um percentual importante de militantes e aliados que eram da histórica União Pelo Povo. Numa referência rasteira, o convencimento de quem está com a máquina é muito mais sedutor do que o de quem está na planície. Além disso, convenhamos, José Patriota, diferente de Totonho Valadares, foi habilidoso ao invés de alimentar a histórica divisão com o grupo de Giza, acolher, abrir os braços, receber. Claro, o ambiente também era outro, com uma adversária forte e que se equiparava, se serve para defesa de Valadares.  Patriota não enfrentou esse cenário após bater a ex-prefeita, que morreu menos de um ano depois,  sem deixar sucessor natural. Isso em oito anos aumentou o capital eleitoral da Frente Popular, a ponto de Sandrinho Palmeira, mesmo pagando mais o preço da “fadiga de material” e de não repetir a mesma aprovação histórica de Patriota, sempre acima dos 80%, manter boa musculatura eleitoral.

Claro  que há outros fatores e efeitos colaterais: o grupo de Danilo é menor, a se levar em conta a projeção dos candidatos a vereador e a gestão Sandrinho, ainda ela, se não repete o guru político, melhorou nos últimos meses, o opositor tem menos chão de pré-campanha e campanha que o atual prefeito, para parte dos que analisam, realmente há carência de quadros mais qualificados em seu entorno, que existem, mas em menor número, estrategistas, etecétera. Como parece para muitos que em qualificação os dois nomes se equivalem, são esses fatores que parecem pesar: Sandrinho melhorou a percepção de gestão,  tem um grupo mais articulado e heterogêneo, alinhamento com forças e um grupo de lideranças que tem mais influência na decisão de voto nessa região e com isso,  supera o desgaste apontado de parte do palanque.

O que fica pra responder é o que vai dizer a última pesquisa, na semana do pleito e, principalmente, o vamos ver da votação. Aparentemente é esse dado que vai indicar muito mais sobre 2028 do que sobre 2024. Um exercício interessante é saber para onde vão os que dizem estar indecisos ou que não opinaram: 14%. Diz a máxima que a tendência é de que parte desse percentual opte “pelo que vai ganhar” e parte, migre para a oposição.  Para onde essa balança vai pender mais pode estar a resposta sobre os caminhos da próxima eleição. Detalhe: com uma configuração provavelmente muito diferente da atual. Haja simulação…

Projeções

Hoje, em votos válidos, esse resultado de Afogados daria 62,6% a 37,4% pró Sandrinho. O prefeito manteria seu capital eleitoral de 2020 (64,15%) e Danilo, cresceria em relação a Zé Negão (32,77%). Só que, se Danilo consegue herdar uma fatia maior dos indecisos e ir à casa dos 40% ou mais, para muitos se credencia para a próxima eleição. Isso claro,  também terá a repercussão da gestão 2.0 do atual prefeito.

Será?

Em Serra Talhada, se não houver um fato novo, pelo que apontam as pesquisas, Márcia Conrado pode chegar a mais de 70% dos votos válidos. Um assombro em se tratando de Capital de Xaxado. Nenhum político contemporâneo chegou a esse percentual.

Haja pesquisa

Essa semana será marcada por levantamento do Instituto Opinião e Blog do Magno em Afogados da Ingazeira, a ser divulgada à zero hora da quarta-feira, dia 18. Com 350 entrevistados, o intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2% para mais ou para menos. Detalhe é que o levantamento foi feito dia 12 de setembro, um dia depois do levantamento feito pelo Múltipla.

Arcoverde

Na mesma data, meio dia, sai levantameto do Instituto Múltiopla com o cenário em Arcoverde, no Portal do Sertão. Contratada pelo Blog, foram 420 entrevitados dia 12 de setembro, com intervalo de confiança estimado de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 4,8%. Na última, de 2 de agosto, Zeca Cavalcanti tinha 51% das intenções de voto contra 28% da ex-prefeita Madalena Britto. João do Skate apareceu com 3%.

E tem mais

A Naipes registrou pesquisas em Carnaíba e Iguaracy, para divulgação dia 16 na Terra de Zé Dantas e na de Maciel Melo. E pra não perder o costume como cidade com mais pesquisas divulgadas de tudo que é instituto que se possa imaginar, São José do Egito tem  mais duas registradas: uma do Instituto Conecta, para dia 16 e outra, do Datacensus, para dia 17.

Sem repeteco

Para evitar que haja repeteco de temas, como no primeiro debate com candidatos a prefeito de Afogados da Ingazeira, o debate dos vices tem uma regrinha que não permite a repetição temática entre as perguntas de ouvintes e o bloco temático. Daniel Valadares e Edson Henrique estão confirmados, segunda, 10 da manhã.

Melhor assim

Nos debates das cidades da região, a Rádio Pajeú está orientando para que não haja a convocação de militâncias. No acesso à emissora, apenas os candidatos e seus assessores, além da assessoria jurídica e  equipe da Rádio Pajeú.  Na terça, dia 17, os candidatos à Prefeitura de Carnaíba, Berg Gomes (PSB) e Ilma Valério (Republicanos) discutem o futuro da Terra de Zé Dantas às 10 horas. E na quarta, dia 18, o debate é com os candidatos à Prefeitura de Iguaracy. Foram convidados Albérico Rocha, do PSB e Dr Pedro Alves, do PSDB.

Polêmica e processo contra candidata de Sertânia

O jornalista Magno Martins disse ter confirmado com o empresário Airon Duarte as informações sobre um bombástico vídeo que viralizou pelas redes sociais em Sertânia, envolvendo a candidata do PSDB à prefeita, Pollyana Abreu.  A empresa de Pollyana é alvo de um processo movido pelo empresário pela fundação mal feita do Posto Cruzeiro de Tacaimbó, com prejuízo de R$ 7 milhões causado pela P Barbosa de Abreu e Cia, de Pollyana. Uma auditoria confirmou o mal feito, segundo o empresário.

Debate do Finfa e da Gazeta com candidatos de SJE

O Debate do Finfa entre Fredson Brito e George Borja será na terça, dia 17, às 20 horas no Cine São José, Afogados da Ingazeira, com retransmissão das redes do blogueiro e pela Gazeta FM. Já a emissora do Grupo Fênix realiza o seu debate dia 21, 9h na sede da emissora. Haverá separalção das militâncias, que ficarão entre a Drogaria Poupe Já de um lado, e na sede dos Correios do outro. A PMPE ajudará a manter o distanciamento social e político. Quanto a perguntas para o Debarte do finfa, as perguntas podem ser enviadas previamente através do link www.blogdofinfa.com.br/debatesaojose.

Frase da semana:

“Você acabou de ganhar o kit de prevenção do câncer de próstata”.

Do Dr Luiz Pinto (PSOL) para esse jornalista, nas considerações finais do Debate da Cultura FM. A frase quebrou o clima de um debate relativamente tenso na última quarta. O vídeo com a brincadeira correu o país.

Marília Arraes: “PSB estava acostumado a ganhar por WO”

Em entrevista a este jornalista na Rádio Pajeú, pré-candidata do Solidariedade diz que continua sofrendo perseguição dos socialistas e de setores do PT ligados a Humberto Costa. “Estão desesperados” A Deputada Federal Marília Arraes falou ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Marília falou de articulações em torno de sua pré-campanha, políticas  de alianças e […]

Em entrevista a este jornalista na Rádio Pajeú, pré-candidata do Solidariedade diz que continua sofrendo perseguição dos socialistas e de setores do PT ligados a Humberto Costa. “Estão desesperados”

A Deputada Federal Marília Arraes falou ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Marília falou de articulações em torno de sua pré-campanha, políticas  de alianças e outros temas

De sexta pra cá, qual a repercussão do lançamento dessa pré-candidatura?

A repercussão tem sido boa, temos todo aceitação das pessoas até porque o PSB tava com costume de ganhar a eleição antes da eleição começar. Tentava mexer as pedras, virar o jogo, tirar um candidato aqui, outra ali, no caso eu, né? Ficava sempre sento tirada no páreo, negociava um estado aqui, outro ali, pra retirar candidatura de alguém competitivo, e quando chegava na campanha eles só passeavam. Agora o jogo mudou. A gente entrou no páreo para faze o diálogo de unidade das oposições contra Bolsonaro, ampliar a votação do presidente Lula e isso mudou a estratégia praticamente de todo mundo.

O PSB tem estrutura de campanha e a máquina estadual em torno de Danilo Cabral, além da maioria dos prefeitos. Como está sua articulação para enfrentar esse bloco?

Estranho que o pessoal fala que vamos enfrentar a máquina com uma naturalidade como se fosse legal, como se não fosse crime usar a máquina nas eleições. Virou uma coisa normal o abuso de poder econômico. Eu não tenho medo disso. Eu chego numa cidade, vou na feira, converso com as pessoas, subo num banquinho. Faço meu discurso, vou pra outra cidade. Antes disso converso com as pessoas, ouço seus problemas. Aprendi a fazer campanha com Arraes. Por isso essa proximidade com as pessoas. Não tenho medo de estrutura, dinheiro, poder. Falando em Arraes, em 98 o governo começou com 156 prefeituras e terminou com doze. Provavelmente é o que vai acontecer agora. O candidato do PSB não cresce. Na Bahia mudaram o candidato três vezes e decidiram que o candidato do governo que é uma pessoa desconhecida já está em 30% (Jerônimo Rodrigues associado ao nome de Lula vai a 37%). Danilo não chega em oito. Vamos ter um levante como esse, não tem máquina não tem governo, não teve dinheiro que dê solução que o povo faz valer sua vontade.

O Solidariedade perdeu Augusto Coutinho para o Republicanos. Seu bloco precisa de uma chapa mínima para ALEPE e Câmara. Como está essa montagem?

Parece que todo mudo deixou pra última hora a montagem. Pra mim, como consegui o partido semana passada começamos de última hora. Estamos nas últimas conversas. Até a reta final, vai ser muita reunião, muito cálculo, muita articulação que vai resultar numa chapa pra nós com risco de fazer dois a três federais e quatro a cinco estaduais. Precisamos aguardar até a reta final. Tem nome de candidato que está em cinco listas diferentes. Mas até o final do prazo vamos chegar a uma conclusão. No lançamento da candidatura vamos apresentar nossos nomes.

O seu nome não deve se alinhar agora a Raquel Lyra, Anderson Ferreira ou Miguel Coelho. O Solidariedade vai sozinho?

Sou pessoa de diálogo. Importante dialogar com todos atores políticos de Pernambuco, fazer unidade contra Bolsonaro e ampliar a votação do presidente Lula até porque Bolsonaro tem ampliado sua intenção de voto. Pernambuco precisa compensar o que ele pode perder no Sul e Sudeste. E também na oposição ao PSB, que já está aí há 16 anos, num desgaste cada vez maior. As pessoas não querem e terminam votando no PSB porque ele surfa e tenta enganar as pessoas com a popularidade do presidente Lula. O diálogo existe. Sou favorável a uma unidade das candidaturas contra Bolsonaro e o PSB e o que eu puder, vou fazer, preservando as questões programáticas nossas, que são inegociáveis.

De seu anúncio pra cá, você já se sentiu vítima de rasteira ou jogo sujo de PSB e PT?

Sem dúvidas. Quando uma pessoa conversa comigo, mesmo há oito anos abandonada, depois de sair da minha sala vira a pessoa mais importante do mundo. O PSB liga agoniado. E já estão espalhando Fake News, dizendo que eu vou acabar com o programa Mãe Coruja. Como eu acabaria? Eu sou mãe de uma menina de dois meses. É uma loucura, um desespero. O povo não acredita mais nisso não. Já correram pra tirar foto com o presidente Lula, os candidatos que conversam comigo eles vão atrás oferecendo o mundo e o fundo. Mas é desespero de quem tava acostumado a ganhar por WO, que não conseguiu resolver o jogo antes da eleição. Tiraram a minha candidatura como em 2018, com a população ficando com falta de opção. E nessa eleição pensavam que seria de todo jeito. Mas a gente não deixou isso acontecer.

O pré-candidato e ex-prefeito Luciano Duque (PT), que sempre defendeu seu nome, deve continuar no PT, assim como a maioria dos diretórios da região. Com quem sua campanha contará na região?

Eu não estou chamando as pessoas para saírem do PT. Estou chamando para fazer a campanha que elas querem fazer, que queriam fazer desde 2018, principalmente no interior. A grande maioria não quer votar no PSB. Sobre Luciano Duque, acho que aqui no Solidariedade a eleição dele seria muito mais tranquila. Com a Federação, vai ser uma chapa mais difícil. Ele vai ter muito voto, é competitivo, mas aqui teria mais tranquilidade. Mas não tô chamando ninguém pra sair do PT. Eu queria ficar no PT, se não fossem as divergências locais, internas todas que aconteceram. Não foi uma decisão fácil. As lideranças locais fiquem no PT mas votem e façam uma campanha do jeito que sonharam. Estamos vendo vários diretórios municipais declarando apoio, já encontrei com pessoal de Flores e vários municípios que estão se organizando para declarar apoio a essa candidatura.

Chegou a conversar com Duque?

Converso sempre com ele. Hoje devemos conversar novamente também.

Grito dos Excluídos realiza ato em Afogados da Ingazeira

Por André Luis O Grupo Fé e Política Dom Francisco, representação da Diocese de Afogados da Ingazeira, se reuniu com poucos membros  em virtude das medidas de distanciamento contra a Covid-19, para a 26ª edição do Grito dos Excluídos. O encontro aconteceu na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara ao lado da arte de Ederck José, […]

Por André Luis

O Grupo Fé e Política Dom Francisco, representação da Diocese de Afogados da Ingazeira, se reuniu com poucos membros  em virtude das medidas de distanciamento contra a Covid-19, para a 26ª edição do Grito dos Excluídos.

O encontro aconteceu na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara ao lado da arte de Ederck José, que fez a partir de um tronco morto da praça uma arte que remete à paz e contra o racismo. O ato inclusive foi um desagravo a críticas de setores conservadores à sua arte.

A manifestação que ocorre tradicionalmente no Dia da Independência do Brasil. O ato busca fazer um contraponto  e despertar a reflexão, sobre a independência, ainda não conquistada verdadeiramente para muitos, principalmente para aquelas pessoas que sofrem com a vulnerabilidade de social.

O tema deste ano foi “Vida em primeiro lugar”, com o lema “Basta de miséria, preconceito e repressão. Queremos trabalho, terra, teto e participação”.

O ato foi coordenado pelos padres Luiz Marques Ferreira, o padre Luizinho e Clerio Airon de Lima. Outros membros do grupo, se revezaram ao microfone. Cada um dando o seu grito de excluído. Houve críticas à desigualdade social, à proposta de reforma administrativa que tira direitos e ao governo Bolsonaro.  O ato contou com a transmissão, ao vivo, da Rádio Pajeú.

Sobre o Grito dos Excluídos : o Grito dos Excluídos é um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil, desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro.

Estas manifestações têm como objetivo de abrir caminhos aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva.

Sua origem remonta à Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre 1993 e 1994, quando estava à frente da Pastoral Social o bispo Dom Luiz Demétrio Valentini.

Embora a iniciativa esteja diretamente ligada à CNBB, desde o início diversos organismos participam do movimento: as igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, movimentos sociais, organizações e entidades envolvidas com a justiça social.

As manifestações são variadas: celebrações, atos públicos, romarias, caminhadas, seminários e debates, teatro, música, dança e feiras de economia solidária.