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Advogado de Dinca diz que Nelly não pode ser sua vice

Por Nill Júnior

Um áudio do advogado de Dinca Brandino, César Pessoa, que circula pelas redes sociais possivelmente vazado de um grupo de WhattsApp levanta a impossibilidade de Nelly Sampaio ser candidata a vice na chapa oposicionista.

Segundo ele, a resolução eleitoral 23.609/2019 no artigo 79 parágrafo terceiro diz que a renunciante até pode se candidatar desde que seja a outro cargo na mesma eleição.

Nelly era candidata a prefeita e agora pretende ser candidata a vice. Porém o artigo 72 parágrafo segundo diz que isso pode acontecer se for na mesma coligação.

“Ou seja: se Marcos Crente, do MDB renuncia, a preferência é do MDB ou dos partidos convencionados, no caso PR ou Democratas”, diz.

Como Nelly Sampaio é do PSC, mesmo renunciando à sua candidatura à prefeita e Marcos abrindo mão da vice não será permitido pela Justiça Eleitoral, pois há uma vedação já que ela não foi convencionada na Coligação de Dinca. “Nossos candidatos estão convencionados em três partidos: PR, MDB e Democratas”, disse.

“Infelizmente Dra Nelly na minha concepção com base na lei não poderá ser nossa candidata a vice”, sentenciou no áudio.  E agora? Ouça o áudio a que o blog teve acesso:

Outras Notícias

Afogados da Ingazeira volta a registrar homicídio

Foi a segunda ocorrência do tipo em quatro dias Nesta quarta-feira (3), Afogados da Ingazeira voltou a registrar homicídio. O segundo em quatro dias. O fato aconteceu por volta das 23h20, na Rua Antônio Teotônio de Menezes, bairro Padre Pedro Pereira. De acordo com informações, a vítima identificada como Tiago Ferreira da Silva, 27 anos, […]

Foi a segunda ocorrência do tipo em quatro dias

Nesta quarta-feira (3), Afogados da Ingazeira voltou a registrar homicídio. O segundo em quatro dias.

O fato aconteceu por volta das 23h20, na Rua Antônio Teotônio de Menezes, bairro Padre Pedro Pereira.

De acordo com informações, a vítima identificada como Tiago Ferreira da Silva, 27 anos, conhecido por Birita, se encontrava dentro de sua residência quando dois indivíduos, ambos utilizando capacetes e encapuzados, chegaram em uma motocicleta  na frente de sua casa  e começaram a chamar por ele. Quando Tiago abriu a porta os algozes efetuaram quatro disparos de arma de fogo contra ele, que após ser alvejado foi socorrido por populares  até o Hospital Regional Emília Câmara (HREC).

Tiago chegou com vida ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. Após a ação delituosa, os autores do crime tomaram destino ignorado.

Arcoverde: morre radialista Castro Martins

Tomei conhecimento há pouco do falecimento do radialista Castro Martins. Foi uma das mais belas vozes do rádio arcoverdense. Passou pelas rádios Cardeal AM, Itapuama FM e Aliança FM. Ainda passou por emissoras em Brasília. Castro era diabético e ainda assim  fumante.  Acabou sucumbindo a um infarto fulminante.  Deve ser sepultado neste 7 de setembro, […]

Tomei conhecimento há pouco do falecimento do radialista Castro Martins.

Foi uma das mais belas vozes do rádio arcoverdense. Passou pelas rádios Cardeal AM, Itapuama FM e Aliança FM. Ainda passou por emissoras em Brasília.

Castro era diabético e ainda assim  fumante.  Acabou sucumbindo a um infarto fulminante.  Deve ser sepultado neste 7 de setembro, no Cemitério de São Miguel.

Trabalhei com ele nos anos 90 na Cardeal Arcoverde, em um processo de reformulação da emissora. O projeto tinha nomes como Anchieta Santos,  Geneci Manguaça, Gilson Omena, Givanildo Maciel, Givanildo Silva, Lourinho e outros profissionais.

Com seu timbre grave e marcante,  era a voz padrão das chamadas da emissora. Aos familiares,  nossos sentimentos.

Seminário dos povos indígenas aprova recomendações ao Comitê do São Francisco

O encerramento do IV Seminário dos Povos Indígenas da Bacia do Rio São Francisco, neste sábado (2/4), em Paulo Afonso, na Bahia, contou com a aprovação de uma série de recomendações ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em relação às comunidades indígenas que habitam o território do rio. As propostas foram elencadas […]

SeminarioIndigena-PauloAfonso-FotoII-DrieleMutti-EditadaO encerramento do IV Seminário dos Povos Indígenas da Bacia do Rio São Francisco, neste sábado (2/4), em Paulo Afonso, na Bahia, contou com a aprovação de uma série de recomendações ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em relação às comunidades indígenas que habitam o território do rio. As propostas foram elencadas em grupos de discussão que envolveram representantes indígenas dos  estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais, após intensos debates com gestores de órgãos públicos ambientais e membros da direção do CBHSF.

As recomendações aprovadas solicitam o apoio institucional do CBHSF para garantir políticas públicas voltadas para os índios, e envolvem temas como saneamento básico em territórios indígenas, demarcação de terras, combate ao desmatamento e ao uso de agrotóxico. Além disso, os indígenas pedem que sejam destinados recursos oriundos da cobrança pelo uso das águas do São Francisco para projetos em seus territórios, a exemplo de repovoamento de espécies de peixes nativos, plantio de mudas, monitoramento de desmatamento desordenado no curso do rio. Uma das propostas mais defendidas pela plenária foi a articulação junto ao órgão oficial indigenista em prol da identificação territorial.

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“Todas essas propostas são necessárias para os povos indígenas da bacia do São Francisco. Algumas são de responsabilidade do Comitê de Bacia e já estão sendo executadas, outras necessitarão de articulação do comitê com outros órgãos de governo, nas esferas municipais, estaduais e federal”, destaca Everaldo Pereira, liderança do povo Fulni-ô, do município de Águas Belas, em Pernambuco.

Pereira, que é membro do CBSHF como representante dos povos indígenas, considerou o encontro muito produtivo. “Apesar de ser a quarta edição, este foi o primeiro a reunir um número considerado de órgãos e parceiros, como o CBHSF, a AGB Peixe Vivo, a Funai, o Incra, vários ministérios e universidades”, disse.

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Seminário destaca a luta e resistência indígena na bacia do São Francisco – O IV Seminário dos Povos Indígenas da Bacia do Rio São Francisco, uma realização do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), começou nesta sexta-feira, 1º de abril, com o reconhecimento, por meio da fala dos presentes, da importância das comunidades indígenas para a preservação do meio ambiente e dos recursos hídricos do Brasil. Cerca de 150 representantes de comunidades indígenas da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais estarão reunidos até sábado, 2 de abril, na cidade baiana de Paulo Afonso, para discutir com gestores de órgãos públicos ambientais temas como políticas públicas voltadas para os índios, projetos de saneamento e recursos hídricos em territórios indígenas, conflitos e questões fundiárias, entre outros.

“Este encontro reúne os representantes dos povos que resistiram a toda violência e genocídio para manter sua identidade e permitiram que hoje nós tivéssemos contato com a história inicial de ocupação deste país, especialmente do território da bacia do São Francisco”, destacou o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda. Ele pontuou as diversas intervenções e projetos que o Comitê vem desenvolvendo na bacia, em busca da revitalização do rio, e conclamou a contribuição dos povos indígenas para vencer desafios. “Estamos aqui reunidos, e devemos permanecer unidos, para garantir a saúde desta bacia e de toda a sua população”.

O representante da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do NE, MG e ES (Apoinme), Dipeta Tuxá, sintetizou a luta dos povos indígenas da bacia do Velho Chico: “Miscigenação, resistência e resiliência marcam a história dos índios da bacia”, disse ele, lembrando as primeiras lideranças que contribuíram para a defesa das demandas indígenas na formação do comitê de bacia. “No início era tudo mais difícil, mas tivemos guerreiros que lutaram para defender nossa voz e hoje podemos comemorar o fato de termos um indígena na diretoria do CBHSF ”, destacou Dipeta Tuxá, referindo-se ao cacique do povo Tuxá de Rodelas, na Bahia, Manoel Uilton Tuxá, coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, instância do Comitê.

Uilton Tuxá aproveitou o encontro para chamar a atenção dos irmãos indígenas presentes: “A população não indígena tem tratado a água não como um bem, um patrimônio essencial para a vida, mas como uma mercadoria, da qual podem tirar renda e lucro. Nós, indígenas, não podemos nos contaminar por essas práticas. Devemos lutar para termos água e para isso é preciso um ambiente propício e preservado”, conclamou.

Representando o poder público na mesa de abertura do Seminário, Wagner Pereira Sena, da Fundação Nacional do Índio (Funai), falou da articulação entre órgãos federais, notadamente entre a Funai e os Ministérios do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário, para a execução de políticas públicas de etnodesenvolvimento em territórios indígenas, impulsionado por pressupostos constitucionais de garantia da qualidade de vida dos povos, em especial no direito à terra e à água. “Nossas ações se articulam muito com os pressupostos defendidos pelo comitê de bacia para os povos indígenas, especialmente na gestão adequada dos recursos hídricos”, pontuou.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil.

Vítima de doença rara, florense comemora sucesso no tratamento

O florense Arthur Medeiros, que a quase 5 anos foi diagnosticado com Aplasia Medular, doença rara cujo único tratamento era transplante de medula óssea compatível, deu uma ótima notícia. A medula óssea que recebeu “pegou”, expressão usada quando a doação acha enfim compatibilidade e começa a cumprir seu papel natural. Arthur Medeiros descobriu cedo o drama […]

O florense Arthur Medeiros, que a quase 5 anos foi diagnosticado com Aplasia Medular, doença rara cujo único tratamento era transplante de medula óssea compatível, deu uma ótima notícia.

A medula óssea que recebeu “pegou”, expressão usada quando a doação acha enfim compatibilidade e começa a cumprir seu papel natural.

Arthur Medeiros descobriu cedo o drama de viver em um hospital. Aos 14 anos, o estudante sofre com Aplasia Medular, disfunção da medula óssea que compromete a produção de plaquetas, e desde janeiro chama de casa o Hospital Português, no centro do Recife.

Apesar da gravidade da doença e da frieza dos corredores hospitalares, o jovem não perdeu o bom humor. Para passar o tempo e animar quem se preocupa, ele adora fazer vídeos dançando e manda para amigos e parentes.

A história acontece pela segunda vez na vida de de Rafaella Medeiros, mãe de Arthur. Há nove anos, o filho mais velho da família descobriu a mesma doença e morreu aos 11 anos de idade. Para ela, descobrir a reincidência da doença foi um baque.

“Eu não esperava que fosse acontecer novamente. Fiquei sem chão e meu mundo desabou. Por mais que a gente não queira, a gente volta ao passado e teme que as mesmas coisas aconteçam. Estamos mais fortes para encarar essa caminhada, que é longa, mas temos muita fé que venceremos”, disse.

Arthur lembra que, mesmo aos cinco anos de idade, precisava ser forte para enfrentar o desafio de ter um irmão na situação em que, hoje, ele próprio se encontra.

“Mesmo pequeno, eu tinha muita fé, sempre tive. Eu faço vídeos engraçados para o pessoal ver que eu não estou muito abalado com tudo isso que está acontecendo comigo. Porque eu sei que é uma doença rara e que é difícil, mas eu procuro colocar o pé no chão, ter muita fé em Deus, que eu vou conseguir”, disse.

HREC tem 100% de ocupação da UTI; 90% dos pacientes estão intubados

Diretor da unidade informou que 18 funcionários contraíram a doença e tiveram que ser afastados Por André Luis O diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque, informou, nesta quarta-feira (26), em entrevista ao repórter Marcony Pereira, para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que a UTI da unidade está com 100% […]

Diretor da unidade informou que 18 funcionários contraíram a doença e tiveram que ser afastados

Por André Luis

O diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque, informou, nesta quarta-feira (26), em entrevista ao repórter Marcony Pereira, para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que a UTI da unidade está com 100% de ocupação.

Ainda segundo o diretor, 90% dos pacientes internados na UTI estão intubados.

“Então são pacientes relativamente graves. A nossa Ala Respiratória, tá com 125%, mas como pode? Tem paciente pelo corredor, em maca? Não, não tem tem. Nós adicionamos camas. Ontem à tarde a gente já fez alguma alteração na emergência porque você sabe que a nossa emergência ela está sendo dividida, a Ala Respiratória e Ala não respiratória”, explicou. 

Ainda segundo Sebastião Duque, a ampliação da Ala Respiratória foi necessária por conta do grande aumento pessoas com queixas respiratórias que procuraram a unidade na tarde desta terça-feira.

“Mas a gente também não deve esquecer que,  por exemplo, a nossa Sala Vermelha, sem ser respiratória, também tá cheia, esta manhã estávamos com 100%. A nossa Ala Amarela de pacientes não respiratório também está com o fluxo alto esses dias e pediatria e maternidade está com mais de 100% de ocupação”, informou Duque.

Sebastião Duque também comentou sobre o número de funcionários que são afastados por testarem positivo para a Covid-19. “O funcionário vem trabalhar na unidade. Chega aqui no dia do plantão e aí vai fazer o teste porque tá sintomático o teste dá positivo e ele é afastado, naquele dia fica mais difícil. Por exemplo, a gente encontrar um obstetra que esteja naquele dia disponível de encontrarmos, um clínico, então também tem esse gargalo. Estamos passando por esse problema que não passávamos por isso. Antes eu não tinha uma quantidade tão alta de profissionais contaminados”, informou o diretor da unidade.

Sebastião Duque também informou que na semana três médicos foram afastados no mesmo plantão. Para ele isso gera um transtorno porque gera diminuição do quadro. “Estamos hoje com 18 funcionários positivos para covid na unidade”, destacou. 

Para o diretor do HREC, as vacinas tem sido a grande salvação. Segundo ele, isso é perceptível diante do grande números de pessoas infectadas, mas do baixo grau de mortalidade.

“A gente percebe sim as pessoas positivando, mas o grau de morte é bem mais baixo. A gente não vê, eu pelo menos acho que da semana passada para essa nenhuma pessoa morreu na UTI”, afirmou.