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A Rádio Educadora e o papel das Escolas Radiofônicas

Por Nill Júnior

Por Monsenhor Assis Rocha*

No último dia de março tive a alegria de concelebrar – sob a presidência de Dom José Vasconcelos, com o Diretor Pe. Lucas Moreira e com outros sacerdotes, bem como diante de funcionários da Rádio Educadora e de outros representantes da comunidade Sobralense – uma santa missa em ação de graças na Capela do Abrigo Sagrado Coração de Jesus.

Tal solenidade preparará para no dia 21 de junho comemorarmos 63 anos de instalação da Rádio Educadora em Sobral. Depois de feitos os demorados e necessários ajustes técnicos, estamos preparados para deixar a tradicional faixa AM, de ondas médias, para funcionar em FM, plenamente, de maneira digital como quase todo o mundo conectado com a Internet. Isto significa dizer – em poucas palavras e sem muito aprofundamento para entender – “que diversos processos manuais ficaram de lado para darem lugar à automatização que a nova tecnologia nos proporciona com muitos momentos de bem-estar”. É a isto que chamo de adesão à era digital. Parabéns, Radio Educadora! Para aqui chegarmos, passamos por uma longa e difícil trajetória.

No final da década de 1959 – início da de 1960 era presidente da República Federativa do Brasil, Juscelino Kubitschek, ex-seminarista, ex-aluno dos Padres Lazaristas no Caraça – MG, e ousado administrador em tudo o que fazia. Basta analisar o seu slogan de metas de trabalho: fazer o Brasil crescer 50 anos em Cinco.

Juscelino tinha pressa. Tinha que fazer muito, em pouco tempo. Queria construir no seu momento presente, o que o Brasil fosse precisar mais tarde e deu início, com ousadia e planejamento à indústria brasileira, às fábricas de automóveis, às refinarias de petróleo, à frota naval, à marinha mercante nacional, à transferência da Capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central, enfim, motivou, investiu, construiu não só sob o aspecto material, mas cuidou da educação como sua principal meta. Não queria o povo só para trabalhar pesado. Tinha também que pensar, ativar os conhecimentos, aprender para ser mais. Não era o ter que era mais importante.

Os números estatísticos da época mostravam o Brasil ocupando o 6º lugar entre os países com maior índice de analfabetos: cerca de 70% do povo. Tinha que ser feita uma campanha cerrada para reverter esse quadro. Com o seu conhecimento com bispos e sacerdotes da Igreja, motivou a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB a organizar um processo sistemático de Escolas Radiofônicas que atingisse e se espalhasse por todo o país, sobretudo no interior. Junto à ideia e ao convite para que os Bispos assumissem tão importante tarefa, facilitou para as Dioceses que quisessem colaborar, com a criação de emissoras de rádio entregues à administração diocesana, com a finalidade primeira de educar através de um Movimento de Educação de Base que se espalhasse por todo o país, sobretudo pelo interior, através de Rádios Educativas. Foi grande o número de Emissoras AM, em 1º lugar com finalidade educativa em sua programação, tendo nos demais programas a possibilidade de vender espaços comerciais que ajudassem na manutenção das Emissoras.

A arquidiocese de Natal, no Nordeste, já era conhecida pelo avançado modelo de ação pastoral, pela coragem do arcebispo Dom Eugenio Sales e condução que ele dava à sua ação evangelizadora. Motivou os outros 02 bispos da Província do RN – Caicó e Mossoró – e em nome dos três, viajou pra Colômbia para ver uma experiência ousada e corajosa desenvolvida pelo Pe. Salcedo, em Sutatenza, usando uma “radinho comunitária” que atingia a todos.

Foi a Sutatenza, na Colômbia, conhecer o Pe. Salcedo e sua experiência de evangelizar e educar pelo Rádio. Não se contentou em ouvir falar ou saber por ouvir dizer ou ainda por simples leitura. Foi em busca do desconhecido. Pousou em Bogotá e logo procurou a direção de Sutatenza: cerca de 120 km em mais de 03 horas por estrada carroçável. O próprio taxista desconhecia. Nas cercanias da Cidade, cumprimentou um transeunte camponês e lhe perguntou como chegar até o Padre Salcedo. Ao que o homem respondeu: “Buenos dias, Mons. Eugênio”. Pelos trajes, foi fácil identificar o bispo. Mas, saber o seu nome!… “Como sabes que eu sou D. Eugenio”? Ao que o homem retrucou: “o Padre Salcedo avisou hoje, pelo Rádio, muito cedo, que ia chegar um bispo do Brasil, chamado Dom Eugenio. Deve ser o Senhor”.

Dom Eugenio, que fizera tão longa viagem para ver se funcionava o sistema de Rádio, comprovou logo, na chegada, que o método era infalível. Trouxe para a Província do Rio Grande do Norte e dali, em pouco tempo, se espalhou por todo o Brasil. Estava instalado o desejo do Presidente Juscelino com a parceria da CNBB, disseminando por toda parte, o MEB (Movimento de Educação de Base) através do Rádio que já se estava instalando nas Capitais e pelo interior numa concessão especial do Governo em parceria com a CNBB no uso concreto da tecnologia a serviço da educação do homem do campo.

Como no Rio Grande do Norte, através das Rádios Rurais de Natal, Caicó e Mossoró, aqui no Ceará surgiram as Rádios: Assunção Cearense, em Fortaleza, e Educadoras: do NE, em Sobral, do Cariri, no Crato, Jaguaribana, em Limoeiro do Norte e Educadora  de Crateús. Era a nossa Rede Católica de Rádios, comprometida com a Educação, comandada pelo MEB. Disto, o nosso amigo e colega, Leunam Gomes, entende. Pode colaborar muito na reflexão.

Ele começou mesmo na Rádio Educadora do NE, em Sobral, indo para a Rádio Assunção, em Fortaleza e seguindo para a Educadora do Maranhão, com estágios dentro e fora do Brasil. Foi e é um “expert” em MEB e Educação.

Todas essas Emissoras, como o MEB, giram em torno dos 60 anos. Foram constituídos como sociedade civil, de direito privado, sem fins lucrativos, com o objetivo de alfabetizar, conscientizar e evangelizar jovens e adultos. Sua sede em Brasília – tanto para a CNBB, como para o MEB – comandava as Diretrizes Pastorais, bem como, as ações voltadas para a Educação Popular no Norte, Nordeste e Centro Oeste, com todo o vapor até 1964. A inspiração maior vinha do Professor e Pedagogo, Paulo Freire, com seu transformador processo de educação, voltado para áreas populacionais do país, em que os indicadores socioeconômicos revelavam situação abaixo da linha de pobreza.  É claro que esse conteúdo ideológico, essa ousadia de educação voltada para o social não estava na mente dos militares que encabeçaram o golpe. O MEB foi uma de suas primeiras vítimas: teve monitores presos, escolas radiofônicas fechadas, salões paroquiais invadidos, rádios-cativos sintonizados nas Rádios Educativas quebrados ou levados, enfim, materiais de trabalho, apreendidos porque “tudo era comunismo e era contra a revolução”, diziam.

A aniversariante Rádio Educadora, partícipe em toda esta história, unida a tantas outras coetâneas Emissoras, está merecendo esta promoção de entrar na era digital: modernizar-se para melhor servir, ter uma programação cheia de mais conteúdo, mais sabedoria, mais consciência nas mensagens anunciadas e mais clareza na transmissão da Palavra de Deus que nunca foi alienadora. Ela sempre foi transformadora, conscientizadora. Nunca precisamos de idéias políticas, militares, impostas por quem quer que seja para fazer nossa Missão.

*Monsenhor Assis Rocha é sacerdote católico, tendo décadas a serviço da Diocese de Afogados da Ingazeira. Foi Diretor da Rádio Pajeú de Educação Popular, sua grande paixão no rádio. No Ceará, dirigiu a Rádio Educadora de Sobral. Tem Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Pernambuco, Sociologia pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma, onde concluiu o bacharelato e o mestrado, defendendo a tese O Fenômeno Frei Damião na Religiosidade Popular do Nordeste do Brasil. Para assistir, clique aqui.

Outras Notícias

Assista o debate da Band

No debate da Band, pela definição do sorteio, o candidato Flávio Bolsonaro ficará posicionado no lado esquerdo do estúdio, enquanto o candidato Lula ocupará o lado direito. A mediação do programa e a formulação das perguntas da emissora estarão a cargo dos âncoras Eduardo Oinegue e Adriana Araújo. O programa será dividido em três blocos […]

No debate da Band, pela definição do sorteio, o candidato Flávio Bolsonaro ficará posicionado no lado esquerdo do estúdio, enquanto o candidato Lula ocupará o lado direito. A mediação do programa e a formulação das perguntas da emissora estarão a cargo dos âncoras Eduardo Oinegue e Adriana Araújo.

O programa será dividido em três blocos compostos por perguntas dos apresentadores e enfrentamento direto entre os postulantes:

Primeiro bloco: Os âncoras abrem o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, é iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficam livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.

Segundo bloco: Começa com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abre-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.

Terceiro bloco: Mantém a mesma regra do bloco anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.

Abstenção entre eleitores com mais de 70 anos cai quase 10 pontos no primeiro turno

A abstenção entre eleitores com mais de 70 anos caiu de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno das Eleições 2026, uma redução de 9,7 pontos percentuais. Os dados são do TSE e foram reunidos pelo Movimento Voto 70+. O levantamento mostra uma queda significativa no não comparecimento desse grupo, mesmo em um cenário […]

A abstenção entre eleitores com mais de 70 anos caiu de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno das Eleições 2026, uma redução de 9,7 pontos percentuais. Os dados são do TSE e foram reunidos pelo Movimento Voto 70+.

O levantamento mostra uma queda significativa no não comparecimento desse grupo, mesmo em um cenário de crescimento do número de eleitores idosos no país.

Em 2022, havia 14,9 milhões de pessoas com mais de 70 anos aptas a votar. Neste ano, o número passou para 17,2 milhões. Considerando toda a população com mais de 60 anos, o eleitorado chega a 36,8 milhões.

O voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos. No primeiro turno deste ano, o comparecimento variou conforme a faixa etária: entre aqueles de 70 a 74 anos, 68,77% foram às urnas. Entre os que têm de 75 a 79 anos, o índice foi de 52,23%.

A participação diminui nas faixas etárias seguintes: 37,12% entre 80 e 84 anos; 24,30% entre 85 e 89; 13,46% entre 90 e 94; e 4,34% entre 95 e 99 anos.

No conjunto do eleitorado brasileiro, a abstenção no primeiro turno ficou em 21,08%, com cerca de 33 milhões de pessoas aptas deixando de votar.

Segundo pesquisa exploratória realizada pelo Movimento Voto 70+, há diferentes razões para o não comparecimento de idosos às urnas. Entre elas estão a percepção de que o voto não faz diferença, a avaliação de que o resultado eleitoral terá pouco impacto sobre a própria vida e dificuldades práticas de deslocamento.

O estudo também cita barreiras físicas, distância até os locais de votação, necessidade de ajuda de terceiros, ausência de redes de apoio e etarismo como fatores que podem afastar idosos do processo eleitoral.

No segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), o Movimento Voto 70+ pretende ampliar ações de incentivo à participação. Uma delas é a campanha “Vovó Vota”, voltada principalmente para mulheres idosas.

Segundo dados reunidos pelo movimento, em 2022, 64% das mulheres com mais de 70 anos não compareceram às urnas, índice dez pontos percentuais superior ao registrado entre os homens da mesma faixa etária.

O movimento também destaca que o comparecimento às urnas pode ser utilizado pelo INSS como prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Coluna do Domingão: o grande encontro

Em uma eleição que será definida nesta semana,  para um lado ou para o outro, se consideramos as pesquisas,  o embate entre Flávio Bolsonaro e Lula na Band ganha status de grande encontro,  decisivo para os poucos indecisos e aqueles que admitem mudar o voto. Nos últimos dias,  a campanha de Lula cresceu se considerarmos […]

Em uma eleição que será definida nesta semana,  para um lado ou para o outro, se consideramos as pesquisas,  o embate entre Flávio Bolsonaro e Lula na Band ganha status de grande encontro,  decisivo para os poucos indecisos e aqueles que admitem mudar o voto.

Nos últimos dias,  a campanha de Lula cresceu se considerarmos as pesquisas,  mas Flávio ainda lidera na média dos levantamentos por uma pequena margem,  que varia entre 1 e 3 pontos, com empate na maioria deles considerando a margem de erro.

O debate da Band está confirmado para as 20 horas de hoje, em uma transmissão prevista com cerca de duas horas de duração.

Pela definição do sorteio, o candidato Flávio Bolsonaro ficará posicionado no lado esquerdo do estúdio, enquanto o candidato Lula ocupará o lado direito. A mediação do programa e a formulação das perguntas da emissora estarão a cargo dos âncoras Eduardo Oinegue e Adriana Araújo.

O programa será dividido em três blocos compostos por perguntas dos apresentadores e enfrentamento direto entre os postulantes:

Primeiro bloco: Os âncoras abrem o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, é iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficam livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.

Segundo bloco: Começa com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abre-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.

Terceiro bloco: Mantém a mesma regra do bloco anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.

O que cada candidato reserva de fator surpresa? Como reagirão às provocações mútuas? Quem demonstrará mais segurança? Mais domínio de país? São respostas que não ajudarão apenas a responder quem ganhou o debate,  mas o comando do país nos próximos anos.

1,48%

Um agregador das pesquisas da semana entre Flávio Bolsonaro e Lula mostra o candidato do PL com 50,74% e Lula com 49,26%, vantagem de 1,48% pró Flávio,  a uma semana da eleição. Integram esse agregador as pesquisas Ipespe, CND/MDA, PoderData/Aya, Datafolha e Quaest.

Vox dá Lula de novo na frente 

Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada neste domingo (18/10) pelo Poder360 mostra Lula (PT) com 51% dos votos válidos, ante 49% de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. No cenário estimulado, que considera todos os entrevistados, o presidente tem 46,4% das intenções de voto, contra 44,6% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, enquanto 3,9% estão indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,15 pontos, para mais ou para menos.

Comparação

Em relação à pesquisa realizada dez dias antes, Lula subiu de 44,2% para 46,4%, enquanto Flávio passou de 42,7% para 44,6%. O presidente avançou 2,2 pontos percentuais, ante 1,9 ponto do senador. No mesmo período, os indecisos recuaram de 9,7% para 3,9%, enquanto brancos e nulos passaram de 3,4% para 5%.

Dados da pesquisa 

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04332/2026.

Pesquisa que bolsonaristas comemoram

Pesquisa Gerp divulgada na sexta-feira (16) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na comparação com a pesquisa divulgada em 12 de outubro, Flávio Bolsonaro passou de 53% para 50%, enquanto Lula oscilou de 44% para 45%. A diferença entre os dois candidatos caiu de nove para cinco pontos. Em validos, 52% a 48% pró Flávio. Ouviu 2.400 eleitores em todo o Brasil entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas, com margem de erro de 2%. Registro BR-05187/2026.

Pesquisas que vêm

Para alimentar sua ansiedade,  lá vem mais levantamentos: nesta segunda-feira, 19, estão previstas três pesquisas: PoderData, AtlasIntel e BTG/Nexus. Na terça, 20, serão divulgados os levantamentos do Instituto Veritá e do Real Time Big Data. Na quarta-feira, 21, será a vez de Quaest, Palver e Gerp apresentarem novos números sobre a corrida ao Palácio do Planalto.

Saiu do muro?

O cantor João Gomes quebrou o silêncio e publicou um longo discurso interpretado como um sinal de apoio ao presidente Lula (PT). “Me questionaram: pra que lado eu estava a favor? Eu pensei, me calei, mas agora posso falar”, declarou o artista. Na gravação, João defendeu a educação pública, as cotas, os programas de auxílio, a saúde e a democracia. O cantor também destacou a importância da liberdade de expressão e do direito ao voto.

Repercussão

O pronunciamento ganhou repercussão política e foi associado a um posicionamento favorável a Lula. Apesar disso, João não citou o nome do presidente nem declarou expressamente seu voto na fala apresentada. Ainda assim,  Lula comentou o post. “Meu abraço carinhoso. O Brasil é de todos nós”. Veja a fala:

Detonou Lula

A empresária Roberta Luchsinger concedeu entrevista à CNN Brasil e afirmou que pretende fazer uma delação premiada, declarando que não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).

O que ela falou

“[A Polícia Federal] vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta.

A reação

Bolsonaristas espalharam o link da entrevista como a pá de cal para enterrar o presidente candidato à reeleição. E lulistas disseram que “a bomba virou traque”, ou que “a montanha pariu um rato”.

Povo no cardápio 

O furo da semana: Flávio Bolsonaro esteve com o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e com o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet, além do senador Rogério Marinho, horas antes da sabatina na Globo. A emissora emitiu uma nota informando que se trata de uma “visita institucional de rotina”, mas a informação real é de que o candidato foi provocado a se comprometer com a volta das BETS (o grupo Globo tinha a BetMGM) e da escala 6×1.

Cobertura

Depois do sucesso do trabalho no primeiro turno das eleições, a Rádio Pajeú promete repetir a dose no próximo domingo,  com a maior cobertura do segundo turno das eleições. Os programas da grade de segunda a sexta terão exibição especial,  e às quatro da tarde, a Central de Apuração,  que só termina quando o Brasil conhecer o vencedor entre Flávio Bolsonaro e Lula.

 

Frases da semana:

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”.

De Lula, na sabatina da Globo.

“Eu estou concorrendo à eleição para presidente da República, que é coisa muito séria, e o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”.

De Flávio  Bolsonaro, também na sabatina da Globo.

Apoiadores de Lula fazem ato com Caetano Veloso, Djavan e outros artistas em Copacabana

Apoiadores do presidente Lula (PT) participaram neste domingo (18) do “Ato Musical pela Democracia”, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A mobilização reuniu artistas como Caetano Veloso, Djavan, Simone, Frejat, Fernanda Abreu e Xamã, a uma semana do segundo turno. A manifestação começou às 16h, na altura do Posto 5, e ocupou trecho da Avenida […]

Apoiadores do presidente Lula (PT) participaram neste domingo (18) do “Ato Musical pela Democracia”, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A mobilização reuniu artistas como Caetano Veloso, Djavan, Simone, Frejat, Fernanda Abreu e Xamã, a uma semana do segundo turno.

A manifestação começou às 16h, na altura do Posto 5, e ocupou trecho da Avenida Atlântica. O ato foi organizado pelo 342 Artes e pela Mídia Ninja e teve apresentações musicais e discursos ao longo da tarde.

Entre os artistas anunciados estavam Caetano Veloso, Djavan, Simone, Frejat, Jorge Vercillo, Fernanda Abreu, Moreno Veloso, Jota.Pê, Duda Beat e Xamã. Outros nomes também participaram da programação.

Xamã esteve entre os primeiros a subir ao trio elétrico, acompanhado do funkeiro Puterrier. Antes da apresentação, os dois fizeram declarações em defesa da democracia e falaram sobre suas origens no Rio de Janeiro.

O ato teve caráter de apoio à reeleição de Lula e reuniu também políticos e representantes de movimentos sociais. O presidente não participou da manifestação, pois se preparava para o debate com Flávio Bolsonaro (PL) na Band, marcado para a noite deste domingo.

A realização do evento foi alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. O Novo tentou suspender atos previstos no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, alegando possível realização de showmícios. O TSE rejeitou a suspensão prévia das apresentações e permitiu a realização das manifestações.

Também neste domingo, apoiadores de Lula realizaram mobilizações em outras cidades do país. Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo estiveram entre as capitais com atos registrados.

As manifestações acontecem a uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Apoiadores de Flávio levam míssil inflável com pedido para Trump bombardear o Brasil em ato na Paulista

Um grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) levou para a Avenida Paulista, neste domingo (18), um míssil inflável com uma mensagem em inglês dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo um ataque ao Brasil. O objeto apareceu durante ato da campanha do candidato a uma semana do segundo turno. No míssil inflável […]

Um grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) levou para a Avenida Paulista, neste domingo (18), um míssil inflável com uma mensagem em inglês dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo um ataque ao Brasil. O objeto apareceu durante ato da campanha do candidato a uma semana do segundo turno.

No míssil inflável estava escrita a frase “Trump nuke Brazil”. A expressão em inglês faz referência a um ataque nuclear e foi exibida por manifestantes durante a mobilização realizada na Avenida Paulista, em São Paulo.

O objeto circulou entre participantes do ato e chamou atenção nas imagens divulgadas da manifestação.

O ato deste domingo foi organizado no formato de um bloco de rua e reuniu o candidato do PL e aliados políticos. Participaram, entre outros, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Antes da manifestação, os organizadores haviam orientado participantes a evitar bandeiras de outros países, incluindo Estados Unidos e Israel, e a priorizar símbolos brasileiros durante a mobilização.

Flávio discursou no encerramento do ato e fez críticas ao presidente Lula (PT), adversário no segundo turno. O candidato afirmou ainda que pretende confrontar Lula durante o primeiro debate entre os dois nesta campanha, previsto para a noite deste domingo na Band.

A manifestação ocorreu a uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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