A difícil missão de depurar o Congresso em 2026

Da Coluna do Domingão
Passada a semana que envergonhou os brasileiros, com a Câmara dos Deputados votando a PEC da Blindagem e urgência na PEC da Anistia, muitos reforçaram a percepção de que esse, disparadamente, é o pior Congresso da história. E é mesmo.
Fato, vamos ter que lidar com esses congressistas até dezembro do ano que vem. A pergunta que fica é: conseguiremos como sociedade qualificar o Congresso que assumirá em 2027? A pergunta é complexa, com muitas variáveis.
Em 2022, o índice de renovação na Câmara dos Deputados foi de 44,05%, segundo cálculo feitos pelos Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Em números proporcionais, a renovação ficou dentro da média histórica de 45,78% das últimas seis eleições para a Câmara.
Foram eleitos 226 deputados novos e reeleitos 287, de um total de 446 candidatos à reeleição. Ou seja, 64,34% dos deputados que se candidataram foram reeleitos.
Pior, a maioria representou um Congresso mais conservador e mais liberal, quanto a agenda dos costumes e na defesa do Estado mínimo em relação à economia, respectivamente. E avesso a pautas que favoreçam melhor distribuição de renda, enfrentamento das desigualdades, presença do Estado no enfrentamento de nossas mazelas sociais. Ao contrário, com a invasão de ultraconservadores, bolsonaristas, evangélicos, militares, bancada do agronegócio, da bala, do Estado Mínimo, mais criminosos que conseguiram mandatos e conheceram as emendas via orçamento secreto, o jogo de interesses se impôs à pauta nacional.
Com o controle do orçamento no governo Bolsonaro, sob articulação de Arthur Lira, os Deputados do Centrão fizeram a farra. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, os parlamentares que mais destinam emendas aumentam em média 10% as suas chances de reeleição. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou: mais de 80% dos deputados reeleitos em 2022 usaram as emendas como vitrine de campanha.
Outro problema, a corrupção que favorece a retroalimentação desse esquema. No Supremo, uma investigação liderada por Flávio Dino quer moralizar o processo. No bojo da PEC da Blindagem, tem Deputado querendo proteção para o que vem por aí: são 36 processos contra 108 parlamentares no STF.
Resumindo, não é fácil a missão de limpar o Congresso de suas ratazanas. Isso porque com mais dinheiro e lobby dos grupos a que pertencem, os deputados driblam a proibição de abuso de poder econômico, conseguindo, se mantendo com foro privilegiado.
Só um forte trabalho de educação popular, uma legislação que puna pra valer a compra de votos e uso de estruturas econômicas que loteiam mandatos, mais a contribuição dos políticos de base, como prefeitos e vereadores, pode começar a mudar essa realidade. Um bom começo seria decorar os rostos dos deputados que ajudaram a aprovar esses escárnios, rejeitados pela ampla maioria da população. São aliados do desmonte nacional, da algazarra, do pode tudo, da falta de vergonha política.




Criticado por ter votado pela celeridade da ReformaTrabalhista esta semana na Câmara, o Deputado Federal Gonzaga Patriota enviou carta falada pelas redes sociais, como Whattsapp, justificando o voto.


O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Petrolina divulgou, nesta quinta-feira (3), uma nota de repúdio contra a decisão da maioria dos vereadores da cidade que aprovou a concessão da Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan ao ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a nota, a homenagem representa um “escárnio” e “afronta direta à democracia e à justiça brasileira”.
Às vésperas da COP30, marcada para ocorrer em Belém (PA), é urgente que o bioma Caatinga, exclusivo do Brasil, ganhe protagonismo nas discussões sobre clima, biodiversidade e uso sustentável do solo. Historicamente menos visado que a Amazônia ou o Cerrado, o bioma merece atenção especial por sua vulnerabilidade, seu papel socioambiental e os desafios que enfrenta.
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou na manhã deste sábado (16) em sua conta no Twitter (@MichelTemer) que manterá “todos os programas sociais”, incluindo o Bolsa Família.













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