Sessão conturbada encerra ano legislativo da Câmara de Juru
Por Nill Júnior
Trocas de acusações, bate boca e até denúncia de “rachadinha” dominaram última sessão do ano.
Juru em Destaque
Com os ânimos exaltados durante a sessão realizada na manhã da última sexta-feira (13), os vereadores da cidade de Juru, no Sertão da Paraíba, encerraram o período legislativo de 2019 com uma acalorada discussão que continuou mesmo após o presidente da Casa encerrar os trabalhos.
Gravada pela TV Play, logo no início o tumulto quebrou a costumeira monotonia das sessões anteriores por conta das intervenções dos vereadores Manoel Araújo e Wanderley que discordaram da apresentação de requerimentos que não deveriam constar da pauta em virtude da sessão ser destinada a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
De acordo com Manoel, na ocasião foi lido um requerimento do vereador Wanderley com a finalidade de ‘camuflar’ o parecer do Tribunal de Contas que rejeita as contas do prefeito Luis Galvão – aliás, mais um parecer contrário do TCE, já que até agora, às vésperas de encerrar o seu segundo mandato, o atual gestor não teve uma conta sequer aprovada, frizou o vereador.
Acusado por Manoel Araújo de atropelar as leis e o Regimento da Casa, “sem respeitar nada”, o presidente da Câmara, vereador Napoleão Marques, permaneceu o tempo todo calado limitando-se apenas a anunciar o fim do tempo dos vereadores que faziam uso da palavra.
O clima esquentou quando Manoel previu a realização de sessões extraordinárias, durante o recesso, com a finalidade de rejeitar o parecer do TCE que desaprovou as contas do executivo juruense e assim “esconder a roubalheira do prefeito”, disse o parlamentar, quando foi interrompido pela vereadora Solange que saiu em defesa do gestor.
Solange então foi questionada pelo fato de ter votado contra o requerimento do vereador Wanderley, que solicitava a anulação da Taxa de Iluminação Pública – TIP, assim como também votou na sessão anterior contra a divulgação das sessões da Câmara pela Rádio Comunitária local.
Se o clima já estava quente, piorou mais ainda quando Wanderley fez uso da palavra e mirou sua metralhadora para o lado do vereador Napoleão sugerindo a existência de “rachadinha” pelo fato do presidente ter contratado quatro servidores que não davam expedientes na Câmara, além de ter locado um veículo por R$ 2.000,00 (dois mil reais), mensais, que servia apenas ao próprio presidente, despesas estas que totalizarão o valor de R$ 110.400,00 (cento e dez mil e quatrocentos reais) nos dois anos de presidência do parlamentar do Distrito Dalmópolis.
A sessão já havia sido encerrada, quando ainda com o micofone na mão Napoleão reagiu as acusações de Wanderley e, sem citar nomes, insinuou que o mesmo lhe pedira propinas que, segundo o presidente, foram negadas. Nesse momento, faltou pouco para os dois irem as vias de fato.
Enquanto isso, os demais vereadores entraram mudos e saíram calados… como sempre!
O debate final, no entanto, ficou por conta do presidente do Sindicato dos Servidores do município e da vereadora Solange, que é presidente de um sindicato rural, com acusações de ambas as partes.
O segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25), coloca frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Além das diferenças políticas entre os candidatos, a escolha dos eleitores envolve expectativas sobre economia, segurança pública, políticas sociais, continuidade do governo e mudança na condução do país. Uma pesquisa Datafolha […]
O segundo turno da eleição presidencial, realizado neste domingo (25), coloca frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Além das diferenças políticas entre os candidatos, a escolha dos eleitores envolve expectativas sobre economia, segurança pública, políticas sociais, continuidade do governo e mudança na condução do país.
Uma pesquisa Datafolha realizada durante a campanha do segundo turno identificou diferenças nas justificativas apresentadas pelos eleitores das duas candidaturas. Entre os que declararam voto em Flávio Bolsonaro, a principal motivação foi o desejo de mudança e alternância de poder. Já entre os apoiadores de Lula, a proteção social apareceu como a razão mais mencionada.
No grupo de eleitores do senador, 41% citaram a mudança de governo como motivo para a escolha. A rejeição a Lula, ao PT ou ao campo político da esquerda foi mencionada por 31%. Economia e custo de vida apareceram nas respostas de 16%, enquanto 15% destacaram propostas e características do candidato.
Outros 14% mencionaram o desempenho e o legado político associado à candidatura, enquanto 13% citaram valores e questões ideológicas. Segurança e serviços públicos também apareceram entre as justificativas.
Entre os eleitores de Lula, 48% apontaram a proteção social como motivação para o voto. O desempenho e o legado do presidente foram mencionados por 22%, enquanto 17% disseram que a escolha estava relacionada à rejeição ao adversário.
Valores políticos, ideologia e democracia foram citados por 11% dos apoiadores do petista. Outros 10% mencionaram propostas e características pessoais do presidente.
As respostas também apresentaram diferenças conforme a idade e a condição socioeconômica dos entrevistados.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 47% citaram a mudança de governo. Já entre os jovens de 16 a 24 anos que apoiavam o senador, as propostas e características do candidato foram mencionadas por 31%.
No eleitorado de Lula, a proteção social apareceu com maior frequência entre pessoas com ensino fundamental, chegando a 52%. Entre os evangélicos que declararam voto no presidente, esse motivo foi citado por 59%.
O levantamento também investigou as razões de quem pretendia votar em branco ou anular o voto. Nesse grupo, 37% apontaram a rejeição aos dois candidatos como principal justificativa. Outros 19% mencionaram descrença ou desinteresse pela política, enquanto 18% citaram desconfiança, promessas não cumpridas e corrupção.
As respostas indicam que a decisão eleitoral não está necessariamente vinculada apenas à identificação com um candidato. Para parte dos entrevistados, o voto também representa uma forma de oposição ao adversário ou de manifestação de insatisfação com a disputa.
A pesquisa foi realizada pelo Datafolha nos dias 13 e 14 de outubro, com 2.520 eleitores de 16 anos ou mais, em 153 municípios brasileiros. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.
Fonte: Datafolha
Foto: Editoria de Arte
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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, por volta das oito horas. Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, […]
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, por volta das oito horas.
Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).
Após o voto, o candidato afirmou à imprensa que fez uma campanha “limpa” e que, para ele, “chegou a hora da mudança de verdade”.
“Nós temos todas as condições de montar um grande time para reorganizar o Brasil. Quero pedir aí, faça chuva ou faça sol, bora sair de casa pra votar”, destacou.
Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva foram os mais votados no primeiro pleito das eleições presidenciais. Neste domingo, haverá a definição de quem será o eleito.
No primeito pleito, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), obteve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. O petista alcançou 45,16%, com 53,8 milhões.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia destacou, neste domingo (25), o papel da Justiça Eleitoral na organização do segundo turno das Eleições 2026. Ao chegar ao local de votação, em Belo Horizonte (MG), ela ressaltou que a instituição foi criada para atuar diretamente no processo eleitoral. “O Tribunal se preparou para garantir […]
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia destacou, neste domingo (25), o papel da Justiça Eleitoral na organização do segundo turno das Eleições 2026. Ao chegar ao local de votação, em Belo Horizonte (MG), ela ressaltou que a instituição foi criada para atuar diretamente no processo eleitoral.
“O Tribunal se preparou para garantir ao povo brasileiro eleições livres e seguras. (…) Um dia em que vamos celebrar a Democracia”, afirmou Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que acompanhava a ministra.
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), manifestou-se nas redes sociais sobre as fortes chuvas que atingem o estado neste fim de semana. No dia 24 de outubro de 2026, ele destacou os bloqueios em rodovias, como o da BR-277 na região da Serra da Esperança, e pediu para que a população compareça às […]
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), manifestou-se nas redes sociais sobre as fortes chuvas que atingem o estado neste fim de semana. No dia 24 de outubro de 2026, ele destacou os bloqueios em rodovias, como o da BR-277 na região da Serra da Esperança, e pediu para que a população compareça às urnas no segundo turno das eleições, apesar do mau tempo.
Em suas postagens no X e no Facebook, Moro comentou que o “Sul está debaixo d’água”, conclamando os eleitores a votarem.
A Defesa Civil do Paraná emitiu um alerta vermelho de temporais severos com riscos de granizo e rajadas de vento. O volume de chuva registrou recordes históricos em diversas cidades paranaenses, afetando milhares de pessoas e deixando dezenas de desabrigados e desalojados em todo o território.
O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos. Neste domingo, escolheremos o modelo de governo, de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade. Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. […]
O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos.
Neste domingo, escolheremos o modelo de governo, de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade.
Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. E não há como dizer que representa a mudança em que parte da sociedade acredita estar apostando. Em parte por responsabilidade da direita mais moderada, que se deixou envolver e engolir pelo bolsonarismo.
Não há nada que o senador tenha feito em sua trajetória que abone essa percepção. Numa democracia, é legítimo pensar na mudança, na necessidade de guinada de modelo político, econômico. Mas nada disso deveria se aplicar a Flávio, porque ele não tem uma história que justifique a representação do novo. Suas inúmeras acusações expostas na imprensa e blindadas por seu foro privilegiado provam isso.
Por Flávio, além da ligação com as milícias, pesam graves acusações. A cada dia a impressão que passa é de uma nova denúncia. Rachadinha, ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro com compra de imóveis em espécie, ligações íntimas com Daniel Vorcaro e o Banco Master, super enriquecimento, envolvimento com o advogado e sócio Willer Tomaz, do escândalo do INSS, de envolvimento com BETS e outros crimes, dentre outros ilícitos blindados também pela percepção coletiva de parte da sociedade. Flávio simplesmente não tem estatura moral e ética para ser o “presidente da mudança”. Num país minimamente sério, nem seria candidato.
O problema não é a decisão de tirar o atual mandatário do poder. É dar aos sintomas identificados como sociedade um remédio que ao invés de curar, agravará muito o estado do paciente, o deixando em colapso político, administrativo, social e moral. E quando o profissional avisa dos efeitos colaterais, ainda assim a maioria de nós está dizendo: “pode aplicar, doutor. Eu me responsabilizo”.
Além do currículo que denuncia sua trajetória e ligações com o submundo, seus propósitos são de desmonte das conquistas sociais e políticas que avançaram na nossa jovem democracia. São flagrantes as ameaças às política sociais, de cotas, à universidade pública, ao meio ambiente, de gênero, à ciência, à nossa soberania.
Daniella Marques, guru econômica de Flávio, já avisou que defende a criação de um “cardápio de cortes” de despesas públicas, mencionando possibilidades de PECs para redução de gastos e propondo uma “reforma administrativa digital” avaliando a substituição de cargos por inteligência artificial. Em um podcast, afirmou que “só vai ter eleição daqui a oito anos”, ao comentar a força política de extrema-direita e a composição do Senado para aprovar reformas e desmonte.
Tudo está documentado, registrado, taquigrafado. Ninguém terá o direito de dizer “eu não sabia”. Prova disso é que, das prisões domiciliares ou das cadeias, nomes como Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Silvinei Vasques, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Neto, dentre outros, começam a ressurgir no noticiário.
Se as pesquisas se confirmarem, vamos ter que como sociedade antecipar o pedido de desculpas aos mais vulneráveis, que sofrerão mais: indígenas, negros, pobres, moradores das periferias, jovens à porta do sonho da universidade, trabalhadores. Ainda às florestas, matas, animais, rios e nascentes. Como gostaríamos de estar errados. Mas o passado diz que não, e até a ele parte de nós relutou em revisitar.
Uma nota de esperança é, primeiro, a possibilidade de uma surpresa, contrariando a tendência. Há quem diga ser muito possível. Depois, a certeza de que a sociedade permanecerá nas ruas lutando por democracia, defendendo a constituição, os direitos adquiridos, para dar voz a quem eles tentarão calar.
Uma das missões do jornalismo é documentar a história e vamos fazê-lo com o mesmo compromisso de sempre. Mas é importante posicionar o desenho do que, caso seja essa a realidade apresentada nesta noite, vai acontecer. Não precisa vir do futuro para saber disso. Se serve para acalentar alma e coração, como diz Chico, “amanhã vai ser outro dia”, aconteça o que acontecer.
Flávio favorito
Disse Adriano Oliveira, cientista político pernambucano: “considerando meu agregador e todas as pesquisas divulgadas neste sábado, meu prognóstico é que Flávio Bolsonaro será eleito amanhã presidente da República. Por quê? Flávio se manteve na casa dos 50% dos votos válidos, e Lula não conseguiu a virada. Mas destaco o que venho afirmando: esta é a eleição do medo. Flávio conseguiu manter elevada a rejeição a Lula, que permaneceu estável ou cresceu nas pesquisas”.
Três possibilidades
Na análise para o comentário das rádios Itapuama FM, Pajeú, Cultura FM e Monteiro FM, falei das projeções para as eleições deste domingo por ordem: 1) vitória de Flávio com até 2% de frente; 2) vitória de Lula com vantagem mínima, dificilmente chegando a 2% de frente; e 3) ou vitória de Flávio com mais de 2% de frente.
No que se agarram aliados de Lula
Com base na Quaest, aliados de Lula destacam que Lula “está oscilando para cima”. Votos totais saíram de 44% para 45%; aprovação saiu de 46% para 48%; avaliação positiva do governo subiu de 34% para 36%. Consequentemente, desaprovação também está em queda: caiu de 47% para 45%. Rejeição, que já foi 53%, agora é 47%.
Likely
Outro ponto, é que a última Quaest, sem likely voter, já tinha dado 51% x 49% para Flávio. Expectativa era que, com o likely voter, vantagem bolsonarista aumentasse. Não aumentou. Como o eleitor de Lula é mais tendente à abstenção, infiro que, sem o likely voter, vantagem de Flávio, no mínimo, caiu. Nos votos totais, a vantagem de Flávio é de apenas 1 ponto (46% a 45%) e o medo da família Bolsonaro voltar ao poder (49%) é maior do que o medo da reeleição de Lula (46%).
São Pedro fazendo lulista sonhar
Oito estados do país têm risco de temporal neste domingo (25) de eleição, todos com predominância do voto em Flávio Bolsonaro segundo as pesquisas. O risco de temporal é alto na área que passa por Santa Catarina, Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul e Centro-Sul de São Paulo. E é maior ainda na área que vai do litoral norte de Santa Catarina até o Espírito Santo, incluindo o litoral paulista, Rio de Janeiro, Centro-Sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Além das fortes chuvas, ventanias são esperadas na área que vai do litoral norte de São Paulo até o Distrito Federal. Norte e Nordeste terão tempo seco.
Super cobertura
Neste domingo, uma super cobertura da Rádio Pajeú, desde o Rádio Vivo até a Central da Apuração. A coordenação da cobertura é de Alyson Nascimento . Promete ser uma apuração muito mais rápida que no primeiro turno. A partir dos números do Sertão, já será possível projetar abstenção e a comparação com o primeiro turno, dando informações para o que pode acontecer no Nordeste, região essencial na apuração. Em paralelo a apuração nacional e o anúncio do presidente eleito, entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segunda o primeiro programa Manhã Total avalia o resultado no Debate das Dez Especial.
Frases da semana:
“Dá com uma mão e tira com os nove dedos”.
De Flávio Bolsonaro a Lula no debate da Globo.
“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos.” De Lula, respondendo a Flávio.
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