Notícias

Servidor da Prefeitura de Salgueiro é investigado após participar e vencer licitações milionárias do município

Por André Luis

Sertão Central

O servidor da Prefeitura de Salgueiro, no Sertão Central de Pernambuco, Valdir Cordeiro, esposo da ex-vereadora e candidata a vice-prefeita nas eleições de 2020, foi desclassificado após vencer uma licitação de quase 2 milhões de reais referente a gêneros alimentícios na Prefeitura do qual o mesmo é lotado.

Participante e vencedor de várias licitações durante anos, mesmo quando sua esposa ainda assumia cargo público no município, o servidor também não poderia sequer participar, mas não só participou, como ganhou licitações e até foi contratado através de dispensa de licitação.

Após ser descoberto que o representante era um servidor do município, a Prefeitura tomou providências e o desclassificou no último processo licitatório que participou. Agora o caso segue na justiça.

Também após a descoberta, a Prefeitura de Salgueiro instaurou um processo administrativo disciplinar contra o servidor para que seja averiguado os atos irregulares decorrente do abandono de função, pois o mesmo estaria desde o ano de 2014 sem assumir seu cargo na Secretaria de Desenvolvimento Rural.

Em 2013 quando exercia seu cargo na Prefeitura, Valdir Cordeiro também representava a empresa que trazia o nome de sua esposa como razão social (Maria da Paz Freire), onde mantinha vários contratos com o governo municipal. As empresas no qual o servidor assinava contratos e participava dos certames eram: Maria da Paz Soares Freire Soares, que tinha sua esposa como sócia. Rommel Cordeiro e Cia Ltda, onde o sócio era seu sobrinho, T.F.C Comercial de Hortifrúti Granjeiro Ltda, traz o filho como sócio, Valdir Cordeiro, tem o próprio como sócio.

As empresas que trazem a esposa e o sobrinho venceram licitação estando as duas lotadas no mesmo endereço e a mesma pessoa assinando os contratos. Já a empresa que traz pai e filho, foram cadastradas com o mesmo endereço.

A abertura do processo disciplinar contra o servidor foi publicada no Diário Oficial dos Municípios do Estado de Pernambuco no dia 27/09/2021. Edição 2928.

Outras Notícias

Barragens de Pernambuco em colapso

Relatório da Apac aponta que vinte e um reservatórios estão no volume morto. Serra II (Serra) está na lista A estiagem que afeta Pernambuco colocou em risco as barragens do estado. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), vinte e um dos 53 reservatórios do estado já estão no volume morto (a água […]

seco

Relatório da Apac aponta que vinte e um reservatórios estão no volume morto. Serra II (Serra) está na lista

A estiagem que afeta Pernambuco colocou em risco as barragens do estado. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), vinte e um dos 53 reservatórios do estado já estão no volume morto (a água concentrada no fundo do reservatório e que concentra todos os resíduos sólidos). A maioria deles fica no Agreste e Sertão pernambucano, onde já existe racionamento de água. Entre os locais em colapso, a de Poço Fundo, em Santa Cruz do Capibaribe, Manuíno, em Bezerros, e Serrinha II, em Serra Talhada.

De acordo com o presidente da Apac, Marcelo Asfora, a situação dá uma visão da seca no estado, mas não significa que todos estão com problemas de abastecimento de água. Segundo ele, boa parte dos reservatórios com volume morto são usados para irrigação e o impacto maior é sobre a agricultura.

Asfora afirmou que na Região Metropolitana do Recife não há riscos de as barragens entrarem em colapso, com exceção de Botafogo, que opera com 15,9% da capacidade. Se não chover nos próximos 30 dias, a previsão é que o nível de água chegue a 14%, forçando a Compesa a utilizar o volume morto. “Isso foi causado em Botafogo por causa das poucas chuvas no inverno do ano passado. Na Mata Norte, onde está Botafogo, choveu apenas 60% da média”, acrescentou.

A barragem de Botafogo está localizada em Igarassu e atende ainda Olinda, Paulista e Abreu e Lima. Se não chover, bombas submersas serão fixadas em uma balsa e farão o bombeamento da vazão de 200 litros por segundo. O processo é mais trabalhoso e caro que o comum porque o volume morto tem água mais turva e com sedimentos.

Botafogo operava com 22% da capacidade desde dezembro e fornecia água somente em regime de racionamento. Dois projetos estão em negociação com o Ministério da Integração para minimizar o problema: a transposição do Rio Capibaribe e a ampliação dos mananciais de Botafogo. Em Pernambuco, 116 municípios têm algum tipo de rodízio no abastecimento. Sessenta por cento do Agreste está em racionamento e 44% do Sertão está em racionamento, segundo a Compesa.

De saída, Patriota diz que deixa R$ 5 milhões de saldo para Sandrinho começar governo

O Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da AMUPE, José Patriota (PSB), fez avaliação positiva do seu ciclo de oito anos de gestão no Debate das Dez, da Rádio Pajeú. O gestor começou citando várias ações no ciclo de oito anos de gestão nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e agricultura. Patriota ainda afirmou […]

O Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da AMUPE, José Patriota (PSB), fez avaliação positiva do seu ciclo de oito anos de gestão no Debate das Dez, da Rádio Pajeú.

O gestor começou citando várias ações no ciclo de oito anos de gestão nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e agricultura.

Patriota ainda afirmou que deixará uma gestão saneada para o vice e prefeito eleito, Sandrinho Palmeira, com dinheiro em caixa e possibilidade de já começar a gestão dando sequência, executando ações e programas. Em valores, disse que, considerando recursos próprios e carimbados,  passa a prefeitura com um montante na casa dos R$ 5 milhões.

O prefeito lamentou que não tenha conseguido resolver questões como  a do lixão, saneamento e do disciplinamento do trânsito. Sobre esse último tema, adiantou que será firmado um convênio com o Estado, além de um trabalho de organização para os primeiros passos da organização do trânsito. Ele disse que uma autarquia de trânsito não poderá ser criada agora porque  com a legislação atual em virtude da pandemia, aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presidência, não pode realizar concurso a não ser para repor cargos.

O prefeito também falou de futuro. Sobre a AMUPE, admitiu que tem sido pressionado para se colocar como candidato a reeleição. Também que o estatuto permite que le seja candidato mesmo sem mandato por atender alguns critérios. “Muitas associações tem esse perfil porque é muito difícil ser prefeito e ocupar essa função”.

Patriota ainda falou sobre a possibilidade de ser candidato a Estadual em 2022. Afirmou que até chega a pensar no assunto, mas tende a recuar diante da dificuldade de unir a região. Deixou nas entrelinhas que o poder econômico que “loteia” espaços prejudica muito. “Alguns falam com sinceridade dessa possibilidade, mas é muito difícil”, disse, lembrando de gestores ou políticos que já tem compromisso ou que colocam o fator financeiro na frente.

José Patriota disse que vai participar da gestão Sandrinho da forma como ele desejar que participe. “Vou  continuar ajudando Afogados da Ingazeira”, sem deixar claro se, por exemplo, ocupará alguma Secretaria na gestão ou se contribuirá como consultor ou conselheiro.

Patriota defendeu o direito de Sandrinho de escolher seu secretariado e afirmou que assim como ele teve, o eleito deve ter liberdade plena para fazer suas escolhas. “Todos podem opinar, mas a escolha é de Sandrinho”, afirmou, fazendo também uma analogia com o futebol ao dizer que ele põe o time em campo. Ao final, agradeceu emocionado à população, equipe e à família.

Tabira: boletim epidemiológico apresenta erro no número de casos confirmados há 7 dias

A municipalidade foi alertada, mas até o momento não corrigiram os valores. Por André Luis O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do município do Tabira, apresenta um erro no número de casos confirmados há uma semana. O boletim do dia 12 de junho apresentou 2.569 casos confirmados. No boletim do dia 13, foram […]

A municipalidade foi alertada, mas até o momento não corrigiram os valores.

Por André Luis

O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do município do Tabira, apresenta um erro no número de casos confirmados há uma semana.

O boletim do dia 12 de junho apresentou 2.569 casos confirmados. No boletim do dia 13, foram confirmados segundo o boletim, 48 novos casos da doença no município, mas por erro de digitação ou esquecimento, o número de casos do dia anterior foi repetido.

O boletim epidemiológico do dia 13 de junho, apresentou então, 2.569 casos positivos da doença, quando o certo seria 2.617.

No dia 14 de junho, entramos em contato através do Instagram oficial da Prefeitura avisando sobre o erro. Como não foi corrigido, voltamos a alertar a municipalidade no dia 16, que nos agradeceu o comentário e reforçaram que “o boletim é feito pela Vigilância Epidemiológica. Repassamos o comentário para a Coordenadora”.

Mas de acordo o último boletim divulgado neste sábado (19), o erro permanece. O número correto de casos confirmados na cidade é de 2.663 e não 2.615 como registra o último boletim. Note que a diferença é de exatamente 48 casos, o mesmo número que foi esquecido de somar no boletim do dia 13 de junho.

Está não é a primeira vez que esse tipo de erro acontece com os números dos boletins na cidade.

No dia 31 de maio, aconteceu o mesmo, esqueceram de somar os números de novos casos entre o dia 30 e 31 e repetiram o valor do dia 29. Assim como desta vez, alertamos sobre o erro, mas levaram quase uma semana para ajustar.

Erros de digitação em boletins são comuns. Por fazer um acompanhamento diário com todos os 17 municípios do Sertão do Pajeú, a nossa redação tem facilidade em encontrá-los e alertar as prefeituras dos erros. Fazemos isso constantemente, até como forma de ajudar. O que não é comum é que mesmo após alertados os erros permaneçam.

Por tanto, o município conta com 2.663 casos positivos, 15 em investigação, 2.477 recuperados, 38 óbitos e 148 casos ativos da doença.

“Movimentação recorde nos portos garante mais emprego e renda”, diz Silvio Costa Filho

O volume de carga movimentada pelos portos brasileiros nos cinco primeiros meses do ano é o maior registrado na história. Dados do Estatístico Aquaviário da Antaq apontam que a movimentação de cargas entre janeiro e maio foi de 532 milhões de toneladas, número que supera em 0,8% o registrado no mesmo período de 2024, até […]

O volume de carga movimentada pelos portos brasileiros nos cinco primeiros meses do ano é o maior registrado na história. Dados do Estatístico Aquaviário da Antaq apontam que a movimentação de cargas entre janeiro e maio foi de 532 milhões de toneladas, número que supera em 0,8% o registrado no mesmo período de 2024, até então o maior volume já movimentado pelos portos brasileiros. Os números apontam para o crescimento de novos negócios, gerando mais emprego e renda para os brasileiros. 

O recorde foi comemorado pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que vê nas estatísticas o resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Governo Federal. “O crescimento da movimentação nos portos é reflexo das políticas públicas do governo do presidente Lula e do crescimento da economia. Temos adotado medidas estratégicas para ampliar ainda mais a capacidade de nossos portos e descentralizar a movimentação, promovendo o desenvolvimento socioeconômico em todas as regiões do país. A movimentação de cargas nos portos foi a maior da história e isso mostra que estamos no caminho certo. Isso é mais emprego e renda sendo gerado para a  população”, comentou Costa Filho. 

Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o crescimento está relacionado também ao aumento da produção agropecuária neste período do ano. “O forte da safra agrícola ocorre no segundo semestre, mas desde o ano passado temos percebido um crescimento da carga no início do ano”, disse.

De acordo com os dados da Antaq, houve recorde de movimentação de carga pelo terceiro mês consecutivo. Os números registrados em maio — 118,4 milhões de toneladas — foram os melhores da história para o mês e 7% superiores aos de 2024. Entre os portos públicos, o destaque foi o crescimento da movimentação no Porto de Rio Grande (RS), com aumento de 47% no volume de carga. A explicação, neste caso, é a redução das operações no ano passado, provocada pelas enchentes que impactaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

Outro ponto que chama a atenção no Estatístico Aquaviário da Antaq é o consistente aumento do transporte de contêineres pelos portos brasileiros. Ao longo de todo o ano de 2024, a carga conteinerizada superou em 20% a movimentação do ano anterior. Os números dos cinco primeiros meses de 2025 já são 7% superiores aos do mesmo período do ano passado.

Leilões – De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os recordes constantes na movimentação de carga estão sendo acompanhados por outras medidas que ampliam a capacidade dos portos brasileiros. Está previsto ainda para este ano o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos — Tecon Santos 10 — que irá ampliar em 50% a capacidade do maior porto do país.

Em setembro, será realizado o leilão para concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, modelo inédito no país. A medida também está prevista para outros quatro portos — Itajaí, Santos, Bahia e Rio Grande — o que trará maior eficiência à movimentação de navios e cargas, permitindo inclusive a chegada de embarcações de maior porte aos portos brasileiros.

“Desde o início de 2023, realizamos 22 leilões portuários, levando investimentos privados — R$ 12 bilhões — para toda a costa brasileira. Até 2026, serão 60 leilões, com investimentos totais de R$ 30 bilhões. Isso é cinco vezes mais do que foi investido desde a mudança na Lei dos Portos, em 2015, até 2022. Em termos de número de leilões, o aumento é de 40%. Isso mostra a importância que o governo Lula dá ao setor, pois amplia nossa capacidade de movimentação, gera emprego e renda não só nos arredores dos portos, mas em um raio de influência muito maior”, avalia Costa Filho.

No Peru, Humberto discute agenda de saúde das Américas

Representando o Brasil no I Congresso de Comissões de Saúde dos Parlamentos das Américas, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, tem dialogado com deputados e senadores de outros países do continente para a construção de uma agenda legislativa comum na área de saúde. O encontro ocorre na cidade de Paracas, a cerca de […]

foto
Representando o Brasil no I Congresso de Comissões de Saúde dos Parlamentos das Américas, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, tem dialogado com deputados e senadores de outros países do continente para a construção de uma agenda legislativa comum na área de saúde. O encontro ocorre na cidade de Paracas, a cerca de 300 quilômetros de Lima, capital do Peru.
Congressistas de quase todos os países das Américas estão reunidos desde quarta-feira (3) para iniciar uma articulação conjunta entre os parlamentos em favor da saúde. “Nós queremos construir uma rede integrada no continente para discutirmos modelos humanizados e o estabelecimento de marcos jurídicos comuns pautados em políticas públicas de qualidade”, afirma Humberto.
O principal ponto do evento, levantado como um desafio pelos representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) aos congressistas, é garantir, em todos os países das Américas, cobertura universal à população, uma vez que, em muitos deles, o acesso pleno só é garantido a quem cotiza para a seguridade social.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é considerado o maior modelo de cobertura universal do planeta e destacado como um indutor do processo de inclusão social. Primeiro ministro da Saúde do Governo Lula, Humberto irá dar uma palestra sobre “Modernização e descentralização dos sistemas de saúde nos países das Américas” na tarde desta quinta-feira (5).
Ao lado do ministro da Saúde do Peru, Aníbal Valásquez Valdívia, Humberto vai falar, também, sobre a implantação de programas que criou quando ministro, como o Samu, o Farmácia Popular e o Brasil Sorridente. O encontro termina nesta sexta-feira (6), quando deve ser assinada a Declaração de Paracas, com os principais compromissos tirados do encontro.