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Serraglio diz que combinou com Temer manter distância da Lava Jato

Por André Luis
O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que confirmou que aceitou convite para ser ministro da Justiça. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) confirmou à Folha na tarde desta quinta-feira (23) que aceitou o convite de Michel Temer para comandar o Ministério da Justiça e disse que acertou com o presidente da República o compromisso de manter “distância” da Operação Lava Jato.

Por volta das 16h30, Serraglio disse ter recebido à informação de que sua nomeação fora oficializada pelo Palácio do Planalto, apesar das críticas públicas da bancada do PMDB de Minas Gerais.

Até as 17h, porém, a informação da nomeação não havia sido confirmada pelo governo.

“A ordem é manter distância [da Lava Jato], porque a gente sabe que qualquer coisa que você faça, você se contamina, então é pra deixar pra lá”, disse Serraglio.

A Polícia Federal está sob o guarda-chuva administrativo do Ministério da Justiça.

Questionado se esse cenário de distanciamento é factível apesar de vários caciques do seu partido serem alvos da operação, o peemedebista reforçou o discurso: “Imagina um ministro da Justiça pedir para alguém tergiversar nessa investigação? Isso seria a negação da República”.

Serraglio afirmou ainda que Temer lhe pediu para conduzir as negociações para a ocupação da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que segundo ele continuará subordinada ao ministério.

O deputado disse que o primeiro nome a ser procurado para ocupar a vaga será o do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, amigo de Temer, que chegou a ser cotado para comandar o próprio Ministério quando o PMDB chegou ao poder, mas que foi descartado devido a declarações que deu com críticas à Lava Jato.

“A partir de agora temos que ver como construir essa possibilidade sem que ele fique melindrado”, diz Serraglio, em referência à decisão de que a secretaria continue sob o comando do Ministério da Justiça.

RACHA – À Folha, Serraglio disse que não sabia ainda das críticas contra a sua indicação feitas pelo vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho, que é do PMDB de Minas.

A bancada mineira queria a vaga.

“Mas Minas tem a vice-presidência da Câmara e vai ganhar a Comissão de Constituição e Justiça”, disse, referindo-se a acordo para colocar no comando da principal comissão da Câmara o peemedebista de Minas Rodrigo Pacheco.

“A minha nomeação é uma valorização da bancada do PMDB, para que a gente procure amenizar eventuais desconfortos”, afirmou.

CUNHA – Serraglio também rebateu afirmações de colegas de que ele deve favores a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba, por pertencer ao grupo do PMDB que foi comandado pelo ex-presidente da Câmara.

“Claro que não vou minimizar a importância política e a liderança que ele exercia na Casa, mas a Comissão de Constituição e Justiça reconheceu que não agi de forma parcial”, disse o deputado, se referindo à decisão da CCJ, sob seu comando, de rejeitar pedido de Cunha para anular seu processo de cassação.

Serraglio comandou a comissão em 2016 após uma articulação política liderada por Cunha.

“Essa história de que devo favor a Cunha é folclore.”

Outras Notícias

Crimes eleitorais marcam pré-campanha em Serra Talhada

Em Serra Talhada, a propaganda extemporânea, proibida pela Justiça Eleitoral já que não há candidatos oficiais está comendo solta. Do lado oficial, aliados do prefeito Luciano Duque são vistos aos montes em atos do governo fazendo o L característico da campanha do gestor, nas fotos que empanturram os blogs locais. Muitos aliados aproveitam o caráter […]

O cartaz distribuído em Serra: Campanha escancarada
O cartaz distribuído em Serra: Campanha escancarada. Reprodução: WhatsApp

Em Serra Talhada, a propaganda extemporânea, proibida pela Justiça Eleitoral já que não há candidatos oficiais está comendo solta.

Do lado oficial, aliados do prefeito Luciano Duque são vistos aos montes em atos do governo fazendo o L característico da campanha do gestor, nas fotos que empanturram os blogs locais. Muitos aliados aproveitam o caráter institucional para fazer dele campanha antecipada.

Recentemente o candidato do PR, Nena Magalhães, já lançou até logo de campanha para jogar nas redes sociais. Os atos políticos que deveriam discutir apenas programa partidário teve status de comício eleitoral, com direito ao clima de campanha desbocada do Deputado Sílvio Costa.

A gota dágua foi o tal Festival da Juventude, pago com dinheiro público para promover Victor Oliveira, pré-candidato apoiado por Sebastião e Inocêncio. Até farto material gráfico com cara de produção de campanha, com as imagens de Sebá, Victor e Inocêncio foi distribuído. Tudo proibido pela legislação. Espera-se mais rigor de MP e Judiciário na bagunça instalada.

Marília Arraes antecipa apoio a João Campos para candidatura a governador

Do Blog da Folha A vice-presidente do partido Solidariedade (SD) e ex-deputada federal, Marília Arraes, anunciou apoio antecipado ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo governo de Pernambuco em 2026. Em entrevista à Folha de S.Paulo, a dirigente nacional do Solidariedade afirmou que o compromisso com o socialista está garantido, independentemente da […]

Do Blog da Folha

A vice-presidente do partido Solidariedade (SD) e ex-deputada federal, Marília Arraes, anunciou apoio antecipado ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo governo de Pernambuco em 2026.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, a dirigente nacional do Solidariedade afirmou que o compromisso com o socialista está garantido, independentemente da possível federação entre seu partido e o PSDB.

O posicionamento de Marília ocorre em um momento de movimentações estratégicas para a eleição estadual. A dirigente partidária avalia como importante já se colocar ao lado do PSB na corrida pelo Palácio Campo das Princesas, enquanto potenciais adversários, como Miguel Coelho (UB) e o senador Humberto Costa (PT), ainda não definiram suas candidaturas. 

Marília Arraes busca se viabilizar como candidata ao Senado Federal na chapa do prefeito João Campos. Com o recall da última campanha para o Governo do Estado, em que chegou ao segundo turno da disputa para o cargo de governadora, o nome de Marília vem sendo lembrado para a candidatura ao Senado por eleitores em pesquisas realizadas recentemente.

Primos, Marília e João se enfrentaram na eleição de 2020 para a Prefeitura do Recife e disputaram um acirrado segundo turno. A reaproximação veio justamente na campanha de 2022, quando Campos ofereceu apoio a Marília no segundo turno da campanha pelo governo estadual.

Federação

Além disso, Marília tem participado ativamente das discussões sobre a formação da federação entre Solidariedade e PSDB. Sobre a saída da governadora Raquel Lyra do PSDB rumo ao PSD, ela afirmou que a movimentação já era esperada e não interfere no diálogo entre os partidos.

Assessor-produtor desligado da Assembleia Legislativa

Dono da produtora Mario Wagner Coelho de Moura ME, o empresário Wagner Moura foi exonerado do gabinete do deputado estadual João Fernando Coutinho (PSB). O desligamento, publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Legislativo, ocorreu seis dias depois de o JC publicar a relação do ex-assessor com shows pagos através de emendas parlamentares. O próprio […]

Segundo João Fernando, a iniciativa da exoneração partiu do próprio Wagner Moura
Segundo João Fernando, a iniciativa da exoneração partiu do próprio Wagner Moura

Dono da produtora Mario Wagner Coelho de Moura ME, o empresário Wagner Moura foi exonerado do gabinete do deputado estadual João Fernando Coutinho (PSB). O desligamento, publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Legislativo, ocorreu seis dias depois de o JC publicar a relação do ex-assessor com shows pagos através de emendas parlamentares. O próprio João Fernando destinou emendas para a produtora do ex-funcionário.

Segundo João Fernando, a iniciativa da exoneração partiu do próprio Wagner Moura, que estava atuando oficialmente no gabinete desde o dia 11 de fevereiro de 2008. “O servidor Wagner, em contato comigo, entendeu que para que ele ficasse mais confortável na sua atividade paralela, que é a promoção de eventos, seria melhor pedir o desligamento”, disse o deputado.

De acordo com o Diário Oficial do Executivo, a empresa do ex-assessor recebeu 11 emendas parlamentares, que foram indicadas pelos deputados Diogo Moraes (PSB), Sérgio Leite (PT), Tony Gel (PMDB), Clodoaldo Magalhães (PSB) e Henrique Queiroz (PR), além do próprio João Fernando. O capital social da produtora é de R$ 800 mil. Wagner já teve outras duas empresas na mesma área, segundo a Junta Comercial de Pernambuco – a WM Promoções e Pense Neu Produções e Promoções, ambas com registros cancelados.

Como a Assembleia Legislativa ainda não tem Portal da Transparência, não foi possível identificar o salário de Wagner no gabinete. A reportagem solicitou os dados à Alepe, mas não teve resposta até o fechamento da edição.

Quando foi questionado sobre a relação do seu funcionário com a produção de shows, João Fernando disse que não seria “justo” que seu ex-assessor não pudesse atuar no ramo porque era nomeado no seu gabinete. Ontem, ele destacou que o mais importante é saber se as apresentações realmente aconteceram, numa referência ao escândalo dos shows fantasmas ocorrido em 2009. Ele alega que as indicações foram feitas para os municípios, que ficaram responsáveis pelos pedidos das atrações.

IFPE lança seleção para especializações na área de Tecnologia

Inscrições vão de 17 de junho a 5 de julho. Cursos gratuitos serão oferecidos no Campus Jaboatão dos Guararapes O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) lançou edital de seleção para duas pós-graduações lato sensu gratuitas a serem ofertadas no Campus Jaboatão dos Guararapes: Especialização em Gestão e Qualidade em Tecnologia da Informação e […]

Inscrições vão de 17 de junho a 5 de julho. Cursos gratuitos serão oferecidos no Campus Jaboatão dos Guararapes

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) lançou edital de seleção para duas pós-graduações lato sensu gratuitas a serem ofertadas no Campus Jaboatão dos Guararapes: Especialização em Gestão e Qualidade em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Especialização em Desenvolvimento, Inovação e Tecnologias Emergentes.

São oferecidas 30 vagas para cada curso. As inscrições devem ser feitas presencialmente na sede provisória do campus, que funciona no prédio do antigo SESI, situado na Av. Barão de Lucena, nº 251, Centro – Jaboatão dos Guararapes. O prazo para se inscrever vai de 17 de junho a 5 de julho, no horário das 15h às 18h e das 19h às 20h.

O público-alvo da especialização em Gestão e Qualidade em Tecnologia da Informação e Comunicação são profissionais da área de computação recém-formados ou que desejam aprimorar conceitos de gestão e qualidade em projetos da área de TIC. Já a especialização em Desenvolvimento, Inovação e Tecnologias Emergentes é destinada a profissionais com formação superior na área de TI que querem se especializar na área de inovação e soluções criativas.

Os cursos terão duração de 18 meses e carga horária de 450 horas, que incluem cumprimento de créditos e elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). As aulas, que iniciam em 1º de outubro, serão presenciais e ocorrerão nas terças e quintas, no horário das 19h às 22h (curso Gestão e Qualidade em TIC); e nas quartas e sextas, também das 19h às 22h (curso Desenvolvimento, Inovação e Tecnologias Emergentes). Ambas as especializações também terão aulas em um sábado por mês, das 8h às 18h.

O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado no dia 14 de agosto.

Para mais informações, basta entrar em contato pelos e-mails: [email protected] ou [email protected]

Ex-presidente da OAS teve encontro com Aécio

Do JB O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, preso pela Operação Lava Jato, mencionou o nome de Aécio Neves, senador e presidente nacional do PSDB, em troca de mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal. As conversas indicam que o tucano teria se encontrado com o empreiteiro em 2012. As informações são do Brasil 247. […]

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Do JB

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, preso pela Operação Lava Jato, mencionou o nome de Aécio Neves, senador e presidente nacional do PSDB, em troca de mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal. As conversas indicam que o tucano teria se encontrado com o empreiteiro em 2012. As informações são do Brasil 247.

 “Vou confirmar sua ida. Nesse mesmo horário vou estar com Aécio”, diz trecho da mensagem de Leo Pinheiro, em conversa com o diretor superintendente da OAS Internacional, Augusto Cézar Uzeda, para acertar o encontro de Uzeda com o embaixador de Moçambique, que estava viajando para o Brasil.

O relatório da Polícia Federal, com 38 páginas, transcreve correspondências de Léo Pinheiro e foi anexado aos autos da 14ª fase da Lava Jato, que levou à prisão de executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht, de acordo com reportagem do blog do jornalista Fausto Macedo publicada nesta segunda-feira (13).

De acordo com a reportagem, a mensagem não deixa claro o motivo do encontro com Aécio Neves no mesmo período em que tratavam com políticos do PT. O ex-presidente da OAS é réu na Lava Jato, acusado de atuar no núcleo empresarial do esquema que influenciava em licitações de obras da Petrobras e pagava propina para diretores da estatal.

Em dezembro de 2012, menos de duas semanas após a mensagem de Léo Pinheiro, lembra oBrasil 247, Aécio Neves foi lançado pré-candidato a presidente da República pelo PSDB para 2014 em um evento com o então presidente da sigla Sérgio Guerra, morto no ano passado. Sérgio Guerra é acusado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa de ter cobrado e recebido, em 2009, propina no valor de R$ 10 milhões para que a CPI da Petrobras que investigava denúncias contra a estatal pudesse ser “ignorada”, “acabada” ou “postergada”.

Aécio foi citado em uma delação do doleiro Alberto Youssef como sendo um político que “dividia” a propina referente a uma diretoria da estatal energética Furnas com o ex-deputado do PP, José Janene, morto em 2010, mas teve o inquérito contra ele na Lava Jato arquivado a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em nota à imprensa, o senador Aécio Neves confirmou que se encontrou com Léo Pinheiro. “O senador já esteve com ele, mas não sabe se nessa data específica”, dizia a nota.