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Senado aprova regras para estabilização de preço de combustíveis

Por André Luis

O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (10), o projeto de lei que cria regras para estabilização dos preços de combustíveis (PL 1472/2021). 

O projeto cria um sistema de bandas de preços, que limitará a variação, e uma conta federal para financiar essa ferramenta. 

Além disso, estabelece um auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Durante a votação do texto, os senadores afirmaram que o sistema proposto é a solução “possível” neste momento para a crise do petróleo, mas defenderam que o Brasil busque a autossuficiência na produção de combustíveis para não depender de importações.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator do projeto e autor do substitutivo final, afirmou que o Brasil sempre teve ferramentas para amortecer a variação do preço internacional do barril – como a Parcela de Preço Específica (PPE), extinta em 2002, pela qual o Tesouro Nacional compensava a Petrobras. Segundo o senador, a situação em vigor desde 2017, quando a Petrobras estabeleceu a paridade absoluta, corresponde a uma privatização da empresa.

“O mercado brasileiro está sujeito a toda e qualquer oscilação, praticamente em tempo real, do preço internacional, como se a Petrobras fosse integralmente privada ou como se todas essas refinarias fossem privadas, concorrendo com produto importado. O que nós estamos hoje vivendo, com [a paridade], é uma simulação de mercado brasileiro como se nós não produzíssemos nada no Brasil e não refinássemos nada no Brasil”, criticou.

Jean Paul também destacou que o sistema de bandas de preço é mais eficiente e confiável para estabilizar os preços do que cortar impostos ou criar subsídios para o setor de petróleo.

“Nós estamos aqui diante da principal ferramenta. Tudo o mais é acessório a essa conta de estabilização, porque a conta de estabilização mexe no preço principal. Isentar ou desonerar impostos pode ser consumido numa simples alta de preço ou numa guerra como esta, em que o preço dá um salto de 10 dólares num dia só ou mais. Consome tudo isso”, afirmou.

Os parlamentares que se opuseram ao projeto disseram que ele poderá prejudicar as contas públicas. O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) apontou para a possibilidade de desequilíbrio orçamentário. Segundo ele, as fontes indicadas pelo projeto para abastecimento da conta de estabilização são necessárias hoje para financiar outras despesas.

“Os dividendos da Petrobras existem, mas são ridículos. O governo usou esse dinheiro para pagar a dívida interna. Se nós desviarmos esse dinheiro para o fundo de estabilização, o governo terá que emitir título da dívida. Superávit financeiro de fonte livre: o governo usou esse dinheiro para pagar benefícios do INSS. Se nós tirarmos esse dinheiro, podemos comprometer a própria previdência pública. Nenhuma dessas fontes citadas tem dinheiro que não esteja sendo usado. Você vai sempre desfalcar outra fonte”, argumentou.

O senador Carlos Viana (MDB-MG), vice-líder do governo, cumprimentou o senador Jean Paul Prates por ter conduzido “habilmente” as negociações, mas se disse contrário a instalação do mecanismo de controle dos preços de combustíveis.

“Um dos grandes erros que o Brasil cometeu ao longo da sua história foi a ideia de que seria autossuficiente e que seríamos capazes de resolver sozinhos os nossos problemas. Isso virou política estatizante, fechamento da economia. [O projeto] tem defeitos gravíssimos da história passada brasileira: intervenção, tabelamento, a criação de um fundo cuja renda, num primeiro momento, pode ser suficiente, mas depois não é”, afirmou.

Alguns senadores defenderam o fim da política de paridade de preços. Foi o caso de Rogério Carvalho (PT-SE), autor da versão original do PL 1472. Para ele, a mudança dessa política seria a “alternativa dos sonhos” e deverá ser objetivo do próximo governo.

“Nós não estamos tratando de uma commodity qualquer. [O petróleo] é responsável pela geração de energia, pela logística do país, é base na indústria para diversos setores. Estamos falando de um produto cujo aumento e paridade com o dólar, com o preço de importação, é um fator gravíssimo para a nossa economia”, argumentou.

O projeto também cria o Auxílio Combustível Brasileiro (ACB), valor mensal a ser pago pelo governo federal para taxistas, motoristas de aplicativo, motociclistas e condutores de pequenas embarcações. A iniciativa veio de emendas dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Eduardo Braga (MDB-AM). 

Alessandro lembrou que a legislação veda a concessão de benefícios em ano de eleições, como é o caso de 2022, mas ponderou que o ACB se justifica porque é uma compensação para o consumidor de baixa renda.

“A interpretação do Tribunal Superior Eleitoral é de que tudo isso deve representar uma vantagem especial para que possa ser vedado. No caso, o que nós estamos fazendo é a concessão de um valor para tentar trazer para uma situação de normalidade. Não estamos concedendo uma vantagem para o consumidor. Estamos tentando reduzir o dano causado por situações externas, totalmente estranhas ao controle dos brasileiros. Tranquilizo aqueles que têm uma preocupação exagerada com este tema. Não se trata de medida eleitoreira, trata-se de tentar garantir um mínimo de normalidade para aquele cidadão que mais precisa”.

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Carlos Portinho (PL-RJ) comemoraram a aprovação do projeto como um ato de proatividade do Senado, e avaliaram que o sistema de estabilização de preços não representa uma interferência estatal na economia de mercado.

Outras Notícias

Carlos Veras defende volta do programa Cisternas para o Semiárido

Nesta quinta-feira (19), o deputado federal Carlos Veras, falou, durante entrevista, por telefone, ao comunicador e blogueiro Marcelo Patriota durante o programa Giro pelos Blogs da Gazeta FM de São José do Egito sobre o governo Lula e algumas das pautas que defenderá em seu segundo mandato. Veras foi reeleito no pleito eleitoral de 2022. […]

Nesta quinta-feira (19), o deputado federal Carlos Veras, falou, durante entrevista, por telefone, ao comunicador e blogueiro Marcelo Patriota durante o programa Giro pelos Blogs da Gazeta FM de São José do Egito sobre o governo Lula e algumas das pautas que defenderá em seu segundo mandato. Veras foi reeleito no pleito eleitoral de 2022.

O deputado disse que está lutando para a liberação do programa Cisternas do Governo Federal, que prevê o abastecimento de água na região do Semiárido nordestino com captação de água das chuvas. O programa foi abandonado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Veras também defendeu a melhoria do Garantia-Safra.

Ele também comentou sobre a reunião no Ministério da Educação (MEC), com a secretária de Educação Superior, Denise Pires de Carvalho. O objetivo da conversa foi a liberação de R$ 1 milhão em emenda parlamentar impositiva para a construção do campus da Universidade de Pernambuco (UPE), em Tabira.

“A secretária Denise nos garantiu que o caso será tratado da forma mais breve possível. Saímos muito otimistas do encontro”, disse.

O deputado lembrou da importância da agricultura familiar na produção de alimentos para o país. “Os agricultores familiares têm importância tanto para o abastecimento do mercado interno quanto para o controle da inflação dos alimentos do Brasil, produzindo cerca de 70% do feijão, 34% do arroz, 87% da mandioca, 60% da produção de leite e 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos”, destacou.

Carlos Veras afirmou que está a disposição de todos os prefeitos do Sertão do Pajeú, para buscar melhorias e investimentos para a região. “Eles sabem onde me encontrar e não vou me esconder, sou pajeuzeiro e quero nossa região no mapa do desenvolvimento”.

Falando sobre o governo Lula, Veras destacou que é um governo voltado aos mais pobres e menos favorecidos. 

“Nesse país, quem paga imposto de renda de verdade é quem tem holerite, quem ganha R$ 3 mil paga proporcionalmente muito mais do que quem ganha R$ 100 mil”. “Vamos colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”, afirmou o deputado, completando: “isso é prioridade do governo de Lula”.

Paulo Câmara: campanha presidencial precisa debater o futuro do Brasil

Durante o 1º Encontro de Lideranças Nacionais, governador destacou que a educação pública de qualidade é o caminho para mudar a realidade desigual brasileira O governador Paulo Câmara disse nesta sexta (11) que o Brasil deve aproveitar a eleição presidencial deste ano para debater o futuro do País. “Não se constrói uma nação se não […]

Foto: Ennio Benning/SEI

Durante o 1º Encontro de Lideranças Nacionais, governador destacou que a educação pública de qualidade é o caminho para mudar a realidade desigual brasileira

O governador Paulo Câmara disse nesta sexta (11) que o Brasil deve aproveitar a eleição presidencial deste ano para debater o futuro do País. “Não se constrói uma nação se não discutimos o futuro, se não planejamos os próximos 20, 30 anos”, afirmou Paulo, durante sua participação no “1º Encontro de Lideranças Nacionais”, realizado no Hotel Palácio Tangará, na capital paulista.

Paulo Câmara criticou as campanhas presidenciais de 2010 e 2014, que, na sua avaliação, não debateu as questões importantes para o País. “Nosso País tem grandes desigualdades sociais, desigualdades regionais. Ainda precisamos fazer o dever de casa”, alertou. Na avaliação do governador, o Brasil precisa resolver os “gargalos” do passado, mas sem perder de vista a agenda do futuro. “Precisamos aliar o desenvolvimento econômico, a industrialização à economia do conhecimento”, frisou.

O governador lembrou que Pernambuco é um dos poucos Estados brasileiros que tem um planejamento estruturado até 2035, o “Pernambuco 2035”, idealizado pelo ex-governador Eduardo Campos. “Precisamos ter o desenvolvimento econômico andando junto o desenvolvimento social, priorizando a sustentabilidade”, destacou.

Paulo Câmara afirmou também que esse “olhar para o futuro” do Governo de Pernambuco é encontrado de forma exemplar na área da Educação. “Só se constrói a agenda do futuro por meio da Educação. Em 11 anos, Pernambuco deu um salto. Saiu da 21ª colocação no Ideb, em 2007, para a 1ª colocação. Temos a menor diferença do Brasil entre a escola pública e a escola privada e a menor taxa de abandono, que caiu de 24%, em 2007, para 1,7%, em 2016. E 52% dos nossos alunos estudam em escolas em tempo integral”, relatou o governador pernambucano, que participou do painel “Diálogos sobre o Brasil: desafios políticos e estruturais do país nos próximos 20 anos”.

O 1º Encontro de Lideranças Nacionais teve o objetivo de discutir o Brasil, pensar o futuro e propor ideias inovadoras e factíveis para que a política possa se renovar e influenciar na construção de um País mais próspero nos próximos anos. O evento é realizado pelo Instituto Justiça e Cidadania e pelo ePúblika.

Mais de duas mil pessoas em vaquejada de Carnaíba

Mais de duas mil pessoas,  a maioria jovens, sem uso de máscara ou distanciamento participaram de uma vaquejada em Carnaíba. Os eventos como shows dessa natureza estão proibidos pelo decreto estadual.  Apenas eventos teste rigorosamente liberados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico estão autorizados. Já vaquejadas podem acontecer,  sem público. A Secretaria de Saúde da Prefeitura […]

Mais de duas mil pessoas,  a maioria jovens, sem uso de máscara ou distanciamento participaram de uma vaquejada em Carnaíba.

Os eventos como shows dessa natureza estão proibidos pelo decreto estadual.  Apenas eventos teste rigorosamente liberados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico estão autorizados. Já vaquejadas podem acontecer,  sem público.

A Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Carnaíba ainda não se manifestou. Pelas imagens,  não houve interrupção por parte da Vigilância Sanitária.

O evento aconteceu no Parque São Francisco, zona rural de Carnaíba. Assim como ocorreu em Jabitacá, houve presença de pessoas de outras cidades, mostrando que aconteceu farta publicidade nas redes sociais.

Serra Talhada comemora o Dia Internacional da Mulher

Oito de Março é o Dia Internacional da Mulher. E para festejar essa data, a Prefeitura de Serra Talhada promoveu um café da manhã nesta sexta-feira (08), no Centro de Atenção Psicossocial – CAPS II, especialmente para servidoras municipais, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais. Idealizado pelas secretarias de Saúde e Executiva da Mulher, […]

Oito de Março é o Dia Internacional da Mulher. E para festejar essa data, a Prefeitura de Serra Talhada promoveu um café da manhã nesta sexta-feira (08), no Centro de Atenção Psicossocial – CAPS II, especialmente para servidoras municipais, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais.

Idealizado pelas secretarias de Saúde e Executiva da Mulher, e com apoio das demais secretarias e órgãos do governo municipal, o momento de homenagens abriu oficialmente as atividades do Mês da Mulher e contou com mensagens, discussão sobre saúde, dinâmicas de grupo e entrega de rosas. “Foi um momento de homenagens, mas também de afirmação da luta das mulheres em nome da igualdade de direitos e do fim da violência”, lembrou a secretária da Mulher, Mônica Cabral.

Além de Mônica Cabral, estiveram presentes o prefeito Luciano Duque, a secretária de Saúde, Márcia Conrado, a secretária de Finanças, Cibelli Alves, a secretária executiva de Desenvolvimento Social e Cidadania, Vânia Melo, a presidenta da Autarquia Educacional de Serra Talhada, Eliane Cordeiro, a presidenta do Centro de Atendimento à Mulher, Rose Silva, a presidenta da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, a presidenta do Conselho de Desenvolvimento Sustentável, Oneide Lima, os vereadores Alice Conrado, José Raimundo e Ronaldo de Dja, além de lideranças comunitárias e representantes de diversas associações urbanas e rurais.

Antes do café da manhã no CAPS II, houve entrega de rosas às servidoras da Secretaria Municipal de Serviços Públicos.

Programação do mês da mulher

A Secretaria Executiva da Mulher está fechando uma programação especial com diversas atividades durante este mês de março. Entre as atividades serão realizadas três caravanas “Cuidando da Mulher, Cuidando do Futuro”, com serviços de saúde, bem-estar e exposição fototográfica na zona urbana e rural; além de uma sessão alusiva Mulheres a Caminha da Câmara e rodas de conversas. A programação completa será divulgada nos próximos dias pelo Governo Municipal.

Prefeitura de Serra Talhada anuncia novo piso dos professores acima do nacional

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Educação, anuncia o reajuste salarial para os professores da Rede Municipal de Ensino e demais profissionais da educação. O novo piso dos professores segue o reajuste de 12,84%, percentual definido pelo Ministério da Educação, que elevou o Piso Salarial Nacional do Magistério para 2.886,15 em […]

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Educação, anuncia o reajuste salarial para os professores da Rede Municipal de Ensino e demais profissionais da educação.

O novo piso dos professores segue o reajuste de 12,84%, percentual definido pelo Ministério da Educação, que elevou o Piso Salarial Nacional do Magistério para 2.886,15 em 2020. Em Serra Talhada o salário base permanecerá sendo pago acima do valor nacional, passando de R$ 2.753,84 para R$ 3.107,43 o piso de Professor II, com 200 horas. O salário base de Professor I, com 150 horas, passará de R$ 1.930,28 para R$ 2.178,13, também acima do nacional.

“Apesar de Serra Talhada já pagar um valor acima do piso nacional, a gestão faz questão de conceder o reajuste integral de 12,84% proposto pela União, valorizando o salário dos nossos professores, que são fundamentais na construção de uma educação de qualidade e de um futuro promissor para a nossa cidade”, destacou Marta Cristina, secretária de Educação.

Além do piso dos professores, o Governo Municipal anuncia um reajuste de 4,9% para os demais profissionais da educação, incluindo auxiliares administrativos e de serviços gerais. O percentual segue o reajuste concedido ao salário mínimo no município, que será de R$ 1.060, usando como salário inicial.

“Também estamos reajustando o salário dos demais trabalhadores da educação, seguindo o percentual de reajuste concedido ao salário mínimo pela gestão municipal, valor superior ao mínimo anunciado pela União”, concluiu Marta Cristina.

“Mesmo em meio às dificuldades, com os dois decênios em queda, FPM em queda, nos esforçamos para oferecer um reajuste acima da inflação e vamos cumprir o percentual de reajuste da categoria”, comentou o Prefeito Luciano Duque.