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Se é pra tentar salvar vidas, já valeu a pena

Publicado em Notícias por em 29 de março de 2021

É óbvio que ainda não há como aferir os efeitos das medidas mais restritivas em cinco dos últimos dez dias em treze cidades do Pajeú e Moxotó.

Claro que em alguns momentos do dia de hoje, foi difícil e complexo lidar com as filas em bancos e lotéricas.  Mas pode-se dizer que,  em resposta a quem amanheceu de câmera na mão,  pregando e torcendo pro caos e desordem, o dia foi menos traumático do que se imaginava.  Os que torcem para o dinheiro vencer a luta por salvar vidas saíram um pouco frustrados.

Todos os dias, diante do caráter regional do município de Afogados da Ingazeira há um número importante de pessoas procurando bancos, lotéricas e consumindo aqui. É isso aliás que faz a força do nosso comércio.

Era obvio que a procura hoje seria maior, mas o trabalho de MP, prefeitos, guarda municipal e privada conseguiu ordenar na maior parte do tempo.  Mesmo nas filas longas havia espaçamento,  salvo exceções.

O mais importante é que,  despidos de medo de perder o que nos sobra, por nossa posição política ou editorial, do lado em que se está,  reconhecer que esse foi o esforço possível para salvar nosso bem mais fundamental,  a vida. Só quem tem outros interesses ou não consegue enxergar a dor de quem é vitimado por isso,  só os desalmados, criticam espumando ódio.

Há muitos comerciantes críticos,  com observações pertinentes,  que estão pagando parte da conta com seus colaboradores, mas que tem um coração e não uma máquina registradora entre as costelas.

Essa crise revelou parte da sociedade em que vivemos. Irmãos se degladiando por dinheiro, filhos descuidando dos pais, mais amor ao dinheiro que à vida. Dinheiro é importante quando a gente manda nele e não o contrário.

Assim, toda a solidariedade aos irmãos do comércio e de todos os setores. Àqueles mais vulneráveis socialmente contem conosco. Temos que acudí-los diante desse efeito colateral, enquanto a vacina não vem.

E à iniciativa,  dê resultado estatístico ou não  (tudo indica que dará) nosso reconhecimento.  Nunca foi nem será fácil.  Saudações a quem tem coragem na defesa das vidas até dos críticos,  com muitos infelizmente tendo perdido parentes para uma doença que minimizavam.

Não se negocia com a luta de salvar vidas. Essa máxima deveria guiar a todos,  mas não chega onde a ganância lhe bate a porta…

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