Rodrigo Novaes comemora o envio do Projeto de Lei Anticorrupção à Assembleia.
Por Nill Júnior
O deputado Rodrigo Novaes (PSD) comemorou, neste sábado (18), o envio do projeto da Lei Estadual Anticorrupção à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
O documento estava no executivo desde maço deste ano e foi encaminhado pelo Governador Paulo Câmara na última sexta-feira (17).
A iniciativa desta proposta foi do parlamentar, que presidiu uma Comissão Especial, na Alepe, para a elaboração do texto.
Para o vice-líder do governo, a iniciativa representa um grande avanço no combate à corrupção em nosso Estado. “A lei vem para tornar mais transparente e mais firme o resultado para o público. É uma lei moderna que vai colaborar na apuração com mais agilidade os casos de corrupção em Pernambuco”, afirmou.
G1 Morreu, na manhã deste sábado (26), o 100º policial militar no estado do Rio somente neste ano. É a maior média em mais de 10 anos. Fábio Cavalcante e Sá era segundo sargento da PM, tinha 38 anos e era lotado no 34º BPM (Magé). Segundo testemunhas, ele estava próximo ao Largo do Guedes, […]
Morreu, na manhã deste sábado (26), o 100º policial militar no estado do Rio somente neste ano. É a maior média em mais de 10 anos. Fábio Cavalcante e Sá era segundo sargento da PM, tinha 38 anos e era lotado no 34º BPM (Magé). Segundo testemunhas, ele estava próximo ao Largo do Guedes, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, quando foi atingido.
De acordo com parentes do policial, o soldado estava de folga e sem farda em um local próximo à casa de familiares, que costumava ir regularmente. Os criminosos teriam chegado em um carro e tentaram assaltar o PM, mas perceberam que ele estava armado e dispararam mais de 30 vezes. Cerca de 11 tiros o atingiram.
A principal testemunha do assassinato é o pai do sargento, que viu toda a ação. Ele chegou a pedir para os bandidos não atirarem no filho. Não há informações sobre o estado de saúde do pai de Fábio.
Outra pessoa que presenciou o crime descreveu a cena como “uma guerra”. Depois dos disparos, os criminosos ainda roubaram a arma e todos os outros pertences do policial.
O PM chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nilo Peçanha, em Duque de Caxias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense realizaran perícia no local do crime e recolheram várias cápsulas que ficaram no chão.
O segundo sargento Fábio Cavalcante trabalhava há mais de 15 anos na Polícia Militar e deixa esposa e um filho de oito anos.
Estão abertas as inscrições para o Curso de Direção de Documentário que acontecerá entre os dias 2 e 4 de outubro na cidade de Afogados da Ingazeira e que será ministrado por Marcelo Pedroso. As inscrições estão abertas no site do CANNE (Centro Audiovisual o Norte e Nordeste) até o dia 18 de setembro. A […]
Estão abertas as inscrições para o Curso de Direção de Documentário que acontecerá entre os dias 2 e 4 de outubro na cidade de Afogados da Ingazeira e que será ministrado por Marcelo Pedroso.
As inscrições estão abertas no site do CANNE (Centro Audiovisual o Norte e Nordeste) até o dia 18 de setembro.
A oficina é uma parceria entre a Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano e o CANNE (Fundaj), e tem apoio da Secretaria de Cultura de Afogados da Ingazeira.
O curso será ministrado por Marcelo Pedroso. Jornalista e cineasta, o pernambucano Marcelo Pedroso é um dos nomes mais importantes do cinema pernambucano e brasileiro atual. Seus filmes, documentários sociais e políticos, são temas de discussão em escolas, sindicatos, universidades e cineclubes de todo o País.
Nos seus curtas-metragens, o cineasta costuma incomodar, chocar o público. Em Câmara escura, por exemplo, ele deixou câmaras de vídeo na portaria de residências e seus donos as tomaram como artefatos bélicos. O medo aparece estampado nos rostos das pessoas e um clima de temor se instala em plácidas ruas de classe média alta do Recife.
Para Marcelo, o cinema tem uma função específica: olhar a realidade que nos cerca e ativar questionamentos. Seu mais novo curta é a expressão exata de seu posicionamento político.
A noite da última terça-feira (28) foi de encontros e reencontros entre os egipcienses que moram no Recife. Fredson reuniu parte da população de São José do Egito que mora na capital pernambucana para compartilhar experiências e refletir sobre a relação entre a cidade natal, São José do Egito, e a capital pernambucana. Em um […]
A noite da última terça-feira (28) foi de encontros e reencontros entre os egipcienses que moram no Recife.
Fredson reuniu parte da população de São José do Egito que mora na capital pernambucana para compartilhar experiências e refletir sobre a relação entre a cidade natal, São José do Egito, e a capital pernambucana.
Em um cenário onde muitos deixaram sua terra em busca de oportunidades de estudo e trabalho, a perspectiva de retorno é frequentemente entremeada por incertezas. Com a presença de jovens e adultos, a conversa foi marcada por relatos de saudade, perspectivas de futuro e análises da situação atual de São José do Egito. “Muita gente saiu de São José do Egito para estudar e trabalhar assim como eu. Foram para vários lugares, inclusive o Recife. Muitos pensam em voltar, mas do jeito que a cidade está não tem como”, comentou Fredson.
Fredson, acompanhado de Zé Marcos e do vereador Alberico Tiago, compartilhou suas impressões sobre os desafios enfrentados por aqueles que deixaram a cidade natal em busca de oportunidades: “Parti de São José do Egito em busca de crescimento pessoal e profissional. Como empresário, vejo a importância de políticas que promovam o desenvolvimento econômico e social da nossa terra.”
As dificuldades enfrentadas pela população em São José do Egito, que vão desde questões socioeconômicas até problemas de infraestrutura, provocam uma ambivalência nos egipcienses residentes em Recife. Enquanto o sentimento de pertencimento e a saudade da terra natal são fortes, as oportunidades e condições de vida oferecidas pela capital pernambucana tornam-se um fator preponderante na decisão de permanecer longe de casa.
Foi por essas razões que Lamya Moura, há seis anos teve que sair de São José para estudar Direito no Recife. “Ainda não tínhamos faculdade em São José e eu precisava estudar, ter uma profissão e trabalhar. Hoje sou formada, trabalho na prefeitura da capital e não penso em voltar para a minha terra enquanto ela estiver do jeito que está. É buraco e mato pra todo lado, não temos serviços de qualidade, a população
está entregue”, lamentou.
O encontro proporcionou um espaço para troca de experiências e construção de laços entre os participantes, que compartilham não apenas a origem em comum, mas também o desafio de conciliar os laços afetivos com as demandas da vida contemporânea. Enquanto alguns alimentam o desejo de um retorno eventual, outros se veem enraizados em Recife, onde construíram suas vidas e carreiras, mas almejam uma São José do Egito melhor para os parentes que continuam vivendo lá.
A Prefeitura de Itapetim, através da Secretaria de Ação Social, realizou na noite de ontem mais uma edição do Mães que Brilham. Em seu terceiro ano seguido, o evento homenageou as mães dos beneficiários dos programas sociais do município. A festa aconteceu no antigo Espaço Cultural Rogaciano Leite. O Mães que Brilham teve início por […]
A Prefeitura de Itapetim, através da Secretaria de Ação Social, realizou na noite de ontem mais uma edição do Mães que Brilham. Em seu terceiro ano seguido, o evento homenageou as mães dos beneficiários dos programas sociais do município. A festa aconteceu no antigo Espaço Cultural Rogaciano Leite.
O Mães que Brilham teve início por volta das 20h, com discursos de autoridades. “É com grande alegria que a gente comemora mais um Dia das Mães. A todas as mães itapetinenses um feliz Dia das Mães cheio de paz e saúde”, disse a secretária municipal de Ação Social, Cláudia Patriota.
O vereador Ailson Alves, a diretora da Creche Criança Feliz, Maria das Neves, e os coordenadores do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), Zé Roberto e Jussara Araújo, também fizeram uso da palavra. Após os discursos, houve o sorteio de 60 brindes e foi servido um jantar regado a música ao vivo.
As secretárias de Saúde, Educação e Cultura, Edilene Machado, Luciana Paulino e Edna Rangel, respectivamente, também prestigiaram o evento, que ainda contou com a participação de coordenadores, diretores e servidores da Creche Criança Feliz, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, da Casa das Juventudes e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Faleceu no Hospital Regional Emília Câmara o Mestre Inácio Pedro da Silva, Patrimônio Vivo de Pernambuco com o Coco Negros e Negras do Leitão. Ele tinha 79 anos. No período junino ele começou a alegar falta de ar e incômodo abdominal leves. Foi levado à Sala Vermelha do Hospital Regional Emilia Câmara em Afogados da […]
Faleceu no Hospital Regional Emília Câmara o Mestre Inácio Pedro da Silva, Patrimônio Vivo de Pernambuco com o Coco Negros e Negras do Leitão. Ele tinha 79 anos.
No período junino ele começou a alegar falta de ar e incômodo abdominal leves. Foi levado à Sala Vermelha do Hospital Regional Emilia Câmara em Afogados da Ingazeira-PE. De lá, conseguiu um leito de UTI.
Chegou a apresentar melhora, mas teve complicações nas últimas horas e faleceu. O corpo deve ser velado no Leitão da Carapuça. Uma homenagem com os seus remanescentes e nomes do atual Coco está sendo preparada.
História
Reconhecida como remanescente de quilombolas pela Fundação Palmares, em 2005, a comunidade de Leitão da Carapuça, em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú pernambucano, surgiu a partir da década de 1920, conforme nos conta a história oral vinda de seus moradores. Cerca de 30 famílias habitam a região, e mantêm uma atividade econômica baseada sobretudo na agricultura familiar. A localidade é um verdadeiro tesouro, repleto de riquezas culturais e arqueológicas: guarda um pedaço da pré-história nordestina, o Sítio Arqueológico da Serra do Giz, além do Grupo de Coco de Roda Negras e Negros do Leitão da Carapuça, cujo surgimento acompanha, por sua vez, o surgimento da história da comunidade.
As primeiras ocupações territoriais da Carapuça vieram com a migração de trabalhadores que sofriam exploração de mão de obra não remunerada, análoga à escravidão, em Custódia, município vizinho, os quais decidiram tentar uma vida melhor na agricultura, trabalhando por conta própria. Os primeiros que ali se estabelecerem foram os antepassados de Sebastião José, coordenador do Grupo Negras e Negros; bem como os dos Mestres do Coco, Inácio Pedro da Silva e Manoel Miguel da Silva. Conforme foram se, radicando no local, desenvolveram práticas culturais e laços de solidariedade próprios, como o coco de roda, que se enraizou e gerou frutos, já que o grupo é mantido com muita resistência e orgulho pelos descendentes.
O coco de roda na comunidade surgiu em três espaços-tempos fundamentais: durante a árdua construção das casas de taipa, feita coletivamente; nos festejos de São João, ciclo ao qual a manifestação se integra; e nas Casas de Farinha, espaços onde os agricultores produziam produtos derivados da mandioca por eles cultivada, e que, segundo os brincantes, era o único espaço onde as mulheres podiam puxar o Coco. Os Mestres nos contam: “era tudo muito pobre, não tinha essas casas de hoje em dia. A gente se juntava às sete, oito da noite, e o samba de coco durava a noite inteira pra pisar o piso e reboco”, relembra Manoel Miguel. As loas cantadas eram ritmadas pelo pisar do barro. O tamanco, elemento comum em alguns grupos do Coco, não integra esta brincadeira. Mestre Manoel conta que começou a brincadeira com 12 anos, “observando os mais velhos, mas eles não ensinavam, porque só eles queriam a fama. Eu que fui aprendendo de olho, mas hoje faço questão de ensinar”. Atualmente, sabe-se que, sem a transmissão de saberes, não há continuidade das tradições, muitas vezes ameaçadas.
Sebastião José da Silva é o responsável legal pelo grupo, símbolo de resistência e tradição. É em sua casa onde ocorrem, semanalmente, os ensaios. Liderados pelos Mestres Inácio Pedro da Silva (ganzá; 77 anos) e Manoel Miguel da Silva, a brincadeira é formada por por cerca de 20 pessoas, dentre as quais, mulheres, homens e jovens. Fernanda Silva, de 15 anos, afilhada do mestre Manoel Miguel, é uma das promissoras apostas do grupo para manter-se vivo e atuante por muito tempo. É ela que, às vezes, puxa o Coco e anima os brincantes.
O Coco de Roda Negras e Negros do Leitão da Carapuça tem um disco gravado, cujo lançamento, em 2003, culminou com a visita do então Ministro da Cultura, Gilberto Gil. O evento fez com que o grupo viajasse para realizar apresentações em diversas cidades do país. Além disso, tem suas músicas disponíveis na plataforma digital Spotify, e participam de festivais que ocorrem, principalmente, no Sertão do estado de Pernambuco.
No coco de roda, duas pessoas cantam, e os demais complementam a melodia, seguida pela pisada firme no chão e/ou na batida da palma da mão. Os instrumentos manuseados são pandeiro, ganzá e triângulo. Difícil é não se embalar nos sons dessa brincadeira, que une territorialidade, afirmação das raízes afrodescendentes, valorização da cultura popular e tantos outros fatores. Com o registro de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2023, o grupo seguirá mais firme e forte na transmissão de saberes e na pisada da cultura popular pernambucana.
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