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Raquel reafirma neutralidade no segundo turno: “Terminou a eleição, desarmou o palanque”

Por Michael Andrade

A governadora Raquel Lyra (PSD) reafirmou nesta terça-feira (13) que pretende manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em agenda no bairro da Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife, ela disse que não pretende ceder às pressões para aderir a uma das campanhas.

Raquel voltou a definir sua posição como “pernambuquista”, expressão que utiliza desde 2022 para defender que os interesses de Pernambuco estejam acima das disputas partidárias nacionais.

“Meu compromisso com a população de Pernambuco é de colocar o interesse do povo pernambucano acima de qualquer discussão. Desde 2022, a gente vem falando sobre isso, demos um nome a isso, chama-se ‘pernambuquista’. É saber que terminou a eleição, desarmou o palanque, eu sou governadora de Pernambuco de novo”, afirmou.

A governadora também disse considerar que seu segundo mandato começou politicamente logo após o resultado das urnas, apesar de a nova posse ocorrer apenas em 2027.

Mesmo reafirmando que não apoiará nenhum dos dois candidatos à Presidência, Raquel voltou a agradecer ao presidente Lula pelas parcerias mantidas entre os governos estadual e federal ao longo de sua primeira gestão.

Ela citou obras em rodovias e barragens na Zona da Mata Sul e disse esperar avanços em projetos como o metrô do Recife e a Transnordestina.

“Espero que possa avançar com a questão do metrô, da Transnordestina, tudo isso tem a ver com colocar o interesse do povo acima de qualquer outra discussão. Vou continuar trabalhando e é para o povo de Pernambuco que eu preciso também dar todas as minhas justificativas, esclarecimentos e estou sempre à disposição para isso”, declarou.

A neutralidade de Raquel na disputa presidencial não é inédita. Em 2022, quando concorria ao Governo de Pernambuco, ela também optou por não declarar apoio no segundo turno da eleição para o Palácio do Planalto.

Neste ano, a postura voltou a provocar críticas de lideranças ligadas a Lula no estado. O deputado federal Carlos Veras (PT), coordenador da campanha do presidente em Pernambuco, e o senador Humberto Costa (PT) estão entre os nomes que defendem que as parcerias entre o Governo Federal e Pernambuco deveriam levar a governadora a se posicionar em favor da candidatura petista.

Raquel, no entanto, tem mantido o discurso de que a relação institucional com o Governo Federal deve continuar independentemente da disputa eleitoral.

Possíveis mudanças no secretariado

Durante a agenda desta terça-feira, a governadora também foi questionada sobre eventuais mudanças no secretariado para o segundo mandato.

Raquel evitou antecipar nomes ou pastas, mas admitiu que alterações podem ocorrer. Ela lembrou que sua gestão já realizou mudanças de funções e uma reforma administrativa ao longo do primeiro mandato.

“Durante o nosso governo teve gente que foi mudada de lugar, fizemos uma pequena reforma administrativa, acrescentamos secretarias. Separamos ali a questão da assistência à fome e combate à pobreza. O mais importante é a estratégia do que está sendo feito”, afirmou.

Segundo a governadora, a montagem da equipe deve considerar tanto a capacidade técnica quanto a articulação política.

“Nós começamos a trabalhar em Pernambuco garantindo um secretariado com competência técnica, com capacidade de sensibilidade política”, disse.

A última mudança mais ampla no primeiro escalão ocorreu em abril deste ano, quando oito pastas do Governo de Pernambuco tiveram alterações no comando. Parte das mudanças esteve relacionada à disputa eleitoral.

Entre os nomes envolvidos estava André Teixeira Filho, que deixou a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura para coordenar a campanha de reeleição de Raquel Lyra e retornou ao cargo após o encerramento do primeiro turno.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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Outras Notícias

Morre aos 76 anos o jornalista Antônio José, do Jornal do Sertão

Faleceu na manhã desta sexta-feira (5) o jornalista Antônio José, aos 76 anos. Idealizador e fundador do Jornal do Sertão de Pernambuco, Antônio José Bezerra de Melo estava internado desde o dia 23 de outubro no Hospital Pelópidas Silveira, no Recife, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A informação foi confirmada pelo Jornal do Sertão através […]

Faleceu na manhã desta sexta-feira (5) o jornalista Antônio José, aos 76 anos. Idealizador e fundador do Jornal do Sertão de Pernambuco, Antônio José Bezerra de Melo estava internado desde o dia 23 de outubro no Hospital Pelópidas Silveira, no Recife, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A informação foi confirmada pelo Jornal do Sertão através de  nota. “É com profundo pesar que os filhos Rafael Kuhni e Renata Bezerra de Melo, sua esposa Helida Enes, familiares, a equipe do Jornal do Sertão de Pernambuco, seus colunistas e colaboradores lamentam profundamente a perda repentina do fundador e jornalista Antônio José Bezerra de Melo, 76 anos, na manhã desta sexta-feira, dia 5 de novembro, em decorrência de complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).”

Atualmente, Antônio José ocupava a função de editor geral do Jornal do Sertão, que foi fundado por ele em 2006, com sede em Serra Talhada. “Apaixonado pelas potencialidades e peculiaridades do Sertão, Antônio José deixa um rico legado ao jornalismo pernambucano. Através do Jornal do Sertão, projeto idealizado por ele, ajudou a contar muitas histórias sobre essa terra, sempre enaltecendo a sua importância cultural e econômica para todo o Nordeste. Uma pessoa de alma simples, entusiástico, otimista. Deixa grande aprendizado para todos nós”, disse a jornalista Juliana Lima.

O velório será logo mais às 16h, na sala de cremação do Cemitério Morada da Paz, no Recife. A cremação está prevista para acontecer às 18h.

SJE: Artesãs participam da Fenearte com apoio da Prefeitura

A Prefeitura de São José do Egito está apoiando a participação da Associação das Artesãs de São José do Egito (ASSOCIARTE) na 25ª edição da Fenearte, feira que ocorre no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O apoio envolve suporte institucional e logístico e foi articulado pela gestão do prefeito Fredson Brito. A Fenearte […]

A Prefeitura de São José do Egito está apoiando a participação da Associação das Artesãs de São José do Egito (ASSOCIARTE) na 25ª edição da Fenearte, feira que ocorre no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O apoio envolve suporte institucional e logístico e foi articulado pela gestão do prefeito Fredson Brito.

A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina e reúne expositores de diversos estados brasileiros e países. A edição deste ano tem como tema “Maracatu, dança ancestral”, com foco na valorização da cultura popular e da economia criativa.

As artesãs egipcienses estão apresentando ao público o artesanato produzido no município, com peças que representam elementos da tradição local. A presença da ASSOCIARTE no evento é vista como uma oportunidade para dar visibilidade à produção das artesãs da região.

Em publicação nas redes sociais, o prefeito Fredson Brito parabenizou as participantes e reafirmou o compromisso da gestão com o segmento:

“Nossa cultura, nossos artesãos e toda a cadeia de economia criativa de São José do Egito sempre vão receber o apoio devido de nossa gestão. Parabéns à ASSOCIARTE pelo talento e o empenho de suas artesãs. Sucesso na FENEARTE, em 2026 estaremos de volta elevando ainda mais o potencial da Terra da Poesia”, afirmou.

“A Prefeitura destaca que o investimento no setor cultural contribui para o desenvolvimento humano, social e econômico, além de preservar tradições e promover o município em âmbito nacional e internacional”, destaca a assessoria de comunicação.

Ministério da Fazenda nega ajuda financeira de R$ 600 milhões ao RN

O Governo Federal vetou a ajuda financeira de R$ 600 milhões que o Rio Grande do Norte receberia por meio de uma medida provisória para pagar servidores do estado. A confirmação é do próprio Ministério da Fazenda e acontece depois que o Ministério Público de Contas da União recomendou a suspensão do repasse. “O Ministério da Fazenda […]

Policiais do 1º Batalhão, que cobrem a Zona Leste de Natal, também ficaram aquartelados nesta terça (19); 19/12/2017 (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

O Governo Federal vetou a ajuda financeira de R$ 600 milhões que o Rio Grande do Norte receberia por meio de uma medida provisória para pagar servidores do estado.

A confirmação é do próprio Ministério da Fazenda e acontece depois que o Ministério Público de Contas da União recomendou a suspensão do repasse. “O Ministério da Fazenda confirma o veto. A decisão foi tomada com base em recomendação do TCU”, declarou a pasta, em nota.

Com salários atrasados, o estado enfrenta paralisações da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil há uma semana. Desde a terça-feira (19), PMs se negam a sair dos batalhões da capital e do interior. Desde então, vários arrombamentos de lojas, roubos de carros e assaltos foram registrados na região metropolitana de Natal.

Neste domingo, a desembargadora Judite Nunes, do Tribunal de Justiça do RN, acatou pedido da Procuradoria-Geral do Estado e considerou ilegal o movimento que vem sendo realizado pelas polícias. Na decisão, ela determinou que os policiais retomem imediatamente suas funções, mas as categorias prometem continuar fora das ruas.

O governador Robinson Faria (PSD) foi até Brasília na semana passada para pedir ajuda do Governo Federal. O objetivo do repasse combinado era colocar em dia a folha de pagamento dos servidores do estado.

Após a reunião na quarta-feira (20) no Ministério da Fazenda, o governador anunciou que o Estado receberia uma ajuda financeira de R$ 600 milhões. Com base nisso, também foi anunciado um calendário de pagamento que contemplava os salários de novembro, dezembro e o 13º salário.

Arcoverde: Projeto que reajusta Piso do professor não vai a votação por falhas

Uma lacuna no Projeto de Lei Complementar nº 003/2022 que concedia reajuste de 33,24% sobre o Piso Salarial dos professores levou a vereadora Zirleide Monteiro (PTB) a pedir vistas do PL de forma a não prejudicar os professores das demais faixas que, pela proposta enviada pelo prefeito Wellington Maciel (MDB), não seriam contemplados com o […]

Uma lacuna no Projeto de Lei Complementar nº 003/2022 que concedia reajuste de 33,24% sobre o Piso Salarial dos professores levou a vereadora Zirleide Monteiro (PTB) a pedir vistas do PL de forma a não prejudicar os professores das demais faixas que, pela proposta enviada pelo prefeito Wellington Maciel (MDB), não seriam contemplados com o aumento. 

O pedido recebeu o apoio dos vereadores Rodrigo Roa (Avante), Célia Galindo (PSB) e do presidente da casa, Wevertton Siqueira (PSB).

No parecer pelo pedido de vistas, a parlamentar trabalhista relata que o projeto não discrimina o reajuste para todas as faixas do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério, fixando apenas o aumento no valor do salário base de R$ 2.886,24 para R$ 3.845,63.

“O projeto apresenta uma grande lacuna acerca da concessão do aumento em favor dos professores que se encontram fora de faixa inicial. Pergunta-se qual será o reajuste? Negar um direito, seria ignorar os esforços dos professores que buscam se especializar. O PL não traz em seu bojo a possibilidade de reajuste linear para todas as faixas. É injusto que a casa legislativa aprove um projeto de lei em regime de urgência prejudicando severamente os demais professores na faixa superior de carreira”, afirmou.

De acordo com a vereadora Célia Galindo (PSB), apesar da sugestão da bancada do governo de apresentar emendas ao projeto, elas não seriam legais pois geram despesas e o correto é que o PL seja reenviado com as mudanças necessárias para que todos os professores sejam contemplados com o reajuste de 33,24%. 

“As palavras voam, mas a lei fica e basta o prefeito mande a lei correta que votamos de forma extraordinária”, disse. 

A professora Jeane Torres foi convidada pelo presidente da casa, vereador Siqueirinha, para passar a posição dos professores quanto a aprovação ou não do projeto enviado pelo prefeito Wellington Maciel. Disse que o PL como está pode prejudicar severamente os professores e ressaltou que, além da lei ser específica quanto ao reajuste linear para todas as faixas, ela também tem que trazer um parágrafo que garanta o aumento do piso aos professores aposentados.

Ministério da Saúde dificulta acesso de medicamentos do Farmácia Popular à população, alerta Humberto

Após suspender renovações de contrato do “Aqui tem farmácia popular” ao longo do ano passado e pegar pacientes e farmacêuticos de surpresa, medida criticada pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), agora o Ministério da Saúde resolveu, sem alarde, alterar critérios de acesso aos medicamentos concedidos à população. Pelas novas regras, terão acesso […]

FotoDivinoAdvinculaApós suspender renovações de contrato do “Aqui tem farmácia popular” ao longo do ano passado e pegar pacientes e farmacêuticos de surpresa, medida criticada pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), agora o Ministério da Saúde resolveu, sem alarde, alterar critérios de acesso aos medicamentos concedidos à população. Pelas novas regras, terão acesso aos remédios apenas pessoas a partir de faixas etárias pré-definidas pela pasta.

De acordo com o parlamentar, que foi o criador do programa Farmácia Popular em 2004, quando ministro da Saúde no governo Lula, o presidente não eleito Michel Temer (PMDB) se esforça para dificultar a distribuição dos medicamentos aos cidadãos com base em argumentos frágeis. A atual mudança se deve, segundo a pasta, à descoberta de fraudes em pelo menos 40% das solicitações dos remédios.

“Ora, o ministro Ricardo Barros (PP) deveria saber que os tais problemas encontrados pelos técnicos da pasta não serão sanados apenas com restrições baseadas na idade dos pacientes. Não é exigindo a data de nascimento dos que precisam de medicação que a situação será resolvida. Onde já se viu isso?”, questiona.

De acordo com matérias publicadas pela imprensa nesta semana, a venda a custo baixo de remédios de mal de Parkinson, por exemplo, estará permitida apenas para quem tiver mais de 50 anos. No caso de osteoporose, a idade mínima será de 40 anos. O mesmo valerá para hipertensão: 20 anos no mínimo. Já os remédios para controlar o colesterol alto serão autorizados somente para pacientes com, pelo menos, 35 anos.

Para Humberto, o ministério comente uma série de erros ao, mais uma vez, não dar transparência à medida e não dialogar com os envolvidos antes de tomar a iniciativa, afetando pacientes e farmacêuticos sem aviso prévio.

A Federação Brasileira das Redes Independentes de Farmácias recebeu reclamações de vendas que já foram bloqueadas para quem não atende aos novos critérios. A Proteste, órgão de defesa do consumidor, também já se manifestou e informou que pacientes que precisam dos remédios, mas estão fora da linha de corte de idade, poderão reivindica-los.

“O programa, criado para possibilitar o acesso da população a medicamentos essenciais mais baratos, traz regras claras desde o seu início. Tem direito ao desconto todo brasileiro, mediante a apresentação de documento no qual conste o número de CPF e fotografia, além da prescrição médica dentro do prazo de validade de 180 dias a partir de sua emissão”, resume Humberto.

O senador explica que o Ministério da Saúde custeia até 90% do valor dos medicamentos, sendo que o paciente arca com a diferença entre o percentual pago pelo governo e o preço de venda. Estão disponíveis em remédios para asma, diabetes, mal de Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose e rinite, além de anticoncepcional, incluindo analgésicos, ansiolíticos, antialérgicos, antibacterianos, antidepressivos, anti-inflamatório, entre outros.