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Prisão preventiva: entenda os crimes pelos quais Anderson Torres pode responder

Por André Luis

Delitos estão previstos na Lei Antiterrorismo e no Código Penal; pedido de prisão foi emitido pela Polícia Federal e acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por Lorena Lara, g1

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, foi preso neste sábado (14), após pousar em Brasília num avião que saiu dos Estados Unidos na noite anterior. A prisão preventiva de Torres foi solicitada pela Polícia Federal e determinada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, na terça-feira (10).

A decisão se justifica no artigo 312 do Código de Processo Penal. A legislação determina que uma prisão preventiva pode ser decretada como garantia da ordem pública, ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou aplicação da lei penal. Isso vale apenas para casos em que houver prova da existência do crime e indícios suficientes sobre sua autoria e do perigo gerado pela liberdade de quem é alvo do mandado.

No caso da prisão preventiva de Torres, são considerados os atos terroristas praticados no domingo (8), em Brasília, nas sedes dos poderes executivo (Palácio do Planalto), legislativo (Congresso Nacional) e judiciário (Supremo Tribunal Federal).

Listamos abaixo os crimes citados no pedido de prisão preventiva de Anderson Torres. No total, são citados 8 artigos: quatro deles são do Código Penal e outros quatro são da Lei 13.260, conhecida como Lei Antiterrorismo.

Código Penal

Artigo 163: Destruição, inutilização ou deterioração de coisa alheia. Este trecho da lei determina ainda que constitui dano qualificado quando o delito for provocado “contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa de concessionária de serviços públicos”. A pena para o dano qualificado é reclusão de seis meses a três anos, além de multa e pena correspondente à violência praticada.

Artigo 288: Associação criminosa. A lei estabelece que é associação criminosa qualquer grupo de três ou mais pessoas que se reúnam para o cometimento de crimes. A pena é de reclusão de um a três anos.

Artigo 359-L: Abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Trata-se da tentativa, com uso de violência ou ameaça grave, de abolir o Estado Democrático de Direito ao restringir ou impedir o exercício dos poderes constitucionais. A pena é a reclusão de quatro a oito anos somada àquela correspondente a atos violentos provocados simultaneamente.

Artigo 359-M: Golpe de Estado. Este crime é descrito como a tentativa de depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído. A pena é prisão de quatro a 12 anos, além da pena correspondente à violência praticada.

Lei 13.260 de 2016 (Lei Antiterrorismo)

Artigo 2º: Terrorismo. Este trecho da lei define o que é terrorismo e quais atos configuram o crime. Segundo o texto, são atos realizados por razões de xenofobia, discriminação, preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando praticados com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a integridade pública. A pena para o crime de terrorismo vai de 12 a 30 anos de reclusão, além de sanções por ameaça à vida ou prática de violência.

Artigo 3º: Apoiar a prática do terrorismo. Este trecho determina que “promover, constituir, integrar ou prestar auxílio” a organização terrorista pode levar à reclusão de cinco a oito anos, e multa.

Artigo 5º: Realizar preparação para a prática do terrorismo. Segundo a lei, configuram a preparação quaisquer atos que indiquem o objetivo inequívoco de consumação do crime. A pena é aquela correspondente à do delito (de 12 a 30 anos de reclusão), reduzida entre 1/4 ou 1/2.

Artigo 6º: Envolver recursos, ativos, bens, direitos, valores ou serviços de maneira a planejar, preparar ou executar o crime de terrorismo. Este trecho da lei determina que é delito quando a pessoa, direta ou indiretamente, recebe, provê, oferece, obtém, guarda, mantém em depósito, solicita ou investe recursos que auxiliem na prática do crime. A pena vai de 15 a 30 anos.

Omissão

O documento assinado por Alexandre de Moraes também destaca o papel da omissão de Anderson Torres. Segundo o artigo 13 do Código Penal, a omissão é penalmente relevante quando quem não age tem o dever e o poder de fazê-lo.

O texto afirma que a omissão e a conivência de autoridades da área da segurança pública e inteligência se mostraram durante os atos de domingo pela ausência do policiamento necessário, pela autorização para a entrada de mais de cem ônibus em Brasília e pela inércia para encerrar o acampamento que estava na Praça dos Cristais, à frente do Quartel-General do Exército na capital federal.

As atitudes de Torres são descritas, no pedido de prisão preventiva, como “descaso” e “conivência”. Além disso, Moraes afirma que não há qualquer justificativa para a omissão do então secretário de Segurança Pública.

Outras Notícias

Aumento do ICMS sobre combustíveis abre nova frente de embate entre lulistas e Tarcísio

O aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, previsto para fevereiro de 2027, provocou uma troca de críticas entre integrantes do governo Lula (PT) e aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A disputa ganhou força nas redes sociais nesse domingo (1º), após manifestações do ministro Guilherme Boulos (PSOL). […]

O aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, previsto para fevereiro de 2027, provocou uma troca de críticas entre integrantes do governo Lula (PT) e aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A disputa ganhou força nas redes sociais nesse domingo (1º), após manifestações do ministro Guilherme Boulos (PSOL).

O reajuste foi aprovado por unanimidade pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada em 27 de outubro. As novas alíquotas foram publicadas no Diário Oficial da União na quarta-feira (28).

O maior aumento será aplicado ao diesel, cujo imposto passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, uma elevação de 11,1%. Na gasolina, a cobrança subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, alta de 4,5%. Já no gás de cozinha, o ICMS passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, reajuste de 4,8%.

A discussão política começou quando Boulos publicou um vídeo criticando Tarcísio pela aprovação do aumento. O ministro afirmou que a medida contraria o discurso adotado por aliados do governador durante a campanha eleitoral, quando criticavam a elevação de impostos.

Boulos também argumentou que o reajuste sobre o diesel ocorre enquanto o governo federal mantém medidas para conter o preço do combustível. Segundo ele, a elevação da tributação estadual poderá afetar os custos do transporte de mercadorias e, consequentemente, os preços dos alimentos.

Tarcísio respondeu por meio de uma nota, acusando o ministro de utilizar informações distorcidas para fazer ataques políticos. O governador ressaltou que a decisão não foi tomada exclusivamente por São Paulo, mas pelo conjunto dos estados, incluindo aqueles administrados pelo PT.

Na manifestação, Tarcísio citou os governos da Bahia, do Ceará e do Piauí, que também concordaram com o reajuste. Ele afirmou ainda que São Paulo manteve a alíquota geral do ICMS em 18% nos últimos quatro anos, enquanto outros estados promoveram aumentos.

Boulos voltou às redes sociais para rebater o governador. O ministro reconheceu que a decisão foi coletiva, mas sustentou que a participação de outros estados não elimina, em sua avaliação, a contradição entre o posicionamento de Tarcísio durante a campanha e sua concordância com o reajuste.

Parlamentares aliados do governador também participaram da discussão. Os deputados estaduais Tomé Abduch (PL) e Danilo Campetti (Republicanos) divulgaram vídeos ressaltando que o aumento foi aprovado por todos os estados.

O reajuste segue a metodologia prevista na legislação federal para a tributação dos combustíveis. O cálculo considera a variação dos preços médios registrados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), comparando períodos equivalentes de anos anteriores.

As novas alíquotas entrarão em vigor em 1º de fevereiro de 2027. Os percentuais anunciados correspondem ao aumento do imposto cobrado sobre os produtos, não necessariamente à variação final dos preços nos postos e pontos de venda.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Trump deve começar a perder hegemonia amanhã, com as eleições de meio de mandato

Em meu comentário das 12h desta segunda-feira (2) falo sobre a expectativa das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e por que Donald Trump deve ser o grande derrotado no pleito. Com mais de 52 milhões de eleitores antecipando seus votos, destaco uma corrida às urnas inédita, impulsionada pela alta rejeição do […]

Em meu comentário das 12h desta segunda-feira (2) falo sobre a expectativa das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e por que Donald Trump deve ser o grande derrotado no pleito.

Com mais de 52 milhões de eleitores antecipando seus votos, destaco uma corrida às urnas inédita, impulsionada pela alta rejeição do presidente americano que beira os 70%.

O cenário reflete a frustração da população com a política econômica e internacional do governo Trump

Diante disso, pesquisas indicam a possibilidade de uma virada democrata até mesmo em estados tradicionalmente republicanos como Texas (onde a maioria democrata não ocorre desde 1988), Kansas (desde 1932), além de Ohio, Michigan e Carolina do Norte.

Derrotar a maioria republicana na Câmara e no Senado é visto pela oposição como a única forma de impor um

“freio de arrumação” às pretensões hegemônicas de Trump, que já sinaliza contestar os resultados e alegar fraude caso a oposição vença.

Confira clicando no link abaixo

Morre em João Pessoa a enfermeira egipciense Helenice Andrade

A enfermeira Helenice Andrade, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, faleceu nesse domingo (1º), em João Pessoa, na Paraíba. A causa da morte não foi informada pela família. Helenice era filha do conhecido taxista Doutor da Praça, já falecido. O corpo será trasladado para São José do Egito, onde o velório acontecerá […]

A enfermeira Helenice Andrade, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, faleceu nesse domingo (1º), em João Pessoa, na Paraíba. A causa da morte não foi informada pela família.

Helenice era filha do conhecido taxista Doutor da Praça, já falecido.

O corpo será trasladado para São José do Egito, onde o velório acontecerá na Central de Velórios do PASC.

Os familiares ainda não divulgaram informações relacionadas ao sepultamento.

O Blog manifesta pesar pelo falecimento de Helenice Andrade e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.

Informações: Gilberto Lopes
Foto: Reprodução

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Em São José do Egito, homem morre ao cair e bater cabeça em base de bandeira

Estava na festa da vitória  A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade. O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado. No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a […]

Estava na festa da vitória 

A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade.

O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.

No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a vitória de Lula. Ele se desequilibrou e bateu a cabeça. Desacordado, foi socorrido, levado ao Hospital Maria Rafael de Siqueira e em seguida para Recife, onde faleceu no hospital Alpha.

Nondas teve melhoras, mas na noite desse domingo teve uma parada cardíaca e faleceu. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

“Vamos bater no chão”: áudio revela últimos momentos de avião que caiu nos EUA e matou nove pessoas

  Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude. A gravação, divulgada […]

 

Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude.

A gravação, divulgada pela plataforma LiveATC, que monitora comunicações aeronáuticas, mostra que a tripulação enfrentava condições meteorológicas adversas antes do acidente.

O avião, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Durante o percurso, uma pessoa na cabine informou aos controladores que a aeronave estava a aproximadamente 35 mil pés de altitude e enfrentava turbulência moderada, formação de gelo e precipitação.

A tripulação solicitou autorização para subir, mas, pouco depois, comunicou uma descida acelerada e declarou emergência.

“Mayday, mayday”, disse uma voz da cabine, utilizando o código internacional de pedido de socorro.

Na sequência, a pessoa relatou que o avião perdia altitude a uma velocidade de aproximadamente 10 mil pés por minuto. Segundos depois, a taxa de descida chegou a 20 mil pés por minuto.

“Vamos bater no chão”, afirmou a voz durante a comunicação com os controladores.

Entre as últimas frases registradas está “Estamos sem tempo”, pronunciada pouco antes da interrupção da transmissão.

A aeronave caiu por volta das 12h50, no horário local, em uma área residencial do condado de Palm Beach, próximo à comunidade de Cresthaven.

Imagens registradas por testemunhas mostram o jato descendo em alta velocidade antes de atingir o solo e provocar uma explosão. O impacto deixou uma cratera próxima a uma rodovia movimentada e espalhou destroços pela região.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou que as nove pessoas que estavam a bordo morreram. As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, esteve nas proximidades do local e informou que não havia registros imediatos de mortos ou feridos em solo.

A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) investigam as circunstâncias do acidente.

Embora a gravação registre relatos de turbulência, gelo e perda acelerada de altitude, as autoridades ainda não determinaram a causa da queda.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/AFP

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