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Presidente do TCE : “nomes na lista ainda não são fichas sujas”. Políticos com multiprocessos dificilmente disputarão

Por Nill Júnior
Lista do TCE, divulgada hoje e entregue ao TRE, vai dar muito o que falar. Confira
Lista do TCE, divulgada semana passada e entregue ao TRE, deu muito o que falar.

Desde a semana passada, repercute a divulgação da lista provisória de gestores públicos estaduais e municipais que tiveram suas contas rejeitadas pelo TCE nos últimos oito anos, entregue ao TER, alguns sertanejos.

O TCE antecipou o prazo para que o Ministério Público Eleitoral tenha mais tempo para análise, a fim de imprimir maior efetividade ao comando da Lei da Ficha Limpa.

Em entrevista ao jornalista Magno Martins, o Presidente do TCE Valdecir Pascoal, esclareceu pontos da divulgação.

Em suma, como o próprio blog já havia antecipado, vai caber ao TRE definir de fato quais são os fichas sujas na lista. Certo também dizer que ex-gestores com muitas contas rejeitadas na mala terão muita dificuldade de concorrer este ano. Leia:

Os nomes dessa lista já podem ser considerados fichas sujas ?

Eu não gosto muito dessa nomenclatura. A rigor, o Tribunal tem obrigação de fiscalizar e julgar as contas. A Lei Eleitoral nos obriga a enviar os nomes de gestores que tiveram contas irregulares nos últimos oito anos. Nesses casos, tem os casos graves, mas parte desses nomes tiveram rejeição por questões formais. Essa competência de julgar não é nossa, é do TRE.

Desde que saiu a lista, ela gerou mal estar entre os políticos, não foi ?

Isso é muito importante pra dizer o seguinte: nem todo mundo que está na lista vai ser considerado inelegível. O eleitoral vai fazer essa triagem. Ao mesmo tempo, o Tribunal presta conta às sociedade. E são decisões já publicadas, com o objetivo do cidadão, da imprensa fazer seu juízo de valor. Houve um upgrade porque foi divulgada a lista no site e o cidadão pode saber o motivo acessando cada processo. O Tribunal auxilia diretamente a sociedade.

O Presidente do TCE, Valdecir Pascoal
O Presidente do TCE, Valdecir Pascoal

Mas há lá nomes de ex-prefeitos com dez, doze quinze, até vinte contas rejeitadas. Esses correm mais risco?

A prática reiterada agrava a situação. O juízo de valor será do Ministério Público Eleitoral ou dos partidos que tem competência para impugnar candidaturas. Essa decisão  será influenciada se o gestor teve uma irregularidade pontual ou se reiteradamente tem contas irregulares. Esse ano houve uma diferença. Nós antecipamos a pedido do MPE que tinha pouco tempo para avaliar se a improbidade foi dolosa ou não. Pode ter acréscimo de nomes e pode acontecer de ter um recurso pendente e o TCE considerar regular com ressalvas ou regular. Mas 98% da lista é essa entregue ao TRE.

Até quando o TRE vai dizer quem não poderá concorrer?

Nosso prazo é 5 de julho. Tem um prazo para impugnação do TRE, no período de pós convenção para que ou o Ministério Público Eleitoral ou o promotor, ou os partidos políticos peçam impugnação.

Desses 1.624 processos, a defesa ainda é no TCE ou vão se defender no TRE?

O gestor pode ingressar com o pedido de rescisão que é o último recurso, já que teve uma chance de recorrer ao pleno. É uma porta estreita e dificilmente muda. A ficha limpa evoluiu porque antes bastava o gestor ingressar com ação na Justiça comum que suspenderia os efeitos. Hoje não é mais assim.

Eles então correm mesmo risco?

Correm risco sim, sem dúvida nenhuma, mas o TRE não fala em ficha suja . Esse juízo é do Ministério Público Eleitoral e da Justiça Eleitoral.

Outras Notícias

Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle, aponta PF

Conversas obtidas pela Polícia Federal mostram tratativas entre Maria de Fátima Bezerra Castro e Robson Calixto, o “Peixe”, sobre repasse de R$ 199 mil a instituto investigado no Rio de Janeiro. Uma assessora do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou, em 2023, a liberação de uma emenda parlamentar com Robson Calixto Fonseca, […]

Conversas obtidas pela Polícia Federal mostram tratativas entre Maria de Fátima Bezerra Castro e Robson Calixto, o “Peixe”, sobre repasse de R$ 199 mil a instituto investigado no Rio de Janeiro.

Uma assessora do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou, em 2023, a liberação de uma emenda parlamentar com Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por integrar organização criminosa armada no processo relacionado ao assassinato da vereadora Marielle Franco.

As informações foram reveladas pelo Estadão nesta segunda-feira (21), a partir de conversas encontradas pela Polícia Federal no celular de Calixto.

Os diálogos envolvem Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar do gabinete de Flávio. No telefone de Calixto, o contato dela estava salvo como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

A negociação tratava de uma emenda de R$ 199 mil destinada ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). Dados do Portal da Transparência apontam que o pagamento foi realizado em 29 de novembro de 2023.

Em uma das conversas, de 24 de outubro daquele ano, Calixto pergunta à assessora se o senador poderia ajudá-lo. Maria de Fátima responde pedindo que ele encaminhasse uma solicitação por e-mail ou ofício.

Dias depois, a assessora questiona Calixto sobre sua relação com o então deputado Chiquinho Brazão. Após receber resposta positiva, envia a ele um convite para uma cerimônia de entrega de coletes balísticos à Polícia Militar do Rio de Janeiro e orienta: “Leva o deputado”.

Segundo a investigação, a assessora também teria sugerido que Calixto aproveitasse um encontro com Flávio para reforçar pessoalmente o pedido relacionado aos recursos.

As cobranças continuaram. Em novembro de 2023, Calixto escreveu: “Bom dia amiga, não esquece do IFOP não, vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminarmos nosso projeto”. A assessora respondeu: “Pode deixar”.

A Polícia Federal aprofundou a análise dos repasses durante a Operação Emendatio, deflagrada em julho para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas a organizações da sociedade civil no Rio de Janeiro.

A operação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão, além de determinar bloqueio patrimonial de R$ 100 milhões. Flávio Bolsonaro não foi alvo dos mandados.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União incorporada à investigação identificou que parte dos recursos destinados ao Ifop teria sido usada para pagar um escritório de advocacia pertencente aos próprios responsáveis pelo instituto. Os investigadores tratam o caso como possível indício de desvio de finalidade.

Outro ponto apurado pela PF envolve um pedido atribuído à assessora por quatro ingressos para um camarote durante o desfile das escolas campeãs do Carnaval do Rio. Segundo a investigação, Calixto teria procurado um empresário para conseguir os convites. A PF analisa o episódio como possível pedido de vantagem indevida.

Robson Calixto foi condenado pelo STF, em fevereiro deste ano, por integrar organização criminosa armada. Na mesma ação, Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados como mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Flávio Bolsonaro afirmou ao Estadão que a emenda foi destinada de acordo com a legislação e com critérios técnicos do Ministério do Esporte. Segundo o senador, a entidade apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu valores não utilizados.

O candidato acrescentou que a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária e que eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle. Ele não comentou o conteúdo dos diálogos entre sua assessora e Calixto.

Maria de Fátima Bezerra Castro não respondeu aos contatos da reportagem. A defesa de Calixto afirmou que não atuou no episódio. A defesa de Domingos Brazão também negou participação no caso, enquanto a de Chiquinho Brazão informou desconhecer a investigação.

Fonte: Estadão
Foto: Reprodução

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Veja melhores momentos do debate da TV Guararapes com candidatos ao Governo de Pernambuco

A TV Guararapes realizou hoje o primeiro debate da TV no estado com candidatos ao Governo de Pernambuco no primeiro turno das Eleições 2026. Estiveram no encontro Ivan Moraes, do PSOL; João Campos, do PSB; e Raquel Lyra, do PSD. O debate foi mediado pela jornalista Meiry Lanunce. O debate foi dividido em quatro blocos, […]

A TV Guararapes realizou hoje o primeiro debate da TV no estado com candidatos ao Governo de Pernambuco no primeiro turno das Eleições 2026.

Estiveram no encontro Ivan Moraes, do PSOL; João Campos, do PSB; e Raquel Lyra, do PSD. O debate foi mediado pela jornalista Meiry Lanunce.

O debate foi dividido em quatro blocos, com duração total prevista de 1 hora e 55 minutos. O formato priorizou o confronto direto entre os participantes.

No 1º bloco, perguntas entre os candidatos com tema livre, incluindo direito a resposta, réplica e tréplica.

No 2º bloco, perguntas entre os candidatos com temas determinados por sorteio ao vivo (como saúde, educação e mobilidade).

O terceiro bloco terá o retorno do confronto direto com perguntas de tema livre.

No 4º e último bloco, espaço destinado às considerações finais, com tempo de dois minutos para cada participante.

Em linhas gerais,  o debate foi marcado por uma excessiva quantidade de temas ligados a Recife e Região Metropolitana entre João e Raquel,  mostrando a importância da capital pela densidade eleitoral no debate e busca do voto.

Os dois se revesaram entre ataque e defesa,  ganharam cada um direito de resposta e tentaram mirar fragilidades. Como franco atirador qualificado,  Ivan Moraes voltou a se sair bem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui você assiste o Debate na íntegra:

Quaest: Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro, 33% na disputa pela Presidência do Brasil

Nova rodada divulgada nesta segunda-feira (21) mostra diferença numérica de quatro pontos entre os dois primeiros colocados; Augusto Cury aparece em terceiro, com 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 33% no primeiro turno da disputa pela Presidência da […]

Nova rodada divulgada nesta segunda-feira (21) mostra diferença numérica de quatro pontos entre os dois primeiros colocados; Augusto Cury aparece em terceiro, com 6%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 33% no primeiro turno da disputa pela Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21).

Na sequência aparece Augusto Cury (Avante), com 6%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 1%.

A diferença numérica entre Lula e Flávio é de quatro pontos percentuais.

Na rodada anterior da Quaest, divulgada em 14 de setembro, Lula aparecia com 36% e Flávio tinha 31%. Com isso, o petista oscilou um ponto para cima e o candidato do PL, dois pontos.

Augusto Cury tinha 7% no levantamento anterior e agora aparece com 6%. Caiado permanece com 4%, Renan passou de 4% para 3% e Zema continua com 1%. As variações devem ser consideradas dentro da margem de erro da pesquisa.

O levantamento divulgado nesta segunda foi contratado pela Globo e por O Globo e ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

Fonte: Portal G1
Foto: Reprodução

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Quaest: Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 41% em empate técnico no 2º turno

Nova rodada divulgada nesta segunda-feira (21) mostra diferença numérica de um ponto percentual entre os dois candidatos na simulação de segundo turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 41%, em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da […]

Nova rodada divulgada nesta segunda-feira (21) mostra diferença numérica de um ponto percentual entre os dois candidatos na simulação de segundo turno.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 41%, em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21).

Com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, Flávio também registrava 42%, enquanto Lula aparecia com 40%. Na comparação, o candidato do PL manteve o percentual e o presidente oscilou um ponto para cima.

Com isso, a diferença numérica entre os dois passou de dois para um ponto percentual. As movimentações estão dentro da margem de erro do levantamento.

A pesquisa de segundo turno foi divulgada no mesmo dia em que a Quaest apresentou os novos números para a primeira etapa da eleição. No primeiro turno, Lula aparece com 37%, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) tem 6%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 1%.

O levantamento foi contratado pela Globo e por O Globo e ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

Fonte: Portal G1
Foto: Reprodução

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Lula diz que Trump “age como imperador” e avalia reciprocidade se negociação sobre tarifaço não avançar

Presidente afirma que Brasil continuará negociando com os Estados Unidos e que não pretende aplicar a Lei da Reciprocidade enquanto houver diálogo entre os dois países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (21), em Nova York, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “age como um imperador” ao adotar […]

Presidente afirma que Brasil continuará negociando com os Estados Unidos e que não pretende aplicar a Lei da Reciprocidade enquanto houver diálogo entre os dois países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (21), em Nova York, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “age como um imperador” ao adotar medidas comerciais de forma unilateral. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional.

Lula criticou as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, mas afirmou que pretende manter as negociações antes de adotar medidas de retaliação. Segundo o presidente, a Lei da Reciprocidade Econômica poderá ser utilizada caso as conversas não resultem em acordo.

“Enquanto estivermos na mesa de negociação, não tenho que aplicar a lei da reciprocidade”, declarou. Lula disse ainda que o Brasil não pretende iniciar uma guerra tarifária e que adotará cautela enquanto as tratativas estiverem em andamento.

Ao comentar a postura de Trump, Lula criticou o que classificou como tendência ao unilateralismo nas relações internacionais.

“Ele age como um imperador. É um jeito de governar que diz ‘eu sou o mais forte’”, afirmou. O presidente também defendeu relações comerciais equilibradas e o multilateralismo nas negociações entre países.

Atualmente, produtos brasileiros estão sujeitos a uma tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos em julho, além de uma sobretaxa de 12,5% estabelecida posteriormente, levando a carga adicional a 37,5% para os itens alcançados pelas medidas. O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas por Washington e já levou questionamentos à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lula está em Nova York para participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Nesta terça-feira (22), fará o tradicional discurso do Brasil na abertura do debate entre chefes de Estado e de governo.

Fonte: Portal G1
Foto: Reprodução

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