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Prefeitura de Tabira se posiciona sobre processo do TCE-PE envolvendo o transporte escolar

Por André Luis
A Prefeitura Municipal de Tabira, através da Secretaria Municipal de Educação e Esportes, vem a público prestar esclarecimentos técnicos e jurídicos acerca das informações divulgadas sobre o transporte escolar municipal, relacionadas ao Processo TCE-PE nº 25101774-6, em trâmite no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).
  1. Situação processual atual
O processo citado trata exclusivamente de pedido de medida cautelar, formulado a partir de Relatório Preliminar de Auditoria, não havendo, até o momento, julgamento definitivo do mérito, nem decisão que reconheça, de forma conclusiva, a existência de fraude, dano ao erário ou responsabilidade dos gestores. O procedimento encontra-se em fase de instrução e aprofundamento técnico.
  1. Decisão do TCE-PE sobre a medida cautelar
Em 08 de janeiro de 2026, o Conselheiro Relator Marcos Loreto decidiu negar a medida cautelar, por entender que não ficou demonstrado o requisito jurídico do periculum in mora, ou seja, não foi comprovado risco imediato ou dano irreparável ao erário que justificasse a suspensão dos pagamentos ou a interrupção do transporte escolar.Em termos simples, o Tribunal reconheceu que, embora haja questionamentos técnicos a serem analisados, não existe urgência nem perigo imediato que autorizasse uma decisão extrema antes do julgamento final.
  1. Contexto administrativo da contratação
A contratação analisada ocorreu no início da atual gestão, em janeiro de 2025, em cenário excepcional caracterizado pela ausência de transição administrativa na área do transporte escolar. A nova Administração assumiu sem acesso prévio a informações técnicas essenciais, como georreferenciamento das rotas, históricos de medições e cadastros consolidados do transporte escolar.Diante dessa realidade, a Prefeitura adotou medidas emergenciais para garantir a continuidade de um serviço público essencial, diretamente ligado ao direito constitucional à educação, evitando que alunos da rede municipal ficassem sem acesso às aulas.
  1. Alegação de superfaturamento
A alegação de superfaturamento apresentada no relatório do TCE baseia-se em cálculos feitos posteriormente pela auditoria, a partir de critérios técnicos definidos após a execução do contrato. Pela legislação, a simples diferença entre o valor pago e o valor estimado posteriormente não caracteriza superfaturamento, sendo necessária a comprovação de pagamento por serviço inexistente, fraude ou má-fé, o que não foi demonstrado até o momento.Além disso, a defesa da Prefeitura demonstra que houve erro claro na forma como a auditoria foi conduzida. Quando os auditores estiveram em campo para a fiscalização in loco, o contrato da dispensa de licitação já não estava mais em vigor. Esse contrato emergencial, firmado com a empresa VIAMOB Locações e Serviços Ltda., vigorou apenas no início da gestão.Na data da inspeção, o transporte escolar já estava sendo executado com base em outro contrato, decorrente de pregão eletrônico, firmado com empresa diferente, a Ribeiro Transportes, com novas rotas, nova metodologia de medição e parâmetros operacionais distintos.Mesmo assim, os auditores compararam o que foi visto em campo — já sob o contrato do pregão — com as rotas, quilometragens e parâmetros da dispensa emergencial, como se se tratasse do mesmo contrato e da mesma empresa. Isso gerou uma comparação incorreta entre contratos diferentes, empresas diferentes e períodos diferentes.Em termos simples, foi como analisar um contrato antigo usando dados de um contrato novo. Esse erro explica as divergências apontadas sobre quilometragem, classificação de veículos e rotas supostamente inexistentes. Por essa razão, a própria decisão do TCE reconheceu a necessidade de aprofundar a análise por meio de Auditoria Especial, sem qualquer conclusão definitiva até o momento.
  1. Execução das rotas e quilometragens
As rotas questionadas foram efetivamente executadas, com transporte regular de estudantes. A Prefeitura apresentou documentação contábil e operacional que comprova a prestação do serviço, como notas fiscais, registros de pagamento e medições. Eventuais falhas formais de padronização documental não autorizam a presunção de inexistência da execução.
  1. Veículos, motoristas e fiscalização
As observações relativas a veículos e motoristas devem ser analisadas à luz da realidade de municípios de pequeno porte e do caráter emergencial da contratação. Não houve registro de acidentes ou de qualquer ocorrência que colocasse em risco a integridade dos alunos. As situações apontadas foram transitórias e vêm sendo corrigidas de forma progressiva, com o aprimoramento dos contratos e da fiscalização.
  1. Controle interno e boa-fé administrativa
As limitações iniciais de controle interno decorrem do início de gestão sem transição e não se confundem com irregularidade grave ou fraude. A liquidação das despesas foi realizada com base em documentação existente, inexistindo qualquer prova de conluio ou má-fé. Desde então, a Prefeitura tem fortalecido seus mecanismos de controle e acompanhamento contratual.
  1. Auditoria Especial e aprofundamento da análise
O próprio TCE-PE determinou a realização de Auditoria Especial, justamente para aprofundar a análise técnica e jurídica do tema, o que reforça que não há conclusão definitiva sobre o mérito da contratação. O processo seguirá seu curso regular, com contraditório, ampla defesa e análise técnica adequada.
  1. Esclarecimento final à população
A Prefeitura Municipal de Tabira reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção dos estudantes. A gestão respeita o trabalho dos órgãos de controle e seguirá colaborando integralmente com o Tribunal de Contas, confiante de que os fatos serão analisados com rigor técnico e equilíbrio jurídico.Ao mesmo tempo, esclarece que não procede a afirmação de “rombo” ou fraude consumada, uma vez que o próprio TCE-PE afastou qualquer urgência ou risco imediato e determinou o aprofundamento da análise antes de qualquer conclusão definitiva.Prefeitura Municipal de Tabira Secretaria de Educação e Esportes

Outras Notícias

“O segredo para tentar virar a eleição é diminuir a alienação eleitoral”, diz Felipe Nunes

O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisou nesta quarta-feira (21), na GloboNews, o papel da abstenção e dos votos brancos e nulos no segundo turno das eleições presidenciais. A avaliação ocorreu após a divulgação da pesquisa que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 45%, e Lula (PT), com 44%. Durante o […]

O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisou nesta quarta-feira (21), na GloboNews, o papel da abstenção e dos votos brancos e nulos no segundo turno das eleições presidenciais.

A avaliação ocorreu após a divulgação da pesquisa que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 45%, e Lula (PT), com 44%.

Durante o comentário, Nunes explicou que a chamada alienação eleitoral, que reúne os eleitores que não comparecem às urnas e aqueles que votam em branco ou nulo, é um indicador importante para compreender o comportamento do eleitorado.

“Olhar para a abstenção me parece uma estratégia limitada. Uma campanha que quer apostar numa virada precisa olhar, na verdade, para alienação”, afirmou.

O pesquisador utilizou as eleições de 2014, disputadas entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), para explicar como mudanças no comportamento de eleitores que não escolheram nenhum candidato podem influenciar o resultado de um segundo turno.

Segundo Nunes, naquele ano houve uma redução de um ponto percentual na alienação eleitoral. Ele também comparou os dados com os pleitos de 2018 e 2022, destacando diferenças no comportamento dos eleitores entre o primeiro e o segundo turno.

Na análise, o cientista político abordou ainda os possíveis efeitos de estratégias voltadas à redução da abstenção e a importância de considerar separadamente os eleitores que deixam de votar e aqueles que comparecem às urnas, mas não escolhem um candidato.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a análise completa de Felipe Nunes.

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Após repercussão de fala sobre Bolsa Família, Flávio orienta auxiliares a evitar declarações sobre propostas até domingo

A orientação foi discutida internamente nessa terça-feira (20), diante da avaliação de aliados de que declarações de integrantes da equipe poderiam provocar novas controvérsias na reta final da campanha. Com isso, Flávio deverá concentrar as explicações sobre propostas e temas considerados importantes. O episódio que motivou a decisão ocorreu na segunda-feira (19), quando Daniella Marques […]

A orientação foi discutida internamente nessa terça-feira (20), diante da avaliação de aliados de que declarações de integrantes da equipe poderiam provocar novas controvérsias na reta final da campanha. Com isso, Flávio deverá concentrar as explicações sobre propostas e temas considerados importantes.

O episódio que motivou a decisão ocorreu na segunda-feira (19), quando Daniella Marques defendeu, durante entrevista à CBN Bahia, uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que conseguissem emprego formal ou abrissem um negócio.

A declaração provocou questionamentos sobre uma possível interrupção do benefício após esse período e passou a ser utilizada pela campanha do presidente Lula (PT), adversário de Flávio no segundo turno.

Diante da repercussão, o senador publicou um vídeo nas redes sociais negando que pretenda acabar com o programa. Segundo ele, a proposta busca permitir que beneficiários continuem recebendo o auxílio por até dois anos após conseguirem emprego ou iniciarem uma atividade empresarial.

Integrantes da campanha afirmam que a orientação não representa punição a Daniella Marques, que permanece nas discussões sobre o programa de governo. A avaliação interna, entretanto, é que a proposta não foi suficientemente esclarecida na entrevista.

A decisão também ocorre em meio à divulgação de informações sobre investigações da Polícia Federal envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Os investigadores apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos empresariais entre os dois, que negam irregularidades.

Além de centralizar as declarações, a campanha prepara o candidato para o último debate presidencial, previsto para sexta-feira (23), na TV Globo. A equipe discute a possibilidade de reduzir os confrontos pessoais e ampliar a apresentação de propostas.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução

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Flávio aceita desafio de Lula, mas condiciona abertura de sigilos à divulgação de dados de ex-chefe de gabinete do presidente

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio de Lula (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O senador, no entanto, condicionou a medida à divulgação de informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente. A declaração foi feita durante […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio de Lula (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O senador, no entanto, condicionou a medida à divulgação de informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

A declaração foi feita durante uma agenda de campanha em Guarulhos, São Paulo, Flávio respondeu à proposta apresentada por Lula durante o debate da Band, no domingo (18), quando o petista desafiou o adversário a tornar públicos os dados financeiros e telefônicos dos dois candidatos e de seus familiares.

“Ele fez um desafio feio para mim. O Lula nem tem celular, como é que ele quer abrir o sigilo do telefone dele? Só que eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, declarou Flávio.

Em seguida, o senador estabeleceu uma condição: “Eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”.

Marco Aurélio Santana Ribeiro, citado pelo candidato, é ex-chefe de gabinete de Lula e teve seu nome relacionado a investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo contratos com o governo federal. A Polícia Federal apura suspeitas de que ele teria recebido recursos da empresária Roberta Luchsinger, investigada por sua atuação em negócios relacionados à administração pública.

Durante a declaração, Flávio também defendeu a origem de seu patrimônio e afirmou que suas informações financeiras já são conhecidas pelos órgãos de fiscalização.

“O meu patrimônio é todo declarado para a Justiça Eleitoral, para a Receita Federal. É declarado pra quem quiser. Minha vida é um livro aberto”, afirmou.

O senador é citado em dois inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. Um investiga um pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O outro apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do candidato.

Na terça-feira (20), Lula formalizou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua proposta de abertura dos sigilos, incluindo informações de familiares e empresas relacionadas aos candidatos.

Fonte: Correio Braziliense

Foto: Nelson Almeida/AFP

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Quaest: medo da volta dos Bolsonaro supera temor da reeleição de Lula pela primeira vez desde agosto

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que 44% dos eleitores têm mais medo do retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem mais a reeleição do presidente Lula (PT). É a primeira vez desde agosto que o temor da eleição de Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente acima do receio de um novo mandato […]

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que 44% dos eleitores têm mais medo do retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem mais a reeleição do presidente Lula (PT).

É a primeira vez desde agosto que o temor da eleição de Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente acima do receio de um novo mandato de Lula. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, os dois cenários registravam 43% cada.

A última vez em que o medo da volta dos Bolsonaro havia superado o da reeleição de Lula foi em 14 de agosto, quando 45% dos entrevistados apontaram maior temor em relação à eleição de Flávio, contra 41% que manifestaram receio da permanência do petista no Planalto.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a diferença é maior. Nesse grupo, 63% afirmaram temer mais o retorno da família Bolsonaro, percentual que era de 58% na pesquisa anterior.

Já o temor da reeleição de Lula entre os beneficiários do programa caiu de 29% para 23% no mesmo período.

O levantamento foi realizado após a promulgação do fim da escala de trabalho 6×1, em 16 de outubro, e também abrange parte das repercussões do debate presidencial realizado pela Band no domingo (18).

A pesquisa ouviu presencialmente 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. Contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-08535/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O indicador mede qual dos dois resultados eleitorais provoca mais temor entre os entrevistados e não deve ser confundido com intenção de voto ou rejeição aos candidatos.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Daniel Ramalho/AFP e Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

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Nunes Marques descarta proposta de bloquear canais políticos no WhatsApp antes do segundo turno

A minuta foi elaborada pelo ministro André Mendonça e circulou entre integrantes do TSE. O texto previa que a restrição começasse dois dias antes da votação, marcada para domingo (25), e permanecesse em vigor até 24 horas depois da eleição. A proposta atingiria canais de apoio aos dois candidatos à Presidência, incluindo o Exército do […]

A minuta foi elaborada pelo ministro André Mendonça e circulou entre integrantes do TSE. O texto previa que a restrição começasse dois dias antes da votação, marcada para domingo (25), e permanecesse em vigor até 24 horas depois da eleição.

A proposta atingiria canais de apoio aos dois candidatos à Presidência, incluindo o Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que ultrapassou 7 milhões de inscritos, e o Tropa do Flávio, ligado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), com aproximadamente 2 milhões de seguidores.

Após a divulgação da proposta, Nunes Marques afirmou ser contrário à alteração das regras eleitorais às vésperas da votação. O presidente do TSE declarou que não convocará reunião para discutir a minuta e que o assunto não será incluído na pauta do tribunal.

Segundo o ministro, o texto foi elaborado por André Mendonça a partir de discussões realizadas anteriormente com outros integrantes da Corte.

Mendonça, por sua vez, afirmou que a proposta não foi uma iniciativa individual. Em nota, declarou que houve consenso entre os ministros sobre a necessidade de discutir o funcionamento dos canais políticos e que a minuta dependeria de deliberação do colegiado.

O objetivo apresentado pelo gabinete de Mendonça seria evitar a circulação de conteúdos ilícitos nas horas próximas à votação, período em que haveria menos tempo para respostas e eventuais correções.

A discussão ocorre após decisões envolvendo o canal Exército do Lula, que chegou a ser suspenso por determinação de Nunes Marques e posteriormente voltou a funcionar. A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou representações contra o canal, questionando conteúdos divulgados pela página.

Na última sexta-feira (16), o TSE já havia aprovado regras para o funcionamento de canais vinculados às campanhas eleitorais. A resolução estabelece critérios para o registro dessas páginas e prevê a possibilidade de suspensão em casos de divulgação reiterada de conteúdos ilícitos.

A nova minuta ampliaria as restrições ao alcançar canais políticos de grande porte durante um período determinado, independentemente de decisão individual sobre seu conteúdo.

Apesar da divergência entre as manifestações de Nunes Marques e Mendonça, não houve aprovação da proposta. O presidente do TSE afirmou que o texto não será submetido à votação antes do segundo turno.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Luiz Roberto/TSE

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