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Polícia vai analisar movimentação bancária de Taty Dantas, noiva de Meira

Por André Luis
Foto: reprodução/Youtube

Blog de Jamildo

A delegada Jéssica Ramos, que investiga o prefeito afastado de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), afirmou que a Polícia Civil deve fazer uma apuração sobre as movimentações financeiras da noiva dele, a cantora e ex-secretária de Assistência Social do município Taty Dantas.

“Temos que fazer toda a triagem do dinheiro que identificamos que seria a movimentação bancária dela com o valor percebido em shows. Se ela não tiver auferido essa renda com seus próprios meios do trabalho artístico, teríamos uma coautoria com relação ao crime de lavagem de dinheiro”, disse.

A delegada explicou que chamou atenção da polícia um contrato assinado por ela e por Meira, apreendido na primeira fase da Operação Hárpalo, em que ele se compromete como empresário para promovê-la nacionalmente, recebendo metade dos valores. “Ela se apresentou diversas vezes em Camaragibe”, enfatizou Jéssica Ramos.

Taty Dantas não foi alvo da segunda fase da Operação Hárpalo, que levou à prisão de Meira. Logo após o afastamento dele, a vice-prefeita, Nadegi Queiroz (DC), tomou posse e exonerou todo o secretariado, incluindo a cantora.

Um show de Taty Dantas levou a uma das polêmicas envolvendo o prefeito afastado. Em fevereiro deste ano, circularam dois áudios de Meira em que ele cobrava a participação dos comissionados da prefeitura em um show da noiva. Por causa disso, ele foi investigado por improbidade administrativa pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

A defesa de Meira afirmou vai entrar com um habeas corpus para libertar o petebista no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou o afastamento dele por 180 dias.

Outras Notícias

Didi pode assumir Solidariedade em Carnaíba

O ex-prefeito de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, José Francisco Filho (Didi), deverá voltar a comandar o grupo de oposição do município. Neste sábado (15), Didi recebeu em sua residência Marília Arraes, que foi candidata ao governo de Pernambuco nas eleições 2022. Em um vídeo publicado por ela em suas redes sociais, Marília, que é […]

O ex-prefeito de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, José Francisco Filho (Didi), deverá voltar a comandar o grupo de oposição do município.

Neste sábado (15), Didi recebeu em sua residência Marília Arraes, que foi candidata ao governo de Pernambuco nas eleições 2022.

Em um vídeo publicado por ela em suas redes sociais, Marília, que é do Solidariedade, adiantou seu partido na cidade será conduzido pela oposição.

Além de Didi,  nomes como o filho,  Matheus Francisco,  o ex-vereador Gleybson Martins,  o vereador Juniano receberam a ex-deputada, que está girando pela região.

Didi nunca escondeu o sonho de emplacar o filho Matheus Francisco como candidato a prefeito. Ainda são cotados nomes como Gleybson Martins e a empresária Ilma Valério.

Carnaíba realiza VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

Aconteceu nesta sexta-feira (16) a VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Carnaíba, realizada pela Secretaria de Assistência e Inclusão Social, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A abertura contou com uma apresentação do projeto “Resgatando nossa afrodescendência”, que é realizado com mães e […]

Aconteceu nesta sexta-feira (16) a VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Carnaíba, realizada pela Secretaria de Assistência e Inclusão Social, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A abertura contou com uma apresentação do projeto “Resgatando nossa afrodescendência”, que é realizado com mães e crianças acompanhados pelo programa Criança Feliz, da Região do Caroá.

Na ocasião, foi abordado o Tema Central: Situação dos direitos humanos de crianças e adolescentes em tempo de pandemia da Covid-19: violações e vulnerabilidades, ações necessárias para reparação e garantia de políticas de proteção integral, com respeito à diversidade. A palestra magna da Conferência foi ministrada pelo advogado e assistente social Marcos Nascimento.

Convidados e representantes das diversas políticas municipais dialogaram sobre como estão sendo tratados e assegurados os direitos das crianças e adolescentes do nosso município, em meio ao período de pandemia. O evento deliberou propostas para a XII Conferência Estadual que será realizada em março de 2023.

Operação Policial em Brejinho combate quadrilha que promovia assalto a motos, tráfico de armas e drogas

Nesta quinta-feira (29), Polícias Civil e Militar de Pernambuco e do Rio Grande do Sul, envolvendo 76 Policiais civis e 32 militares, nas cidades de Brejinho-PE e Soledade-RS, realizaram a Operação Pajeú Seguro com o apoio da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. A ação foi deflagrada dentro do programa Pacto Pela Vida. A ‘Operação […]

Nesta quinta-feira (29), Polícias Civil e Militar de Pernambuco e do Rio Grande do Sul, envolvendo 76 Policiais civis e 32 militares, nas cidades de Brejinho-PE e Soledade-RS, realizaram a Operação Pajeú Seguro com o apoio da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. A ação foi deflagrada dentro do programa Pacto Pela Vida.

A ‘Operação Pajeú  Seguro’ supervisionada pela chefia da Polícia Civil e coordenada pela Diretoria Integrada do Interior, foi conduzida por Antônio Júnior, delegado de Brejinho.

Participaram 76 policiais civis entre: delegados, agentes e escrivães do estado de Pernambuco e do Rio Rio Grande do Sul e 32 policiais militares do Estado de Pernambuco.

Na operação houve mandados de busca e apreensão e prisão em Pernambuco e no Rio Grande do Sul. O alvo,  uma quadrilha que promovia assaltos a motos na região, tráfico de armas e drogas. As informações são do Blog do Marcello Patriota.

Um dia após perder mandato, Daniel Silveira é preso em Petrópolis

Ex-deputado descumpriu as regras da prisão domiciliar O ex-deputado federal Daniel Silveira foi preso novamente hoje (2), por descumprir as regras da detenção domiciliar. A prisão ocorreu na casa de Silveira, na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Os agentes da Polícia Federal também cumpriram um mandado de busca e apreensão […]

Ex-deputado descumpriu as regras da prisão domiciliar

O ex-deputado federal Daniel Silveira foi preso novamente hoje (2), por descumprir as regras da detenção domiciliar. A prisão ocorreu na casa de Silveira, na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

Os agentes da Polícia Federal também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de Silveira para recolher armas, munições, dinheiro em espécie, computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos ou materiais relevantes. O passaporte do ex-deputado também foi apreendido e cancelado, e a Justiça determinou ainda a suspensão dos seus registros de armamento e portes de arma de fogo.

A ordem de prisão foi dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após Silveira danificar a tornozeleira eletrônica que é obrigado a usar, e fazer novos ataques contra o STF e o sistema eleitoral brasileiro, em vídeos divulgados na internet e em discurso na Câmara dos Deputados. Na decisão, Moraes declarou que as condutas de Silveira “revelam o seu completo desprezo pelo Poder Judiciário”.

De acordo com o ministro “está largamente demonstrada, diante das repetidas violações, a inadequação das medidas cautelares em cessar o periculum libertatis do investigado, o que indica a necessidade de restabelecimento da prisão, não sendo vislumbradas, por ora, outras medidas aptas a cumprir sua função”.

Moares ressaltou ainda que Silveira já acumula uma multa no valor de R$ 4,38 milhões pelo descumprimento das medidas cautelares e, mesmo com o prejuízo financeiro, Silveira continua demonstrando “completo desrespeito e deboche com as decisões judiciais” dadas pela Suprema Corte.

O ex-deputado foi condenado, em abril do ano passado, a 8 anos e 9 meses de prisão por proferir discursos de ódio e atentar contra o estado democrático de direito, mas recebeu indulto do ex-presidente da república Jair Bolsonaro. Apesar do perdão presidencial evitar que Silveira fosse preso, o STF entendeu que a decisão não se estenderia às medidas cautelares.

Nas últimas eleições para o Legislativo, Daniel Silveira foi candidato ao Senado com o apoio do ex-presidente, mas conseguiu apenas 1,5 milhão de votos e não se elegeu. As informações são da Agência Brasil.

Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira blindaram carro para levar dinheiro, acusa Dodge

Do blog de Jamildo A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o deputado federal Eduardo da Fonte (PI) e o senador Ciro Nogueira (PI), ambos do PP, por obstrução de Justiça. A chefe do Ministério Público Federal (MPF) afirma que os parlamentares tentaram comprar o silêncio de um ex-assessor e motorista, José Expedito Rodrigues Almeida, […]

Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

Do blog de Jamildo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o deputado federal Eduardo da Fonte (PI) e o senador Ciro Nogueira (PI), ambos do PP, por obstrução de Justiça. A chefe do Ministério Público Federal (MPF) afirma que os parlamentares tentaram comprar o silêncio de um ex-assessor e motorista, José Expedito Rodrigues Almeida, além de tentar usar a estratégia de imputar aos policiais federais a prática de coação. No documento, assinado por Dodge no último dia 14, sem alarde, ela afirma que os pepistas ainda blindaram um carro para que nele fosse levado dinheiro. Além dos dois, foi denunciado o ex-deputado Márcio Junqueira.

“O carro, de placa KKE 1144, foi blindado para que transportasse dinheiro da organização criminosa e estava em nome da empresa ADPL Motors, cujos proprietários de fato são Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte, segundo EXPEDITO (páginas 23 e 24 do RAMA 107/2017)”, afirma a procuradora. “Márcio questionou: tu falou da Pajero? EXPEDITO: falei. Tava tudo dentro da mala O que eu paguei de cartão meu, tudo dentro da mala. Tudo! (…) Na Polícia Federal ficou lá, os documentos tudinho, ficou lá (fl. 235). Consta auto de apreensão da nota fiscal do serviço de blindagem desse veículo, documento analisado do Relatório de Análise de Material Apreendido n.° 107/2017”.

A conversa foi alvo de interceptação ambiental.

Também foi observado um diálogo entre os dois, em que falam sobre uma suposta estratégia para desfazer depoimentos anteriores de Expedito. O ex-assessor havia prestado depoimentos à Polícia Federal revelando supostas ações criminosas. “Bem por isso, sua vida foi ameaçada pelos dois parlamentares, razão pela qual foi necessário ser inserido no Programa de Proteção do Ministério da Justiça em 2016, dele saindo no ano seguinte, em agosto. Ao sair do Programa, no segundo semestre de 2017, JOSÉ EXPEDITO passou a ser assediado por um emissário de Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte: Márcio Henrique Junqueira Ferreira”, acusa Dodge. Em fevereiro, dois meses antes de a PF cumprir mandados de busca e apreensão nos gabinetes e em imóveis dos parlamentares já por causa das investigações, ele buscou novamente o Ministério Público.

Ciro Nogueira (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

No diálogo interceptado este ano, eles ainda falam sobre a suposta compra do silêncio de Expedito e revelam o que seria, para o MPF uma tentativa de acusar os policiais de coação para desqualificar os depoimentos de 2016.

“Disse ele (Márcio) à testemunha-chave: o que eu falei? Quem falou foi o DUDU Só falei com DUDU DUDU faltou pra mim que ‘Acaba. Pra acabar’ (fl. 222). Em seguida, falaram dos depoimentos de JUNQUEIRA de 2016, os quais foram juntados aos inquéritos já objeto de denúncias. Aqui Márcio expôs claramente a estratégia de Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte. Eles queriam desqualificar os quatro depoimentos de 2016, imputando aos policiais a prática de coação. Márcio disse a EXPEDITO: Em dezembro a Federal mandou pra juntar no processo o teu depoimento. (…) Nós vamos fazer o seguinte, nós vamos fazer um termo [declaração em cartório], que você foi na federal, que você está sendo coagido e o caralho, que tão te pressionando. E deixa essa porra pra lá. E tu resolve se vai ficar com a Land Rover’. (..) Bom, vamos fazer pra acabar (fl. 222)”, relata a procuradora. “Em seguida, Márcio lhe fez promessas em troca da mudança de versão perante a PF: Eu tava pensando, cê ia pra Roraima, até nós alugar uma casa razoável, cê fica lá em casa, trabalhando comigo”.

“No dia 27/02/2018, Márcio Junqueira informou em ligação telefônica com terceira pessoa que estava indo para a casa de Eduardo lá na trezentos e dois (fl. 200). A pesquisa em ERB’s confirmou sua ida à casa de Eduardo da Fonte na SQN 302, bloco A, apto. 302, Brasília/DF (fl. 202). Ainda nesse dia, Márcio combinou com EXPEDITO a ida ao cartório para a elaboração de um documento que desacreditasse seus depoimentos à PF em 2016: E ai, vamos ao cartório logo… (fl. 201)”, afirma ainda Raquel Dodge na denúncia.

De acordo com a denúncia, Expedito chegou a ser ameaçado de morte. “MÁRCIO JUNQUEIRA afirmou que se o declarante falasse alguma coisa ou gravasse, ele mesmo iria matá-lo, que não aguardaria sequer ordem dos parlamentares (fl. 19)”, afirma a procuradora.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator das ações referentes à Operação Lava Jato, no dia 24 de abril. Além de diligências em Brasília, que envolveram os gabinetes de Eduardo da Fonte e Ciro Nogueira, a PF fez buscas em endereços no Recife (PE), em Teresina (PE) e em Boa Vista (RR).

“O resultado destas buscas foi a obtenção de mais elementos de ligação entre Ciro Nogueira e a testemunha-chave, JOSÉ EXPEDITO, além do descortinamento de outros crimes praticados pelo senador. Foi apreendida uma folha de papel (item 1′) com uma pesquisa sobre JOSÉ EXPEDITO RODRIGUES DE ALMEIDA, a testemunha-chave. Entrevistado durante a busca, o chefe de gabinete do Senador, Marcelo Lopes da Fonte, confirmou que o documento foi uma pesquisa feita por ele mesmo a pedido do senador (fl. 252). A redação do documento principia com a frase: 1. A pessoa que o senhor pediu para verificar não consta nada aqui no senado (fl. 253)”, relata Dodge.

“As provas contra Ciro vão além. Na casa de Márcio Junqueira, foi apreendido seu telefone celular”. Consta nele uma mensagem entre Márcio Junqueira e Ciro Nogueira, pelo aplicativo WhatsApp, às 02:49h de 22/03/2018, em que Márcio encaminha a Ciro Nogueira os dados de contato de JOSÉ EXPEDITO RODRIGUES ALMEIDA (‘Almeida Sp’)”, afirma ainda a procuradora.

“A partir da farta documentação acostada, é possível afirmar que Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte mantiveram relações criminosas biunívocas durante anos, as quais foram testemunhadas presencialmente por José Expedito. Muitas delas disseram respeito ao transporte de dinheiro de origem criminosa feito pelo ex-assessor. Nesse universo estão: a) a remessa de cem mil reais da UTC Engenharia (fl. 119 da AC n. 4.383); b) o uso compartilhado de imóvel para guarnecimento de dinheiro (fl. 123); c) o recebimento de R$ 1,25 milhão pelo advogado Marcos Meira (fl. 124); d) a busca de cinquenta mil reais junto a Daividson Tolentino (fl. 126), pessoa indicada por Ciro Nogueira para o cargo de Diretor de Logística e Saúde do Ministério da Saúde; e) transporte de seiscentos mil reais pela Pajero blindada (fl. 132), veículo esse pertence a Eduardo e a Ciro (fl. 133); e f) a busca de pelo menos R$ 450 mil junto a Julio Arcoverde, a mando de Ciro e Eduardo”, acusa Raquel Dodge.