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“Pintou um clima”, frase de Bolsonaro viraliza nas redes sociais

Por André Luis

Por André Luis – Com informações do UOL

Durante entrevista a um podcast na última, sexta-feira (14), o presidente da República e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), usou a frase “pintou um clima”, para descrever o encontro que teve com meninas venezuelanas menores de idade em São Sebastião-DF, que segundo ele, estariam se prostituindo.  

“Parei a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas, três, quatro, bonitas; de 14, 15 anos, arrumadinhas num sábado numa comunidade. E vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei, ‘posso entrar na tua casa?’ Entrei”, disse o presidente.

“Tinha umas 15, 20 meninas, [num] sábado de manhã, se arrumando – todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas, 14, 15 anos se arrumando num sábado para quê? Ganhar a vida. Você quer isso para a tua filha, que está nos ouvindo aqui agora. E como chegou neste ponto? Escolhas erradas”, prosseguiu Bolsonaro.

O trecho da fala sobre “pintar um clima” com menores de idade viralizou neste sábado (15) e chegou aos Trending Topics do Twitter – lista dos assuntos mais comentados na rede social. Somados, os termos “pintou um clima”, “Bolsonaro pedófilo” e “Bolsonaro pervertido” chegaram a somar quase 90 mil menções no Twitter.

Outras Notícias

Em nota Josete Amaral rebate acusações do ex-prefeito Dinca Brandino

Prezado Nill Junior, Em reposta aos despautérios lançados pelo ficha suja Dinca Brandino em matéria veiculada nesse blog tenho a esclarecer que os recursos do Matadouro foram conseguidos através de meu empenho pessoal junto ao Governo do Estado, pois o convênio foi assinado na minha gestão, tendo até o final de 2008 sido executado parte […]

Prezado Nill Junior,

Em reposta aos despautérios lançados pelo ficha suja Dinca Brandino em matéria veiculada nesse blog tenho a esclarecer que os recursos do Matadouro foram conseguidos através de meu empenho pessoal junto ao Governo do Estado, pois o convênio foi assinado na minha gestão, tendo até o final de 2008 sido executado parte do projeto, e como o dinheiro não deu para construir o restante da obra, foi pedido mais recursos ao Estado de Pernambuco.

Ocorre, caro Nill Junior, que ao assumir a gestão em 2009, o ex-prefeito Dinca Brandino ao invés de solicitar os recursos restantes para terminar a obra do matadouro resolveu não dar continuidade a mesma, e numa tentativa desesperada de prejudicar a minha pessoa ingressou com uma ação de improbidade totalmente infundada e sem respaldo jurídico algum.

O que de fato o ex-prefeito esconde é que em sua gestão ele pediu recursos para construção de um novo matadouro quando já existia obra já em andamento, pois o que ele queria era colocar uma empresa que atendesse aos seus interesses financeiros, e não as que foram licitadas anteriormente. Essa é a razão do matadouro de Tabira não ter sido construído até a presente data, o ex-prefeito não quis terminar projeto por mim iniciado e começou tudo do zero.

A procuradoria jurídica atual ao se deparar com uma ação infame e sem mérito jurídico algum preferiu arquivar o feito por que ciente que seria derrotada novamente, já que todas as ações intentadas pelo ex-prefeito Dinca Brandino ou por seus advogados a época foram todas vencidas pela minha pessoa, não tenho nenhuma condenação judicial em virtude de nenhuma das denuncias fabricadas pelo ex-prefeito, e esse é o principal ressentimento dele.

Venci todas as ações contra a minha pessoa, todas as minhas prestações de contas foram amplamente aprovadas no TCE e em todos os órgãos públicos que investigaram a minha gestão, pois sempre apliquei os recursos públicos com seriedade e honestidade.

Agora o mesmo não podemos dizer do ficha suja Dinca Brandino, pois este tem contas rejeitadas, responde a inúmeras ações de improbidade administrativa na justiça federal e estadual, além de responder inclusive a crime por falcatruas em licitação na cidade de Afogados da Ingazeira, e isso ele não divulga ou não se justifica, ao contrário, prefere atacar os outros ao invés de olhar o próprio umbigo.

Atenciosamente,

Josete Amaral

“Lula vai acabar com a escala 6×1”, diz João Campos em ato no Recife

Candidato ao Governo de Pernambuco também falou sobre combate ao feminicídio, conclusão da Transnordestina e ampliação de políticas públicas em parceria com o Governo Federal. João Campos (PSB) defendeu, nesta sexta-feira (25), o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá conduzir essa mudança caso […]

Candidato ao Governo de Pernambuco também falou sobre combate ao feminicídio, conclusão da Transnordestina e ampliação de políticas públicas em parceria com o Governo Federal.

João Campos (PSB) defendeu, nesta sexta-feira (25), o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá conduzir essa mudança caso seja reeleito. A declaração foi feita durante o ato da Frente Popular no Centro do Recife.

Ao lado do presidente, João relacionou a pauta trabalhista ao enfrentamento das desigualdades e da violência contra as mulheres.

“O senhor está do lado certo da história. É o senhor que vai acabar com a escala 6×1. É o senhor que vai enfrentar o feminicídio. É o senhor que vai acabar com as perdas no Brasil e cuidar do povo brasileiro”, declarou.

Durante o discurso, o candidato também defendeu a conclusão da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. João relembrou compromissos assumidos por Lula com seu avô, o ex-governador Miguel Arraes, e afirmou que pretende buscar a parceria do Governo Federal para grandes obras no Estado.

“Vamos sonhar com as grandes obras. Eu lembro quando o senhor falou, em 1989, do compromisso com Arraes e com o povo de fazer a Transnordestina. Tenho certeza de que, juntos, haveremos de concluir a Transnordestina em Pernambuco”, disse.

João mencionou ainda o pai, o ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014. O candidato afirmou ter se emocionado durante a caminhada realizada ao lado de Lula pelo Centro do Recife.

“Eu tive certeza que o meu pai estava do meu lado nessa caminhada. Meu pai nunca teve a oportunidade de me ver discursando, nem eu nunca subi num palanque ou num palco para falar ao lado dele. Mas Deus sabe de tudo”, afirmou.

O candidato também defendeu a expansão do Sistema Único de Saúde (SUS), das universidades e dos institutos federais.

No trio elétrico estavam ainda os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), além da senadora Teresa Leitão (PT). A caminhada com Lula começou no Cais de Santa Rita e terminou no Marco Zero.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert

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Aécio diz que será oposição se Marina ganhar pleito

do Diário de Pernambuco O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira (10) a adversária Marina Silva, do PSB, por prometer governar com os “melhores nomes” de cada partido e indicou que o PSDB não cederia quadros para um possível governo da ex-ministra. “O PSDB tem duas opções nessa eleição: ou […]

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do Diário de Pernambuco

O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira (10) a adversária Marina Silva, do PSB, por prometer governar com os “melhores nomes” de cada partido e indicou que o PSDB não cederia quadros para um possível governo da ex-ministra. “O PSDB tem duas opções nessa eleição: ou vence e é governo ou perde e é oposição”, afirmou Aécio em entrevista coletiva, depois de participar de sabatina do jornal O Globo.

Aécio disse que vive uma “segunda eleição”, iniciada quando Marina entrou na disputa em substituição ao ex-governador Eduardo Campos, que morreu em um acidente aéreo no dia 13 de agosto: “Precisamos nos adaptar à nova realidade”.

Terceiro colocado nas pesquisas, o candidato evitou responder se apoiaria Marina no segundo turno, mas disse que todo político tem que se posicionar. O tucano lamentou a neutralidade de Marina no segundo turno de 2010, disputado entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-governador José Serra (PSDB). “Vou falar de peito aberto: todo líder político tem que ter posição, mesmo que não seja o que mais atenda aos seus interesses pessoais e políticos”, disse.

Entre os nomes que Marina diz que gostaria de ver em seu governo está o de Serra, candidato ao Senado. Aécio se apresentou como o candidato com “um time de primeira linha” e representa “garantia de mudança segura”. Ao atacar a estratégia de Marina de se apresentar como novidade, o tucano disse que a candidata governaria com “o terceiro time do PSDB e do PT”. “O que está aí falhou, acredito que não terá outro mandato. Outra alternativa é Marina. O que é a nova política? Será que é governar com o terceiro time do PSDB e do PT?”

Questionado quem seria o terceiro time tucano, o candidato apenas exaltou seus aliados. “Não busquei o segundo melhor, o terceiro melhor. Temos um plano extraordinário para o Brasil”, disse. O candidato acrescentou não conhecer aqueles com os quais a Marina vai governar. “Como vai construir maiorias, apenas com sorriso, ou pinçando nome desse ou daquele partido?” O tucano criticou Dilma pelo que considerou ataques pessoais a Marina, como a declaração de que a adversária é “sustentada” por banqueiro, em referência à ligação com Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú. “Acho deselegante a presidente fazer declarações de que Marina é sustentada por esse ou aquele setor. Você jamais ouvirá de mim esse tipo de crítica”, disse.

Corpo de papa Francisco é sepultado na Basílica de Santa Maria Maior

Enterro ocorreu após missa de Exéquias na Basílica de São Pedro O corpo do papa Francisco foi trasladado até a Basílica de Santa Maria Maior, onde foi sepultado às 13h30 (horário local) deste sábado (26), conforme pedido do pontífice. O enterro ocorreu após a missa de Exéquias na Basílica de São Pedro. De acordo com […]

Enterro ocorreu após missa de Exéquias na Basílica de São Pedro

O corpo do papa Francisco foi trasladado até a Basílica de Santa Maria Maior, onde foi sepultado às 13h30 (horário local) deste sábado (26), conforme pedido do pontífice. O enterro ocorreu após a missa de Exéquias na Basílica de São Pedro.

De acordo com o Vaticano, cerca de 150 mil pessoas se posicionaram nas ruas de Roma para prestar homenagens, se despedir de Francisco e acompanhar a passagem do cortejo.

Às 13h, teve início o rito de sepultamento, presidido pelo cardeal camerlengo Kevin Farrell na presença de outros religiosos e também de membros da família de Francisco. Meia hora depois, a cerimônia foi encerrada.

“Papa Francisco agora repousa no nicho sepulcral na nave lateral, entre a Capela Sforza e a Capela Paulina, onde se encontra o ícone de Maria Salus Popoli Romani. Podemos ter a certeza de que os dois jamais se separarão”, destacou a Santa Sé, em nota.

O túmulo, por escolha do próprio papa, é simples – composto apenas pela inscrição “Franciscus” e uma cruz ao centro. Um detalhe, entretanto, dá caráter pessoal ao local: o túmulo foi construído com uma pedra extraída da região da Ligúria, na Itália, onde nasceu o bisavô do pontífice. As informações são da Agência Brasil.

“Jesus questionou os poderosos”, diz bispo pernambucano atacado por defesa da democracia e do fim da escala 6×1

Bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo tem sido alvo de ataques e ameaças após posicionamento a favor de pautas associadas à classe trabalhadora Do Diário de Pernambuco Negro, admirador de Dom Hélder Câmara e filho de um cortador de cana e de uma costureira. Há oito anos […]

Bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo tem sido alvo de ataques e ameaças após posicionamento a favor de pautas associadas à classe trabalhadora

Do Diário de Pernambuco

Negro, admirador de Dom Hélder Câmara e filho de um cortador de cana e de uma costureira. Há oito anos bispo titular da diocese de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, Dom Limacêdo Antônio da Silva foge aos estereótipos relacionados ao episcopado também em sua insistência em defender publicamente a democracia brasileira e causas ligadas à classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1 e as cotas para estudantes negros.

Embora já fosse conhecido na cena católica de Pernambuco pelo engajamento histórico no combate às desigualdades sociais, ele se tornou alvo de ataques e ameaças nas redes sociais após a repercussão de uma homília que celebrou durante o Natal do ano passado. Na ocasião, Dom Limacêdo pediu punição para quem pratica atos antidemocráticos e criticou a Lei da Dosimetria, promulgada em 8 de maio de 2026 pelo Congresso Nacional para viabilizar a redução de penas e a aceleração da progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, notadamente favorecendo os envolvidos no 8 de Janeiro de 2023.

“O propósito da Igreja é formar consciências”, disse Dom Limacêdo ao ser questionado sobre o papel da Igreja na atualidade, em entrevista concedida ao Diario de Pernambuco.

Nascido em Nazaré da Mata no dia 29 de setembro de 1960, ele comentou sobre sua intimidade de longa data com a pauta política, que teve início com a atuação pastoral junto a catadores de recicláveis, trabalhadores rurais e movimentos sociais. A vivência prática ganhou esteio intelectual durante sua formação em teologia no Mosteiro de São Bento em Olinda, onde Limacêdo se aproximou de Dom Fernando Saburido, agora Arcebispo emérito de Olinda e Recife, e dos estudos filosóficos. Confira a entrevista na íntegra:

DP: Desde quando o senhor tem sofrido ataques por seus posicionamentos?

Mais intensamente, desde a pregação que fiz na noite de Natal. Todo mundo aprendeu que na homília a gente faz primeiro a interpretação da bíblia. De quais são os feitos de Jesus, seus gestos. O texto bíblico não é todo passado, é todo presente.

Natal quer dizer o quê? Que Deus se encarnou, se fez homem e desceu até nós para que subíssemos. Vou negar a encarnação? A encarnação pressupõe o assumir da história, das lutas, dos sonhos e esperanças humanas.

O documento do Concílio Vaticano II- Gaudium et Spes fala do relacionamento da Igreja com o mundo. Segundo ele, as dores, medos e esperanças das pessoas de hoje são as dores, esperanças e medos dos discípulos de Cristo.

DP: Na sua visão, qual é o papel da Igreja diante de temas sociais e políticos que agora dividem a sociedade brasileira?

O nosso papel é anunciar o evangelho que salva e liberta. O evangelho que faz servir as pessoas que estão caídas. Pessoas, muitas vezes, que vivem na solidão, por parte dos familiares e de alguns governantes.

O propósito da Igreja é formar consciências. Se Deus é nosso pai, qual a consequência imediata? Somos todos irmãos. Todo mundo tem inteligência, tem valor e quer colocar isso à disposição da sociedade. Para isso, a gente precisa de muitas coisas.

O anjo de Jesus diz: ‘Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância’. Quando Jesus fala de vida, é uma vida digna, em que a gente possa gozar de fato dos direitos que todo ser humano tem. E o que estamos vendo? Tentativas de golpe contra a democracia, deputados que são eleitos e votam contra os trabalhadores e as trabalhadoras. Essa falta de coerência me leva, de fato, a não ficar quieto.

Eles podem ter vários dias de folga e descanso, expedientes muito limitados, e o trabalhador não pode. Essas são questões que interessam a Igreja católica, porque ela está preocupada com a pessoa humana integral.

DP: De onde vem essa sua formação mais engajada, ligada às causas sociais?

Eu venho de uma família simples de Pernambuco e fui crescendo vendo muitos exemplos de pessoas comprometidas com os outros. Minha formação foi acontecendo ouvindo as lideranças populares, acompanhando as campanhas da Igreja, lendo as histórias dos mártires e, sobretudo, olhando para a prática de Jesus. Não apenas aquele Jesus distante, divino, mas o Jesus humano, que se encarnou e assumiu as dores e os sonhos do povo.

Na Diocese de Nazaré, vivi experiências muito importantes. Havia semanas populares, encontros com sindicalistas, reuniões para discutir os problemas dos trabalhadores. Meu caminho foi sendo construído nesse contato com a vida do povo e com a compreensão de que o Evangelho precisa dialogar com a realidade concreta das pessoas.

Depois, no seminário, aprofundei meus estudos em Filosofia e Teologia, inclusive no Mosteiro de São Bento, onde tive contato com grandes referências da Igreja. Tudo isso foi me formando. Mas a essência sempre foi essa: compreender que seguir Jesus é também se preocupar com a dignidade humana, com justiça social e com a defesa da vida.

DP: Parte dos seus críticos afirma que religiosos não deveriam “fazer política”. É possível separar completamente fé, defesa de direitos sociais e debate público?

Essa separação não deveria existir, porque o próprio Jesus, no seu tempo, questionou os poderosos de sua época. Jesus não ficou em cima do muro. Um cristão não pode ficar alheio ao debate político e a Igreja não pode ser omissa, pois minha omissão, no fundo, é apoio para alguns.

Segundo o Vaticano Segundo, um grande momento de concílio no Brasil, a Igreja é sinal sacramento de salvação para a humanidade e ponto de diálogo para unir as pessoas, levá-las a refletir e viver enquanto pessoas humanas dignas.

DP: O senhor acredita que o ambiente político mais polarizado dos últimos anos também impactou as relações dentro das comunidades religiosas?

O impacto é dentro das famílias. Desde a última eleição, famílias não se reconciliaram ainda. Isso é um desmonte da própria pessoa, das relações humanas saudáveis.

Sempre existiram direita e esquerda. Isso é importante para que haja cobrança, educada, dialógica e que concorra para o bem. No Brasil, não há espaço para regimes autoritários, nossa educação e nossa história não podem ceder a isso.

Está faltando formação política, que é o que impede que as trevas tomem o lugar da luz. Se os sindicatos, a Igreja e os partidos não formam as pessoas, dá nessas loucuras que estamos vendo por aí. É importante estudar o que foi o regime militar e que, agora, aconteceu uma nova tentativa de golpe, no dia 8 de janeiro de 2025. Precisamos qualificar o jovem, fazê-lo sonhar, pois sua capacidade criativa precisa ser alimentada.

DP: Como lida com as reações negativas, dentro e fora da Igreja, a seus posicionamentos?

A princípio, a gente fica chocado, porque quando defendo a democracia, estou defendendo o óbvio. Os últimos papas têm dito que a política é uma das formas especiais para viver o bem do mundo das pessoas, da sociedade, das famílias, porque os políticos têm capacidade de contribuir para o bem comum. É uma tarefa muito bela, mas o que tem acontecido é que a gente sente vergonha do modo como ela tem sido conduzida.

Eu fico triste muitas vezes, mas isso não me tira a alegria do evangelho. Como dizia o Papa Francisco, não deixe que ninguém tire a sua esperança. E eu tenho esperança em um Brasil participativo, cheio de vitalidade, porque Deus nos deu tudo.

Temos direito ao sol, à lua, ao mar, temos direito de contemplar a natureza e defendê-la. Aqui, eu trabalho com uma equipe muito boa de sacerdotes e leigos engajados na defesa do Rio Pajeú e da caatinga, esse bioma tão profundo, tão belo, que nos permite viver.

A Terra é a nossa casa, a casa comum. Temos que nos lembrar disso. E os meios que ela tem, pode deixar de ter, se não tivermos cuidado.